Del I Innledende del
2.2 Tryggingspolitiske utviklings-
3.4.1 Organização da investigação
À medida que fomos elaborando o “Contexto retard”, o quadro perguntador e o “Reticulado Matricial Teórico”, foi emergindo nessa confluência uma (re)composição concetual que explicitou as questões que compõem o instrumento de recolha de dados. Uma vez construído o instrumento de recolha de dados, criámos uma lista de personalidades e entidades/organizações portuguesas a inquirir.
Depois de criada a lista de personalidades e entidades a convidar para participarem no estudo com os seus contributos, utilizámos a ferramenta LimeSurvey, Versão 1.89, para construir os questionários em formato eletrónico, inserir, para cada questionário, a respetiva tabela dos potenciais respondentes (tokens table) associando a cada um uma senha (token) e gerar para cada questionário o endereço eletrónico respetivo para acesso ao preenchimento dos mesmos.
Uma vez terminada esta tarefa, elaborámos os ofícios respeitando a especificidade de cada potencial respondente. De cada ofício, consta: o nome (designação no caso de entidades/organizações); a morada; o assunto; a apresentação do estudo; o objetivo do mesmo, suportado numa breve referência teórica; o endereço eletrónico do questionário; a senha e as instruções para preenchimento eletrónico do mesmo; outras formas de preenchimento (em manuscrito ou em ficheiro digital) do questionário, que anexámos, caso não pretendessem fazer o preenchimento eletronicamente; e um parágrafo deixando sob a gestão dos potenciais respondentes o tempo de resposta ao questionário manifestando, contudo, um limite temporal por nós desejável (portanto, não rígido, atendendo à importância dos contributos). O período de tempo entre maio e novembro de 2010 foi o mencionado desejável para a receção dos contributos, todavia a receção do último contributo teve lugar a 21 de dezembro de 2010. Ainda no anexo aos ofícios e antes do questionário, propriamente dito, escreveu-se o texto:
Apresentamos a seguir as questões que constituem o questionário. No caso de V. Ex.a(s) pretender(em) manuscrever as respostas e para que não fique a ideia de que pretendemos limitar por defeito ou por excesso o número de linhas de resposta, não colocámos espaços entre as questões.
Todos os ofícios foram enviados por correio em carta registada com aviso de receção, exceto o relativo à entidade representativa dos estudantes do ensino secundário e básico (DNAEESB – Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico) que seguiu por e-mail depois desta assim o ter sugerido num contacto telefónico prévio. Considerando as
caraterísticas dos respondentes, de que demos conta, foram ainda empreendidos sequentes contactos de pedido de resposta.
Os questionários respondidos manuscritamente foram digitalizados na íntegra constituindo ficheiros digitais guardados de acordo com o layout mencionado. Os questionários respondidos através do LimeSurvey foram copiados e guardados também de acordo com o layout mencionado.
As respostas dos nove inquiridos foram objeto de análise de conteúdo categorial mediante a qual se fizeram as respetivas interpretações que em diálogo com o quadro concetual construído ao longo deste trabalho concorreram para o esboço de um projeto de escola para a educação do futuro.
As respostas integrais dos nove respondentes ao inquérito encontram-se no Anexo deste documento, mantendo o tipo e o tamanho de letra e a formatação de texto usados pelos respondentes.
3.4.2 Procedimento interpretativo
A construção do sistema categorial foi feita num a priori e a posteriori tendo em conta que um quadro perguntador primeiro orientou uma trajetória interpretativa, crítica e heurística que contribuiu para a construção de um novo quadro perguntador.
Esse novo quadro perguntador é composto, como já referimos, por questões suficientemente autoreferenciadas dentro de uma perspetiva de sentido estruturante de um todo (inter)multirreferenciado. Portanto, a partir de cada questão emergiu naturalmente uma categoria. A inventariação e a classificação de unidades de registo em categorias surgem também naturalmente tendo em conta a correspondência direta entre questões/categorias e respostas que contêm as unidades de registo e o comum existente em todas as respostas a cada uma das questões/categorias.
Assim, a emergência natural das categorias é acompanhada também naturalmente das qualidades que Bardin (2008, pp. 147-148) atribui àquilo que designa por conjunto de categorias boas:
• a exclusão mútua, qualidade que estabelece que cada unidade de registo não seja classificada em duas ou mais categorias, embora Bardin aceite pôr em causa esta regra desde que esteja assegurada a inexistência de qualquer ambiguidade;
• a homogeneidade, qualidade de que depende a exclusão mútua e que obedece a um único princípio de classificação;
• a pertinência, qualidade que reflete as intenções da investigação e a pertença ao quadro teórico definido;
• a objetividade e fidelidade, qualidades que permitem assegurar que as diferentes partes do mesmo material quando submetidas a várias análises foram codificadas da mesma maneira;
• a produtividade, qualidade que permite que o conjunto das categorias deve produzir resultados férteis em índices de inferências, em hipóteses novas e em dados exatos.
Posto isto, interessa agora enunciar as categorias de análise e interpretação a que nos conduziu a (re)composição concetual e o material em análise resultante das respostas ao questionário. Desta empresa emergiram onze categorias, correspondentes às dez questões e ao espaço aberto designado por “Q11” que compõem o questionário, a saber: A escola na atualidade; O futuro da escola no futuro; A escola, a globalização comunicacional e as outras “escolas”; A ciência e as tecnologias na escola; O perfil do aluno; As competências dos docentes; Os pais/encarregados de educação na e para a escola; As competências do pessoal não docente; A escola e a mudança; O projeto de escola para a educação do futuro; e Outros aspetos ou questões relevantes na e para a escola.
Neste quadro categorial, importa agora definir e caraterizar as unidades de registo colocando-as nas respetivas categorias como, segundo Jorge Vala (1986, p. 114), pressupõe a análise de conteúdo enquanto, no dizer de Holsti (1986, citado em Sousa, 2009, p. 265), “método de investigação especificamente desenvolvido para investigar uma série de problemas em que o conteúdo da comunicação serve como base de inferência”.
Capítulo 4
”(…) Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.”
José Saramago
4.1 Análise de conteúdo e interpretação categorial
4.1.1 A escola na atualidade
A escola na atualidade é a designação genérica da categoria que pretende servir de base de inferência sobre o enquadramento da escola enquanto instituição escolar formal, como a conhecemos hoje física, orgânica, funcional e instrumentalmente, nos desafios globais, nas globalizações, no mundo multipolar, nos contextos nacional, regionais e locais e nos universos pessoais e familiares. A propósito, foi possível extrair das nove respostas um número igual de unidades de registo.
Têm sido quase nulas as tentativas de enquadramento global da inserção da Escola Básica e Secundária. Talvez consequência do facto de a globalização económica, tecnológica e comunicacional não ter sido acompanhada por qualquer esforço de globalização política (…) Resultado alarmante: o facto de o novo ser humano da era tecnológica ser (…) um sujeito desquitado de referências e valores, arquitecto de si próprio, autarquia individual. (Almeida Santos)
(…) qualquer estratégia de enquadramento de inserção da Escola ou das escolas em aldeias locais ou aldeias globais deve ter em conta as alterações profundas que se estão a operar no domínio das práticas, dos conceitos e dos valores (…) (Veiga Simão)
É uma estrutura desenhada como uma Repartição Pública com Funcionários e instalações dependentes do poder político central ou regional. Sem participação autónoma nos desafios que cita ou nos contextos que refere. (Daniel Serrão)
(…) A complexidade vivida nos tempos que correm exige novas responsabilidades, novas soluções, e a necessidade de uma renovação cultural profunda e de redescoberta dos valores fundamentais para construir sobre eles um futuro melhor. Tudo isto, incluindo a fragilização continuada de instituições de educação das quais sobressai a instituição família, trouxe à escola múltiplas outras