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5. Intervjupersonenes egne beskrivelser

5.3 Funksjonsstillingen og skolens spesialundervisning

5.5.2 Veiledning

Analisada a sua configuração geográfica, as suas condições climáticas, a necessidade e oportunidade de ampliar e revigorar a matriz energética brasileira, mostra-se absolutamente adequado e estratégico conduzir esforços para acompanhar a tendência mundial de diversificação e por em prática efetivamente a tecnologia da geração de energia eólica.

No caso brasileiro, estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico (2001) mostram um potencial de geração de energia eólica de 143 GW no Brasil, que equivale a 12 (doze) Usinas de Itaipu.

O Brasil é beneficiado no que se refere aos ventos, motivado pela constatação da existência de ventos superior em duas vezes a média mundial, bem como baixa volatilidade da oscilação dos ventos, o que garante dados robustos e confiáveis.

Ademais, percebe-se que a velocidade dos ventos costuma ser maior em períodos de estiagem, sendo possível operar as usinas eólicas em sistema complementar com as usinas hidrelétricas, de forma a preservar a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas.

Dados obtidos do referido Atlas, mostram que as regiões com maior potencial eólico brasileiro, em que se apresenta como de maior destaque é a Nordeste (144,3 TWh/Ano), principalmente no litoral; Sudeste (54,9 TWh/Ano), particularmente no Vale do Jequitinhonha; e Sul (41,1 TWh/Ano), e seguidos pelas regiões Norte (26,4 TWh/Ano) e Centro-Oeste (5,4 TWh/Ano).

Figura 2 – Potencialidade de Geração de Energia Eólica por Região Fonte: CEPEL (2001)

Como podemos verificar, os dados anemométricos mostram um potencial bruto de 143,5 GW, para ventos com velocidade superior a 7 m/s, com altura de referência de 50m, o que torna a energia eólica uma alternativa importante para a diversificação da matriz de geração de eletricidade no país. Contudo, o país utiliza apenas 0,52% desse total (dados de 2009).

Tabela 6 – Potencialidade de Geração de Energia Eólica no Brasil por Região

Fonte: CEPEL (2001)

A velocidade média do vento brasileiro, que algumas regiões giram superiores a 8,5 m/s, mostra-se de natureza uniforme, mais até que em países possuidores de larga escala na geração de energia, resultado este propiciado pelas condições climáticas brasileiras, especialmente no que trata de relevo e rugosidade3 das terras brasileiras.

3A rugosidade (erros micro geométricos) é o conjunto de irregularidades, isto é, pequenas saliências (picos) e reentrâncias (vales) que caracterizam uma superfície.

Estudos realizados demonstram claramente que o potencial eólico é extremamente favorável no aproveitamento da área litorânea, motivado pelo relevo mais plano e auxiliado pelas brisas marinhas.

Opostamente, na área da caatinga, apesar de maior homogeneidade de espécies e feições gerais, variam regionalmente as suas alturas, espaçamento médio entre árvores, além da porosidade de “vazão dos ventos”, parâmetros estes diretamente associados à rugosidade do relevo, que de certa forma diminuem a potência eólica, enquanto que no litoral e nas serras, são cobertos por espécies diferenciadas de vegetação, de maior altura e concentração de movimentação de massas de ar.

As aplicações mais favoráveis estão na integração ao sistema interligado de grandes blocos de geração de energia. Em certas regiões, como por exemplo, no vale do Rio São Francisco, se observa uma situação de conveniente complementaridade da geração eólica com o regime hídrico, pois o perfil de ventos observado no período seco do sistema elétrico brasileiro mostra maior capacidade de geração de eletricidade justamente no momento em que ocorrer menor afluência hidrológica nos reservatórios. (COSTA, 2006)

Gráfico 5 – Complementaridade entre Geração Hidrelétrica e Eólica Fonte: ANEEL (2005)

O gráfico anterior compara as vazões naturais afluentes no reservatório de Sobradinho, da bacia do Rio São Francisco, cuja comporta as grandes usinas hidrelétricas da Região Nordeste, com a média mensal de todas as 33 estações anemométricas do Estado do Ceará.

Desta forma, comparações entre médias climatológicas mensais das vazões naturais representativas do Rio São Francisco, e as médias anemométricas mensais existentes para a região, comprovaram a complementaridade sazonal eólico-hídrica na Região Nordeste. (ANEEL, 2005).

A fonte eólica de energia possui grandes argumentos a favor, dos quais destacam a renovabilidade, perenidade, grande disponibilidade, independência de importações e custo zero para obtenção de suprimento (ao contrário do que ocorre com as fontes fósseis). No entanto, o principal argumento contrário é o custo que, embora seja decrescente, ainda é elevado na comparação com outras fontes.

Tabela 7 – Custo Médio da Geração de Eletricidade no Brasil Fontes de Energia Custo Médio (US$/MWh)

Gás Natural 40,4 Carvão Nacional 40,5 Carvão Importado 49,3 Nuclear 50,1 Resíduos Urbanos 22,0 Biomassa de cana-de-açúcar 23,0 Pequenas Centrais Hidroelétricas 36,0

Centrais Eólicas 75,0

Fonte: EPE (2007)

Salientamos que o incentivo de pesquisas ligadas à geração de energia elétrica por fontes alternativas de energia trata-se de uma escolha sustentável e que neste momento pode não ser a mais rentável economicamente, porém, quando analisamos o contexto global enxergamos grandes vantagens como um todo.

Ressaltamos que inexiste um preço único para a implementação de um parque eólico, tendo em vista depender da localização, do tamanho e da quantidade de turbinas, além de serem influenciados por políticas governamentais. Há de salientar os constantes avanços tecnológicos, que propiciam uma redução significativa dos custos de implantação observada nos últimos anos.

Os investimentos realizados na implantação do parque eólico, tais como custo de equipamento, estudo de viabilidade, instalação, O&M, entre outros; são essenciais para se determinar os custos totais do empreendimento. Com o desenvolvimento tecnológico obtido, através de sistemas avançados de transmissão, melhor aerodinâmica, estratégias de controle e

operação das turbinas, resultam em redução dos custos totais, melhorando o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos.

Adicionalmente, considerando as oportunidades do uso da tecnologia eólica, sob a égide do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL, oriundo do Protocolo de Kyoto, a matéria se reveste de alto grau de relevância na estruturação de políticas públicas, destinadas a determinação de alternativas tecnológicas que propiciam redução nos custos de abatimento do gás carbônico (CO2), sendo a geração eólica mais atrativa, uma vez que a substituição de

outras formas de geração de energia que emitem (CO2) pela energia eólio-elétrica, as

emissões são reduzidas em sua totalidade, bem como propicia a redução drástica dos riscos ambientais. (SIMIONI, 2006).

A maior vantagem da energia eólica é o seu menor custo socioambiental. Acarreta em poucos impactos, pois não emite gases poluentes, a não ser indiretamente, na produção de equipamentos e materiais. Assim, contribui para a redução de emissões de GEE, “Cada 10 MW de energia eólica, produzida com a tecnologia já disponível, evita a emissão de mais de 20 mil toneladas de carbono por ano. Sem nenhum outro tipo de poluição (SIMIONI, 2006, p. 138).

O aproveitamento da energia eólica compõe complementarmente matrizes energéticas de muitos países, pois os ventos oferecem uma opção de suprimento de energia, em conjunto com outras fontes renováveis, conciliando as necessidades de uma sociedade industrial moderna com os requisitos de preservação ambiental. As aplicações das tecnologias alternativas para a geração elétrica contribuem de forma efetiva para o desenvolvimento sustentável do país e poderão atrair investimentos em massa para outros setores, tais como o industrial, educacional, tecnológico, turístico, dentre outros.