2. Marc teòric
2.1 L’ús de les xarxes socials com a eina educativa. El cas de TikTok
Neste tópico serão elencadas as justificativas e as motivações que levaram o autor desta tese a realizar a proposição de um framework conceitual.
Sobre a importância da escolha do tema Front End para a pesquisa, busca-se fundamentação na afirmativa de Kim e Wilemon (2002), que consideram a gestão eficiente do Front End como sendo um dos mais importantes e difíceis desafios dos gestores de inovação. Os autores complementam afirmando que a importância do FEI reside no fato de que, realizando efetivamente as suas atividades, podem surgir contribuições diretamente ligadas a um novo produto. Outro motivo é originário de Koen et al. (2001), que consideram as atividades de identificação de oportunidades, geração de ideias e definição de conceito como o núcleo das atividades do Front End da Inovação.
A estruturação das atividades do Front End tende a ajudar no desenvolvimento e maturidade dos projetos e processos de inovação, por meio do fornecimento de uma linguagem e terminologia comum, além de propor uma arquitetura que apresente como os elementos chave do FEI funcionam em conjunto.
Justifica-se o assunto inovação, pelo fato dele ser um dos elementos que auxiliam as organizações a enfrentarem os desafios relacionados à competitividade, pela busca de oportunidades muitas vezes impostas pelos acontecimentos contemporâneos, como crises econômicas, concorrência, globalização e transformações políticas, entre outras razões. Cooper e Kleinschmidt (1993) já indicavam que as maiores diferenças entre projetos que tiveram sucesso foram encontradas na qualidade de gerir as fases do Front End. Outro detalhe se deve ao fato da inovação envolver a combinação de conhecimentos existentes e de novos conhecimentos, os quais são fundamentais ao processo de inovação, que possibilite as organizações não somente sobreviverem, mas também
participarem ativamente do mercado de forma competitiva (NONAKA e TAKEUCHI, 2003; TIDD, BESSANT e PAVITT, 2008).
A inovação não só proporciona vantagens para as organizações, como também vem melhorando a vida das pessoas, pois a inovação é um esforço intrinsecamente humano. A inovação bem-sucedida acontece quando as pessoas com habilidades, experiências e recursos atuam conjuntamente para entender ou predizer, e então resolver, desafios de outras pessoas ou organizações. Por esses motivos, estudos sobre a inovação vêm sendo cada vez mais investigados em todo o mundo, pois o seu incentivo tem como resultado tornar os países mais competitivos no mercado mundial.
Sobre o fato de o trabalho ser no cenário brasileiro, destaca-se alguns indicadores, como o fato do Brasil ocupar a 69ª posição no ranking mundial de inovação de 2017, que classifica as economias da Suíça, Suécia, Países Baixos, EUA e Reino Unido no ranking das economias mais inovadoras do mundo. A China se junta as 22 melhores e lidera a classificação dos países dos BRICS1. Na América Latina, o Chile destaca-se com a 46ª posição e o Brasil tem uma posição intermediária no ranking (69ª) dos países mais inovadores, sendo ultrapassado por economias menores devido a ineficiências em pilares como o acesso e o uso das Instituições e o Resultado criativo (BOLETIM IGI, 2017; CORNELL UNIVERSITY, INSEAD, e WIPO, 2017). Figura 2 – Dez maiores potências no Ranking mundial da Inovação.
Fonte: Cornell University, Insead e Wiipo (2017)
1BRICS é uma sigla formada pelas letras iniciais de Brasil, Rússia, Índia, China e África
O Índice Global de Inovação expressa que o cenário de transformações da economia mundial está exigindo novas respostas dos países. A globalização também requer das nações uma nova geografia do crescimento, da produção e da inovação que apresentam claros efeitos sobre a forma de inserção do Brasil no cenário competitivo. A competitividade da indústria brasileira é sensível a essas transformações e a outras mudanças externas e internas. É justificado ainda que, com a inovação global, todos têm a ganhar.
Quanto à especificidade de o trabalho ser realizado com empresas de Santa Catarina, ressaltam-se os seguintes aspectos:
1) No contexto nacional, o estado de Santa Catarina ocupa a quinta posição no ranking de Gestão e Competitividade, segundo uma pesquisa realizada em 2016 pela unidade de Inteligência do grupo inglês Economist, e patrocinado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O objetivo da pesquisa realizada pelo CLP foi o de estimular o debate sobre os fatores que afetam a gestão pública, e que por meio deste debate houvesse incentivos às políticas públicas para tornar as economias dos estados mais produtivas.
Figura 3 – Ranking de gestão dos estados brasileiros.
Fonte: Centro de Liderança Pública (2016)
Destaca-se também na pesquisa, a existência de indicadores que verificam o ambiente de negócios nos 26 estados e no Distrito Federal. Dentre esses indicadores, a inovação é um dos 10 pilares avaliados.
Figura 4 – Pilares avaliados - Estado de Santa Catarina
Fonte: Centro de Liderança Pública (2016).
Além disso, a análise dos dados fornece informações para as empresas sobre quais estados oferecem as maiores oportunidades e maiores desvantagens. Na análise dessas informações, destaca-se oito categorias nas quais o Estado de Santa Catarina se distingue, ao ser comparando com a média dos Estados brasileiros, conforme é apresentado na figura 4.
2) O Prêmio Stemmer de Inovação Catarinense, segundo o artigo 28 da Lei Catarinense de Inovação, é definido da seguinte forma: “O Estado de Santa Catarina, por intermédio da FAPESC, concederá, anualmente, o prêmio “INOVAÇÃO CATARINENSE”, a trabalhos realizados no âmbito do Estado de Santa Catarina, em reconhecimento a pessoas, a instituições e a empresas que se destacarem na promoção do conhecimento e prática da inovação e na geração de processos, bens e serviços inovadores” (SANTA CATARINA, 2008).
A nomeação do prêmio ocorreu com a ata da reunião de 11 de setembro de 2009, do Conselho de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina como “Prêmio Professor Caspar Erich Stemmer da Inovação” em Santa Catarina.
Além dos motivos apresentados acima, enfatiza-se conjuntamente os aspectos relevantes que motivam o autor a escrever esta tese:
1) Relevância acadêmica: um dos fatores que motiva e impulsiona a execução deste estudo é o fato dele ser conduzido com rigor teórico-metodológico. No entanto, não se busca somente a compreensão profunda do fenômeno em si, mas também apresentar conhecimentos sobre como intervir em determinada situação. O estudo sobre o tema Front End da inovação também traz uma contribuição acadêmica para – Núcleo de Estudos em Inteligência, Gestão e Tecnologias para Inovação – IGTI, o qual possui artigos, dissertações e teses sobre o assunto. Outro fator que apresenta a relevância acadêmica está na quantidade de publicações existentes nas bases de dados sobre o tema Front End da inovação que cresce desde 1988, quando se começou a tratar do assunto com o nome de Fuzzy Front End e vem acentuando desde 2006 (COOPER e KLEINSCHMIDT, 1995; COOPER, 2011; KOEN et al., 2014; GAUBINGER et al., 2015). O gráfico 1 apresenta a quantidade de publicações sobre o FEI desde 1988. Dentre essas, há um crescente de novos estudos que incentivam a formalização das atividades do FEI, o que se pode perceber desde 2013. Contudo, até o momento de construção desta tese, ainda não foram localizadas propostas que tratem, especificamente, de todas as atividades que compõe o processo de identificação de oportunidades.
Gráfico 1 – Quantidade de artigos publicados sobre FEI
Fonte: dados da Pesquisa (2017)
2) Relevância profissional: embora muito se discute e se dê