• No results found

CHAPTER 7 – EVALUATION ON LEGITIMACY

7.2 Y ELLOWSTONE NP P UBLIC L EGITIMACY E VALUATION

De forma teórica, enquanto participantes dos projetos de software livre, as pequenas empresas têm as principais características descritas por Reis (2003, p.15) para suportar um projeto deste tipo:

• Possuem estrutura para acesso à internet;

• Tem tendência ao desenvolvimento próprio de aplicativos, agindo como desenvolvedor e usuário do próprio sistema que produziu;

• As pequenas empresas teriam interesse particular no sucesso do projeto e na implementação de melhorias;

• A presença do acesso à internet no ambiente da pequena empresa propicia condições de uso das ferramentas de comunicação (e-mail,

msn) para utilizar e participar dos projetos de software livre.

Atendendo ao objetivo de estudo, esta seção compara as informações sobre os recursos de pessoas, equipamentos e aplicativos disponíveis nas pequenas empresas com as características apresentadas pelos aplicativos instalados para este trabalho.

6.7.1 Equipamento requerido

Uma das preocupações deste estudo foi procurar identificar se os recursos de hardware exigidos pelos aplicativos eram encontrados no ambiente da pequena empresa, pois o fato de exigências fora dos padrões que as pequenas empresas possuem poderia implicar na impossibilidade de instalação.

Os aplicativos de software livre obedecem os padrões de computadores do tipo PC. Todos os aplicativos instalados utilizam recursos de hardware que estão presentes no ambiente da pequena empresa, conforme demonstrado no Quadro 35, dispensando a necessidade de equipamentos específicos ou com capacidade e recursos cujos custos estariam fora do alcance das pequenas empresas.

Aplicativos Hardware presente no ambiente da pequena empresa Compiere Sim Evaristo Sim EzyBiz Sim

Factura LUX Sim

Freedom ERP Sim

Oratio Sim

Sequoia ERP Sim

Tiny ERP Sim

University ERP System Sim

Value Sim

WebERP Sim

Quadro 35 – Hardware requerido e o ambiente da pequena empresa

Os recursos de rede de computadores, embora presentes nas pequenas empresas, não se mostraram como pré-requisito de instalação para nenhum dos aplicativos e todos os aplicativos funcionam mesmo que seja em uma única máquina.

6.7.2 Áreas funcionais

As informações apresentadas no capítulo quatro apontaram para o uso de aplicativos nas pequenas empresas, principalmente nas áreas comercial, produção, suprimentos e administrativa. Na seção 6.5.3, foram apresentados os módulos que foram encontrados nos sistemas instalados. Com base nestas duas informações é possível dizer que existe integração entre as áreas de utilização de sistemas integrados nas pequenas empresas e os recursos que são oferecidos pelos sistemas de software livre. O Quadro 36 mostra as áreas de utilização e os módulos que foram encontrados que atendem a cada uma das áreas.

Área de utilização Módulos encontrados nos sistemas

Comercial Vendas, clientes, CRM, pedidos

Produção Manufatura, produtos

Suprimentos estoque, fornecedores

Administrativa Contabilidade, financeiro

O quadro 36 apenas relaciona as áreas de utilização e os módulos encontrados, o que não quer dizer que é possível encontrar todos os módulos apresentados em um único sistema integrado. Como não existe um padrão, nem a obrigatoriedade da existência de módulos básicos, cada sistema pode combinar diferentes módulos. A escolha do sistema mais adequado à realidade da empresa depende da decisão da própria empresa, aliás é com base nestas características que o sistema é construído, normalmente para atender a um segmento ou atividade de forma mais específica.

Nenhum dos aplicativos instalados declarou estar pronto para atender à empresas de grande porte. O Compiere foi o único a declarar que o objetivo do aplicativo era atender à pequenas e médias empresas, ficando o restante vinculado à utilização em pequenas empresas.

6.7.3 Pessoas

Com a maioria dos sistemas tendo uma dificuldade de instalação classificada entre média e baixa, não parece existir barreiras que impeçam a instalação dos sistemas nas pequenas empresas. A instalação poderia ser feita com o próprio pessoal dedicado à área de TI. Também não seria difícil encontrar pessoas que tenham condições de realizar a instalação entre desenvolvedores de páginas web ou programadores, caso a empresa necessite contratar serviços de terceiros para a instalação.

A usabilidade verificada nos sistemas permite que a utilização seja feita por usuários com diferentes tipos de conhecimento e as características da interface entre usuários e sistema não foge aos padrões com os quais os usuários já tiveram contato em outros aplicativos. Todos os aplicativos fizeram uso do conceito de “janelas” com botões, caixas de texto e menus além do uso do mouse para seleção de opções. Assim, os usuários que precisem de algum treinamento ou adaptação em relação ao uso dos sistemas de software livre teriam a mesma necessidade em relação aos sistemas proprietários.

O idioma se apresenta como uma dificuldade. Apenas três dos aplicativos instalados tinham efetivamente a disponibilidade em português e a

menos que a pequena empresa que escolha os outros sistemas tenha em seu quadro de funcionários pessoas que conheçam o idioma no qual o sistema está disponível, ela vai encontrar dificuldades no treinamento e terá que propiciar um curso do idioma para seus funcionários ou ainda realizar a tradução do

software para o português.

Sob o aspecto de alteração no código também é possível verificar que dentro de um objetivo de integração do sistema de informação com apoio da tecnologia aos objetivos estratégicos da empresa, dificilmente o sistema escolhido não precisará de alguma adequação. Encontrar pessoas para a realização destas alterações, mesmo que seja apenas do idioma conforme comentado no parágrafo anterior, implica em encontrar um profissional que compreenda a linguagem de programação, o ambiente sob o qual o software foi construído e aprender sobre ele, uma vez que nem sempre é possível encontrar suporte, mesmo que comercial (na maioria das vezes não disponível no Brasil para os aplicativos que não estão em português).

Assim, seria necessário encontrar ou formar pessoas capacitadas e inseridas no contexto do software livre que possam utilizar as formas de aprendizagem e suporte disponíveis neste modelo de desenvolvimento, fazendo uso de listas de discussão, e-mail, leitura de manuais e documentos, além da partilha de informações e conhecimento.

No caso do suporte disponível, a tendência é que seja mais fácil encontrar e formar profissionais que possam auxiliar a empresa na tarefa de adequação do software. Essa dificuldade com pessoas é reflexo de um dos pontos tidos como desvantagem do software livre comentada na seção 3.8.2.

O Quadro 37 apresenta os principais pontos favoráveis e desfavoráveis à instalação dos sistemas de Software Livre nas pequenas empresas.

Favorável Desfavorável

Estrutura de hardware

Relativa facilidade de instalação Acesso à internet

Módulos dos sistemas estão em acordo com o uso nas pequenas empresas

Foco de desenvolvimento dos sistemas de software livre está voltado para as pequenas empresas

Cultura da pequena empresa em desenvolver seu próprio

software

Idioma (nem sempre disponível em português)

Escassez de pessoas capacitadas à instalação em função da dificuldades relatadas com usuários nas pequenas empresas e a falta de pessoal capacitado em software livre Dificuldade de se encontrar

suporte comercial no Brasil No caso de se encontrar

suporte de terceiros (desenvolvedor de outro

software) convencê-los a instalar o software livre

Conceito de sistema integrado (ERP) ainda é pouco utilizado na pequena empresa.

Quadro 37 – Pontos favoráveis e desfavoráveis à instalação de software livre nas PE

Não foi possível dizer somente com a realização deste estudo se os resultados obtidos com a utilização do Software Livre como ferramenta estratégica em um sistema de informação, no caso da aplicação à pequena empresa levaria um tempo maior ou menor para adaptação do software à empresa em relação ao software proprietário.

Também não foi possível verificar se a utilização e a absorção de conhecimento da ferramenta, provocariam alguma espécie de ganho depois de sua implantação, nem tampouco se a filosofia do software livre traria mudanças para a formação das pessoas da área de TI ou mesmo à empresa como um todo. Essas questões são indicações para trabalhos futuros.

7 - Considerações finais

Este capítulo apresenta aspectos referentes ao texto de conclusão do trabalho e sugestões para trabalhos futuros.