4 RESULTATER (EMPIRI)
4.2 Resultater fra intervju og dokumentstudier (praksis)
4.2.3 Utleie- og forvaltningsstrategi (Property management)
As dificuldades das alunas na execução dos exercícios da primeira etapa da Oficina de Desenho se concentraram em algumas questões, que precisam ser mais bem trabalhadas, com maior tempo e com a introdução de exercícios complementares:
Desenhos de formas arredondadas,
Contagem no número de bilros para cada desenho,
Leitura geral do desenho para decifrar e identificar se o desenho é “rendável” (possível de ser produzido em renda de bilros) ou não,
Leitura dos desenhos antigos.
A dificuldade com os desenhos de formas arredondadas se dá por duas razões: uma relacionada ao uso de instrumentos para desenho tais como compasso ou instrumentos domésticos (tampas, pratos, etc.), a segunda está relacionada à ausência de exatidão das medidas entre os pontos, diferente dos desenhos com formas retas, conforme relatado:
“Eu fiz dois desenhos redondos, mas achei difícil porque as medidas eram desencontradas... não “batia” feito as dos quadrados...” (Rendeira Aprendiz – GF6)
As dificuldades relacionadas à leitura dos moldes, contagem dos bilros e início da renda são decorrentes de algumas deficiências anteriores. No caso das rendeiras aprendizes (GF6), estas informações não foram repassadas e trabalhadas na oficina de renda (descrita no item 5.3.1.1.4). Algumas rendeiras experientes do GF5 também possuem deficiências na leitura dos moldes e no posicionamento dos bilros, e ao iniciar uma peça recorrem às rendeiras mais
experientes do Núcleo. Convém salientar, de acordo com Saldanha (2007), que não existe uma única forma de posicionar os bilros no início de uma peça e, que este posicionamento é determinante na quantidade de bilros a serem manipulados na execução da peça, na complexidade da execução, bem como na qualidade da peça, visto que a mesma poderá ter uma maior ou menor quantidade de emendas.
“Eu ainda sinto muita dificuldade na hora de contar os bilro” (Rendeira Aprendiz – GF6) [Sic]
A dificuldade com leitura geral do desenho para decifrar e identificar se o desenho é “rendável” (possível de ser produzido em renda de bilros) também está relacionada à leitura do desenho e à compreensão da direção que as linhas percorrerão durante a execução da renda.
No tocante à leitura dos desenhos antigos, verifica-se a necessidade de inserir uma aula introdutória relacionada a este tema, de forma a facilitar a leitura dos moldes e a reprodução dos desenhos. Nesta aula seria demonstrado o processo de pinicar um desenho e como se dá a leitura dele, de forma a facilitar a reprodução de moldes antigos bem como para que as alunas pudessem fazer um comparativo de como eram feitos estes moldes.
As componentes do GF6 (rendeiras aprendizes) sentiram muitas dificuldades no momento de interpretar os “furos” contidos nos moldes antigos, a fim de reproduzi-los.
“Eu fico besta com é que se fazia antigamente... pinicando por cima de uma renda pronta... eu acho que era muito difícil...” (Rendeira Aprendiz – GF6) [Sic]
Por outro lado, uma das rendeiras experiente componente do GF5 e que também atuou como instrutora no módulo de produção de novas peças, apresentou bastante facilidade na leitura dos moldes antigos em função dos seus 69 anos de experiência na produção de renda de bilros e na produção de desenhos através do processo de pinicar (colocar uma peça de renda sobre o papelão e furar os pontos de união das tramas). Esta rendeira, apesar de considerar difícil desenhar, comentou a importância deste conhecimento e que o processo de pinicar um molde através de uma peça reproduz e amplia os defeitos existentes na peça original.
“Difícil? é nada! É mais fácil pinicar do que fazer esses desenho aqui!! (risos)”
(Rendeira Experiente – GF5 e instrutora do Módulo 7) [Sic]
Alguns aspectos da metodologia adotada na oficina de desenho de renda de bilros foram apontados como facilitadores do aprendizado, tais como:
Utilização de exercícios de complexidade crescente;
Conhecimento anterior da simbologia e inserção gradual nos desenhos; Repetição de um mesmo exercício;
Realização de tarefas para serem realizadas em casa; Flexibilidade de tempo na realização dos exercícios; Flexibilidade do método.
Um dos fatores facilitadores observados nas aulas e confirmados nas análises coletivas está relacionado ao aumento gradual da complexidade dos desenhos, começando pelos desenhos mais simples e com menor quantidade de tramas. Neste sentido foi proposta a inserção de uma um exercício independente para exercitar o desenho do pano antes do exercício dois.
O conhecimento das simbologias utilizadas nos desenhos dos moldes, obtidas na oficina de renda (GF6) e na prática da produção da renda (GF5), associada à compreensão de sua representação e inserção de forma gradual nos desenhos também foi um fator facilitador do aprendizado.
“É porque a gente já sabe a simbologia, a traça a gente já sabe que é isso aqui, o
coentro são as quatro bolinhas, a gente já identifica cada ponto.” (Rendeira Aprendiz – GF6) [Sic]
A repetição de um mesmo exercício facilitou a absorção dos conhecimentos, ou seja, o fato de realizar os primeiros exercícios primeiro no papel ofício e depois no papel Paraná, assim como fazer dois moldes dos exercícios de reprodução de moldes antigos (um para o acervo próprio e outro para a doadora do desenho antigo), ajudou na superação das dificuldades e na fixação dos conhecimentos.
“[...] É o seguinte, porque a gente tava desenhando a primeira tinha que ficar
comigo a outra tinha que ficar aqui. Então quando você fazia o primeiro desenho, você sentia dificuldade, mas quando você ia passar pra fazer o segundo você já tava com a noção do que tava fazendo. Eu sentia dificuldade pra fazer a leitura do
primeiro desenho.” (Rendeira Aprendiz – GF6) [Sic]
“... Uma cartela a gente fazia em uma aula nera? Geralmente eu fazia só uma, a outra eu fazia depois.” (Rendeira Aprendiz – GF6) [Sic]
“Pra mim foi bom. Deu. Porque na hora que você conseguia fazer uma a outra ficava bem mais fácil, porque você já tava sabendo fazer, já tinha feito a primeira.”
Repetir os exercícios em casa também contribuiu para fixar os conhecimentos. Em casa, a aluna sem o auxílio da instrutora era forçada a relembrar e exercitar os conhecimentos adquiridos nas aulas, bem como trazer dúvidas para serem esclarecidas durante a oficina.
“[...] Aí eu coloquei elas pra fazer os dois, porque aí ela vai fazer em casa, ela vai
ser obrigada a fazer. Aí todo mundo começou a desenhar maravilhosamente bem,
porque elas eram obrigada.” (Rendeira Instrutora e membro do GAE) [Sic]
Também foi sugerido a inserção de ensinamentos sobre a técnica de desenho a partir de uma renda pinicando o molde. A demonstração do processo de pinicar, e de como ocorre a leitura dos moldes pinicado, poderia facilitar a reprodução de moldes antigos.
O tempo destinado para a execução de cada exercício do primeiro módulo foi flexível, se adequando às necessidades de cada aluna. O exercício seguinte só era iniciado com o término do anterior. Esta flexibilidade de tempo em cada exercício foi um aspecto favorável ao aprendizado, destacado pelas alunas. Quando algumas alunas não conseguiam terminar o desenho durante a aula, elas poderiam terminar em casa, de modo que não havia pressão temporal para a execução do exercício durante a aula.
A variabilidade existente entre as alunas do GF5 e GF6 em termos de experiência, conhecimento da renda, nível de escolaridade, diversidade de experiências anteriores, foi apontado como um ponto positivo, visto que a experiências das rendeiras do GF5 enriqueceu o conteúdo da metodologia da oficina, trazendo sugestões de novos assuntos a serem repassados para as alunas, favorecendo um aprendizado mais completo.
Importante destacar a flexibilidade da metodologia, visto que as análises relacionadas às dificuldades realizadas de forma contínua permitiram mudanças na metodologia ao longo da oficina, quer seja inserindo, eliminando ou alterando os exercícios propostos e/ou a sequência e conteúdo dos módulos, e o tempo destinado a cada exercício para o aprendizado.