3. METODE FOR DATAINNSAMLING OG GJENNOMFØRING
3.7 U NDERSØKELSENS RELIABILITET OG VALIDITET
Historicamente a humanidade, como um todo, não tem cuidado bem do planeta, nem dos seres que nele vivem. De acordo com Dias (2004), há uns cinco milhões de anos os primeiros seres humanos que habitaram o planeta enfrentaram inúmeras dificuldades e desafios, pois "a natureza era mais poderosa que os homens", e os afetava mais do que era afetada por eles. Todos precisavam saber quais frutos serviam para comer, onde encontrar água durante a seca, como evitar animais selvagens, que plantas serviam para fazer um bom remédio, ou se poderiam ser utilizadas como materiais a construção de suas moradias.
Com o advento da revolução industrial, e nos anos seguintes até o presente, houve aumento acelerado do consumo em função da modernização dos meios de produção, explosão demográfica, crescimento das cidades, e o fenômeno da globalização que acentuou as injustiças sociais e empobrecimento dos povos. (REIGOTA, 2004, p.12).
Desde a Revolução Industrial, a atividade interventora e transformadora do homem em sua relação com a natureza vem tornando-se cada vez mais predatória. Conforme Seabra (2009, p. 228) “A década de 1960 pode ser considerada uma referência quanto à origem das preocupações com as perdas das qualidades ambientais.”
Com o decorrer dos tempos, e com o desenvolvimento humano e suas tecnologias o planeta foi se modificando. Mas foi a partir da Revolução Industrial, que houve um crescimento econômico e populacional. O homem acabou por assumir um papel extremamente egoísta e alienante mediante sua relação com o mundo e deixando de lado as consequências que todas essas tecnologias poderiam causar ao meio ambiente.
Nas últimas décadas vem se intensificando as preocupações inerentes à temática ambiental e, concomitantemente, as iniciativas dos variados setores da sociedade para o desenvolvimento de atividades, projetos e congêneres no intuito de educar as comunidades, procurando sensibilizá-las para as questões ambientais,
e mobilizá-las para a modificação de atitudes nocivas e a apropriação de posturas benéficas ao equilíbrio ambiental.
Como podemos ver as preocupações com as questões ambientais são consideradas recentes, e para fundamentarmos nossas investigações citamos alguns conceitos sobre a EA que passaram a ser disseminados entre as décadas de 1960 e 70, a exemplo de Stapp et al. (1969) apud Dias (2004, p.98), onde afirma que a “Educação Ambiental era definida como um processo que deveria objetivar a formação de cidadãos, cujos conhecimentos acerca do meio ambiente biofísico e seus problemas associados pudessem alertá-los e habilitá-los a resolvê-los.” As organizações internacionais também tiveram importante participação na disseminação de conceitos sobre a EA, como na “IUNC – International Union for the
Conservation of Nature em 1971, que definiu a Educação Ambiental apenas sob
aspectos ecológicos da conservação, relacionando-a à conservação da biosfera e dos ecossistemas.” (SATO, 2004, p. 23).
Mas, foi na Primeira Conferência Intergovernamental de Tbilisi (1977), que ficou definido internacionalmente que:
A Educação Ambiental é um processo de valores e clarificação de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos suas culturas e seus meios biofísicos. A Educação Ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhoria da qualidade de vida. (SATO, 2004, p. 23- 24).
A Lei nº. 6938/81, que criou a Política Nacional do Meio Ambiente, define o meio ambiente como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, que permite, abriga e rege a vida em todas as formas. Depois da promulgação da Constituição de 1988, passou-se a entender também que o meio ambiente divide-se em físico, químico, biológico ou natural, cultural, artificial e do trabalho.
Concomitante a Constituição Federal de 1988, é dedicado um capítulo específico ao meio ambiente, aí consignado como um conjunto de direitos,
prerrogativas e obrigações, que será exercido na medida da participação dos cidadãos organizados, que poderão torná-lo vivo, ampliá-lo e dar-lhe eficácia.
Sistematizando, podemos perceber os seguintes direitos:
Todas as pessoas têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado;
Meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem de uso comum do povo e essencial para a qualidade de vida;
É imposto constitucionalmente ao Poder Público e a coletividade o dever de defendê-lo para as presentes e futuras gerações.
No Brasil, em 1992, aconteceu no Rio de Janeiro a II Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como Eco-92 ou Rio-92, onde a Educação Ambiental foi caracterizada por reunir as dimensões socioeconômicas, políticas e histórico-culturais, considerando as condições de cada país, região e comunidade, sob uma perspectiva holística. Dessa maneira a EA permitiu a compreensão da relação sociedade/natureza.
O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA - 1996) definiu a EA como “um processo de formação e informação, orientado para o desenvolvimento da consciência crítica sobre as questões ambientais e de atividades que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio ambiental”. (DIAS, 2004, p. 98).
A Educação Ambiental é também compreendida como contribuição na construção de uma alternativa civilizatória e societária para a relação sociedade/natureza,
uma práxis educativa e social que tem por finalidade a construção de valores, conceitos, habilidades e atitudes que possibilitem o entendimento da realidade da vida e a atuação lúcida e responsável dos atores sociais individuais e coletivas no ambiente. (LOUREIRO, 2002, p. 69).
O trabalho com o tema meio ambiente deve ser desenvolvido visando-se proporcionar aos alunos uma grande diversidade de experiências e ensinar-lhes formas de participação, para que possam ampliar a consciência sobre questões relativas ao meio ambiente e assumir de forma independente e autônoma atitudes e valores voltados à sua proteção e melhoria. Como fazer? As especificidades são muitas para cada grupo, cada região e essas diferentes realidades deverão ser consideradas em cada escola, pelo professor, para que se possam selecionar os melhores conteúdos, as melhores formas de se trabalhar a questão ambiental. (BRASIL, 1997B, p. 71).
De acordo com Reigota (2004, p. 20) “o meio ambiente é um lugar determinado e/ou percebido onde há relações dinâmicas e constante interação com os aspectos naturais e sociais”. Essas relações acarretam processos de criação cultural e tecnológica e processos históricos e políticos de transformação da sociedade.