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Økonomisk vekst

2 PRESENTASJON AV SELSKAPET OG BRANSJEN

6.2 Makroforhold

6.2.1 Økonomisk vekst

Para que, por meio do contraste, fique mais clara nossa proposta de uma vida qualificada, recortamos, no que segue, alguns trechos dos artigos que pesquisamos a respeito desse tema.

Começando nosso levantamento a respeito do que se pratica, lemos o trabalho ―Grupo de apoio psicológico: promovendo melhorias na qualidade de vida de familiares de pacientes portadores de distrofia muscular‖, de Costa e Costa28. A perspectiva a favor da qualidade de vida fica clara logo no início, como se vê a seguir: ―O presente estudo teve como objetivo promover melhorias na qualidade de vida de familiares de pacientes portadores de distrofia muscular, através de um grupo de apoio psicológico.‖ (p. 36), o que repete o título. Mais adiante, na página 40, fica claro o que os autores entendem por tratamento. Em suas palavras:

O objetivo é encontrar um nível de ação mais confortável a fim de lidar com os problemas pessoais e sociais que esta (a moléstia) venha a acarretar. A terapia também ajuda a família a encontrar novas opções e tomar decisões baseadas em alternativas viáveis para sentimentos e comportamentos, oferecendo-lhes apoio na conquista da força necessária para assumir a responsabilidade pelas suas decisões a para planejar em conjunto o curso de ação realistas e pertinentes, que poderão levar a uma vida mais significativa, feliz e produtiva para todos. (p. 40-41)

Quem poderia estar contra tal proposta de ―levar a uma vida mais significativa, feliz e produtiva para todos‖? Ora, ninguém, pois se trata do domínio do bom senso. Aí é que está o problema. A nosso ver, o bom senso pensa o bom para todos, mas é muito distante do singular de cada um. Nesse campo que nos interessa, o bom senso pensa muito mal. As escolhas, seja de um objeto ou de uma pessoa, parecem estranhas aos olhos dos outros.

Essa estranheza aumenta na época da globalização, esta mais propícia às expressões de cada um, já que não há padrões fixos do que fazer, da forma correta de obter prazer etc. (Forbes)29. Não se impõem protocolos de conduta ao paciente; a alegria e o sofrimento são singulares. Como comentamos em estudo anterior (Forbes)30, viver é se responsabilizar pelas escolhas, do que não seremos poupados por livros de autoajuda, nem por oração.

Um exemplo do que queremos dizer com ―bom senso‖ pode ser encontrado no British Journal of Medical Psychology, em um artigo de 1985,

de Witte31, a respeito das reações no portador da Distrofia de Duchenne e na sua família:

as crianças com Duchenne mostraram significativo isolamento do modo de vida de uma cultura normal. Os pais do grupo terminal mostraram marcada preocupação com os seus filhos, grande stress e diminuição de expressões de felicidade.

E como poderia ser diferente? Estamos, aí, em pleno mar do lugar comum. Realmente, será que são necessárias pesquisas para descobrir que pais ficam tristes frente a uma doença terminal de um filho? O artigo continua dizendo que notaram que os portadores da doença pedem maior conhecimento dos pais e estes, por sua vez, sentindo-se culpados, evitam encarar a doença, causando um conflito familiar.

Basicamente, o que se preconiza como tratamento é que todos os envolvidos no processo terapêutico: o paciente, sua família e os tratadores, se encontrem em uma posição de compreensão mútua sobre seus medos, expectativas e culpas, em uma aliança empática, tranquila e amorosa. De novo, quem poderia estar contra tal proposta? O problema sempre do nosso ponto de vista, é claro, reside no fato de que as singularidades ficam, dessa forma, sem expressão, sem escuta. Isso acontece exatamente porque ninguém pode ir contra proposta tão simpática, quase constrangedora, sem parecer um estraga prazeres.

Outro trabalho, ―Indivíduos com handicap físico em psicoterapia: alguns dados empíricos‖ (Lantican, Birdwell, Harrell, 1994)32, sintetiza a sua proposta de tratamento do seguinte modo:

O foco da terapia que advogamos para essa clientela, especialmente em uma perspectiva humanística, é identificar e utilizar a força de seus egos e suas competências remanescentes. O corolário dessa abordagem é a transmissão da fé e da crença do terapeuta na capacidade do paciente de se recuperar emocionalmente e continuar a ser uma pessoa em pleno funcionamento apesar de seus handicaps físicos. (p. 82)

Mais uma vez, o fato de aplaudirmos a proposta – como todo mundo - não nos faz compartir com as premissas clínicas, todo o contrário.

Apesar de julgarmos que alongar a lista dos textos nos levaria a sermos repetitivos, uma vez que não encontramos nada muito diferente epistemologicamente na pesquisa bibliográfica que fizemos, passamos, ainda, a comentar o texto ―Distrofia Miotônica: o peso para os pacientes e seus parceiros‖, de Timman, Tibben e Wintzen33, de 2010. Os autores concluem o que se segue:

MD é uma doença grave que inevitavelmente afeta os parceiros dos pacientes. Com o progresso da doença, os pacientes se tornam progressivamente mais dependentes de seus parceiros, tomados no papel de cuidadores. Vários subgrupos em nosso estudo mostraram ansiedade e níveis de depressão [...] Essa observação pode ser explicada pelo aumento da gravidade da doença, o que confirma nossa primeira hipótese que o bem estar psicológico dos pacientes declina com a severidade da doença.

Já pensou se fosse o contrário? Que terrível seria se o referido ―bem estar psicológico‖ melhorasse com o progredir da doença! Ninguém o diria abertamente, em todo o caso.

Compreensão, explicação, reforço da autoestima, fé, simpatia, delicadeza, adaptação à nova realidade, ânimo, companheirismo são as palavras de ordem dos artigos por nós consultados. Notamos que os estudos que espelham o mainstream do que se pratica no mundo (e que são bem acolhidos pelas melhores revistas científicas) vão na linha das honráveis: resignação e compaixão.

Como já anunciamos na introdução deste trabalho, nossa proposta vai à contramão desta linha. Qual a nossa proposta? No capítulo a seguir, dedicado à exposição da metodologia desta tese, começaremos a construir a resposta para esta questão.

4. MÉTODOS

O primeiro capítulo já foi, em parte, dedicado à exposição do método adotado na pesquisa. Primeiramente, descreveremos como se deu o encontro entre a genética e a psicanálise que proporcionou sua realização.

Então, exporemos quais são as especificidades da clínica por nós praticada. Após termos descrito a composição da população, mostraremos os dispositivos que foram usados para a coleta e a sistematização dos dados obtidos e, por fim, exporemos os principais resultados alcançados ao longo deste processo.