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Vekst, perioden etter innføringen, 2003 – 2005

7.3 B ESKRIVELSE AV VIRKSOMHETSSTYRINGEN I S PAREBANKEN V EST 2000-2005:

7.3.3 Vekst, perioden etter innføringen, 2003 – 2005

Para que este projeto pudesse ser realizado, julgou-se pertinente a realização de uma pesquisa científica que auxiliasse na averiguação e sistematização das dife rentes faces que englobam essa formação continuada e as concepções dos professores nela envolvidos. A proposta foi elaborada emergindo em projeto de iniciação científica, que foi desenvolvido por uma estudante do curso de licen- ciatura plena em Pedagogia, que havia acompanhado a construção da Escola de Educadores, bem como os encontros que desta fizeram parte. Assim que a estu- dante concluiu sua graduação, a pesquisa foi passada para as mãos de uma se- gunda estudante, a qual também teve que deixar a pesquisa ao concluir o curso de Pedagogia, possibilitando a Rebeca Possobom Arnosti, terceira pesquisadora nesta empreitada, dar continuidade a esses estudos, ampliando seu referencial teórico e os dados que dão voz aos professores participantes.

Nessa direção, como foi afirmado na apresentação, nossos principais obje- tivos de investigação foram:

a) compreender os aspectos que constituem a dimensão (socio)afetiva na identidade do professor;

b) elucidar os elementos que compõem esse processo identitário, abar- cando a dimensão profissional e a dimensão pessoal; e

c) apresentar a transposição do Projeto Escola de Educadores para a prá- tica docente. Escolheu-se como caminho a pesquisa qualitativa, de cará ter exploratório. Nesse tipo de investigação, Alves-Mezzotti & Gewandsznadjer (1998) assinalam que é fundamental que o pesqui- sador se aproxime do objeto de estudo em uma fase anterior à estrutu- ração da pesquisa, o que lhe permitirá o estabelecimento de algumas

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das questões iniciais e procedimentos metodológicos. Dessa forma, os dados da coleta são predominantemente descritivos, a preocupação com o processo é muito maior do que com o produto, o significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida são focos de atenção especial e a análise dos dados tende a seguir um processo intuitivo.

A nossa pesquisa também foi pautada pelo construtivismo social, entendendo que este tem como pressupostos:

1. Uma ontologia relativista: se em qualquer investigação há muitas interpre- tações possíveis e não há processo fundacional que permita determinar a ve- racidade ou falsidade dessas interpretações, não há outra alternativa senão o relativismo. As realidades existem sob a forma de múltiplas construções mentais, locais e específicas, fundadas na experiência social de quem as formula.

2. Epistemologia subjetivista: se as realidades existem apenas nas mentes dos sujeitos, a subjetividade é a única forma de fazer vir à luz as construções man- tidas pelos indivíduos. Resultados são sempre criados pela interação pesqui- sador/pesquisado.

3. Metodologia hermenêutica-dialética: as construções individuais são provo- cadas e refinadas através da hermenêutica e confrontadas dialeticamente, com o objetivo de gerar uma ou mais construções sobre as quais haja um signi ficativo consenso entre os respondentes. (Alves-Mazzotti & Gewandsz- nadjder, 1998, p.133-4)

Nessa proposta, o pesquisador se propõe a compreender os significados atri- buídos pelos atores às situações e eventos dos quais participam, tentando en- tender a “cultura” de um grupo ou organização, em que coexistem diferentes visões correspondentes aos subgrupos que o compõem, assumindo também uma visão crítica em relação a essa realidade.

Dentro dessa perspectiva, julgou-se pertinente colher informações sobre nosso objeto de estudo por meio de observações e entrevistas, sendo as últimas semiestruturadas ou semidirigidas. De acordo com Ludke & André (1986), a en- trevista, ao lado da observação, representa um dos instrumentos básicos para a coleta de dados, pois permite a captação imediata e corrente da informação dese- jada, praticamente com qualquer tipo de informante e sobre os mais variados tópicos.

Amado & Ferreira (2002) assinalam que a entrevista semiestruturada consti- tui-se como uma fonte oral de análise, a qual se legitima como uma fonte histórica,

dado seu valor informativo, e por incorporar perspectivas ausentes na literatura. Nossas entrevistas semiestruturadas seguiram um roteiro de questões elaboradas previamente, mas com a flexibilidade de adicionar outras questões para sanar dú- vidas. Como afirmam Thomas & Nelson (2002, p.34), durante a entrevista, “o pesquisador pode reformular questões e fazer mais algumas perguntas para escla- recer as respostas e assegurar resultados mais válidos”.

Para a observação, foi utilizado um caderno para as anotações e, para a reali- zação das entrevistas, utilizaram-se um minigravador digital eletrônico e o es- paço da escola na qual os professores lecionam.

Os dados coletados foram trabalhados utilizando-se a análise de conteúdo, que, segundo Bardin (1979), busca compreender e conhecer aquilo que está “por trás” das palavras, na busca de outras realidades e através das mensagens. As principais etapas para a análise são: a organização (operacionalizar e sistematizar as ideias), a codificação (os dados brutos ganham significados) e a categorização (classificação dos elementos).

Tendo por base o percurso vivenciado para a realização desta pesquisa, cabe ressaltar que as participantes deste estudo foram selecionadas de modo aleatório, de forma que entre elas há duas concluintes do Módulo II do ano de 2009 e duas professoras concluintes do Módulo I de 2008, tendo como um dos critérios a dispo nibilidade e o aceite para serem observadas individualmente na sua prática docente. Também foram observadas a coordenadora pedagógica do ensino funda mental I de um município no interior do estado de São Paulo e uma vice- -diretora de uma escola municipal, já que se pretendia perceber como a transpo- sição da formação continuada se realizaria no âmbito da gestão, num contexto mais amplo que o da sala de aula, envolvendo relações interpessoais diferentes das que ocorrem entre professores e alunos. Assim, apesar de lidar com dados oriundos de seis participantes, é preciso ter em mente que duas delas não ocupam função na sala de aula, atuando na gestão de processos educativos, o que dife- rencia sua prática das demais, levando-nos a pensar sobre a prática educativa em diferentes contextos e a partir de diferentes relações (sala de aula, organização de uma escola, organização de uma rede de escolas, relação professor-aluno, gestor- -aluno, gestor-pai, gestor-professores, coordenador-diretores, coordenador- -professores, entre outras).

O período de observação, denominado exploratório, ocorreu no mês de agosto de 2009. No entanto, esse período ficou comprometido em decorrência da suspensão das aulas por conta da “gripe suína” e, como consequência, essa fase foi reduzida. Em 2010, tal período teve início no mês de junho e término em setembro. As professoras selecionadas são as que se encontram no Quadro 3.

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Sujeitos Atuação Séries Local de

trabalho Formação Duração do período de observação Professora K Professora de História 5a a 8a séries Escola pública estadual no município de Araras/SP (Escola A) Licenciatura em História 16 horas em 5 encontros Professora S Professora polivalente 3 a série Escola pública estadual do município de Araras/SP (Escola A) Curso Normal; Pedagogia; Técnico em Nutrição 17 horas em 4 encontros Professora E Professora de Inglês 5 a a 8a séries Escola pública estadual do município de Araras/SP (Escola B) Licenciatura em Letras; Pedagogia 16 horas em 4 encontros Professora C Professora de Língua Portuguesa e Arte 3a série Escola privada do município de Piracicaba/ SP (Escola C) Pedagogia 17 horas em 5 encontros Professora SVD Vice-diretora Maternal a 4a série Escola pública municipal de Rio Claro/ SP (Escola D) Licenciatura em Educação Física; Pedagogia 8 horas em 2 encontros Professora LC Coordenadora do ensino fundamental I Ensino fundamental I Secretaria da Educação de uma cidade do interior paulista Licenciatura em Ciências Biológicas; Pedagogia 9 horas em 6 encontros

Quadro 3 – Sujeitos envolvidos na pesquisa

Uma vez informadas as condições em que nossa pesquisa se realizou, desde seus objetivos, passando por sua metodologia, e conhecidos os sujeitos que dela

participaram, partimos agora para o capítulo “Os cursos de extensão: da prática individual a um projeto coletivo e emancipatório”, que possibilitará ao leitor ter um olhar mais amplo e aprofundado sobre o Projeto de Extensão Escola de Educadores.

Em seguida, no Capítulo 6, “O encontro com as participantes do estudo: instituição, identidade docente e prática pedagógica”, o leitor entrará em contato com os dados coletados por meio das observações e entrevistas, conhecendo os dizeres e os fazeres das seis participantes deste estudo. A análise dos dados está dividida em quatro grandes eixos, de modo que o primeiro trata do perfil dos sujeitos do estudo; o segundo mostra as principais contribuições do Projeto de Extensão Escola de Educadores para a formação das docentes; o terceiro procura refletir sobre a construção da identidade das professoras e, por fim, o quarto abarca a questão da dimensão (socio)afetiva, evidenciando como esta constitui a prática exercida pelas professoras, e também busca entender a relação entre a dimensão (socio)afetiva e a identidade profissional.

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