4.4 Undersøkelser av bekker og elver
4.4.5 Hollelva
A discussão sobre responsabilidade social tem dominado a literatura associada a organizações nos últimos anos. A perspectiva de competitividade no mundo dos negócios tem potencializado a área de estratégia como forma de construir mecanismos que evidenciem as respostas para o alcance dos resultados organizacionais. Essa constatação remete aos estudos de estratégia e questões sociais, assim como sua importância, como fator de diferencial utilizado pelas corporações. E ainda, o crescente poder político e econômico das grandes corporações, aos grandes escândalos corporativos e às reações conduzidas por ativistas e outras organizações a esse poder, traduzem a inevitável aproximação da área de estratégia e a responsabilidade social (FARIA e SAUERBRONN, 2008).
Verifica-se uma forte tendência desse viés, como cita Orchis (2002), de que as empresas devam assumir compromisso com a qualidade ambiental, equidade social, retorno econômico, além de incorporar conceitos e práticas da responsabilidade social empresarial como princípio de existência. Mesmo com a afirmação da necessária atitude por parte das corporações para com o social, Porter e Kramer (2006) propõem uma nova maneira de revelar o relacionamento do negócio e a sociedade, não se tratando o sucesso organizacional e o bem- estar social como um jogo de soma zero.
Banerjee (2008) traça os debates sobre o papel das empresas nessa nova perspectiva, através do movimento da Responsabilidade Social Empresarial (RSE) a partir da discussão da corporação estando guiada pelos seus interesses econômicos e obtendo a capacidade de operar sobre a base da virtude cívica. A primeira noção é refletida também em teorias econômicas da empresa onde o foco está na eficiência requerida para a maximização
das oportunidades e a segunda na noção da legitimidade da organização no mercado a partir do seu papel diante da sociedade.
O movimento da globalização posiciona de forma imperativa uma velocidade da informação, transformando cenários e paisagens num movimento constante, em que o grande desafio para as novas gerações se encontra na busca de novos caminhos (KIM, 2005), para que a sociedade consiga agregar valores éticos e sociais, no sentido de preservar o ambiente e o bem-estar do ser humano como um todo.
Tachizawa (2002) observa a expansão da consciência coletiva com relação ao social e a complexidade das atuais demandas ambientais que a sociedade exige, induz a um novo posicionamento por parte das organizações em face de tais questões. Faria e Imasato (2007) argumentam que é urgente utilizar a estratégia, como filosofia de gestão, a fim de que seja incorporada em economias emergentes por organizações públicas, empresas de pequeno e médio porte, organizações sem fins lucrativos, e até mesmo organizações não governamentais.
O sistema capitalista consiste numa série de instituições, inclusive os mercados como instituições de troca, as empresas como instituições de produção e o Estado como criador e regulador das relações entre as instituições – sendo ao mesmo tempo uma instituição política... isso sugere que precisamos muito mais de uma perspectiva explicitamente institucionalista, que incorpore as instituições extra mercado e não-estatais como elementos integrais, não sendo meros apêndices (CHANG, 2002, p.5)
Analisar a responsabilidade social pressupõe uma dialética construtiva com enfoque sistêmico. Por representar uma diversidade de análises, em um contexto filosófico, seria o ato de semear ações em prol do próximo, conjugando a atitude de fazer o bem ao maior número de pessoas, fundamentando-se em princípios éticos e morais.
Faria e Sauerbronn (2008) comentam que a abordagem estratégica, a partir dos anos 80, delineou-se pela perspectiva utilitária com foco para as vantagens que as empresas podem tirar de oportunidades de mercado decorrentes de um comportamento socialmente responsável. Whittington (2004) explica que os estudos passam a tentar explicar as vantagens da aplicação da RSE, com ênfase para o desempenho social da empresa e o atendimento dos objetivos estratégicos da organização. As afirmativas sinalizam no direcionamento da aplicação da RSE para todas as empresas independente do porte.
Barbiere (2009) considera empresa sustentável aquela que procura incorporar os conceitos e objetivos relacionados com o desenvolvimento sustentável em suas políticas e práticas de modo consistente. A incorporação das dimensões de sustentabilidade econômica, social e ambiental por parte da empresa, significa adotar estratégias de negócios e atividades
que atendam às necessidades das empresas e dos seus stakehouders atuais, enquanto protegem, sustentam e aumentam os recursos naturais.
O Instituto Ethos (2004), define como empresa socialmente responsável aquela que possui capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviços, fornecedores, consumidores, comunidade, meio ambiente, governo e sociedade). Para a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ, 2005), responsabilidade social é o relacionamento ético e transparente da organização com todas as partes interessadas, visando ao desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.
A responsabilidade social deixou de ser uma opção para as empresas. É uma questão de visão, de estratégia e, muitas vezes, de sobrevivência. No entanto, responsabilidade social está geralmente relacionada à imagem de grandes corporações que investem em projetos sociais e comunicam através do relatório e balanço social conhecido no mercado como diferencial destas organizações.
Porter; Kramer (2006) sentenciam que os estudos empíricos realizados nos últimos anos, na busca de compreender o processo de RSE nas empresas, revelaram as pequenas empresas sensibilizadas com ações sociais, mesmo que de forma incipiente e imatura, comprovando que não se limita às grandes corporações o conteúdo social,
Em pesquisa desenvolvida pelo Instituto ETHOS (2004) sobre a Responsabilidade Social nas Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo, os resultados foram reveladores e significativos para compreensão da atuação das pequenas empresas no processo de RSE. Inicialmente foi constatado que 74% dessas organizações realizaram pelo menos uma ação social nos 12 meses que precederam a pesquisa.
O estudo aponta que o exercício da responsabilidade social das pequenas e microempresas paulistas, priorizam ações de caráter filantrópico e/ou de caridade (38%), em períodos regulares, de baixo valor financeiro, sem acompanhamento dos resultados pelos executores e sem divulgação. Também foram constatadas ações sociais na área da saúde (29%).
Em menor proporção, há uma sucessão heterogênea de programas com idosos e jovens, de prevenção e combate às drogas e ao álcool, participação em projetos culturais, meio ambiente, educação, proteção aos animais, segurança e preservação do patrimônio público. Em 67% dos casos, as ações foram realizadas por meio de doações em dinheiro; em 43%, doações de produtos da empresa; em 21%, doações de alimentos; em 19%, trabalho
voluntário dos próprios empresários; 6% citaram o trabalho voluntário de funcionários; 4% cederam espaço para atividades sociais; e 22% citaram outras formas de promoção do bem comum.
Quanto à relação com funcionários, são 66% as pequenas e microempresas, ou seja, elevada proporção que possuem algum sistema de sugestões de melhoria de processo e/ou produto. Dezoito por cento têm programas de participação dos colaboradores nos lucros. No tocante aos valores defendidos, verificou-se forte concentração nos itens relacionados aos clientes, como "respeito" (79%) e "qualidade do atendimento" (62%).
Os resultados revelam também que, no Nordeste, as atividades sociais estão em crescimento e sendo institucionalizada nas organizações.
[...] não faltam iniciativas locais, nacionais e empresariais na forma de diretrizes, normas de gestão voluntárias e outros instrumentos administrativos e operacionais que traduzem as perspectivas desse movimento. E à medida que os resultados se revelam positivos, tanto internamente, no processo de trabalho, quanto externamente com relação, entre vários fatores, ao da imagem organizacional, as práticas de RSE se institucionalizam, tornando-se uma realidade em todas as empresas e perante a sociedade (BARBIERE, 2009, p.137).
Estudo realizado por Peliano e Beghin (2005) em sua segunda edição (a primeira realizada em 2003), evidencia que tanto nas empresas situadas no Sudeste quanto no Nordeste são os proprietários os principais responsáveis pelas ações sociais realizadas pelas empresas (53% e 64% respectivamente). Os resultados apontam que a escolaridade elevada do proprietário é um fator influenciador na participação das empresas em projetos sociais, ou seja, o resultado do estudo indica que uma melhor formação educacional favorece uma atitude empreendedora e sensível para a responsabilidade social.
Os empresários consideram as práticas de RSE como uma estratégia da empresa de atuação no mercado, porém mais de 50% deles não possuem orçamentos específicos para as ações sociais. Ainda de acordo com a pesquisa, os empresários do Nordeste são, aparentemente, os mais satisfeitos com as ações sociais e os que percebem melhores resultados nos seguintes itens: satisfação pessoal 72%; inserção da empresa junto à comunidade 67% e melhor imagem da empresa 53%. Os dados revelam que a aplicação da RSE nessas empresas estabelece uma melhor adaptação aos fatores externos e converge para uma aderência corporativa versus sociedade.
Para os pesquisadores, de forma geral, as pesquisas (dados coletados) confirmam que MPEs estão de fato legitimadas no processo de RSE, através da aplicabilidade de projetos sociais (LEONE, 1999; ORCHIS, 2002; PELIANO e BEGHIN, 2005).
Tachizawa (2002) considera que os ganhos provenientes das ações de responsabilidade social resultam no chamado retorno social institucional, que se legitima quando a maioria dos consumidores privilegia a atitude da empresa de investir em ações sociais. As consequências dessa percepção é um melhor desempenho da empresa com o reconhecimento público.
A pesquisa ETHOS (2004) considerado documento de referência na literatura e indica os procedimentos para adoção da responsabilidade social na micro e pequena empresa. Está estruturado em sete diretrizes que formam um conjunto de frases afirmativas e
apreciativas, a saber: “adote valores e trabalhe com transparência, valorizem empregados e
colaboradores, façam sempre mais pelo meio ambientes, envolva parceiros e fornecedores, proteja clientes e consumidores, promova sua comunidade e comprometa-se com o bem
comum”.
Tratar e reaprender o processo de responsabilidade social empresarial requer desmistificar o relacionamento da empresa (independente do porte) e o bem-estar social. Pensar que a empresa desenvolve ações sociais por mero dever cívico, pode parecer no mínimo ingênuo, por outro lado, exigir e demandar das empresas uma resposta para as mazelas ou disfunções sociais é exagero limitado de alcance de resultados efetivos.
O Estado tem o seu papel e função nessa realidade, tendo legitimidade de atuação. A compreensão dessa dramaturgia é valiosa e pertinente. Potencializar a participação das pequenas empresas nesse processo contínuo e nobre pode representar maior sustentabilidade. Não cabe limitar o papel da grande empresa nessa discussão, mas evidenciar a sensibilidade das pequenas empresas diante da responsabilidade social.
A postura e comportamento da empresa cidadã, com base na atuação socialmente responsável, é conduzir suas ações levando em consideração aspectos e necessidades de um maior número de agentes, participantes do seu entorno dentre trabalhadores, fornecedores, consumidores, investidores, governos, comunidade, em suma a sociedade.