• No results found

48

6.1 Discussão das queixas auditivas e extra auditivas dos professores de academia de ginástica.

O grupo foi composto por 32 professores de academia de ginástica; 19 (59,4%) de homens, para 13 (40,61%) de mulheres (Tabela 1), distribuídos na faixa etária entre 21 à 32 anos (Tabela 1), o que nos pareceu compatível com o fato de termos um grupo que podemos considerar jovem (média de idade de 27 anos).

Verificamos que existe uma maior proporção de homens na amostra (59,4%). No entanto, concluímos que a diferença entre os sexos não pode ser considerada estatisticamente significante.

A maioria dos professores da academia, 21 (65,63 %), possuem tempo de exposição à música eletronicamente amplificada entre um e seis anos (Tabela 2), sendo que na análise descritiva, a média para o tempo de profissão foi de 6,64 anos (Tabela 4). Em relação à média de horas que esses profissionais trabalham, encontramos 7,28 horas/ dia, com um maior número de professores 15 (46, 87%) trabalhando com uma carga horária 7 a 9 horas por dia (Tabela 3).

O tempo de profissão e a carga horária máxima encontrada na amostra em relação à exposição a níveis de pressão sonora elevados (Tabela 4), foram de 20 anos e 10 horas/dia, já a mínima foi de 1,5 anos e 3 horas/dia.

Verificamos que a variabilidade encontrada no tempo de profissão é bastante alta, o que já não ocorre com o número de horas por dia a que os professores estão expostos à música eletronicamente amplificada (Tabela 7).

Ao analisar as exposições a elevados níveis de pressão sonora extra- ocupacionais (Tabela 5), relatadas pelos sujeitos, encontramos uma elevada porcentagem. Dos 28 (87,50%) que forneceram resposta afirmativa, as atividades mais freqüentes foram: 20 (71,4%) referiram freqüentar bailes e discotecas, 16

49

(57,1%) uso constante de walk-man, 4 (14,2%) freqüentar com freqüentam estádios de futebol, 4 (14,2%) freqüentam corridas de carro e/ou moto, e por fim, 4 (14,2%) afirmaram ir a cultos religiosos com músicas amplificadas.

Diante desta elevada porcentagem (87,50%) de professores expostos ao ruído não ocupacional, podemos afirmar que este achado vai ao encontro do que afirmou Fiorini (1997; 2000), ou seja, apesar da exposição não ocupacional fazer parte da vida dos seres humanos, pode acarretar um grande risco para a audição, ainda mais sabendo que o ruído das músicas eletronicamente amplificadas pode contribuir cumulativamente para as exposições não ocupacionais desses indivíduos. No que se refere ao uso do fumo (Quadro 3), a resposta não apresentou alta porcentagem; 30 (93,8%) dos professores afirmaram não fumar, existindo diferença estatisticamente significante. Estes achados corroboram a ideologia de vida desses profissionais, se pensarmos que eles estão sempre em busca de uma vida saudável, preocupando-se com o corpo e a saúde de um modo geral; não seria esperado que fumassem.

Em relação ao uso da bebida alcoólica (Quadro 3), encontramos cerca de 18 (56,3%) de índice de uso entre os professores, não existindo diferença proporcional entre as resposta sim e não . Já ao questionarmos sobre uso de ototóxico (quadro 3), (90,6%) dos professores afirmaram não fazer uso deste, constatamos desta vez uma diferença estatisticamente significante.

Ao observarmos as queixas de saúde decorrentes da exposição à música eletronicamente amplificada, constatamos que 68,75% dos professores de academia de ginástica apresentaram apenas uma queixa (Quadro 3). Concluímos que o não

50

proporção de não 18 (56,3%), embora tenha sido maior, não pode ser considerada diferente da proporção do sim 14 (43,8%).

Apesar da resposta não ter sido mais recorrente, com exceção da tontura 4 (12,5%), as demais queixas foram bastante freqüentes: irritabilidade e nervosismo; 9 (28,1%), insônia 10 (31,3%) e dor de cabeça 12 (37,5%) (Quadro 3)

Estas queixas também foram encontradas nas pesquisas realizadas por Deus (1999), porém em menor escala, (dor de cabeça (22,5%) e irritação (5%)). Concordamos, ainda, com Fusco e Marcondes (1989), quando afirmam que tanto professores como alunos que praticam ginástica podem vir a apresentar outras queixas como: fadiga, mal-estar, irritação, intolerância e insônia, principalmente se levarmos em conta que ambos estão expostos a níveis de pressão sonora que variam entre 60,7 e 101,4 dB(A), chegando o pico máximo a atingir 125,4 dB (A) (Anexo 5).

Com relação às questões que possuem três níveis de respostas (Tabela 6); averiguamos o zumbido em 9 (28,1%) dos professores, apresentando a queixa às vezes, 4 (12,5%) apresentando a queixa constantemente e apenas 19 (59,4%) relataram nunca apresentar o zumbido. Em relação à dificuldade de escutar, encontramos 14 (43,8%) se queixando de dificuldade de escutar às vezes, 1 (3,1%) com esta queixa constante e 17 (43,8%) afirmaram não ter dificuldade de escutar. Por fim, em relação à plenitude auricular, 6 (18,8%) relataram apresentar às vezes, 4 (12,5%) sempre e 22 (68,8%) nunca apresentaram a queixa de plenitude auricular.

Verificamos que nas queixas de zumbido e plenitude auricular o não foi a resposta mais freqüente e considerada estatisticamente diferente das demais respostas. A não ser na questão Dificuldade para escutar que a proporção do não

51

(53,1%), embora tenha sido maior, não pode ser considerada diferente da proporção de às vezes (43,8%).

Tais respostas eram esperadas se comparadas ao estudo realizado por Deus (1999), que encontrou em 30% dos professores de ginástica pesquisados a queixa de zumbido. O fato que nos chamou atenção é que 43,8% dos professores se queixaram da dificuldade de escutar, mesmo tendo em vista que os achados audiométricos não indicaram a presença de perdas auditivas. Isto nos leva a crer que indivíduos expostos à música eletronicamente amplificada, podem não apresentar queixa de perda auditiva; entretanto, podem manifestar sinais de incapacidade auditiva. Este fato concorda com o estudo de Stephens e King (1992), no qual os autores concluíram que, às vezes, podem existir aspectos auditivos e psicológicos envolvidos na avaliação da incapacidade, que independem da curva audiométrica.

6.2 Discussão dos achados audiométricos nos professores da academia de ginástica.

Verificamos que 29 (90,62%) dos professores da academia de ginástica não apresentaram perdas auditivas, nas freqüências de .5 kHz a 8 kHz, sendo que três (9,37%) apresentaram alteração. Apenas um (3,12%) apresentou perda auditiva neurossensorial bilateral e dois (6,25 %) apresentaram limiares auditivos rebaixados nas freqüências de 3kHz ou 4kHz. Estes achados concordam com os de Pinto e Russo, 2001; Deus, 2003. Em contrapartida, discordam das pesquisas de Jorge Jr (1993) e Krishnamurti, Grandjean (2003), nas quais não foi encontrada nenhuma

52

Os resultados das audiometrias tonais nos professores de academias de ginástica não indicaram porcentagem elevada de perdas auditivas (9,37%) e eram esperados, tendo em vista que a literatura não associa a exposição à música eletronicamente amplificada, em níveis sonoros elevados, à existência de perdas auditivas, mas à alteração temporária dos limiares (Hutchinson et al,1991; Vittotow

et al, 1994; Deus, 1999; Pinto e Russo, 2001; Nassar, 2001).

Se formos analisar a faixa etária dos professores 21 à 32 anos (Tabela 1), com média de 27 anos, podemos esclarecer esta alta porcentagem de limiares auditivos preservados (90,62%). Além disso, se observarmos o tempo de exposição à música eletronicamente amplificada, com a média de 6,64 anos (Tabela 4), verificamos que este fato também contribui para a não incidência de perdas auditivas. A idade e o tempo de exposição ao ruído são variáveis importantes para os longos períodos de exposição (Henderson et al, 1993 e Fiorini, 2000).

Como pôde ser observado no Quadro 4, Tabela 8, Figura 3 e 4, os limiares audiométricos dos professores apresentaram as freqüências de 6kHz e 8 kHz mais afetadas, porém, podemos também verificar que a variabilidade vai aumentando conforme aumenta a freqüência (Quadro 5). Estes dados concordam com os estudos de Axelsson, 1979; Jorge Jr, 1993; Vittotow et al, 1994.

O tipo de configuração audiométrica decorrente de exposições continuadas a níveis elevados de ruído, raramente atinge o grau de perda profunda, tem início normalmente em 6kHz, 4kHz, ou 3kHz e com a progressão, atinge 8kHz, 2kHz, 1kHz, 500Hz e 250Hz. (Comitê Nacional de Ruído e Conservação Auditiva, 1994).

Foi verificado que, embora existam diferenças médias entre as orelhas nas freqüências testadas por via aérea, estas não são estatisticamente significantes, ou seja, as duas orelhas apresentaram limiares médios semelhantes (Tabela 8). Além

53

disso, o limiar de reconhecimento da fala (LRF) não apresenta diferença estatisticamente significante entre as os valores médios nas duas orelhas (Tabela 9). No entanto, como o p-valor está muito próximo do limite aceitável, podemos afirmar que existe uma tendência à diferença, na qual a orelha direita apresenta maior média.

6.3 O entalhe audiométrico e as queixas dos professores da academia de ginástica.

Podemos observar que metade dos professores de academia de ginástica, 16 (50%) apresentaram o entalhe audiométrico em, pelo menos, uma orelha (Tabela 11). Verificamos que a maioria dos sujeitos apresentaram entalhe bilateral, 9 (28,12%) dos 16 (50,00%); 4 (12,50%) apresentaram o entalhe apenas na orelha direita, contra 3 (9,37%) na orelha esquerda (Tabela 12).

Conforme demonstra a Tabela 13, a freqüência mais acometida pelo entalhe audiométrico foi a de 6kHz. Se partirmos do pressuposto de que o entalhe pode ser um importante indicador de desenvolvimento de PAIR ao longo do tempo e que os professores estão expostos a níveis de pressão sonora acima do limite de conforto acústico para ambientes fechados, podemos afirmar que esta atividade pode ser nociva ao sistema auditivo, acarretando danos à saúde, podendo afetar o seu bem estar físico e mental (Russo, 1997; Portaria 19 do Ministério do Trabalho do Brasil, 1998; Associação Brasileira de Normas Técnicas ABT, 1999; Fiorini, 2000).

Não houve diferença média estatisticamente significante comparando o tempo de profissão e as horas trabalhadas com os resultados do entalhe (Tabela 14).

54

significante entre o entalhe e as queixas dos professores. Estes achados eram esperados, tendo em vista que a literatura não associa a exposição à música eletronicamente amplificada em níveis sonoros elevados à presença de entalhe audiométrico (Tabela 26 a 28).

Outro ponto relevante é que, analisando os resultados de maneira geral, observamos que, embora uma grande parte da população estudada apresente os limiares audiométricos preservados (90,62%), já existe uma incidência do entalhe audiométrico, em metade dos professores avaliados no presente estudo. Este fato pode ser considerado como um sinal de alerta importante, uma vez que pode indicar uma tendência ao desencadeamento da perda auditiva induzida por níveis elevados de pressão sonora ao longo do tempo. Porém, mais uma vez é importante ressaltar que os professores participantes do estudo eram jovens, com faixa etária predominante entre 21 à 32 anos, variável importante nos processos de desencadeamento de uma possível PAIR.

Por fim, não podemos esquecer que as mensurações dos níveis de pressão sonora das seis aulas testadas na academia de ginástica excederam os limites permitidos pelas leis trabalhistas, ou seja, 85 dB (A), chegando uma delas a atingir uma média de 101, 4 dB (A) e o pico máximo de 125,4 dB(A) (Anexo 5).

Desse modo, professores de academia de ginástica ficam expostos à música eletronicamente amplificada por um período de tempo acima do recomendado, destacando, assim, a necessidade das academias avaliarem as condições acústicas de suas salas de aulas, com profissionais especializados, com o objetivo de verificar os níveis sonoros e observando se estes (NPS) estão compatíveis com os valores recomendados pela lei.

55

Sabemos que a música está presente nas atividades de vida diária desses profissionais, auxiliando na resistência física dos alunos, estimulando-os a terem mais prazer no exercício físico, aumentando a adesão à atividade física e melhorando a qualidade de vida (Anshel, Marisi, 1978; Martins, 1996; Araújo, 1999). Todavia, a conscientização e a orientação quanto à preservação auditiva, por parte dos fonoaudiólogos que atuam na área audiológica, é de suma importância, a fim de alertar sobre os riscos que a música eletronicamente amplificada pode oferecer ao sistema auditivo e à saúde desses profissionais.

Podemos afirmar que há, ainda, um longo caminho a percorrer na área da preservação auditiva e que outros estudos que caracterizem profissionais que apresentam esse tipo de exposição devem ser realizados, pois são de extrema necessidade e importância na manutenção da saúde auditiva em nosso meio.

56

57

Após a realização deste trabalho que teve como objetivos específicos identificar as queixas auditivas e extra-auditivas dos professores decorrentes da exposição a níveis de pressão sonora elevados no trabalho e no lazer e caracterizar os achados audiométricos e investigar a influência das variáveis: tempo de profissão, carga horária de trabalho e presença de entalhe audiométrico nesta população, pudemos concluir que:

1. Em relação as queixas de saúde, constatamos que 68,75% dos professores de academia de ginástica apresentaram apenas uma queixa. Apesar da resposta não ter sido mais recorrente, com exceção da tontura (12,5%), as demais queixas foram bastante freqüentes: Irritabilidade e nervosismo; 9 (28,1%), insônia 10 (31,3%) e dor de cabeça 12 (37,5%).

2. Verificamos que 29 (90,62%) dos professores da academia de ginástica não apresentaram perdas auditivas, nas freqüências de .5 kHz a 8 kHz. Sendo que 3 (9,37%) apresentaram alteração; 1 (3,12%) apresentou perda neurossensorial bilateral e dois (6,25 %) apresentaram rebaixamento nas freqüências de 3kHz ou 4kHz. Metade dos professores de academia de ginástica, 16 (50%) apresentaram entalhe audiométrico em pelo menos uma orelha, sendo a freqüência mais acometida a de 6kHz.

3. Não houve diferença média estatisticamente significante comparando o tempo de profissão e as horas trabalhadas com os resultados do entalhe audiométrico e nem comparando o entalhe com as queixas dos professores.

58

59

Anshel MH, Marisi D. Effect of music and rhythm on physical performance. Res Q 1978; 49(2):109-13.

Araújo S. Brega, samba e trabalho acústico: variações em torno de uma contribuição teórica à etnomusicologia, Revista Opus, n. 6, out. 1999

Astete MGW, Kitamura S. Efeitos da exposição Profissional ao Barulho. In: Sarvier RM. Medicina do Trabalho: Doenças Ocupacionais. São Paulo: Livro Médico. 1980. 416-435p.

Carter NL, Waugh RL, Keen K, Murray N, Bulteau VG. Amplified music and young people's hearing. Review and report of Australian findings. Med J Aust. 1982 Aug 7;2(3):125-8.

Comitê Nacional de Ruído e Conservação Auditiva Características da PAIR. Jamb, 9. 1994.

Costa EA, Kitamura S. Órgãos dos sentidos-audição. In: Mendes R. Patologia de trabalho. São Paulo: Atheneu, 1995, p. 365-386.

Costa, VHC. O ruído e suas interferências na saúde e no trabalho. Revista da Sobrac, 13:41-60, 1994.

De Deus MJ. Os efeitos da exposição à música no ambiente de trabalho do professor de ginástica de academia. Florianópolis, 1999, [Tese de mestrado] Universidade Federal de Santa Catarina.

Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. São Paulo: Nova Fronteira; 2003. Música.

Feldman S, Grimes CT. Hearing conservation in industry. Baltimore, Williams & Wilkins, 1985.

Fiorini AC. conservação auditiva: estudo sobre o monitoramento audiométrico em trabalhadores de uma industria metalúrgica. São Paulo; 1994a. [Dissertação Mestrado] Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Fiorini AC. A importância do monitoramento audiométrico no Programa de Conservação Auditiva. Acust Vibr 1994b; 13: 95-102.

60

Fiorini AC. Ruído: um problema de saúde publica. Quebrando o silêncio, 1997 jul/ago; p. 3-4

Fiorini AC; Fischer, FH. Emissões otoacústicas por transiente evocado em trabalhadores expostos a ruído ocupacional. Revista Distúrbios da Comunicação. São Paulo, v. 11, n. 2, p. 167-191, 2000

Fusco L, Marcondes J. Abaixe o volume. Boa Forma,10 (23): 27 30, 1989.

Gerges SNY. Curso intensivo sobre controle de ruído industrial. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 1988.

Hay B. Occupational noise exposure. Applied Acoustics. 8: 299 - 313, 1975.

Henderson D, Subramaniam M, Boettcher FA. Individual susceptibility to noise induced hearing loss: an old topic revisited. Ear Hear 1993; 14(3): 152-68.

Hutchinson KM, Alessio HM, Spadafore M, Adair RC. Effects of low-intensity exercise and noise exposure on temporary threshold shift. Scand Audiol. 1991; 20(2): 121-7

Jorge Jr JJ. Avaliação dos limiares auditivos de jovens e sua relação com hábitos de exposição à música eletronicamente amplificada. [tese] São Paulo (SP): Universidade de São Paulo; 1993.

Krishnamurti S, Grandjean PW. Effects of simultaneous exercise and loud music on hearing acuity and auditory function. J Strenghth Cond Res. 2003 May; 17 (2): 307- 13.

Lacerda ABM, Morata TC, Fiorini AC. Caracterização dos níveis de pressão Sonora em academias de ginástica e queixas apresentadas por professores. Rev. Bras. Otorrinolaringologia., Set. 2001, vol. 67(5), p.656-659.

Lacerda AP. - Audiologia Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1976.

Maas RB. Occupational Noise Exposure an Hearing Conservation. In: Zens C, editor. Occupational medicine principles and practical applications. Londres, UK. Yearbook Medical Publication; 1977. p. 317-357.

Manual de Legislação de Segurança e Medicina do Trabalho. 23a. Edição, 1992. 223p.

61

Martins CO. A influência da música na atividade física. [Monografia]. Universidade Federal de Santa Catarina, 1996.

Merriam AP. Definitions of comparative musicology and ethnomusicology: an historical -theoretical perspective. Ethnomusicology, 21(2): 189-204, 1977.

Nassar G. The human temporary threshold shift after exposure to 60 minutes noise in an aerobics class. Br J Audiol. 2001 Feb; 35(1):99-101.

Norma reguladora NR-15, Anexo 1 e 2. Portaria n. 3.214. 1978. 114p

Phaneuf R, Hétu R. - An epidemiological perspective of the causes of hearing loss among industrial workers. The Journal of Otolaryngology., 19:1, 1990. p.31-40 Pinto PM, Russo ICP. Estudo dos efeitos da exposição à música excessivamente amplificada sobre a audição de professores de academia de ginástica.Rio de Janeiro.Revista CEFAC, v.3 (1), p. 65-69, jan/jun 2001.

Rodrigues PF, Mordini CA, Branco, FCA. Um estudo sobre os efeitos da exposição à música em músicos de orquestra sinfônica. [Monografia de iniciação científica]. Pontifica Universidade Católica de São Paulo, 1994. Russo ICP, Santos TMM. A prática da audiologia clínica. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 1993; p. 81-89.

Russo ICP. Noções gerais de acústica e psicoacústica. In: Nudelmann AA, Costa EA, Seligman J, Ibanez RN PAIR: perda auditiva induzida pelo ruído, Porto Alegre, Bagagem Comunicação, 1997, 49-73.

San Román M E. Umbral auditivo en mujeres que concurren a gomnasions con relación al ruído ambiente. Rosário; s.n; 1999. 130 p. ilus

Seligman J. Sintomas e Sinais na PAIR. In: Nuldemann, A A.; Costa, EA.;Ibanez, RN. - PAIR Perda Auditiva Induzida pelo Ruído. Porto Alegre, Bagagem Comunicação, 1997. p.143 52

Sobrac. Recomendações da Organização Mundial da Saúde sobre Ruído Industrial. Revista de Acústica e Vibrações, nº 16, dezembro, p. 52-57, 1995

62

Stephens D, King K. Auditory and psychological factor in auditory disability with normal hearing. Scand Audiol, 21:109 -14, 1992.

Thedim F, Brisolla F. As melhores Academia de Ginástica. Revista Veja Rio. Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2005.

Tipa TVM. O som da nova era - Músicas de um novo Milênio. Revista Isto é nova era. Rio Grande do Sul, vol.3, 2005.

Valenti PW. A Escola e a Musicalização. Jaboticabal, SP. Jornal A Gazeta, Parte I, 1997

Virokannas H, Anttonen H. Dose-response relationship between smoking and impairment of hearing acuity in workers exposed to noise. Scand Audiol 1995; 24(4):211-6.

Vittitow M, Windmill IM, Yates JW, Cunningham DR. Effect of simultaneous exercise and noise exposure (music) on hearing. J Am Acad Audiol. 1994 Sep;5(5):343-8.

63

64

Associação Brasileira de Normas Técnicas. Níveis de conforto acústico. NBR - 10151. Rio de Janeiro, 1999.

Brasil. Norma regulamentadora NR-15 do Ministério do Trabalho. Manuais de Legislação. Atlas Segurança e medicina do Trabalho 39a. ed. São Paulo: Atlas, 1998

Occupational Safety and Health Administration (OSHA). United States Department of Labor. Occupational noise exposure, hearing conservation amendment. Federal Register 1983; 48 (46): 9738-5.

World Health Organization Guidelines for community noise. In: Protection of human environment, Genebra, 1999, 95 p.

65

66

Anexo 1

CARTA DE INFORMAÇÃO AO PARTICIPANTE

Prezado(a) Sr(a),

Esta pesquisa se propõe a realizar um estudo sobre Estudo das queixas auditivas, extra auditivas e achados audiométricos nos professores de uma academia de ginástica, sendo requisito parcial para a obtenção título de Mestre em Fonoaudiologia, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob a orientação da Profa. Dra. Iêda Chaves Pacheco Russo.

Sua participação na pesquisa se resumirá a submeter-se aos procedimentos de avaliação otorrinolaringológica e audiológica com a duração aproximada de 30 minutos. Não existem riscos ou desconfortos associados com este projeto e serão feitas tantas interrupções quanto forem necessárias durante a sessão de teste.

O participante não será remunerado financeiramente pela sua participação neste estudo. Entretanto, compreende que os resultados obtidos podem auxiliar os pesquisadores a entenderem melhor e obterem mais dados para direcionamento e condução de sua atuação profissional, autorizando a publicação dos resultados.

Em hipótese alguma, o participante da pesquisa será identificado. A identificação será apenas de conhecimento do pesquisador, que nada revelará, por questões éticas.

Se desejar, o participante pode retirar o seu consentimento, em qualquer momento, sem a necessidade de justificativa.

São Paulo, ____de __________________de _______

67

Anexo 2

TERMO DE CONSENTIMENTO

Eu, ____________________________________________________________, RG ______________________ declaro ter sido informado(a), verbalmente e por escrito, a respeito da pesquisa intitulada: sobre Estudo das queixas auditivas, extra auditivas e achados audiométricos nos professores de uma academia de ginástica e concordo em participar, espontaneamente, submetendo-me aos procedimentos de avaliação otorrinolaringológica e audiológica, uma vez que foi garantido o meu anonimato.

Rio de Janeiro, ____de __________________de ________

68

Anexo 3

69

Anexo 4

QUESTIONÁRIO DE SELEÇÃO DOS PARTICIPANTES

I. Identificação

Nome: _________________________________________________________ RG.: _________________________ Sexo: ______ Idade: ________________ Telefone de contato: ______________________

II. Critérios de seleção

- Já teve ou tem infecção de longa duração nos ouvidos? ( ) Sim ( ) Não o Em caso afirmativo, qual? OD ( ) e/ou OE ( ) - Já sofreu pancada forte na cabeça? ( ) Sim ( ) Não - Antecedentes familiares de problemas auditivos? ( ) Sim ( ) Não

o Em caso afirmativo, quem? ____________________________________ - Nasceu com problemas nos ouvidos? ( ) Sim ( ) Não o Em caso afirmativo, sabe relatar a causa? ________________________ - Exposição a ruídos de lazer?

Tipo Sim Não Freqüência

Bailes e Discotecas Cultos Religiosos

Walkman

Estádio de Futebol Corridas de carro/moto

- Outras exposições a ruído? Quais? _________________________________

- Já sentiu alguma explosão próxima ao seu ouvido? Exemplo: Bombas, tiros, etc. ( ) Sim ( ) Não

- Costuma praticar tiro? ( ) Sim ( ) Não Com que freqüência? ________________________________________

70

- Você acha que tem um ouvido melhor que o outro? ( ) Sim ( ) Não o Qual ? OD ( ) ou OE ( )

III. Informações de saúde, hábitos e queixas relacionadas à audição

- Algum problema de saúde? Qual? __________________________________ - Toma algum medicamento? Qual? __________________________________ - Fuma? Tempo? Quantidade ao dia? _________________________________ - Costuma tomar bebidas alcoólicas? Freqüência? _______________________ - Já trabalhou com produtos químicos? Tempo? Proteção? ________________ - Dificuldade para escutar? ( ) Sim ( ) Não ( ) Às vezes - Zumbido? ( ) Sim ( ) Não ( ) Às vezes - Sensação de ouvido tampado? ( ) Sim ( ) Não ( ) Às vezes

IV. Informações sobre exposição à música

- Há quanto tempo é professor de ginástica? ___________________________ - Qual o tipo de aula de ginástica que ministra? _________________________ -Utiliza que tipo de músicas em suas aulas de ginástica? __________________ - Quantas horas por dia fica exposto à música? _________________________ - Usa proteção auricular? ___________________________________________ - Após o início da carreira, passou a apresentar algum destes sintomas?