Kapittel 5: Det er framtida som står på spel
5.9 Å konstruere framtidsforteljingar om Naustdal og Vevring
Considerando os resultados analíticos precisos e aceitáveis, as interações água-solo-rocha e ambientais, as águas superficiais, na área do estudo, foram caracterizadas quanto à sua hidroquímica e qualidade. A qualidade sanitária dos corpos d’água lóticos foi sistematizada, com o auxílio, em particular, do Índice de Qualidade da ÁguaIQA e quanto à contaminação por tóxico, por meio índice Contaminação por Tóxicos, CT. Além da hidroquímica e da qualidade, as águas subterrâneas foram caracterizadas quanto à sua identidade hidrogeoquímica. Resumidamente, cada um desses modelos de caracterização, está descritos a seguir.
7.4.1 Caracterização Hidroquímica
Para caracterização hidroquímica das águas superficiais e subterrâneas, os resultados analíticos foram tratados com aplicativo computacional AquaChem®3, versão 3.70 e com o Excel 2007®1.
Os resultados analíticos estão apresentados no Capítulo 8, de diferentes modos, que incluem estatísticas, diagramas de Piper e outros diagramas triangulares, séries de variabilidade temporal, diagramas colunares e circulares.
Os diagramas de Piper, normalmente, são utilizados para classificar e comparar diferentes grupos de águas, com relação aos constituintes 3 24
2 2
SO
e
Cl
;
HCO
;
Na
;
Mg
;
Ca
, emcálcica, magnesiana, sódica, cloretada, bicarbonatada, sulfatada e combinações dessas espécies. Outros ternos iônicos também podem ser utilizados.
Também, apresentam-se no capítulo 8 as seguintes razões iônicas: magnésio/cálcio, que podem indicar a influencia de terrenos dolomíticos nas águas, a dissolução de calcários e o abrandamento ou endurecimento das águas; e, potássio/sódio, que pode indicar o aporte artificial de potássio, nas águas.
7.4.2 Caracterização Temporal dos Parâmetros Principais e Metais
Também, com a finalidade de comparar e caracterizar as águas subterrâneas e superficiais em relação aos diversos ambientes hidrogeoambientais, e verificar uma possível influencia sazonal apresenta-se no capítulo 8 a Variabilidade dos seguintes parâmetros: potencial hidrogenionico, pH; condutividade elétrica, CE; sólidos totais dissolvidos, STD; e das concentrações das espécies maiores 3
2 2
NO
e
K
;
Mg
;
Ca
. Também, apresenta-se a variação temporal para a concentração de metais de interesse, tais como o zinco e o manganês, que podem estar presentes como impurezas em fertilizantes industriais.7.4.3 Índice de Qualidade de Água
As amostras dos poços de produção do CNPMS e dos corpos d’água lóticos, também, foram avaliadas com relação à sua qualidade, com base no Índice de Qualidade da ÁguaIQA, segundo metodologia utilizada pelo Instituto de Gestão das Águas de Minas GeraisIGAM.
A avaliação de qualidade dos mananciais subterrâneos que abastecem o CNPMS, justifica-se pelo fato de que toda a água consumida neste centro, a menos da água para irrigação, é proveniente de quatro poços de produção. Já no caso, dos corpos d’água lóticos esta avaliação justifica-se, pelo fato da área do estudo estar inserida na bacia hidrográfica do rio da Velhas, objeto das ações do Projeto Estruturador Revitalização do Rio das Velhas - Meta 2014, portanto, contribuintes na qualidade das águas do rio das Velhas.
O Índice de Qualidade das ÁguasIQA foi criado em 1970, nos Estados Unidos, pela
National Sanitation Foundation, com a finalidade de informar ao público sobre a qualidade
das águas superficiais. A partir de 1975 começou a ser utilizado pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), com o mesmo propósito. Nas décadas seguintes, outros Estados brasileiros adotaram o IQA, que hoje é o principal índice informativo da qualidade da água utilizado no país.
O IQA foi desenvolvido para avaliar a qualidade da água bruta visando seu uso para o abastecimento público, após tratamento. Os parâmetros utilizados no cálculo do IQA são, na sua maioria, indicadores de contaminação causada pelo lançamento de esgotos sanitários nos corpos d’água.
A avaliação da qualidade da água obtida pelo IQA apresenta limitações, visto seu caráter reducionista, já que este índice não inclui vários parâmetros de qualidade, importantes para o
abastecimento público. Também não é um índice de atendimento à legislação ambiental, conforme descreve Von Sperling (2007), mas um instrumento de comunicação para o público das condições ambientais dos corpos d’água.
Os valores de IQA para as águas amostradas nos poços tubulares e córregos foram calculados, segundo metodologia utilizada pelo Igam-MG, que além dos parâmetros normais, oxigênio dissolvido, OD, coliformes fecais, pH, demanda química de oxigênio, DBO, nitrato, fosfato, turbidez e sólidos totais dissolvidos, considera ainda o parâmetro cloreto. Também são considerados a temperatura e a altitude do ponto de monitoramento no cálculo do IQA.
7.4.4 Índice de Contaminação por Tóxicos
Em Minas Gerais a contaminação por substâncias tóxicas pode ser avaliada através do índice Contaminação por Tóxicos, CT, que considera os seguintes parâmetros: nitrogênio amoniacal, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cianeto livre, cobre, cromo, fenóis, mercúrio, nitritos, nitratos e zinco.
As amostras dos poços de produção do CNPMS e dos corpos d’água lóticos, também, foram avaliadas com relação à contaminação por tóxicos, com base no índice Contaminação por Tóxicos, CT.
Este índice, adotado pelo Instituto Mineiro de Gestão das ÁguasIGAM, classifica a contaminação como baixa, média ou alta, em função das concentrações observadas, para os parâmetros nitrogênio amoniacal, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cianeto livre, cobre, cromo, fenóis, mercúrio, nitritos, nitratos e zinco (Programa Nacional do Meio Ambiente – PNMA II, 2006; Von Sperling, 2007).
As concentrações determinadas são comparadas com os valores limites das classes de enquadramento, dos cursos d’água, definidas pelo Conselho Estadual do Política Ambiental – COPAM, na Deliberação Normativa N° 10/86, ou seja, com os Valores Máximos Permitidos VMP (Programa Nacional do Meio Ambiente – PNMA II, 2006).
A contaminação baixa refere-se a concentrações iguais ou inferiores a 1,2 vezes os limites de classe de enquadramento do trecho do curso d’água onde se localiza o ponto de amostragem, a contaminação média refere-se a concentrações entre 1,2 e 2,0 vezes os referidos limites,
A pior situação identificada, para qualquer parâmetro tóxico, no conjunto total de resultados, das campanhas de amostragem, define a classe de contaminação no período considerado. Assim, se um dos parâmetros tóxicos, em um dado ponto de monitoramento, apresentar valor maior que o dobro do limite, P, em pelo menos uma das campanhas do ano, a contaminação no ponto de amostragem será classificada como alta, no período (PNMA II, 2006; Von Sperling, 2007).
Na Tabela 7.10 estão sumarizados os critérios estabelecidos para classificar a contaminação por tóxicos, CT, adaptada de PNMA II (2006) e Von Sperling (2007), na qual P é o valor limite adotado como requisito normativo de um parâmetro de qualidade de água.
Tabela 7.10 Condições de contaminação por substâncias tóxicas
Concentração(1) Classe de contaminação Cor representativa
concentração ≤ 1,2P baixa verde
1,2.P < concentração ≤ 2P média amarela
concentração > 2P alta vermelha
(1) Em relação a classe de enquadramento
Na Tabela 7.11 apresentam-se as concentrações máximas, para águas superficiais de classe 2, definidas na deliberação normativa COPAM/CERH-MG Nº 01/2008 e na resolução CONAMA No 357/2005, para os elementos e substâncias tóxicas, que compõem o indice Contaminação por Tóxicos.
Tabela 7.11 Parâmetros constituintes do índice contaminação por tóxicos
Concentrações máximas permitidas (mg/L)
As Ba Pb Cu Cr Cd Hg Zn CN Fenóis Nitrato Nitrito 0,01 0,7 0,01 0,009 0,05 0,001 0,0002 0,18 0,005 0,003 10,0 1,0 NH3 3,7 (pH ≤ 7,5) 2,0 (7,5 < pH ≤8,0) 1,0 (8,0 < pH ≤8,5) 0,5 (pH > 8,5)
Das substâncias listadas na Tabela 7.11, apenas o cianeto não foi monitorado, nos pontos de amostragem cadastrados, por não ter sido incluído no plano inicial de monitoramento.
Tanto o mercúrio, como os fenóis não foram quantificados nas amostras analisadas. Para esses parâmetros, os limites de detecção, LDM, são 0,00020 mg/L e 0,018 mg/L, respectivamente, conforme reportado nos relatórios de resultados de análise. Observa-se que enquanto o LDM para mercúrio é razoavelmente pequeno, para fenol o LDM é elevado e maior que o valor descrito na Tabela 7.11. Para o parâmetro cobre o LDM reportado nos relatórios de resultados de análise, também, é maior que o valor descrito na Tabela 7.11.
Essa tolerância maior, quanto aos limites de detecção, para os parâmetros cobre e fenóis, se justifica, pelo fato da Copasa atender aos padrões estabelecidos na portaria No 518/2004, do Ministério da Saúde, que trata da qualidade da água para consumo humano.