5.1 The General Picture
5.1.6 Vocational Training Discrimination
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Entrevista_3 Prestação de cuidados\Boas práticas\Boas práticas a replicar
Quando nós damos alta a um utente, enviamos por protocolo interno (por causa da privacidade dos dados) para a unidade funcional do doente o que é que foi o internamento na ECCI, O que foi feito, O que é que o doente ganhou, ou seja, uma nota de alta. Portanto, enviamos para o médico e para o enfermeiro da unidade e depois vamos à unidade e falamos com o enfermeiro a passar o doente. Entrevista_4 -
ECL Há vários protocolos a nível do ACES e da ARS a nível de procedimentos que leva a que a prestação de cuidados sejam feitas mediantes essas orientações Entrevista_5 -
ECL A ECL criou uma norma para o procedimento de admissão. Pq há a questão de admitirmos dos doentes tão breve quanto possível, para que as vagas não estarem ocupadas de forma indevida. As ECCIs têm o cuidado de monitorizar o GESTCARE com muita frequência e assim que aparece um doente disponível para admissão, contactam imediatamente a família , reportam-nos e nós libertamos o episódio para o campo deles de forma a fazerem a admissão. Se nos reportam que a família não aceita, ou já não está interessado, fazem o reporte e nós libertamos a vaga e este doente nunca chega ao campo da ECCI por forma a inviabilizar que outro tenha acesso. Uma boa prática é a preocupação que as ECCIs têm em fazer registos na plataforma da REDE, de acordo com aquilo que é pedido pelo normativo legal e pelas diretivas técnicas. Cumprem, às vezes com um pequenos acréscimos de tempo, particularmente por uma disciplina que ainda é um pouco resistente, mas genericamente eles cumprem.
Entrevista_6 Articulação é importante entre os elementos da equipa e entre a equipa e as outras equipas várias, hospital, instituições hospitalares, unidades funcionais, comunidade.
Entrevista_7 Como boa prática considero esta reunião que temos na manhã, o planeamento dos cuidados, gerir os cuidados de enfermagem. Desde 2010 institui esta prática e digo -lhe que é muito, é muito bom, no sentido que traz nas grandes mais-valias. Meia hora mas que esta meia hora, é meia hora de trabalho em que nós estamos a discutir, trocamos as nossas impressões, cada um dá os seus contributos e no fundo, é estudar e qual vai ser a nossa prática diária e no fundo gestão dos cuidados de enfermagem.
Entrevista_8 Eu penso que as reuniões de equipa são importantíssimas para o bom funcionamento da equipa todos nós percebermos o que é que se está a passar com os utentes. O conseguir dar resposta no tempo estipulado das 48 horas eu penso que é uma boa prática, seja para a própria equipa que consegue controlar um pouco melhor as coisas, seja para a família, para a pessoa dependente, esta resposta breve que nós conseguimos dar é uma mais-valia sem duvida, é uma boa prática.
Entrevista_9 Eu acho que é a confiança e a relação e a complementaridade porque cada um. Temos consciência que cada um tem a sua especificidade. Sabemos que á Catarina recorremos quando há situações de reabilitação, o Jorge é da comunitária, recorremos á área da comunitária. Vamos conseguindo esta conciliação. Eu nas feridas. Vamos conciliando os saberes e complementar-nos. Isso é muito bom.
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Estes catorze elementos estão muito bem conjugados tecnicamente com a parte humana. Acho que é a melhor boa prática que pode existir. Há aquela velha máxima que diz: Quando te relacionas com outro no contexto de cuidar, podes ser excelente tecnicamente, se adicionares a isso a tua componente humana tenho a certeza que fizeste um bom trabalho. Há um acompanhamento completo e acho que é uma boa prática que fica bem aos cuidadores, aos enfermeiros, e no caso concreto até aos outros técnicos embora sejam só os enfermeiros que ligam, convém dizer assim, porque são eles que no fundo são o pivôt da equipa ECCI.
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- ECL Têm uma boa prática que é a discussão de casos todas as semanas semanal e não prescindem é uma boa prática. Depois a dinamização da equipa, a dinâmica de grupo realizarem atividades mesmo fora do horário de trabalho em que se juntam para confraternizar. É a resiliência e é a entreajuda que eles têm, é importante também a gente ver o ponto forte deles.
Entrevista_12 Acho que nós trabalhamos bem na questão da prevenção, que acho que deve ser o foco do trabalho do centro de saúde, e que muitas vezes esquece-se, nós às vezes acho que em termos de centro de saúde já parecemos mais, que apressam as coisas e só depois em termos da prevenção acho que se esquece um bocado aquilo que deve ser a prevenção, o foco do centro de saúde, o trabalho do centro de saúde, os cuidados primários, quer prevenção primária. É o acompanhamento regular das situações, e está relacionado com aquilo que eu lhe tinha dito, muitas vezes, que é com a dificuldade em dar altas em conformidade às pessoas, tendo em conta que nós temos cuidadores, que por muito que se trabalhem, até em termos físicos, têm limitações que os impossibilita de ir mais além, e nós consideramos que muitas vezes os doentes chegam-nos com úlceras de pressão, ok é importante, é muito importante tentar resolver este problema, cicatrizar, mas ainda mais importante para nós é evitar que isso aconteça novamente. E esse é o trabalho de prevenção que nós tentamos fazer e isso só se resolve com uma proximidade, com contacto de proximidade, com o estar em cima das situações. Acho que é uma boa prática, que depois curiosamente em termos estatísticos também não é refletido. Outra boa prática, acho que o nosso foco em reabilitar os utentes, tentar adaptá-los e tentar que eles se adaptem às novas condições e tentar que eles comecem a autocuidar-se, acho que também é um foco de todos os elementos da equipa, que têm por si só, e que acaba por ser uma mentalidade de conjunto, que é tentar sempre incentivar continuamente ao autocuidado e tentar recuperar níveis de independência, nem que seja em coisas muito simples mas tentar que isso aconteça
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- ECL Tb há uma norma aqui que os utentes em ECCI que estejam sem médico, rapidamente esse assunto tem que ficar resolvido e ser atribuído médico de família. Uma avaliação holística que as ECCis têm da situação. São as competências de comunicação que eles desenvolveram para trabalhar com os utentes e com os outros profissionais.
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Quando é um utente que é referenciado pelo hospital para uma unidade de internamento, e que nós a partida sabemos que há espera e que sabemos que o utente vai para o hospital porque, quando não está escrito habitualmente o hospital de xxxxx agora já escrever nós questionávamos sempre o serviço social, onde é que o utente vai aguardar vaga até entrar. Então o hospital de xxxx agora já faz sempre o registo, ou quando são outras EGAS e que não nada é referido, nós ligamos e perguntamos senão ligamos mesmo para a família, onde é que o seu familiar vai aguarda vaga? E se sabemos que é no domicílio, nós ligam para o familiar de referência, explicamos que fomos informados que o familiar está inscrito na rede, mas que vai para casa, dado ir para casa ele precisa de cuidados, como é que é? Quem e que lhe vai prestar os cuidados e ai as pessoas, maior parte pois realmente, e ai nós propomos. Outra boa prática que nós consideramos e realmente estas reuniões que as equipas fazem com regularidade é muito importante, a equipa multidisciplinar se sentar a uma mesa e falarem sobre os diferentes casos. Falar sobre os diferentes planos e cuidados, falar sobre as suas, as suas dificuldades, falar dos seus sucessos e importante esta partilha e muito importante e é uma mais-valia, claro ate porque a equipa também tem o psicólogo que muitas vezes é uma boa achega, para as dificuldades que surgem no dia-a-dia.
Entrevista_15 Para já acho que o facto de não termos entregue os telemóveis, de ficarem connosco e das pessoas saberem que podem ligar e que deixam mensagem e que não ficam sem resposta, porque ninguém fica, todas as colegas sabem que, portanto tentamos dar resposta, acho que isto para mim é uma boa prática. Situação ter o à vontade para dizer à outra colega "olha agora vais tu, se não te importas, e vês lá o que é que eu não estou a conseguir ver", e esta partilha acho que é muito importante para podermos evoluir todos não é, e quem beneficia são os utentes, as famílias e nós.
Entrevista_16 E temos uma prática na equipa que eu acho que é boa, por exemplo, a minha colega manda um doente para a assistente social a solicitar avaliação para encaminhamento para uma unidade, quando a colega envia para a assistente social, ela dá conhecimento a toda a equipa de enfermagem da ECCI. Se chegar um contacto telefónico ou um familiar, nós estamos sempre a par das situações. Estamos constantemente a atualizar-nos, porque o email é sempre enviado para este email de grupo, por isso toda a equipa está sempre atualizada. Vamos à casa do utente, às vezes há aquelas químicas que não funcionam. Mudamos logo os enfermeiros. Se a família é polémica, que nada lhes agrada, nada lhes convém, não querem colaborar em nada, não vai lá sempre o mesmo enfermeiro, há uma rotatividade. E isto acontece porque a comunicação não falha na equipa. Temos uma boa relação com a comunidade com as autarquias, com a câmara, estamos muito envolvidos em projetos da câmara, aliás nós fazemos parte de vários grupos com a câmara no âmbito do CLAS. Um deles é o grupo de idosos, outro é o grupo da saúde mental, etc. Foi desenvolvido o plano de desenvolvimento social para o concelho do xxxxx 2017/2020, em que no plano de desenvolvimento social várias atividades são feitas integradas entre o social, as autarquias e a saúde, e em quase todas as áreas temos lá um bocadinho do nosso cunho, ou em ECCI ou noutra atividade dentro da UCC. A comunicação não falha. Já tivemos várias situações de famílias complicadas, o enfermeiro vai lá uma vez, duas vezes, três vezes, e o colega diz que há ali uma química que não funciona. Eu digo qualquer coisa, mas eles contrariam e eu já me estou a sentir mal, não é agradável ir lá, a gente diz: deixa lá que na próxima vez vou eu. Depois no outro dia vou eu, no outro dia vai a outra colega, e temos o cuidado de transmitir sempre as mesmas informações às pessoas. E outra coisa que os utentes nos fazem muito é manipular-nos. Dizem que a outra colega é melhor que eu. A sua colega faz assim, você não faz. E nós aí somos inquebráveis. Fazemos todos da mesma maneira. E temos o cuidado de uniformizar o discurso, uniformizar procedimentos, uniformizar instruções dadas aos doentes e aos cuidadores. E confrontamos os
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utentes com isso. Como temos tudo uniformizado, sabemos quando a pessoa nos está a mentir ou não. Assim também não permitimos que os familiares ponham em causa o nosso trabalho nem qualquer elemento.
Entrevista_17 As visitas em 24 horas. Disponibilidade de tempo em relação aos utentes, temos uma equipa multidisciplinar que levamos os profissionais até às pessoas quando achamos que há essas necessidade e a nossa disponibilidade também, a nossa disponibilidade para atender as pessoas e para perceber as necessidades delas também é uma boa prática.
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-ECL Por exemplo a ECCI da xxxx faz uma discussão dos casos multidisciplinarmente com a assistente social, fisioterapeuta, ou seja, não quer dizer que estejam todos mas estão os possíveis para a discussão dos casos e articula bem com as equipas, isto é, não só entre a ECCI mas sempre que precisa em termos de rede social discutem alguns casos e pedem apoios de ajudas técnicas. Eles fazem muito bem esta articulação. Mas há uma boa prática que eles têm, nos casos dos utentes que achamos que são mais problemáticos faz-se uma reunião na unidade, as ECCI vão à unidade com todos os parceiros que se acha necessário envolver
Entrevista_19 A história das reuniões interdisciplinares é uma das boas práticas, que até antes da insistência da ECL, nós já fazíamos, sempre fizemos. Passamos a ter mais cuidado com os registos dessas reuniões. A historia de não haver nenhum doente que nos seja encaminhado e que nós não vamos, mesmo sem os papeis. Nós vamos a todos.
Entrevista_20 ou salientar a união e o espirito de grupo que foi fomentado precisamente nesta fase. Uma outra boa prática é a preocupação que temos sempre que um doente vai ser admitido, enviamos um e-mail a todos os elementos da equipa, com a informação toda de que dispomos (nota de alta existente) averiguamos a possibilidade de alguém nos acompanhar nessa admissão para não ir só os enfermeiros Entrevista_21
- ECL Do que sei as ECCis tem o cuidado de contactar sempre os familiares assim que recebem as proposta e perceber o estado deles. Tentam sempre marcar a visita domiciliária o mais rápido possível. Isso eu sei que é uma preocupação. Para os familiares é muito fácil aceder aos profissionais e pedir apoio que não está programado. A facilidade de acesso á equipa.
Entrevista_22 A nossa ECCI tem uma boa capacidade de resposta às necessidades dos utentes. Damos respostas nas primeiras 48 horas e respondemos em diversas áreas, necessidades reabilitativas, paliativas e necessidades de cuidados gerais. A outra boa prática é a nossa boa capacidade de articulação com as diferentes áreas da comunidade e inclui duas EGAS e intra. Acho que somos elementos facilitadores. A comunicação
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