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Fase 5: Sikre forbedring

9. Statistisk prosesskontroll (SPK)

9.6 XmR-diagrammet (I-diagrammet)

ambiental

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Jussara Botelho Franco2

Resumo

Busco nesse registro analisar alguns aspectos da totalidade da experiência desenvolvida pelo Projeto Agente Jovem no ano de 2006, enfocando as particularidades das atividades de educação popular ambiental. Descrevo a metodologia, centrada na diretividade do processo educativo que buscou objetivar a transformação individual e coletiva – como potencializadoras da transformação social – além de alguns aspectos da avaliação dos sujeitos sobre o trabalho educativo realizado.

Palavras-chave: educação popular ambiental, diretividade, transformação

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Registro de experiência desenvolvida junto ao Projeto Agente Jovem, política pública do governo federal destinada a atender 25 jovens adolescentes entre 15 e 17 anos, em

situação de vulnerabilidade4 social oportunizando um espaço educativo não-formal de

construção da cidadania e preparação para o trabalho favorecendo o desenvolvimento social e pessoal. Os espaços educativos não-formais são ambientes educativos que se constituem nas relações estabelecidas entre comunidade e sociedade, entre seus sujeitos coletivos e individuais, nos embates ideológicos, por isso se constitui no momento complexo das relações (GUIMARÃES, 2004).

Na cidade do Rio Grande/RS, esta política publica é desenvolvida através de convênio entre a Prefeitura Municipal através da SMCAS – Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social que seleciona os jovens e a FURG – Universidade Federal do Rio Grande. A prática educativa decorrente desse convênio é viabilizada como atividade extensão do CAIC – Centro de Atendimento Integral à Criança e ao Adolescente.

Os atrativos desta política pública aos jovens selecionados incluem lanche, vale- transporte e abrigo com logotipo do Projeto além de uma bolsa mensal de Rr$ 75,00. Ao final, desde que tenham aproveitamento e 75% de freqüência recebem certificado e currículo elaborado, em consonância com sua finalidade que é prepará-los para inserção no mercado de trabalho. Dependendo de seus interesses e das aptidões que desenvolvem são

1 Texto revisitado e modificado a partir do original apresentado para debate no VI Encontro de Investigação na Escola e publicado de forma eletrônica na Revista Encontros de Investigação na Escola, vol. 1, nº 1 (2006) 2 Pedagoga, Mestre em Educação Ambiental, doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande/RS, professora colaboradora do NEEJA – Núcleo de Estudos em Educação de Jovens e Adultos. [email protected]

3 No sentido dado por Freire de que “registrar não se esgota no puro ato de fixar com pormenores o observado tal qual para nós se deu. Significa também arriscar-nos a fazer observações críticas e avaliativas a que não devemos, contudo, emprestar ares de certeza” (FREIRE, 1993, P. 68).

4 Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, em situação de rua e outras situações que causem ou originem vulnerabilidade.

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encaminhados ao SINE – Sistema Nacional de Emprego ou CIE-E – Centro de Integração Empresa-Escola, ou estimulados a organizarem-se para geração de trabalho e renda através da Economia Popular e Solidária.

A metodologia proposta pelo Projeto A gente Jovem é desenvolver o trabalho com uma equipe multidisciplinar através de ações interdisciplinares, a partir de temas geradores escolhidos pelo grupo e considerando suas realidades. Para tanto, no primeiro semestre de 2006 (20 de março a 20 de julho), as atividades propostas foram “oficinas” de Teatro, Sexualidade, Educação Popular Ambiental, Capoeira, Dança, CENPRE (oficina a cargo do Centro Regional de Estudos, Prevenção e Recuperação de Dependentes Químicos da Furg) e Tecendo a Vida. Os termos “oficina” e “ofi cineiro” amplamente utilizados como próprios da educação popular nos discursos e nas práticas converteram-se em lugar comum não carecendo de maior reflexão de tal sorte que amparado em sua generalidade tem servido de abrigo a posições e práticas ditas populares porque alternativas e em oposição à educação tradicional, necessitando, portanto, de maior discussão.

No movimento do pensamento a ação

Inicio o relato a partir da aula inaugural do Projeto Agente Jovem que ocorreu em 20 de março com a presença dos jovens alunos e suas famílias, dos professores de cada atividade, da direção do CAIC e da assistente social da SMCAS.

As atividades de Educação Popular Ambiental começaram em 24 de março. Na apresentação trabalhei a partir da narrativa, a história de vida de cada um com a finalidade de (re)conhecê-los, abrindo a possibilidade na apresentação individual que falassem do tempo e do espaço constituinte das suas história. No segundo encontro a proposta foi discutir a relação “Meio Ambiente, Cultura e Trabalho”. Porém, talvez motivados pelo forte calor, pela quantidade de mosquitos na sala de aula ou por minha pouca habilidade em conduzir o tema percebi que estava construindo um monólogo perfeito: eu falava, eu perguntava e eu mesma respondia. O que gerou conflito que após longo diálogo foi solucionado.

Na seqüência o tema escolhido foi “Água”. Nesse encontro contamos com a presença do Prof. Edi Morales Pinheiro Júnior, do CTI - Colégio Técnico Industrial da Furg, desenvolvendo conteúdos específicos da química a partir de situações que são problema no espaço/lugar onde habitam. Trabalhou a origem e o destino da água que consomem desde o caminho percorrido em sua captação, a utilização de fossas séptica, culminando com a análise química através de corante de amostras coletadas nas residências e valetas das comunidades, possibilitando nessa análise da realidade imediata trabalhar o entendimento de cidadania a partir do grupo.

Dentro da proposta do Projeto Agente Jovem de incentivar a Economia Popular e Solidária e o Cooperativismo Autogestionário visitamos a Cooperativa de Tijolos Ecológicos, situada no Campus Carreiros da Furg onde fomos muito bem recebidos. A curiosidade foi grande, queriam saber o que é uma cooperativa, se é viável, quem responde por ela (quem manda), a origem da matéria prima utilizada, a qualidade do tijolo, como é produzido, se existe curso para esse trabalho, etc. Um cooperativado explicou a experiência que estão educação

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vivendo o motivo que os levou a fundar a cooperativa, contando sua história e as dificuldades que enfrentam para colocar o produto no mercado, isto é o papel hoje desempenhado pela propaganda na sociedade do consumo. Foi uma atividade que prendeu o interesse e eles, provocados, puderam fazer outras relações com a propaganda – o tênis da moda, o jeito de ser, etc.

No encontro seguinte, em sala de aula, problematizei os diferentes significados atribuídos à palavra “cooperação” e a expressão “trabalho cooperativo” a partir de recortes de revistas (na época as notícias giravam em torno do mensalão) o que tornou o momento polêmico em função dos argumentos por eles levantados tais como: “os políticos fazem

trabalho cooperativo para roubar do povo” exigindo muito diálogo para desmitificar situações

cristalizadas no seu cotidiano. Ao final, perceberam que cooperação e trabalho cooperativo são formas de unir as pessoas em torno de interesses comuns. Mas que é fundamental saber as motivações de cada grupo antes de se tornarem parceiros ou cooperados. Novamente trabalhei a importância de instrumentalizados pelo conhecimento conquistar seu espaço de falar e também de desenvolverem a capacidade de ouvir.

Tivemos um “Encontro Musical” embalados por músicas, paródias e poemas que falavam da relação do ser humano com o mundo natural com enfoque nas águas a partir do CD do Projeto Sanga do Inácio e Rio Pessegueiro desenvolvido na cidade de Santa Rosa/RS apontando o quanto ela é importante para a vida do ser humano e do planeta. Explorar o lúdico em diferentes linguagens possibilitou que tomassem distância da realidade que vivenciam e objetivassem sua subjetividade percebendo situações que poluem as águas do seu entorno.

Por solicitação do grupo uma aula foi dedicada ao Hip Hop e a “violência” emergiu como tema central porque é problema presente em seu ambiente social. A violência implícita e explícita destacada em suas falas permeou o debate, principalmente a violência policial a que são submetidos em suas comunidades.

A temática proposta a seguir “Costuras e Acertos” foi planejada com o objetivo de costurar os assuntos já trabalhados dando consistência aos encontros e também para que percebessem este espaço como um espaço educativo, um lugar de aprendizagens diversas da escola formal, mas nem por isso menos importante.

Por fim, nosso último encontro aconteceu nas dependências da Associação dos Professores da Universidade - ANDES-SN, que cedeu espaço e equipamento para assistirmos ao filme/desenho “A Fuga das Galinhas”. Como o objetivo não foi a diversão em si ou apenas ocupar o tempo do último encontro, fui introduzindo pausas para problematizar as situações que se apresentavam buscando que na medida de suas possibilidades captassem a essência do que estava sendo mostrado no desenho e relacionassem as situações apresentadas com suas vivências buscando formas possíveis de superação. O debate girou em torno das relações socioambientais (que são econômicas, políticas, de poder) que permitem a exploração e a expropriação do trabalho além da relação de pertencimento a um grupo/classe social. Busquei, intencionalmente, que relatassem de suas vivências situações em que se sentiram “galinhas”.

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Análise metodológica

Na análise das aulas de educação popular ambiental percebo como fundamental o procedimento metodológico utilizado no primeiro encontro, no momento da apresentação. Ao se apresentarem e falarem de si, narrando sua história cada um afirmou-se como individualidade e nesse movimento apropriou-se de si mesmo como singularidade, abrindo a possibilidade de ao serem conhecidos se reconhecerem. Isto porque a história de vida trabalha com a identidade e com os problemas que dizem respeito ao modo como cada um atua socialmente o que permitiu aos jovens que ao falar de suas vivências delas tomassem distância e as ressignificassem.

No segundo encontro aconteceu o que chamei de conflito, que segundo Freire ocorre entre diferentes nunca entre antagônicos. E ocorreu porque estava dando diretividade e intencionalidade ao que/fazer pedagógico, buscando que na elaboração do pensamento refletissem, falassem e se expusessem, fugindo da sensibilização como atividades fim das aulas. As falas que tecem sobre nossos encontros confirmam esse pensamento quando assim se expressam em sua avaliação: “conhecer a cooperativa de tijolos foi a melhor aula as

outras eu achei um pouco chatas porque muitas delas nos temos que escreve, e mais pior é que é sobre a nossa vida” (Patrick). Para outros o procedimento foi bom, acrescentou na

“maneira de observar as situações na vida” (Taise).

Meu objetivo sempre foi levá-los à reflexão, a não infantilizar com práticas espontaneístas e assistencialistas nossos encontros. Nesse sentido percebo o significado do conflito porque no embate ambos saímos vencedores. Aprendemos a nos conhecer, respeitar e aceitar, além disso, nos tornou mais próximos e mais críticos.

O ponto alto das atividades foi visitar a Cooperativa de Tijolos Ecológicos. Não tanto pelo movimento da saída, mas pelo que viram e ouviram porque existe uma diferença fundamental em apenas falar de cooperação, união, solidariedade, amizade no plano das idéias e torna o discurso vazio. Porém foi lá no chão da Cooperativa, pelos depoimentos e pelas situações que presenciaram que esses conceitos adquiriram concretude. Percebi após esse dia mais coesão e facilidade nos trabalhos em grupo. É o que diz essa avaliação: “os

encontros foram bons porque eu aprendi sobre a natureza, a amizade entre o grupo e com cada colega” (Gilberto). Percebi também que ao trabalhar em grupo romperam as barreiras

do individualismo, fortaleceram as relações a partir do grupo e promoveram a participação o que possibilitou que problematizassem sob diferentes ângulos a cooperação. Trabalhar a construção do conhecimento nesse viés dialógico possibilitou o reconhecimento de cada um

como sujeito ao se reconhecerem no outro. Pelo exposto fica fácil de perceber que o

método de conhecimento que guiou o trabalho pedagógico teve como referência sua prática social aliada à amplitude da realidade vivida, que é complexa e contraditória. Utilizar a prática social dos jovens como ponto de partida e chegada da ação educativa necessariamente teve que passar pelo momento da problematização como articuladora da experiência de novos conhecimentos com as vivências que participam nas suas comunidades. A expressão elaborada desse novo entendimento (conhecimento) que transitou pela problematização da própria prática frente ao conhecimento novo, ao ser levado novamente a prática sofre uma alteração qualitativa, que é o objetivo perseguido.

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Diferentes olhares podem ser lançados sobre esta experiência educativa possibilitando outras análises. Porém entendo que é a partir da problematização desse relato e do relato das demais atividades desenvolvidas pelo Projeto Agente Jovem que vão se abrir possibilidades para a Coordenação levantar os “temas geradores” para prosseguir o trabalho no próximo semestre. Acredito que o tema violência não pode ser deixado de lado pelo que expressaram nas situações em que se sentiram “galinha” e assim relacionaram: humilhação pela polícia, traição, briga familiar, isolamento, rompimento, falsa acusação, autoritarismo, entre outras que podem ser percebidas por uma detalhada leitura de seus trabalhos.

Finalmente, dizer que percebo a educação popular ambiental como uma práxis educativa que se funda na ação-reflexão-ação sobre a realidade socioambiental com a finalidade de transformá-la e foi assim que procurei trabalhar nossos encontros. Ao tratar as questões sociais e do mundo natural como indissociáveis busquei não apenas que se apropriassem da sua realidade, mas que produzissem conhecimentos socialmente úteis para si tendo presente a impossibilidade de transformar as relações humanas na natureza (ambiente natural) sem ao mesmo tempo buscar a transformação social. Mas para que esses jovens em situação de vulnerabilidade se constituam em agentes da transformação social é necessário que ocorram mudanças intersubjetivas, em seu interior, porque a maior ingenuidade é pensar na transformação do mundo sem pensar na transformação dos sujeitos.

Uma leitura da realidade

Ao analisar cada um desses momentos e a atividade como um todo busco aliar aos objetivos do Projeto Agente Jovem e aos objetivos das aulas de educação popular ambiental de forma crítica e reflexiva.

Cabe, portanto, tecer algumas considerações a respeito da impressão que tive dos pais e dos jovens alunos na aula inaugural. A de que estavam ali sentados e calados apenas cumprindo um ritual para receber o benefício (em dinheiro), além do que aparentavam pressa e encontrei em Rodrigues (1994) argumentos que talvez expliquem essa atitude. Segundo ele, são herdeiros da ‘servidão voluntária’, da qual reclamam, mas não se comprometem com ela. E acabam ensinando aos filhos o velho servilismo voluntário maquiado de ‘nova servidão’, no novo mutismo, na concórdia pura e simples. Nesse sentido o argumento é substituído pelo acatamento, pelo “está bom assim” desde que alguém se comprometa com a minha situação. Esse fato ficou visível na forma como afirmativamente sacudiam a cabeça e principalmente no único questionamento que fizeram: “quando? (data)” será disponibilizado o benefício financeiro.

Esse ponto específico – o retorno financeiro - me acompanhou no decorrer do curso gerando desconforto. Entendia que o Projeto Agente Jovem, ao proporcionar retorno financeiro constituía-se em uma política assistencialista, e que esse “financeiro” era o único motivo que os levava a ali estar. Hoje, percebo que olhando apenas para as condições materiais oferecidas é possível dizer que o Projeto é assistencialista. Mas considerando o retorno que trouxe para cada um dos envolvidos em termos de aprendizagens, retirando-os da rua ou de ambientes pouco saudáveis é possível perceber essa assistência como educação

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assistência provisória, destinada a superar as situações de vulnerabilidade. Visto por esse viés de assistência provisória pode ser encarado como um direito, tomando a configuração de política emancipatória já que sua finalidade implicou na construção da cidadania e da autonomia desses jovens. Para Demo (2000) não existe incompatibilidade entre assistência e emancipação, o que ocorre é uma relação dialética, contrária e complexa, já que todo processo emancipatório sendo social necessita de apoio externo e realiza-se junto e em confronto com o outro.

Penso hoje que um dos equívocos presentes no Projeto Agente Jovem é apontar como objetivo a inserção dos jovens no mercado de trabalho o que desvia sua função de política educativa para política pública de emprego. Outro equívoco está em apontar a qualificação como “solução” para a empregabilidade o que torna a proposta do Projeto inconsistente e de pouco fundamento porque parte do pressuposto que qualificação é garantia de inserção no mercado. Dizer que a falta de qualificação é a causa do desemprego e a causa do desemprego é a pouca qualificação é ingenuidade, na realidade essa qualificação apenas aumenta o número de excedentes à produção, do “exército de reserva” (Kuenzer, 1985).

Pela ótica que analiso a ação do Projeto entendo que ao trabalhar o resgate e a promoção da cidadania, pela qualidade política desse novo sujeito abre-se a possibilidade de sua inserção no mercado de trabalho, como conseqüência e não como meta.

O que permite dizer que o Projeto Agente Jovem como um fenômeno presente na prática social dos envolvidos (professores, alunos, familiares, coordenadores, etc.) apresentou um potencial associativo, criativo e emancipatório. E considerando as intencionalidades nele presentes, foi capaz de levar os jovens a superar, ao menos aparentemente, algumas situações-limite na busca da sua autonomia.

Bibliografia consultada

DEMO, Pedro. Educação pelo avesso: assistência como direito e como problema. – São Paulo: Cortez, 2000.

FREIRE, Paulo. Política e educação. – São Paulo: Cortez, 1993.

GUIMARÃES, Mauro. A formação de educadores ambientais. – Campinas: Papirus, 2004. KUENZER, Acácia Zeneida. Pedagogia da fábrica: as relações de produção e a educação do trabalhador. - São Paulo: Cortez Autores Associados, 1985.

RODRIGUES, Victor Hugo G. et all. A lógica de produzir mudos. In Revista Momento, vol. 7, jan./dez.- Rio Grande: Editora da Furg, 1994.

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