Hypotese 4: Tillit gjennomsyrer organisasjonen
5.2 A NBEFALT VIDERE FORSKNING
Se para Moscovici (2012b) os sujeitos não se constituem como meros receptores, podendo pensar por eles mesmos, produzir ideias e expressar suas representações diante dos contextos e questões presentes na vida em sociedade, as representações direcionam como as práticas sociais são constituídas, orientando a inter-relação dos sujeitos com seus contextos. Neste sentido, o estudo das representações sociais de um determinado objeto permite definir o significado que o mesmo assume em determinado grupo.
Este capítulo apresenta a trajetória da pesquisa, cujo desenvolvimento reconhece a importância e necessidade da utilização de uma metodologia que ofereça instrumentos e elementos capazes de proporcionar acesso às representações sociais sobre juventude existentes nos discursos e práticas dos jovens. Se a intenção deste estudo consolida-se na análise dessas representações, a metodologia selecionada contribui e reforça para a interpretação das informações, permitindo análises que possam contribuir para que os objetivos sejam alcançados.
Rejeita-se, neste estudo, recorrer ao que autores já estabeleceram previamente sobre os principais interesses e angústias dos jovens. Considera-se que as temáticas que preocupam os jovens devem partir de seus próprios discursos, e, a partir de suas análises, a pesquisa esforça- se para compreender as imagens que estes vêm construindo de seu próprio grupo social.
Com o objetivo de atender a esta perspectiva, definiu-se uma estrutura metodológica contemplando os seguintes aspectos:
A lógica que orienta as ações da pesquisa; O cenário no qual se localiza a escola;
O roteiro que orientou a coleta de dados e os instrumentos utilizados; Os personagens envolvidos selecionados no estudo;
A constituição da dramaturgia (a análise dos dados).
A exemplo da encenação de uma peça de teatro, foram selecionados procedimentos metodológicos que pudessem contemplar todos os elementos e culminar com a apresentação final da própria encenação da peça – a análise.
2.1. O cenário
A escola na qual foi realizada a coleta de dados está localizada na cidade de Osasco, a quinta maior do estado de São Paulo, com aproximadamente 670 mil habitantes, no bairro Vila Campesina, próximo ao centro da cidade. Osasco caracteriza-se por ser uma “cidade- trabalho”, destacando-se pelo alto empreendedorismo de sua população, sendo o retrato de uma economia dinâmica, sustentável e com forte progresso social. É um polo comercial que atrai investimentos nos setores varejista e atacadista, possuindo, ainda, alto índice de comércios popular. No que se refere à Educação, existem na cidade 409 escolas públicas, sendo que destas, 94 oferecem Ensino Médio6.
Segundo dados de 2012 do site da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a 91,6% dos alunos são aprovados no Ensino Médio, 2,2%, reprovados e 6,1% abandonaram a escola.
Esta instituição foi indicada para a realização do Grupo Focal em razão de sua gestão pedagógica, que se apresenta disponível a contribuir com investigações científicas. Os alunos foram escolhidos pelo Diretor, que, segundo o próprio, utilizou o critério “os mais participativos” – na intenção de colaborar com a entrevista.
2.2. O roteiro
Para o levantamento dos dados elaborou-se um roteiro (ANEXO I) que poderia ser aplicado em um Grupo Focal, já que este se constitui em uma estratégia que, segundo Gatti (2005), oferece a exposição ampla de ideias e perspectivas por meio da interação entre os sujeitos. Assim, por meio dele, o pesquisador incentiva uma variedade de conversações, identifica normas e processos de construção da realidade, compreende comportamentos, atitudes e práticas cotidianas e visualiza as ideias compartilhadas e as diferentes perspectivas sobre uma mesma questão (GATTI, 2005). O emprego dessa técnica é apropriado quando se deseja conhecer os pensamentos do grupo sobre a temática pesquisada.
Os autores Bauer e Gaskell (2002) caracterizam o grupo focal como um debate aberto e acessível a todos, promovendo uma interação mais autêntica do que a entrevista em profundidade (individual), uma vez que os posicionamentos que emergem são influenciados pela natureza da interação grupal, em vez de se fundamentarem na perspectiva individual. Além disso, ressaltam a importância do moderador como catalisador da interação social entre os participantes, estimulando-os a falar e a reagir às falas apresentadas, promovendo o debate (BAUER e GASKELL, 2002).
O roteiro empregado no Grupo Focal foi utilizado com estudantes do período noturno do Ensino Médio, e teve duração de uma hora e meia. O grupo escolhido era composto por 13 jovens estudantes de uma escola pública da periferia da cidade de Osasco, na Grande São Paulo. O diretor da escola mostrou-se solícito em contribuir para o estudo, e comprometeu-se a abrir as portas da instituição para a realização das etapas da pesquisa. Posteriormente ao encontro, o roteiro foi transcrito (ANEXO II).
Como apoio ao levantamento dos dados e compreensão dos sujeitos presentes no Grupo Focal, foram aplicados questionários (ANEXO IV) com cada um dos participantes.
2.3. O elenco
Os jovens participantes da pesquisa pertenciam aos segundos e terceiros anos do Ensino Médio7– o que quer dizer que poucos se conheciam, ou, como disseram “só de vista”.
Apesar de afirmarem o desejo de participar da discussão – mesmo sendo para “fazer algo diferente” ou deixar de assistir determinada aula de determinado professor –, inicialmente não demonstraram conhecimento sobre o que aconteceria. Observou-se que, no decorrer do encontro, foram ficando mais “à vontade” e expondo suas ideias e opiniões diante dos assuntos que surgiam. Também, dialogaram e concordaram uns com os outros, bem como se colocaram respeitosamente quando discordavam de algum colega. Por fim, espontaneamente e como era esperado, na maioria das vezes relacionaram os assuntos às suas histórias pessoais, compartilhando-as. Pode-se afirmar que todo o processo da conversação foi essencia l para possibilitar o acesso do pesquisador aos hábitos, perspectivas, ideias, valores e comportamentos dos jovens.
2.3.1. Perfil dos Sujeitos
Para a caracterização dos personagens utilizou-se um questionário socioeconômico (ANEXO IV), com o objetivo de apresentar as características do grupo no qual se realizou a coleta de dados. Os resultados indicam inicialmente que a média dos sujeitos é de 17 anos, sendo que, dos 13 entrevistados, 7 são do sexo masculino e 6 do sexo feminino. No que diz respeito aos níveis de ensino, no momento da coleta de dados os professores do 1os anos do Ensino Médio estavam aplicando atividades de avaliação e não concordaram em dispensar os jovens. Portanto, os entrevistados pertencem aos 2os (8 sujeitos) e 3os anos (5 sujeitos). Esses dados podem ser vistos abaixo (Gráficos 1, 2 e 3):
7 Os alunos do 1º ano do EM não foram entrevistados em função de uma atividade avaliativa que estavam
5 sujeitos
2 sujeitos 5 sujeitos
1 sujeito