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Ítems que debemos trabajar para asegurar o fomentar el desarrollo adecuado de las

2. Finalidades de la educación psicomotriz:

2.1. Ítems que debemos trabajar para asegurar o fomentar el desarrollo adecuado de las

O salário anual médio pode ser calculado pela relação entre o Salário Anual – SA e o Pessoal Ocupado – PO, em notação matemática tem-se: SA/PO. A Tabela 9 apresenta os resultados para regiões selecionadas e também para o Brasil.

Tabela 9 – Salário Anual Médio* em Regiões Selecionadas (1996-2010), em R$ Mil

Sudeste Sul Nordeste Centro-Oeste Brasil

1996 17,17 11,59 5,01 3,79 16,07 1997 18,08 12,14 5,63 4,10 16,87 1998 20,52 13,69 6,66 6,69 18,99 1999 20,76 14,43 6,82 4,86 19,16 2000 21,58 15,77 7,91 4,58 19,95 2001 23,77 16,55 6,94 5,59 21,72 2002 24,08 19,72 13,39 7,32 22,64 2003 26,95 21,93 17,60 10,47 25,42 2004 27,92 23,30 14,01 12,21 26,20 2005 30,09 24,87 15,78 15,28 28,32 2006 32,34 26,23 19,65 23,12 30,38 2007 33,14 27,55 33,49 16,16 31,49 2008 36,61 28,01 26,73 21,50 34,08 2009 37,51 28,46 33,16 20,90 34,99 2010 40,21 30,25 24,77 21,31 37,18

Fonte: Elaboração própria com os dados da PIA – IBGE Nota (*) Pessoal Ocupado em 31/12

Nesse momento, é importante salientar que a Região Centro-Oeste foi aquela que pagou os menores salários anuais médios em praticamente todo o período da série analisada. A exceção foram os anos de 1998 e 2006, em que os menores salários foram pagos pela Região Nordeste.

Durante o primeiro ano da série analisada (1996), os rendimentos pagos aos colaboradores na Região Centro-Oeste representou apenas 22% dos rendimentos pagos aos seus pares que prestaram serviços na Região Sudeste. Quando o nível salarial da

5 De acordo com a metodologia utilizada pela PIA/IBGE os salários anuais divulgados constituem no somatório dos salários fixos pagos, pró-labore, retirada de sócios e proprietários, honorários, comissões, 13º salários, abono de férias, gratificações e participações nos lucros (não resultante de cláusula contratual) do pessoal ocupado da unidade industrial local. Também excluem as variações monetárias passivas, as despesas financeiras, os resultados negativos de participações societárias e em sociedades de cota de participação, as despesas não-operacionais e a remuneração paga aos trabalhadores em domicílio. Ainda é preciso lembrar que os valores foram declarados sem dedução das cotas de previdência e assistência social (INSS).

Região Centro-Oeste é comparado às demais regiões, ele representou cerca de 33% do rendimento recebido na Região Sul e cerca de 76% do rendimento recebido na Região Nordeste. A tendência foi que houvesse uma redução dessa diferença salarial ao longo do período analisado, embora ainda esteja longe da equidade salarial. Prova disso é que, durante o último ano da série analisada (2010), os rendimentos recebidos pelos colaboradores que prestaram serviço na Região Centro-Oeste representaram cerca de 53% dos seus pares da Região Sudeste; 70% dos trabalhadores da Região Sul e 86% daqueles trabalhadores da Região Nordeste.

Portanto, é possível afirmar que a Região Centro-Oeste possui a mão-de-obra mais barata do país para grande parte do período analisado o que mostra uma das grandes vantagens para as empresas se deslocarem ou iniciarem suas atividades nesta região. Esse é um fator muito importante quando as empresas consideram a sua decisão de localização e que pode explicar, em partes, a migração de empresas da indústria automobilística para a Região Centro-Oeste. Outro fator que também contribuiu para a migração é a que a articulação sindical na região ainda é fraca quando comparada ao ABC paulista, com isso, os trabalhadores possuem influência reduzida nas negociações salariais.

A Região Sudeste possui os maiores níveis salariais médios pagos durante todo o período analisado (1996 a 2010). Isso se justifica por ser a região mais dinâmica do país e berço da industrialização brasileira. Também possui os sindicatos mais antigos e organizados com maiores poderes para as negociações salariais a favor dos trabalhadores. Em seguida, encontra-se a Região Sul, que pode ser considerada o segundo centro mais dinâmico do país.

Durante todo o período analisado (1996 a 2010), os salários médios anuais pagos pelas empresas localizadas na Região Sudeste mais que dobraram. Já os salários médios anuais pegos pelas empresas localizadas na Região Sul triplicaram e os salários médios anuais pagos pelas empresas localizadas na Região Nordeste e Centro-Oeste aumentaram em torno de cinco vezes. Diante disso, pode-se perceber que as diferenças regionais vêm se reduzindo ao longo do tempo. Além disso, de acordo com o DIEESE(2013), os trabalhadores brasileiros vêm conquistando, ao longo dos últimos anos (1996 a 2012), reajustes superiores à inflação, em 2012 o aumento real médio ficou em 2,23%.

Em suma, este capítulo teve como objetivo mostrar a chegada, instalação e desenvolvimento da indústria automobilística no Brasil. A cadeia produtiva em análise apresenta elevada capacidade de gerar impactos tanto à jusante quanto à montante e movimenta grande volume de dinheiro, com efeitos multiplicadores, por isso tem sido foco de atenção dos governos federal, estadual e municipal. A indústria automobilística brasileira nasceu de um programa estatal conduzido durante o governo de Juscelino Kubitschek, mereceu planejamento cuidadoso com três fontes de recursos: capital privado, governamental e externo. Isso contribuiu para o sucesso de sua instalação e seu posterior desenvolvimento.

Durante o período de 2000 a 2010, a indústria automobilística brasileira conseguiu obter participações crescentes no PIB industrial brasileiro, fato que sugere a possibilidade de industrial upgrading. Uma investigação mais profunda em que são analisados dados de importação e balança comercial desse setor indica que esse processo ocorreu em alguns períodos (entre os anos 2001 a 2005; 2007 a 2008; e 2009 a 2010) para o grupo de países considerados em desenvolvimento, o que mostra que a indústria automobilística brasileira apresenta boa inserção em mercados de economias em vias de desenvolvimento. Por outro lado, indica que a indústria automobilística necessita de maiores investimentos em inovação tecnológica para melhorar sua inserção em mercados de economias desenvolvidas.

Quanto à renda gerada pela indústria automobilística, a análise do VTI, ao longo do período de 1996 a 2010, mostra que a Região Sudeste concentra a maior parte, seguida, respectivamente, pelas Regiões Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. A Região Sul foi a que apresentou maior mudança de cenário, no início do período, o Rio Grande do Sul concentrava a maior parte da renda, ao longo dos anos foi ultrapassado pelo Paraná. Goiás e Bahia concentram a renda gerada pelas Regiões Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente, portanto, houve uma desconcentração relativa, ou seja, as empresas âncoras da indústria automobilística se instalaram nessas regiões, mas em locais estratégicos, próximo a grandes rodovias ou em regiões metropolitanas para facilitar o escoamento da produção.

Em todas as regiões analisadas a maior parte das empresas da indústria automobilística se constitui de micro e pequenas empresas, pois as barreiras às entradas em segmentos específicos podem ser consideradas reduzidas para empresas desses

portes. São empresas que estão mais sensíveis às oscilações de mercado e aos efeitos da política macroeconômica, com menor poder de barganha.

Quanto ao adensamento, em todas as regiões analisadas foi possível evidenciar a redução do encadeamento, ou seja, as empresas aumentaram a utilização de insumos importados. A Região Sudeste foi a que apresentou menor queda em seu adensamento, fato que mostra maior estabilidade nos elos da cadeia produtiva, pois é a região que primeiro recebeu a indústria automobilística, portanto, conseguiu obter maior consolidação quando comparada às demais regiões.

A produtividade da indústria automobilística mostrou grandes variações no período analisado. Em 1996, a Região Sudeste se mostrou a mais produtiva, a Região Centro-Oeste foi a última colocada, revelando-se a menos produtiva. No final da série, em 2010, a Região Centro-Oeste foi a mais produtiva, isso mostra que a renda gerada por trabalhador empregado na região foi a maior do país, seguida pelas Regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Entretanto, apesar desses resultados, os trabalhadores das Regiões Centro-Oeste e Nordeste recebem os menores salários. Em geral, a mão-de- obra contratada na Região Centro-Oeste é a mais barata do país.

As empresas de capital privado, subsidiárias de empresas multinacionais, preferiram se instalar na região do ABC paulista, pois poderiam usufruir de benefícios como infraestrutura e maior facilidade para atrair empresas fornecedoras, e o resultado foi a grande concentração regional. A fim de reverter essa situação, no final do Século XX, foram estabelecidas políticas públicas para atrair montadoras para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Com isso, iniciou-se uma “guerra fiscal” em que os governos estaduais assumiram a tentativa de promoção do desenvolvimento local, para tanto, ofereceram incentivos fiscais para que as empresas se instalassem dentro de seus territórios. O estado de Goiás recebeu a instalação de duas montadoras, iniciando o processo de desenvolvimento de sua indústria automobilística. Essa é a temática a ser tratada no próximo capítulo.