4. Utslipp pga uhell
4.1 Konservative stoffer
4.1.5 Utslipp ved vertikalt stabile forhold om sommeren
“A palavra é mesmo uma entidade mágica. Fugidia, ela nos faz perseguir um sentido. Às vezes, se esconde e não nos permite entendê-la em plenitude, mas, ainda ssim, nos arrebata, encanta, envolve e toma conta de nossos corações e mentes” FERREIRA, 2010
Ora se encontra na literatura o termo corporação, ora empresa, ora organização. E, já que o assunto é escolha lexical, faz-se necessário, aqui, esclarecer definitivamente se há ou não diferenças entre os termos.
Ferreira (1977) define:
“Corporação: associação de pessoas do mesmo credo ou profissão, sujeitas à mesma regra ou estatutos, e com os mesmos deveres ou direitos”, p.388
“Empresa: associação de pessoas para a exploração de um negócio”, p. 514
“Organização: associação ou instituição com objetivos definidos”, p. 1005. É interessante observar que todos os termos se traduzem em “associação” que, por sua vez, é definida por Ferreira (1977) como união, ligação de duas ou mais pessoas em um só conjunto, segundo uma norma determinada. A partir daqui, elimina-se a ambiguidade de uso sobre os três
termos, já que todos convergem para a mesma prática social de um grupo de pessoas com os mesmos objetivos.
A Língua Portuguesa tem um vocabulário muito rico. Isso significa grandes vantages e alguns perigos. As principais vantagens são variedade e precisão. Os perigos correspondentes são variação desnecessária e fraseado pedante.
A multiplicidade de sinônimos oferece a escritores uma ampla esfera de opções para que possam se expressar com eficácia, além de evitar ambiguidade e garantir precisão. Entretanto, além da escolha adequada das palavras, é preciso ordená-las corretamente. Um pequeno discuido na posição de uma única palavra pode fazer com que o sentido da frase fique comprometido. A regra é: uma palavra ou expressão deve ficar o mais próximo possível de qualquer outra palavra ou expressão que com ela mantenha relação semântica ou gramatical. A consequência do desrespeito a essa regra é a ambiguidade, completa Azeredo (2000).
No ambiente empresarial, existem muitas armadilhas e tentações, como clichês, jargões, termos estrangeiros, palavras demasiadamente técnicas e outros conjuntos de termos que comprometem a legibilidade do texto. Não que não se possam ser usadas, às vezes um eufemismo ou metáfora são adequados em algumas circunstâncias. É melhor escrever a um funcionário que a empresa, por hora, não precisa mais de seus serviços do que escrever que ele está demitido. É claro que cada universo possui seu próprio glossário e que deve ser dominado e utilizado com adequação. Entretanto, o jargão eletista, com intuito de manipulação ou para ocultar significados já vem sendo repudiado nas corporações. Há algum tempo, gírias, chingamentos e palavras vulgares devem ser evitadas a todo custo.
São inúmeros os processos ganhos de assédio moral, devido a palavras ofensivas, de humilhações, violência psicológica, ameaças, perseguições. Hirigoyen (2001) diz que em ambientes de pressão extrema, qualquer método é válido, incluindo a humilhação para melhores resultados.
Com medo de entrar no próximo corte, diz Hirigoyen (2001), as pessoas passaram a se submeter mais às perversidades.
Certas palavras, usadas nas organizações, trazem consigo um histórico de costume onde se escondem hierarquias, preconceitos e uma visão mecanicista das relações.. Termos como chão-de-fábrica, mão-de-obra e rádio-peão carregam em si o peso da inferioridade, da desqualificação do trabalhador e expressam um inconsciente coletivo. É necessária a consciência do que se diz, pois as palavras têm vida, têm peso. Com isso, a afirmação de Blair (1992) sobre o significado de uma palavra ser o seu uso na linguagem nos remete aos conceitos da pragmática, uma vez que se considera além das próprias palavras, suas condições de produção e consumo.
Veja, abaixo, dois anúncios:
Qual destes sites é mais eficiente para vender um produto?
O texto utilizado para vender o produto ou serviço é o que faz a diferença. Desde os primórdios do comércio, negócios são feitos com palavras. Investir em tecnologia e design é importante, mas é o texto que conversa com o auditório. Seja site, blog, catálogos, boletins, newsletters ou qualquer material promocional devem levar uma mensagem clara dos benefícios que os leitores buscam. Caso contrário, a empresa vai ficar falando sozinha. A mensagem deve ser uma agradável conversa com o cliente, para atrair sua atenção, cativá-lo e criar confiança para fechar negócios. É o poder da palavra que convence o mercado. Criatividade, ritmo e nível de formalidade são os elementos que fixam a imagem na mente do público.
O jogo da língua escrita é uma combinação de palavras com intenções específicas. O que se espera é o reconhecimento dessas intenções por parte do leitor, gerando, assim, a reação pretendida. O uso da linguagem implica no domínio e uso de regras, pois a aplicação correta de um termo significa que se age de acordo com as regras estabelecidas pelo contexto de sua aplicação (WITTGENSTEIN, 1984).
Mas, onde se encontra a dificuldade para a aplicação adequada?
De fato, “os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo” (WITTGENSTEIN, 1984), ou melhor, do conhecimento e visão de mundos e universos. Os universos de experiência e de crença compreendem os conhecimentos adquiridos pelo escritor, nos fatos por ele memorizados, nas informações por ele armazenadas durante a sua experiência. E o mesmo se aplica no entender, no interpretar do leitor, completa Turazza (2005). Dependendo do grau de instrução, dos dados culturais armazenados, enfim do saber do escritor e do leitor, uma proposição poderá ter maior ou menor grau de precisão
quanto ao seu conteúdo, à sua verdade. O universo linguístico é o lugar onde se processam ou se formalizam a estruturação dos mundos e universos.
Diante do desafio de juntar os pares, as empresas investem cada vez mais em processos de contratação, na busca da linearidade de profissionais com semelhantes graus de instrução, experiências e conhecimentos de mundo e, para cargos de chefia, com capacidade de respeitar as diferenças individuais de subordinados, transmitindo seu legado de forma respeitosa.
Estatística da informação
Vale, nesse momento, enriquecer o tema em questão com o comportamento da linguagem por meio de processos estatísticos, cujo estudo teve, segundo Pignatari (2008), como um dos pioneiros G. K. Zipf. Ao abordar levantamento estatístico de um discurso verbal, tomando-se a palavra como unidade, devem-se distinguir dois conceitos: palavra-ocorrência: é a palavra efetiva, a palavra tinta sobre papel; palavra-tipo: é a abstração, o conceito linguístico. Pignatari (2008) exemplifica com o poema “No Meio do Caminho”, de Drummond, composto por vinte palavras-tipo e sessenta e uma palavras- ocorrência. Contínuos estudos revelam que, em diversas línguas, as cinquenta palavras-tipo mais utilizadas constituem aproximadamente 60% das palavras- ocorrência na língua falada, e 45% na língua escrita, sendo que a maior parte das palavras de uso corrente é representada por monossílabos. Com tais levantamentos estatísticos, Pgnatari (2008) explica que Zipf tentou mostrar, que a comunicação é uma das atividades humanas sujeita a uma lei por ele chamada de princípio do menor esforço. O homem, segundo a qual, reduz ao mínimo a ação total envolvida para atingir seus objetivos. Apesar de a língua portuguesa ter como esqueleto as consoantes, Piganatari (2008), utilizando um computador IBM
1620, precedeu a contagem de vogais e consoantes em textos brasileiros e obteve a porcentagem de 48% de vogais e 52% de consoantes. Conclui-se que metade de todo e qualquer texto, em português é composto de vogais, lembrando que as vogais são apenas cinco. Essa teoria estatística da informação, embora relativamente recente, já ganhou vários adeptos que, tentam contribuir para uma construção mais lógica da mensagem, cujo principal objetivo é reduzir os chamados ruídos da comunicação.
O Inglês é a língua dos Deuses.
Para muita gente, o inglês é a língua dos deuses corporativos enquanto que o português é a língua que qualquer funcionário de baixo escalão pode falar. Alguns profissionais usam em excesso palavras em inglês que poderiam ser muito bem usadas em português. A fronteira entre a necessidade e o ridículo está na escolha das palavras que melhor defidem ou explicam o que se está querendo dizer. Mais pessoas entendem melhor se ler notebook do que micro computador portátil. Fala-se da área de marketing e não da área de mercadologia. Eventualmente, utilizam-se palavras em inglês. Mas, isso é bem diferente de deixar o discurso corporativo excessivamente poluído. Outro dia, quando um jovem perguntou o significado de CEO, o professor respondeu: “presidente de empresa”. O jovem respondeu: “Só isso? Em inglês parece bem mais”. Esse é o limite entre o bom senso e a banalidade. Quem diz que precisa fazer um follow up do processo de benchmarking está precisando urgente de uma dose de Machado de Assis.
Termos em inglês impressionam, mas não se deve exagerar.
Qualquer executivo moderno não resiste à tentação de usar dois ou três termos ingleses. Necessário pode não ser, mas, que impressiona, impressiona.
Quando alguém pergunta: “O que você acha?” Ou: “Eu gostaria de ouvir o seu feed back”. No segundo caso, pensa-se bem mais ao elaborar a resposta. É a mesma diferença que existe entre trabalhar em período integral e trabalhar full time. A impressão é que quem trabalha full time não apenas trabalha mais, como ainda é mais competente. Ou quando se pede um favor profissional a alguém e a resposta é: “vou falar aí com um povo que conheço” - já se fica com a impressão de que não vai acontecer nada. Mas, se a resposta for: “vou acessar meu network” - também pode ser que nada aconteça, mas a esperança já é bem maior. Imagine, então, um chefe que, ao dizer ao seu subordinado que lhe faltam as informações de venda para iniciar o relatório do mês, diz: “dá para você cobrar?” O subordinado, com certeza, vai sair da sala sem muito entusiasmo. Mas, se o chefe disser: “preciso dar o start up no meu report, mas pelo meu check list falta o database. Voce faria o follow up?”, o subordinado inicia imediatamente, mesmo sem entender direito o que lhe foi pedido. É verdade que existem termos em inglês que já fazem parte da rotina do mundo corporativo: marketing, e-mail. Uma ou outra palavra em inglês, usada aqui e ali, pode mesmo impressionar ou até esclarecer. O problema está no exagero.
Entretanto, inglês não é mais uma diferenciação, e sim obrigação. Principalmente, porque é o idioma da internet e do mundo dos negócios. Quando um japonês e um iuguslavo fazem uma reunião, eles se entendem em inglês. Um exemplo prático de como o inglês se tornou parte da vida diária é o nome dos produtos que já chegarm ao Brasil com o nome em inglês: MTV, HBO, Nike, Nugget.
Gehringer (2003) explica que o que se nota é que os jovens brasileiros estão mais preocupados em aprender inglês do que português. Uma das
preocupações das boas empresas é garantir que seus funcionários estejam sempre atualizados. E uma das maiores consultorias do mundo - a PriceWaterhouseCoopers - é um belo exemplo da preocupação com essa atualização. Em seus escritórios no Brasil, a Price constatou que seus novos contratados precisavam se aperfeiçoar em um idioma: o português. Do total de horas de treinamento por que passam os contratados da Price, quase 10% são dedicados a aulas de português. Pode parecer surpreendente, mas nas avaliações iniciais da Price, tem ficado claro que os jovens brasileiros estão muito mais preocupados em aprender inglês, do que aprender português. Com a chegada do e-mail nas empresas e, com ele, as necessidades de os profissionais se comunicarem uns com os outros diretamente, a deficiência em escrever corretamente o português ficou muito mais evidente. E não é aquele português erudito que só os bachareis entendem. Sâo os aspectos bem básicos do ensino fundamental, como concordância verbal, grafia e acentuação. Gehringer (2003) conta que em um recente teste escrito de uma empresa, foi constatado que de cada dez candidatos com o curso superior que discorreram sobre o tema ascensão profissional, nove não souberam soletrar a palavra ascensão. E cinco que responderam à questão: “como pretende ascender em sua vida profissional?”, mencionaram isqueiros e fósforos. Sabe-se de muitas empresas que pagam cursos de inglês e de espanhol para seus funcionários. Entretanto, são raríssimas as que pagam cursos de português