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Utvikling av NATOs kommandostruktur siden 1990

3.1 H ISTORISK UTVIKLING

3.1.1 Utvikling av NATOs kommandostruktur siden 1990

SIGNIFICATIVAS

a) Alto consumo e vício de drogas pela população; b) Falta de água e banheiros entupidos nos

pavilhões;

c) Tempo insuficiente para as visitas íntimas com as parceiras;

d) Comida de péssima qualidade e mal preparada; e) Pavilhões sem espaços de convivência com

presos amontoados;

f) Presos humilhando os homossexuais e negros; g) Várias doenças causadas por ter muitos presos

nos pavilhões;

h) Falta de advogados públicos para adiantar os processos;

i) Atendimento precário aos parentes dos presos; j) Poucas vagas na escola prisional.

2 TEMAS GERADORES a) Superlotação carcerária;

b) Doenças infectocontagiosas; c) Condições precárias de higiene; d) Descuido com a alimentação; e) Atraso nos processos penais; f) Dependência química na população; g) Homofobia e racismo;

h) Baixa oportunidade de estudo; i) Desrespeito aos familiares dos presos;

j) Visitas íntimas insuficientes.

3 PROBLEMATIZAÇÃO a) O que impede ou dificulta o sistema prisional de Pernambuco de criar mais unidades e abrir mais vagas para os presos?

b) Por que não se criam penas alternativas para crimes de menor potencial para desafogar o sistema prisional?

c) Quais as principais doenças físicas e psicológicas causadas pela superpopulação carcerária?

d) Quais as consequências da superlotação carcerária para ao trabalho de ressocialização? e) É possível preservar a integridade física e mental

do preso em condições de aglomeração humana forçada?

f) É possível estabelecer relações pacíficas em meio a conflitos por espaços?

4 SUBTEMAS a) Políticas prisionais;

b) Causas e consequências da criminalidade; c) Doenças do cárcere;

d) Trabalhos de ressocialização; e) Autoestima e afetividade;

5 OBJETIVO a) Apresentar e comparar a estruturação do sistema prisional nos estados e em outros países;

b) Mostrar os fatores morais, econômicos, sociais e culturais geradores da criminalidade e a extensão do problema para a família e a sociedade; c) Priorizar a importância da higienização, prevenção

e tratamento de doenças inerentes à população carcerária;

d) Pontuar os possíveis trabalhos de resgate da cidadania e sua importância para a sociedade; e) Fundamentar a relevância da reconstrução de ser

humano a partir do apoio dos agentes ressocializadores, da família e da sociedade; f) Apresentar as diversas formas de diversidade no

sistema prisional: gênero, raça, sexualidade, e classe social, além do respeito ao próximo.

6 SITUAÇÃO FUTURA

DESEJADA

a) Elaboração de carta aberta com sugestões de melhorias no sistema prisional;

b) Definição de propostas junto a direção da unidade prisional de Igarassu para ampliação dos espaços de convivência dos presos;

c) Apresentação de relatos verbais e escritos sobre os dramas vividos no dia a dia, dentro dos pavilhões;

d) Estabelecimento de trabalhos competentes de prevenção e tratamento de doenças geradas no cárcere;

e) Criação de programas de combate as drogas (tráfico e consumo) entre a população prisional; f) Regularização de políticas de valorização das

diversidades e combate ao preconceito;

g) Criação de propostas de trabalhos e cursos profissionalizantes que proporcionem a verdadeira reinserção social do apenado.

Diante deste quadro de “SISTEMATIZAÇÃO DA LEITURA DE MUNDO” que rompe com os padrões tradicionais de ensino e aprendizagem, estabelece-se um novo panorama de aprendizagem condizente com realidade existencial atual dos educandos. Pois, ao referir-se a realidade atual da comunidade prisional entende-se como dúvidas, anseios, perspectivas, proposições, características, culturas, identificações, relatos e conjecturas desse grupo. Logo, a relevância social deste programa de alfabetização constata-se, assim, na transformação dos ambientes de aprendizagem e residindo no processo pedagógico e não nos produtos.

Portanto, é verdade que é necessário o professor replanejar suas ações tendo como ponto de partida a relação socioeducativa que mantem com os alunos, pois, “a partir das relações [...] com a realidade, resultante de estar com ela e de estar nela, pelos atos de criação, recriação e decisão, vai ele dinamizando o seu mundo. Vai dominando a realidade [...]” (FREIRE, 2011, p. 60). Logo, o domínio de decisão diante das

experiências vivenciadas em sala e na escola é um traço próprio a prática de planejar, refletir e transformar.

7.3.2 Interação dos aprendizes do MOVA-BRASIL: as relações de

aprendizagem

Com o compartilhamento de experiências particulares que desembocam em situações relevantes as suas existências enquanto sentenciados, os educandos interagem mutuamente na concretização do conteúdo programático e consequentemente possibilitando a aprendizagem. Logo, em uma turma tão heterogênea e com diversidades extremas tornou-se fácil buscar um ponto de semelhança entre esses alfabetizandos: a situação de encarceramento e a vontade de sair da ociosidade. Desafio seria transformar a necessidade da busca de uma ocupação fora dos pavilhões em interesse pela construção da aprendizagem. Daí lança-se o artifício da socialização de conflitos, interesses e propostas como descrito no quadro do item anterior. É justamente nessa formatação de chamamento para o diálogo através da persuasão e provocação que se estrutura o conteúdo de aprendizagem do programa de alfabetização prisional MOVA-BRASIL.

Por tanto, na sequência de interações entre os reeducandos tendo como escolha prioritária coletiva e unânime a questão da “SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA” como descrita no quadro “SISTEMATIZAÇÃO DA LEITURA DE MUNDO” a relação dos reeducandos com a aprendizagem tornou-se dinâmica. Despertando, assim, para o interesse, a curiosidade e a participação de todos em um assunto de relevância as circunstâncias em que vivem.

Prosseguindo do ponto em que são estabelecidas todas as configurações do tema com suas minúcias e desmembramentos dar-se continuidade a prática pedagógica com pontuações referentes a alfabetização. Logo, a partir do “TEMA GERADOR” prioritário, revelado entre as “SITUAÇÕES SIGNIFICATIVAS” com todas suas implicações e adjacências são aplicas as atividades que correlacionam alfabetização e “TEMA GERADO”, no caso a “SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA”.

A partir da observação e da escolha do assunto referente a “SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA” como de maior importância entre os listados pelos reeducandos passa-se a trabalhar o tema com relatos, discussões e práticas pedagógicas de aprendizagem, na qual os reeducandos mantem uma relação direta com seu meio através de um assunto de seu interesse. E nesse continuo de prática verifica-se a quebra e ruptura de paradigmas tradicionais de ensino de transmissão do conhecimento, no qual o reeducando é orientado apenas a absorver o conteúdo que lhe foi previamente elaborado.

Contudo, o programa de alfabetização prisional MOVA-BRASIL busca a dialogicidade desde a configuração conjunta do conteúdo programático, passando pela construção do conhecimento e suas reflexões até a sociabilidade da aprendizagem. Desse conjunto e da capacidade de conhecimento sobre a turma, além da relação construída entre ambos, o educador começa a elaborar com base nos “SUBTEMAS”, por sua vez frutos do “TEMA GERADOR” seu trabalho de alfabetização.

Nessa construção foi possível verificar que do assunto em valência e suas problematizações reverteu-se em encaminhamento para aprendizagens de cidadania, matemática, leitura, escrita, geografia, ciências biológicas, história, sociologia, filosofia e artes. Nesse complexo de encaminhamentos e configurações podemos contextualizar na descrição do quadro “ORIENTADOR DE CONTEÚDO PROGRAMÁTICO” seguinte com os “SUBTEMAS” nascidos do “TEMA GERADOR” e por consequência suas “PROBLEMATIZAÇÕES” se enquadrou dentro de cada uma das vertentes de conhecimentos mencionadas e as respectivas abordagens de conteúdos apresentadas:

QUADRO 14: Quadro de “ORIENTAÇÃO DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO” da turma de alfabetização do Presídio de Igarassu.