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Åpenhet mot hemmelighold

Quando tratamos sobre a presença de conteúdos em multicanais, que estão assim organizados a partir das evoluções tecnológicas, a utilização de uma marcação conhecida como tag, que do inglês significa etiqueta, é usada para identificar com dados de GPS sobre a localização. Esta capacidade foi definida como geolocalização e representa uma técnica amplamente utilizada em redes sociais. Essa função possibilita que softwares de mapeamento, como Google Earth, façam a leitura de localizações e direcionem conteúdos mediante dados. A geolocalização está inserida como uma ferramenta usada na assertividade de notícias e conteúdos jornalísticos e aplicada a conceitos de webjornalismo que valorizam a informação transmitida em tempo real (Moretzsohn, 2002).

Geolocalização é um parâmetro importante na utilização de dados, pois possibilita um mapa dos conteúdos publicados. Este tipo de ferramenta pode possibilitar direcionamento de conteúdo por parte do produtor e ainda assim despertar engajamentos com o espaço físico. A utilização possibilita também a imersão por meio do uso de dispositivos móveis ou sistemas de realidade aumentada, que permitem o reforço dos eventos esportivos no local em que realmente ocorreram. Embora falsificações ainda possam ocorrer nessas marcações de localização, esta é uma ferramenta valiosa para confirmar a veracidade de um vídeo ou conteúdo.

Em tempos em que os conteúdos são produzidos de forma questionável por usuários, ou até mesmo jornalistas, uma forma de documentar o local de captura do vídeo é válida. O jornalismo tem sido definido, há muito, pelas qualidades de tempo e espaço. Quando a tecnologia facilita na credibilidade, não cabe mais uma justificativa de falta de confiança no profissional, mas sim inicia-se uma validação da capacidade de manuseio dos dados e equipamentos. Como Dominique Wolton já aponta, “certamente, sendo o acesso livre, facilita para quem sabe utilizar os sistemas, o problema não é então o acesso à informação, mas, sim, a capacidade em saber o que procura” (Wolton, 2003, p.133). É possível contar virtualmente qualquer relato com neste modelo, por meio de sensores que capturam fotos, vídeo ou outras informações do ambiente, caso haja também a capacidade de interação com informações e a leitura de dados.

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O desenvolvimento de novos aplicativos de leitura da geolocalização tem alcançado especial relevância na prática de atividades esportivas, essencialmente como canais que auxiliam na interação social e validação do desempenho da prática. É o caso do aplicativo Strava (2009), uma rede social popular entre ciclistas e corredores, que funciona com a utilização de dados de esportistas do mundo todo por meio do mapeamento de geolocalização e rastreio de corridas, pedaladas e nados em telemóveis ou outro equipamento com GPS. O aplicativo grava a distância, o tempo, a média de velocidade e rotas (desenhadas com GPS). Os usuários podem ainda adicionar comentários e validar positivamente o percurso de seus conhecidos.

A tecnologia da geolocalização passa uma credibilidade e validação realista aos praticantes, que aproxima a comunicação do acontecimento a uma veracidade incrível. Como já salienta Rui Torres, diante das incríveis nuances da tecnologia digital:

O que se deve entender por actualização contínua é, portanto, a possibilidade de aproximar o momento de criação com o da sua distribuição, vertendo para um modo de encarar a informação que já não é baseado na periodicidade. Mas além dos podcastings e dos rss feeders que podemos subscrever e receber continuamente no nosso computador pessoal, o que nestas definições de uma actualização contínua parece esconder-se (ou desconhecer-se?) é o facto de qualquer mudança em rede poder ser devidamente e constantemente monitorizada (com grafos de visualização que a interpretam posteriormente) e automatizada (com links e referências inteligentes), possibilitando um mapeamento dinâmico da geração e da recepção dos fluxos de informação, suas inter- relações e inter-conexões. (Torres, 2007, p. 327)

A tecnologia alcança novos nuances, ainda, quando aplicada na forma de Realidade Aumentada, que simplificadamente podemos entender como um processo de sobreposição de elementos virtuais sobre imagens reais que são captadas por uma câmara. Este recurso é grandemente utilizado na cobertura esportiva, principalmente futebolística. Quanto à informação traçada para dispositivos móveis, as imagens em 3D e as panorâmicas de 360 graus também chegam a ser consideradas Realidades Aumentadas, que permitem uma melhor absorção da realidade física, ao usar dados virtuais de bases de dados disponíveis remotamente (Azuma, 1997). Um outro recurso seria justamente na utilização de códigos QR para inserir vídeo nas notícias, por meio de câmaras que identificam o código e chamam a um arquivo multimídia que exibe conteúdos complementares no celular ou computador.

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Um grande diferencial da tecnologia, nestes casos, é de sua utilização no esporte como uma poderosa ferramenta de contexto. Segundo apontou Henrique Cebrián, no jornalismo “el contexto constituye el relieve de los acontecimientos, muestra su mayor o menor importancia” (Henrique Cebrián, 2004, p. 296). A própria consideração do contexto é destacada quando por meio de hipertexto, infográficos e números adicionais inseridos para dar uma maior credibilidade ao conteúdo. Assim, o contexto permite uma maior aproximação à realidade pois agrega uma quantidade maior de informações e corrobora com um cenário integrativo para o evento narrado na reportagem.

Ao perceber credibilidade e lisura na informação concedida por meio das bases de dados, com fatos tratados com objetividade (Fidalgo, 2004), é possível afirmar que a rede conectiva hipermultimediática torna-se uma cadeia de objetividade. Para o webjornalismo, a contextualização é horizontal por conta de seus sistemas de geolocalização e da incorporação de imagens. Em lugar de aumentar as fontes de conteúdo, ao oferecer mais notícias e detalhes sobre um acontecimento, a Realidade Aumentada agrega dados virtuais que enriquecem a realidade visível. Essa facilidade permite que a localização agregue muitos fatores interessantes ao jornalismo esportivo e a exploração disso é crucial para os que pretendem sobreviver neste novo ecossistema mediático.