4.1. LOS (Limits of Stability, ou “limites de estabilidade”)
Este teste (figura 2) permite avaliar a capacidade em deslocar o CP desde um ponto de equilíbrio em ortostatismo “neutro” até 8 alvos dispostos numa sequência horária a uma distância automaticamente determinada em função da altura do indivíduo e correspondente a 100% dos limites de estabilidade teóricos. Deste modo, o teste permite quantificar a distância máxima a que o indivíduo pode deslocar voluntariamente o CP sem perder o equilíbrio, dar um passo ou procurar apoio. A capacidade de deslocar voluntariamente o CP dentro dos limites de estabilidade é fundamental para tarefas como a marcha, as transferências sedestação/ortostatismo e o alcance de objectos. A diminuição dos limites de estabilidade pode associar-se a maior risco de queda ou a instabilidade durante as AVD e indivíduos com alterações do equilíbrio podem reduzir artificialmente os seus limites de estabilidade. Este teste apresenta cinco componentes, cada uma das quais é avaliada em oito sentidos de
movimento (para diante, para diante e para a direita, para a direita, para trás e para a direita, para trás, para trás e para a esquerda, para a esquerda e para diante e para a esquerda), que são apresentados de forma agrupada (para diante, para trás, para a direita e para a esquerda):
1. Reaction Time (“tempo de reacção”). Corresponde ao intervalo de tempo, expresso em segundos, entre a ordem para se movimentar e o início do movimento em cada sentido. A subcomponente Reaction Time-Composite (“tempo de reacção composto”) corresponde à média dos resultados anteriores.
2. Movement Velocity (“velocidade do movimento”). Corresponde à velocidade média, expressa em graus por segundo, do movimento do CP em cada sentido. A
subcomponente Movement Velocity-Composite (“velocidade do movimento
composta”) corresponde à média dos resultados anteriores.
3. Endpoint (“ponto de terminação”). Corresponde à distância, expressa em percentagem da distância máxima do limite de estabilidade, percorrida no primeiro movimento em cada sentido. A subcomponente Endpoint-Composite (“ponto de terminação composto”) corresponde à média dos resultados anteriores.
4. Maximum Excursion (“ponto de excursão máxima”). Corresponde à distância máxima, expressa em percentagem da distância máxima do limite de estabilidade, percorrida em cada sentido. A subcomponente Maximum Excursion-Composite (“ponto de excursão máxima composto”) corresponde à média dos resultados anteriores.
5. Directional Control (“controlo direccional”). Corresponde à relação, expressa em percentagem, entre os movimentos efectuados no sentido pretendido e os movimentos efectuados noutros sentidos. A subcomponente Directional Control –
Composite (“controlo direccional composto”) corresponde à média dos resultados
anteriores.
O trajecto do CP em cada sentido é apresentado em quadro. O tempo de reacção, tempo de reacção composto, velocidade do movimento, velocidade do movimento composta, ponto de terminação, ponto de terminação composto, ponto de excursão máxima, ponto de excursão máxima composto, controlo direccional e controlo direccional composto são apresentados em gráficos de barras e através dos valores numéricos correspondentes. As barras são apresentadas em cor verde ou encarnada, consoante se encontrem dentro ou fora dos valores de referência, respectivamente.
4.2. RWS (Rhythmic Weight Shift, ou “variação rítmica de carga”)
O teste RWS (figura 3) quantifica a capacidade do indivíduo testado para mover o CP entre dois alvos activos alternadamente, da esquerda para a direita (lateralmente) ou da frente para trás (anterior/posterior) entre dois limites representados no ecrã, a três velocidades distintas: lenta (cadência de 3 segundos), média (cadência de 2 segundos) e rápida (cadência de 1 segundo). Apresenta as seguintes componentes:
1. On-Axis Velocity Left/Right (“velocidade axial lateral”). Corresponde à velocidade axial média, expressa em graus por segundo, do movimento rítmico lateral.
2. Direccional Control Left/Right (“controlo direccional lateral”). Corresponde ao controlo direccional, expresso em percentagem, entre o movimento lateral pretendido e os restantes movimentos efectuados.
3. On-Axis Velocity Front/Back (“velocidade axial antero-posterior”).
Corresponde à velocidade axial média, expressa em graus por segundo, do movimento antero-posterior.
4. Direccional Control Front/Back (“controlo direccional antero-posterior”). Corresponde ao controlo direccional, expresso em percentagem, entre o movimento antero-posterior pretendido e os restantes movimentos efectuados.
O trajecto do CP para cada ensaio é apresentado em quadro e os restantes parâmetros são apresentados por gráficos de barras e pelo valor numérico correspondente. As barras são apresentadas em cor verde ou encarnada, consoante se encontrem dentro ou fora dos valores de referência, respectivamente. A velocidade ideal é representada por uma linha horizontal no gráfico.
Para o desempenho ser considerado normal, deve ser atingida a velocidade necessária para cada ritmo de activação dos limites, que devem assim ser sequencialmente alcançados. Além disso, os movimentos devem ser efectuados na sua quase totalidade ao longo do eixo definido. Indivíduos com deficiências motoras podem exibir velocidades mais baixas e/ou pior controlo direccional. As consequências funcionais podem traduzir incapacidade de adaptação a tarefas como atravessar a rua ou entrar/sair de escadas rolantes, com instabilidade em tarefas que exijam velocidades de movimento elevadas, variações de velocidade ou mudanças de direcção.
4.3. WBS (Weight Bearing/Squat, ou “distribuição bipodal de carga”)
Durante este teste (figura 4), o indivíduo é instruído para distribuir simetricamente o peso corporal pelos dois apoios, em ortostatismo com joelhos em extensão e em três posições de flexão bilateral dos joelhos, a 30, 60 e 90 graus. Em situações de desempenho normal, os indivíduos mantêm a simetria ou uma assimetria não superior a 7% do peso corporal entre os dois apoios ao longo de todo o teste. A redução da carga exercida sobre um dos apoios, em particular nas manobras de flexão, pode reflectir a existência de alterações proprioceptivas, dor, diminuição da força muscular ou diminuição da flexibilidade. O teste apresenta quatro componentes:
1. Weight Bearing/Squat 0 degrees (“distribuição bipodal de carga/joelhos em extensão”). Corresponde à distribuição bipodal de carga com os joelhos em extensão.
2. Weight Bearing/Squat 30 degrees (“distribuição bipodal de carga/joelhos em flexão a 30 graus”). Corresponde à distribuição bipodal de carga com os joelhos em flexão a 30 graus.
3. Weight Bearing/Squat 60 degrees (“distribuição bipodal de carga/joelhos em flexão a 60 graus”). Corresponde à distribuição bipodal de carga com os joelhos em flexão a 60 graus.
4. Weight Bearing/Squat 90 degrees (“distribuição bipodal de carga/joelhos em flexão a 90 graus”). Corresponde à distribuição bipodal de carga com os joelhos em flexão a 90 graus.
O peso corporal suportado por cada apoio é representado por um gráfico de barras e pelo valor numérico correspondente, expresso em percentagem do peso corporal. As barras são apresentadas em cor verde ou encarnada, consoante se
encontrem dentro ou fora dos valores de referência, respectivamente. Considera-se normal uma distribuição simétrica ou com uma assimetria até 7% do peso corporal pelos dois apoios.
Figura 4: Weight Bearing/Squat (“distribuição bipodal de carga”).