1. INTRODUCTION
1.1 Enterococci
1.1.3 Antimicrobial resistance in enterococci
1.1.3.2 Acquired resistance
Com o intuito de compreender e relacionar diversas características da área estudada foram gerados os seguintes mapas temáticos: modelo digital de elevação (MDE), geologia, declividade e hidrografia, geomorfologia e solos na escala de 1:300.000. Para o mapa de geomorfologia e solos foram extraídos padrões da imagem de satélite SRTM, através de digitalização. Para geração dos demais mapas foram utilizadas imagens SRTM (Shuttle Radar Topographic Mission) da Nasa (Jarvis et al., 2008) e base de dados de hidrografia da ANA (Agência Nacional de Águas) e municípios do Geominas.
Na obtenção de dados e formação de banco de dados foi utilizado o Arq Gis®, versão 9.3 do ESRI (Environmental Systems Research Institute). Na etapa de
digitalização dos mapas foi utilizada uma mesa digitalizadora em tamanho A0. Todos os mapas foram confeccionados em papel A3.
As observações de campo foram fundamentais para a identificação das diversas feições do relevo e para o georreferenciamento da área pesquisada. Este foi feito através do uso de GPS de navegação (Garmim Plus Etrex). Os mapas foram gerados sobre a base do MDE, o que permitiu que fosse extraída a base altimétrica da área, composta de curvas de nível distanciadas de 20 e 20 m, possibilitando a identificação e interpretação de geoformas presentes na área delimitada para estudo.
A rede de drenagem foi extraída da base hidrográfica da ANA, sendo gerado um mapa com a rede hidrográfica da bacia do rio Abaeté, permitindo a interpretação do padrão de drenagem e das ordens dos rios da bacia (classificação de Strahler).
Buscando-se conhecer as características da bacia em estudo, geraram-se índices através da utilização do software ArcGis® 9.3 do ESRI, resultando então, nas características morfométricas da bacia do Rio Abaeté. Os índices estão apresentados no quadro 1.
Quadro 1. Características morfométricas da bacia do rio Abaeté Características geométricas
Área total Coeficiente de compacidade (Kc)
Perímetro total Índice de circularidade (IC) Fator de forma (F) Padrão de drenagem
Características do relevo
Orientação Altitude mínima
Declividade mínima Altitude média
Declividade média Altitude máxima
Declividade máxima Amplitude altimétrica Características da rede de drenagem
Densidade de drenagem (Dd) Comprimento do curso d’água principal Ordem dos cursos d´água Comprimento total dos cursos d’água Fonte: Adaptado de Tonello (2005).
3.6.1. Área total e perímetro total
A área total da bacia é expressa em km2 e compreende a área drenada por um conjunto de sistemas fluviais, projetado no plano horizontal. O perímetro total é expresso em km, constituindo o comprimento da linha imaginária ao longo do divisor de águas da bacia (Silva et al.,2004; Tonello, 2005).
3.6.2. Fator forma e coeficiente de compacidade
O fator forma relaciona a forma da bacia com um retângulo, resultando na razão entre a largura média e ao comprimento axial da bacia (Tonello, 2005). Este fator é muito utilizado para se ter uma estimativa a respeito do tempo de concentração das águas da chuva dentro de uma bacia, e o que se leva para a água chegar á uma saída comum (Villela & Mattos, 1975), ou seja, o exutório da bacia.
Determinado por:
A F =
L2 Em que: F = fator forma
A = Área de drenagem da bacia ou sub-bacia (km2) L = comprimento do eixo da bacia (km)
O coeficiente de compacidade (Kc) relaciona a forma da bacia com um círculo. Desta forma constitui a relação entre perímetro da bacia e a circunferência de um circulo igual à da bacia (Tonello et al.,2006). Este valor tende a unidade. Um coeficiente próximo à unidade corresponderia a uma bacia circular (Villela & Mattos, 1975).
Este índice é utilizado para ter-se uma idéia a respeito da irregularidade da bacia. Tanto maior for o índice, maior será a irregularidade da mesma.
Foi calculado por:
P Kc = 0,28
Em que: Kc = Coeficiente de compacidade P = Perímetro da bacia ou sub-bacia (km)
A = Área de drenagem da bacia ou sub-bacia (km2)
3.6.3. Índice de circularidade
O índice de circularidade tende a se aproximar do formato circular da bacia. Este valor assim como o Kc tende a unidade. É utilizado para aproximar-se a bacia a uma figura geométrica, visando cobrir da melhor maneira possível à mesma, a fim de conhecer seu formato (Christofoletti, 1980).
Foi calculado por:
12,57 x A IC =
P2
Em que: IC = Índice de circularidade
A = Área de drenagem da bacia ou sub-bacia (km2) P = Perímetro da bacia ou sub-bacia (km)
Christofoletti (1980), com base nos métodos de Lee & Salle (1970), a fim de eliminar a subjetividade na caracterização da forma da bacia, apresenta os limites para a classificação de uma bacia em circular, retangular e triangular. Para que uma bacia seja classificada como circular seu IC deverá estar próximo de 0,313, retangular 0,367, e triangular 0,222.
3.6.4. Padrão de drenagem e ordem dos cursos d’água
O padrão de drenagem corresponde a classificação da fisionomia dos cursos d’água ao longo de um perfil longitudinal sendo classificados como: Drenagem dendrítica, treliça, retangular, paralela, radial e anelar (Christofoletti, 1980).
A ordem dos cursos d´água de acordo com Christofoletti (1980) foi proposta primeiramente por Horton (1945) e modificado por Strahler (1957), alguns anos depois. Para estes autores os canais são classificados como: primeira ordem, segunda ordem, terceira ordem, quarta ordem, e assim por diante. A união de dois canais de mesma ordem resulta em um de ordem superior, e a união de dois canais de ordens diferentes, o de ordem maior prevalece. A ordenação dos canais fluviais é o primeiro passo para a realização da análise morfométrica das bacias hidrográficas (Cunha, 2001).
3.6.5. Declividade e altitude
A declividade do terreno é expressa como a variação de altitude entre dois pontos do terreno, em relação à distância que os separa (Tonello, 2005). Para o cálculo da declividade mínima, média e máxima utilizou-se a classificação de declividade (Quadro 2) de acordo com a Embrapa (2006).
Quadro 2. Classes de declividade
Declividade (%) Relevo 0-3 Plano 3-8 Suave ondulado 8-20 Ondulado 20-45 Forte ondulado 45-75 Montanhoso >75 Escarpado Fonte: Embrapa (2006).
A altitude é um índice muito importante, pois influencia diretamente na precipitação no que diz respeito às perdas de água por transpiração e evapotranspiração. Variações significativas na altitude de uma bacia têm
conseqüências na variação da temperatura média, o que causa variações na evapotranspiração da mesma. Um outro aspecto relacionado à altitude, é a possibilidade de conhecer melhor as formas do relevo, que por sua vez influencia na erosão provocada pelo escoamento das águas pluviais pela bacia. Através desse índice pode-se interpretar e conhecer melhor o padrão de dissecação do relevo.
3.6.6. Densidade de drenagem
A densidade de drenagem consiste na razão do comprimento total dos rios para com a área em km2, numa bacia hidrográfica (Freitas, 1952; Christofoletti, 1980). O calculo da densidade de drenagem é importante, pois indica o grau de desenvolvimento de um sistema de drenagem, variando inversamente com a extensão do escoamento superficial, indicando, por tanto, a eficiência da drenagem da bacia (Villela & Mattos, 1975).
Foi calculada por:
Lt Dd =
A
Em que: Dd = Densidade de drenagem
Lt = Comprimento total dos canais da bacia ou sub-bacia A = Área da bacia da bacia ou sub-bacia
3.6.7. Comprimento do curso d’água principal e total dos cursos d’água
O comprimento do curso d’água principal é a distância que se estende ao longo do curso de água desde a desembocadura até a nascente (Christofoletti, 1980). O comprimento total dos cursos d’água é a soma de todas as distâncias dos cursos da água da bacia hidrográfica, ou seja, o curso principal e seus afluentes.