DEL IV: SYKEPLEIE TIL OPERASJONSPASIENTEN
Kapittel 6: Å trygge pasienten
A fase de identificação dos atores e a recolha de dados sobre as ameaças estava concluída e foi produzida durante a fase de planeamento do exercício. Esta informação estava contida num documento, apelidado na gíria militar de Exercise Plan (EXPLAN), que foi entregue, antecipadamente, a todas as audiências de treino.
Esta fase diz respeito à fase de preparação, onde se dá lugar à Análise do Risco Social (compreensão do Ambiente Estratégico) e à Construção de Cenários (fase de síntese), que carateriza o primeiro passo a desenvolver pela Célula de Cyber Intel.
Finda esta parte, a finalidade da célula de Cyber Intel, no Centro de Ciberdefesa, era concluir, em primeiro lugar, a análise dos atores e do ambiente estratégico, para dar resposta aos pedidos de informação (RFI) sobre o possível impacto da ameaça.
Após os incidentes iniciais e os indícios que foram chegando de possíveis intrusões, ações exploratórias e ataques, foi necessário saber quais os cenários possíveis de encontrar. A Ferramenta de Análise Morfológica (Apêndice XIII) serviu, antes de mais, para antever qual a probabilidade do ataque, que tipo de atores e ações que se poderiam enfrentar. Através da triangulação de dados e mediante os parâmetros constantes na tabela, pode-se descortinar qual será a abordagem “mais eficaz”, a “mais provável” e a “mais perigosa”.
43 De acordo com informação recolhida por correio eletrónico do EXCON, enviado à célula de Cyber Intel e
assessores externos.
44 Exercício integrante da unidade curricular (UC) do Curso de Mestrado em Guerra de Informação (MGI), com o nome de “Seminário de Gestão de Crises no Ciberespaço”.
45“Formulário de Análise de Atores”, ferramenta integrante da UC do MGI “Seminário de Gestão de Crises no Ciberespaço”.
46 “Ferramenta de Planeamento Operacional Baseada em Efeitos no Ciberespaço (FPOBE)”, ferramenta
integrante da UC de MGI “Seminário de Gestão de Crises no Ciberespaço”.
47“Ferramenta de Análise Morfológica”, ferramenta integrante da UC do MGI “Seminário de Gestão de Crises no Ciberespaço”.
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Esta ferramenta foi, sem dúvida, útil numa primeira abordagem ao conhecimento da ameaça. Ao nível operacional, no Centro de Ciberdefesa, foi importante na monitorização e recolha de informações e na ajuda à análise do impacto da ciberameaça.
O Formulário de Análise de Atores (Apêndice XIV) visa estudar os atores principais, suscetíveis de análise, descrevendo os parâmetros necessários para identificar o ator, tais como os seus pontos fortes, pontos fracos, centro de gravidade, motivações, estado final pretendido e presença geográfica.
Ao determinar o centro de gravidade, tendo em conta os recursos cognitivos, éticos, físicos e psicológicos dos atores, conforme ilustrado na Figura 15, é possível fazer a análise das implicações.
Figura 15 – Determinação do centro de gravidade dos atores
Fonte: Adaptado de Nunes, 2011.
Seguidamente, é elaborada a análise das relações relevantes, do ator em questão com terceiros e, por fim, são calculados a Representação dos Interesses e os Recursos dos Atores em Jogo, numa escala percentual e os resultados representados graficamente, conforme ilustrado na Figura 16.
Através de representações gráficas é possível comparar os interesses e os recursos dos atores, isoladamente como “forças opositoras” ou em simultâneo com as “forças aliadas”, principalmente aqueles que se identificaram como sendo a principal ameaça/ ator.
Por conseguinte, para se obter uma comparação abrangente e integrada, foi necessário analisar os “atores potencialmente amigos”, assim como, também, se incluiu a “nossa força”, isto é, o “nosso país” como ator.
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Figura 16 – Representação dos interesses / Recursos dos atores em jogo
Fonte: Adaptado de Nunes, 2011
Através do exemplo representado na Figura 16, sendo o Ator A a ameaça/ adversário, constata-se que a mesma está mais forte nos setores da Urgência e da Vontade, enquanto o Ator B, sendo este um ator potencialmente amigo, está mais forte na Capacidade e na Legitimidade.
Portanto, com base no que for anteriormente referido, elaboraram-se duas folhas de análise de atores, de forma a perspetivar duas visões diferentes: uma perspetiva defensiva e uma perspetiva ofensiva.
Da perspetiva defensiva foi possível visualizar, através de uma breve leitura gráfica, as nossas fragilidades, face às potencialidades do adversário e encetar deste modo as adequadas operações defensivas (ou seja, CND). O objetivo é mitigar as nossas vulnerabilidades (ou até mesmo eliminálas se possível) e aumentar a nossa resiliência, face ao adversário, nestas áreas ou setores.
A perspetiva ofensiva é uma visão mais orientada para CNO. Estas operações podem ser empregues através de Computer Network Exploita tion (CNE), na identificação da origem da ameaça e na exploração de vulnerabilidades nessa origem; ou podem ser operações com vista a negar, degradar ou destruir a capacidade do adversário (Computer Network Attack - CNA), no quadrante mais vulnerável do seu perfil (por exemplo, recorrendo à Figura 16, a Capacidade ou a Urgência).
À medida que se assistia a um escalonamento da situação para uma crise nacional, e após decisão do Nível Estratégico (Poder Político), dão-se origem a ações militares de resposta à ameaça (ofensivas e defensivas). Nesta fase, em particular, a metodologia do planeamento
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a seguir está de acordo com a lógica baseada em efeitos [AJP 3.10, 2009 e “Multinational Information Operations Experiment” (MNIOE)].
Utilizou-se, para este fim, a Ferramenta de Planeamento Operacional Baseada em Efeitos (FPOBE), pois é um instrumento que permite analisar, projetar e decidir quais as ações mais adequadas a tomar, por parte do Centro de Ciberdefesa, que neste exercício comandava estas ações.
O último passo a realizar foi, portanto, a Análise do Estado Final e do Critério de Sucesso, o Desenvolvimento de Efeitos, o Desenvolvimento de Ações de Sincronização e Refinamento do Plano. Deste modo, foram elaboradas duas folhas, consoante a perspetiva defensiva e a perspetiva ofensiva (Apêndice XV). Para cada uma das perspetivas, foram definidos os seguintes campos:
1. Descrever o Estado Final Desejado e o Critério para o Sucesso;
2. Listar as Restrições e as Limitações (incluindo regras de empenhamento, quadro legal e político, como organizações governamentais e ONG’s);
3. Determinar o Centro de Gravidade e o Objetivos/ Intenção (Tipo de efeito a obter, das quais se salientamas ações de: prevenir, enganar, influenciar, diminuir, explorar, degradar, negar, disrupção, destruir, proteger);
4. Definir o Alvo (o nosso e do adversário, no processo de decisão, tendo em conta a vontade, a capacidade e o conhecimento);
5. Definir o tipo de Impacto necessário (lento, rápido, permanente e transitório); 6. Escolher os Métodos possíveis (cinéticos ou não-cinéticos, que podem passar por
efeitos físicos, Operações Psicológicas (PSYOPS), CNO, Information Assurance (IA), Electronic Warfare (EW), Operações de Segurança (OPSEC), Informações, Network Block Device (NBD));
7. Escolher a Ferramenta ou o Meio de transmissão (nomeadamente computador, arma, Media, comunicações, elementos físicos, mensagem, significado, postura); 8. Definir a Matriz de Sincronização e as Métricas para avaliar a eficácia dos efeitos
produzidos (tendo em conta a natureza da variável medir e forma de medição). O objetivo desta ferramenta é permitir a operação da Cyber Intel no apoio à tomada de decisão, na identificação de iniciativas, que ajudem a minimizar as implicações negativas da ocorrência de crises, como a enfrentada durante o exercício. Por outro lado, ajudar a mitigar as suas consequências e reduzir a probabilidade de que estas voltem a ocorrer novamente.
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