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Økonomiske og administrative

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Del III Vurderinger og

13.1 Økonomiske og administrative

Este capítulo inclui três partes nas quais se apresentam e justificam as opções metodológicas subjacentes ao presente estudo. Na primeira secção, apresentam-se as opções metodológicas; na segunda, faz-se uma descrição detalhada do contexto da investigação e caracterizam-se os participantes e a forma como foram seleccionados, bem como o plano de investigação seguido. De seguida, explicitam-se as técnicas e os instrumentos utilizados na recolha de dados, assim como a justificação dos mesmos. Por último, é referida a forma como os dados obtidos neste estudo foram analisados e interpretados.

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Este trabalho pretende promover uma reflexão baseada numa investigação que permita, de alguma forma, responder à interrogação:

Qual a importância das Comunidades de Prática (CoP) para a eficácia do trabalho educativo em contexto escolar, no desenvolvimento de um projecto científico, que relaciona as características geológicas do meio envolvente à escola e os conteúdos da disciplina de Biologia e Geologia do 11º ano ?

Outras questões foram levantadas a partir da problemática, as quais compõem um conjunto de perguntas para atender à questão básica enunciada; entre elas:

Que características possui a comunidade criada para desenvolver um projecto de divulgação das ciências segundo o modelo estrutural das CoP, de Etienne Wenger?

Quais são as potencialidades e limitações de um trabalho de colaboração entre professores, alunos e membros de associações externas à escola organizadas em CoP?

Será que houve aprendizagem, ao nível dos participantes, resultante da comunidade de prática, no âmbito do projecto científico que relaciona as

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características geológicas do meio envolvente à escola e os conteúdos da disciplina de Biologia e Geologia do 11º ano?

Para procurar respostas às questões enunciadas foram definidos alguns objectivos, tais como:

• Caracterizar os participantes no projecto ao nível da participação na vida escolar e ao nível da experiência em trabalhos colaborativos;

• Conhecer as limitações de um trabalho de colaboração entre professores, alunos e membros de associações externas à escola organizados em Cop; • Reflectir sobre a importância e as potencialidades das comunidades de

prática pluridisciplinares em meio escolar;

• Avaliar se houve aprendizagem, ao nível dos participantes, resultante da comunidade de prática, no âmbito do projecto científico que relaciona as características geológicas do meio envolvente à escola e os conteúdos da disciplina de Biologia e Geologia do 11º ano;

• Conhecer as características que uma comunidade criada para desenvolver um projecto de divulgação das ciências, segundo o modelo estrutural das CoP, de Etienne Wenger.

Da colaboração entre vários parceiros educativos, foi constituída uma Comunidade de Prática (CoP), conceito criado por Lave e Wenger em 1991, com a finalidade de desenvolver um projecto intitulado “Calçada à Portuguesa: valor, ciência e cultura”. Este projecto foi desenvolvido em conjunto pelos participantes organizados nesta Comunidade de Prática. O projecto consistiu na realização de um conjunto de actividades de divulgação da Ciência e das características geológicas da região e concorreu ao concurso nacional - Ciência na Escola - promovido pela Fundação Ilídio Pinho e pelo Ministério da Educação.

A investigação social em ciências sociais desenvolve-se tendo como base três perspectivas epistemológicas (Myers, 2002), que vão influenciar as opções metodológicas: a positivista, a crítica e a interpretativa.

Decorrendo da natureza do problema e dos objectivos deste estudo, optou-se por uma abordagem de natureza qualitativa, tendo como referência o paradigma

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interpretativo de base construtivista, visto que se pretende descrever, interpretar, compreender e avaliar a perspectiva dos participantes nesta comunidade de prática.

Lee (1999) refere que uma investigação de natureza qualitativa tem como base: ocorrer no domínio natural da organização; pesquisar dados empíricos que provêm dos intervenientes do estudo; ser flexível na aplicação, permitindo adaptações ao contexto do estudo e não apresentar padrões de pesquisa, métodos de observação ou análise.

A abordagem qualitativa é definida por Bogdan e Biklen (1994) como contendo várias características que permitem incluir este estudo nessa metodologia, como por exemplo: a fonte directa dos dados é o ambiente natural, sendo o investigador um instrumento de recolha de dados; é essencialmente descritiva e interpretativa; interessa mais o processo do que simplesmente os resultados ou os produtos; a análise de dados é intuitiva; a perspectiva dos participantes é fundamental.

Comparando as características de um estudo qualitativo propostas por Bodgan e Biklen (1994) e por Lee (1999) com o presente estudo, verifica-se a relação existente entre os vários elementos. Quando é afirmado que a fonte directa dos dados é o ambiente natural, sendo o investigador um instrumento de recolha de dados, neste estudo são aplicadas estas características, pois a pesquisa sobre CoP necessitou do contacto directo com o meio onde se desenrolou a acção investigativa para análise da percepção dos intervenientes desta comunidade e neste ambiente. Relativamente ao carácter descritivo e interpretativo, o interesse da pesquisa esteve em compreender, através dos dados recolhidos, a forma como os intervenientes interagiram. No que concerne à preocupação com o processo e com o produto final, interessou mais investigar o processo e o contexto para compreender o funcionamento da CoP do que o conhecimento final. No que diz respeito à forma intuitiva como os dados foram analisados, é possível verificar que não se pretendia testar qualquer teoria, mas sim, e apenas, construir novo conhecimento. E, por fim, a perspectiva dos participantes foi fundamental para compreendermos as suas vivências.

No âmbito do paradigma qualitativo - Qual será o método mais adequado para este estudo? Diferentes métodos apresentam-se como opções para a investigação qualitativa, entre eles: investigação acção, investigação participante e o estudo de caso. Como esta investigação deriva da natureza das questões do estudo, do grau de controlo sobre a situação estudada e do foco da investigação, optou-se pelo estudo de caso. Yin (2005) refere que o estudo de caso pode contribuir para o conhecimento que temos dos

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fenómenos individuais, organizacionais, sociais, políticos e de grupo. Em todas estas situações, o estudo de caso permite compreender fenómenos sociais complexos através de abordagens empíricas de problemas contemporâneos.

Nos estudos de caso, o fenómeno não é separado do seu contexto e dificilmente as variáveis envolvidas podem ser tratadas como independentes e controladas; de facto, em geral, as variáveis são interdependentes e, nos estudos de caso, busca-se justamente entender o fenómeno dentro do seu contexto e na sua complexidade.

Yin (2005) sugere que as pesquisas através de estudos de caso devem contemplar várias fontes de dados e diferentes técnicas de pesquisa de campo, podendo envolver observação directa do fenómeno durante a sua ocorrência, análise de documentos, entrevistas, medições e levantamentos quantitativos. Nesta investigação, procurou utilizar-se o maior número possível destas fontes de dados que, na visão de Yin (2005), são complementares e não possuem vantagens indiscutíveis umas sobre as outras; porém, quanto mais fontes forem utilizadas, melhor para a credibilidade do estudo de caso. Mesmo assim, a principal fonte de dados deste estudo foi a entrevista. Yin (2005) considera a entrevista como uma das mais importantes fontes de informação para a realização de um estudo de caso.

Esta comunidade, criada em contexto escolar, tal como é apresentado por Yin (2005), contém as características principais de um estudo de caso: investiga um fenómeno contemporâneo dentro de seu contexto; enfrenta uma situação tecnicamente única em que haverá muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados; baseia- se em várias fontes de evidências, com os dados a convergir por triangulação; centra-se nos processos e nas dinâmicas e depende de forma decisiva do investigador (Merriam, 1988), uma vez que não se pretende intervir sobre a situação, mas dá-la a conhecer tal como ela surge (Ponte, 1994).

Merriam (1988) refere que há aspectos que podem constituir limitações a este tipo de abordagem: o investigador deve ser, ao mesmo tempo, participante e fonte de colheita de dados; a falta de objectividade do investigador; a manipulação inconsciente de dados; os resultados obtidos não serem generalizáveis. Mas, parece que este tipo de abordagem apresenta mais aspectos positivos, o que facilmente se sobrepõe a alguns pontos potencialmente limitantes.

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O estudo que aqui se apresenta foi desenvolvido numa escola secundária, onde o investigador leccionou durante 12 anos, situada na cidade de Fátima, concelho de Ourém e distrito de Santarém. Esta cidade, com cerca de oito mil habitantes, recebe anualmente milhões de visitantes, característica dos centros religiosos. Fátima constitui uma realidade profundamente marcada pela sua função religiosa. Quanto à sua população, verifica-se que é heterogénea, quer na sua estrutura etária, quer nas características sociais. A população activa corresponde a 44.3% da população total, verificando-se que a agricultura e pecuária tem uma importância reduzida – 3,9%, assim como a indústria – 8,9% ou a construção civil – 4,1%. As actividades que empregam mais gente são: a hotelaria, que inclui os cafés, restaurantes e similares – 9,1%, o comércio – 12,8% e os serviços com 61,2%. A actividade comercial relaciona-se, sobretudo, com a função religiosa de Fátima e com as condições naturais da região, mais propriamente com a sua cobertura florestal e com as características geológicas dos seus solos, que permite o desenvolvimento e serrações e de pedreiras.

De um modo geral, o grau de instrução dos habitantes de Fátima não ultrapassa o ensino básico. Assim, predomina o grupo dos que têm apenas o primeiro ciclo, 35,5%, seguindo-se-lhe o grupo dos que têm o terceiro ciclo, 18,3%. O grupo dos analfabetos ou dos que apenas sabem ler e escrever totaliza 14,1% e dos que possuem curso superior compreende 4,8% do total.

Esta escola, foi construída no início da década de setenta, do séc. XX, a partir de um projecto iniciado pelo Arquitecto Almada Negreiros e com versão final realizada pelo Arquitecto Pedro Ferreira Pinto, da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e constituiu-se como uma edificação inovadora face aos cânones da época e com soluções ímpares no contexto das edificações escolares portuguesas. Situa-se num planalto da cidade de Fátima e todas as suas infra-estruturas, agrupadas em unidades autónomas, enquadram-se no meio paisagístico envolvente as quais favorecem o trabalho educativo diário.

Trata-se de uma escola confessional católica, criada e dirigida pela Diocese de Leiria, que se propõe colaborar, com os pais e com as instituições sociais e eclesiais do meio em que está inserida, na educação integral dos seus alunos, com um grande sentido

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de abertura, de respeito e de compreensão. Toda a sua acção educativa é apoiada em três pilares que constituem o lema do Colégio: Amizade - Verdade - Exigência.

A escola particular tem contrato de associação com o Ministério da Educação, possui Alvará e funciona em regime de autonomia pedagógica para todos os graus e cursos, sendo gerida por um Director Geral e um Director Pedagógico, um Conselho de Direcção e um Conselho Pedagógico. Actualmente, é frequentada por mil e duzentos alunos e com um corpo docente de cem professores.

O projecto “Calçada à Portuguesa: valor, ciência e cultura” que foi alvo deste estudo foi idealizado por um dos professores de Biologia e Geologia, da escola referenciada anteriormente, e desenvolvido em conjunto pelo investigador e por esse professor, uma vez que se encontravam a leccionar a disciplina de Biologia e Geologia do 11º ano, no mesmo ano lectivo. Na concepção do projecto, foram envolvidos mais cinco elementos, uma professora de Biologia e Geologia do 10º ano, duas alunas do 11º ano, a frequentar a disciplina de Biologia e Geologia, o presidente da Associação de Pais desta escola e o presidente da Associação de Exploradores da Calçada à Portuguesa. Todos eles abraçaram o projecto e predispuseram-se a participar na Comunidade de Prática criada para o desenvolver.

No princípio do segundo período, o referido projecto foi submetido à primeira fase do concurso de ideias do concurso “Ciência na Escola” promovido pela Fundação Ilídio Pinho e pelo Ministério da Educação, em particular pelas Direcções Regionais de Educação. No final de Janeiro, teve-se a informação de que se tinha passado à segunda fase, e assim, pôs-se mãos à obra.

Este prémio visava sensibilizar os jovens alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário para as ciências exactas e para a escolha de áreas tecnológicas, nomeadamente as relacionadas com as áreas prioritárias da Fundação Ilídio Pinho: Ciências da Vida e Tecnologias de Informação e Telecomunicações. Pretendia, também, estimular o interesse dos alunos pelas ciências através do apoio a projectos inovadores de educação/formação. Estes projectos, funcionavam como uma extensão do programa curricular, deveriam ter um carácter eminentemente prático, permitindo que os

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estudantes fossem envolvidos em experiências e trabalhos de grupo que lhes permitissem conhecer e apreciar a importância do conhecimento e do método científico nas suas actividades futuras e demonstrando a aplicabilidade em situações reais dos conceitos e ferramentas trabalhadas na sala de aula.

O projecto, sobre a calçada à portuguesa, surge da situação problema, que está relacionada com a pedra calcária, produto natural e artesanal da zona de Fátima e arredores, em que a matéria-prima, o calcário cristalino, é um recurso finito que urge explorar de forma sustentável, não descuidando a vertente ambiental da requalificação das explorações. Era necessário que os alunos aplicassem os conhecimentos adquiridos nas aulas de Ciências e nas de Economia, neste produto característico da região, através do seu estudo e da promoção comercial, quer a nível nacional, quer internacional.

Aliás, como a exploração de calçada à portuguesa é efectuada no planalto de Fátima (a calçada branca) e em Alqueidão da Serra (a calçada negra) de onde eram provenientes alguns alunos e alguns dos seus pais que são exploradores, julgou-se actual, útil e conveniente desenvolver esta temática, visto esta, também, estar relacionada com os conteúdos programáticos leccionados nos diferentes níveis de ensino e nas diferentes disciplinas, em especial na disciplina de Biologia e Geologia dos 10º e 11º anos nas unidades curriculares: Principais etapas de formação das rochas sedimentares e Exploração sustentada de recursos geológicos. Esta situação explica a escolha das duas alunas do 11º ano, tal como do Presidente da Associação dos Exploradores da Calçada à Portuguesa. Quanto ao Presidente da Associação de Pais da escola, a razão de escolha foi a necessidade de envolver um representante dos Encarregados de Educação, de forma a criar uma maior participação destes na vida escolar.

Os primeiros participantes a serem convidados para este este estudo foram os dois professores, um do sexo masculino e outro do feminino, por serem os dois do mesmo grupo disciplinar que o investigador e por estarem a leccionar as disciplinas que tratam os conteúdos programáticos relacionados com o tema deste projecto, sendo assim mais fácil envolvê-los nesta investigação. O professor do sexo masculino era efectivo na escola há treze anos, tinha trinta e oito anos de idade e experiência de docência de catorze anos. Encontrava-se nesse ano lectivo a leccionar a disciplina de Biologia e Geologia nos 10º e 11º anos. A professora encontrava-se pelo segundo ano nesta escola e tinha trinta e cinco anos de idade, três de experiência de docência e leccionava

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Biologia e Geologia no 10º ano. Os segundos participantes a serem seleccionados foram os alunos. Dos alunos inscritos, na disciplina de Biologia e Geologia do 11º ano, seleccionaram-se alunos que tivessem o à-vontade necessário para participar de igual para igual com os restantes elementos da Comunidade de Prática. Assim, foram convidadas duas alunas, ambas com dezasseis anos, naturais de Fátima e que sempre mostraram um comportamento de grande abertura no relacionamento com os professores, criatividade, empenho e dedicação nas actividades lectivas e extra- curriculares e, também, possuiam capacidade crítica e frontalidade.

Por fim, foram envolvidos o Presidente da Associação de Pais da escola e o Presidente da Associação de Exploradores da Calçada à Portuguesa. O primeiro com o objectivo de envolver os encarregados de educação nos projectos que a escola desenvolvia e de aproximá-los da escola, o segundo por representar aqueles que trabalham nesta arte característica desta região e que melhor do que ninguém nos poderia ajudar a desenvolver este projecto. O Presidente da Associação de Pais era natural do Alqueidão da Serra, tinha quarenta anos, o sexto ano de escolaridade e era comerciante de antiguidades. O Presidente da Associação de Exploradores da Calçada à Portuguesa era natural do Alqueidão da Serra, tinha quarenta e quatro anos, o sexto ano de escolaridade e exercia a profissão de explorador de calçada.

Este grupo de seis elementos constituiu a Comunidade de Prática que, em conjunto, desenvolveu este projecto que serviu de objecto deste estudo. Várias foram as reuniões entre estes elementos para desenvolver e operacionalizar o projecto.

As primeiras reuniões foram realizadas entre o investigador e o professor que idealizou o projecto “Calçada à Portuguesa: valor, ciência e cultura”, nas quais trocou- se ideias e delineou-se os aspectos gerais deste projecto. De seguida decorreram encontros informais onde se convidou cada um dos elementos que iriam constituir a CoP.

Na segunda reunião juntaram-se pela primeira vez os seis elementos com o investigador, explicou-se os objectivos deste projecto, enquadrou-se este projecto nesta investigação, justificou-se as razões da escolha de cada um dos participantes e analisou- se o regulamento do concurso. Debateram-se os contornos do projecto e elaborou-se o projecto que foi submetido à primeira fase do concurso “Ciência na Escola”. Por último, nesta reunião, distribuiram-se tarefas por cada um dos elementos.

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Nas reuniões seguintes fez-se o acompanhamento do desenrolar do projecto, sempre numa perspectiva de auto-avaliação, e planearam-se em colaboração novas actividades. Deu-se relevo aos diferentes conhecimentos dos vários participantes, Estas reuniões com um âmbito mais formal, foram intercaladas, sempre que houve necessidade, com conversas informais entre os vários membros da CoP.

No final do projecto realizou-se um encontro com o objectivo de fazer a avaliação do projecto e de entregar os questionários.

As actividades realizadas tiveram como finalidade mobilizar e desenvolver aprendizagens e competências incluídas no currículo através da caracterização do produto explorado e da sua valorização. Começou por efectuar-se uma pesquisa bibliográfica nas aulas de Ciências, Biologia e Geologia, Educação Visual e Economia. A componente teórica foi complementada por estudo de campo com a realização de uma visita de estudo ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, precisamente nas zonas de exploração de pedra para a calçada. As intervenções explicativas do Director do Parque Natural e do Presidente da Associação Nacional de Exploradores de Calçada foram ao encontro de como a exploração deste produto pode ser efectuada desde que se tenha em conta, também, os aspectos paisagísticos e da recuperação das áreas de desmonte do calcário cristalino. Os exploradores, com mestria, explicaram as técnicas de desmonte e corte da pedra para obter os pequenos cubos que se pisa.

No laboratório, em grupos, procedeu-se à caracterização litológica e paleontológica das amostras recolhidas e alguns alunos foram à Universidade de Aveiro para receberem mais alguns conhecimentos na área da Paleontologia e da Petrologia. Em grupos, nas aulas, os alunos desenvolveram as diferentes vertentes do projecto: caracterização da flora destes locais e requalificação das explorações com a plantação de árvores autóctones; inventariação das possíveis soluções para a requalificação das explorações (pedreiras); realização de um estudo económico sobre a calçada; promoção da comercialização e da exportação para novos mercados internacionais; produção de material pedagógico: panfletos informativos, fichas formativas, painéis de divulgação, jogos, puzzles, power-point temático, documentário promocional em DVD intitulado “Calçada à portuguesa – da serra às nossas ruas”, inventariação de trabalhos realizados em calçada em Portugal e noutros países, concurso de projectos de calçadas, palestra temática sobre a exploração e comercialização nacional e internacional, produção de folheto de sensibilização dos exploradores de calçada sobre as boas práticas ambientais

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a ter em conta na exploração dos calcários, produção de página Web temática para informação e divulgação da calçada à portuguesa, recolha e classificação dos fósseis encontrados pelos exploradores das pedreiras que são, na maioria das vezes, perdidos ou desperdiçados e elaboração de exposição paleontológica permanente.

Participaram, neste Projecto, alunos dos 2º e 3º ciclos e do ensino secundário,

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