SAMARBEIDSPARTER I PROSJEKTET
6. OPPSUMMERINGER OG TANKER OM BARNEHAGEKVALITET
6.5 Trivsel, medvirkning og barnehagekvalitet
ecológica, sócio-cultural e política. Esta complexidade surge cada vez mais como um desafio para a gestão ambiental, planeamento e processos de tomada de decisão. Mason e Dragićević (2006) sugerem que as abordagens que envolvam um processo colaborativo e gestão de conhecimento podem fornecer uma via eficaz para gerir a complexidade dos sistemas ambientais. De igual modo, a complexidade dos sistemas naturais e do problemas ambientais, bem como as suas soluções, requerem que uma mais vasta secção de participantes seja integrada no processo de tomada de decisão (Balram e Dragićević 2006b). Esta participação através de diferentes configurações espaço-tempo e o modo de as possibilitar de modo eficiente é um dos desafios dos SIGWeb modernos. Para configurações síncronas, os processos de SIG colaborativos embebidos são estruturados com mecanismos de enfoque no grupo e exploração de ferramentas digitais para partilha, anotação, análise e visualização de dados e conhecimento num espaço de solução conjunto. Em configurações assíncronas para se estruturar o processo de discussão on-line são frequentemente utilizadas abordagens que envolvem mapas e SIGWeb colaborativos. Das fundações aqui apresentadas, relativamente às várias linhas de análise da IGV, é legítimo dizer que esta constitui uma profunda transformação sobre o modo como conhecemos o mundo, produzimos e validamos conhecimento e, ao fazê-lo, reproduzimos e desafiamos predicados como a precisão ou a fiabilidade que guia a produção de conhecimento, na investigação (Elwood et al. 2011).
3.8 Conclusões do capítulo
Este capítulo inicia-se com a procura de uma caraterização das novas tendências emergentes de SIG distribuídos pela Internet, que constituem a Web geoespacial. Ilustra algumas das suas vantagens, nomeadamente uma maior facilidade em encontrar e disponibilizar dados, partilhar ferramentas analíticas e no facto da combinação das tecnologias de SIG e da Internet permitirem chegar a um número maior de utilizadores. Com o advento da Web 2.0 esse efeito é ainda mais potenciado, dado que surge a oportunidade de diferentes utilizadores se juntarem em comunidades, que podem desenvolver uma consciencialização coletiva e providenciar o acesso à informação a cada indivíduo.
Demonstrou-se que a adoção de padrões de interoperabilidade abertos está intimamente relacionada com o desenvolvimento da interoperabilidade da Web geoespacial que, consequentemente, potencia a transferência de dados entre diferentes sistemas. Por outro lado, explora-se o conceito de SIG colaborativos, um conceito mais integrador do que o conceito de SIGPP, enquanto sistemas que permitem a potenciação de comunidades em torno de uma temática comum, pela facilitação do acesso a dados e tecnologias geoespaciais, consulta de mapas interativos e realização de operações de análise espacial. Essas próprias comunidades intervêm simultaneamente como produtores e consumidores de informação geoespacial, estruturando a participação humana em processos de apoio à
tomada de decisão. Demonstra-se que a adoção destes sistemas é muito potenciada pela introdução dos conceitos e práticas da Web geoespacial e que, normalmente, os participantes nestes sistemas são um misto entre utilizadores públicos e peritos na matéria. Demonstrou-se ainda que é possível aproveitar as oportunidades que as ferramentas disponibilizadas pela Web 2.0 fornecem, para integrar utilizadores locais na recolha de IG e participarem em debates sobre o conhecimento territorial das áreas em que habitam.
Esta abordagem leva a um novo conceito de um novo domínio: a Neogeografia, que se reporta a técnicas, ferramentas e práticas de geografia que têm sido usadas tipicamente, para além do âmbito de geógrafos profissionais e SIG profissionais. Esta inovação tecnológica, apoiada na Web geoespacial, leva também a uma nova forma de produção de dados. Utilizadores comuns passam a contribuir para adquirir e partilhar IGV, que dificilmente poderia ser recolhida e organizada no passado, ou que, devido aos seus elevados custos durante muitos anos foi considerada uma área reservada a agências oficiais e grandes organizações. Abrem-se novas perspetivas de produção de informação para novas áreas do conhecimento que levam, inevitavelmente, a novas formas de visualização de informação cartográfica, na Web. Combinam-se diferentes camadas de informação de diferentes fontes, para construir aplicações interativas, que ampliam a visão dos objetos georreferenciados do mundo e potenciam o conhecimento. Este fenómeno tem contribuído para disponibilizar um vasto conjunto de dados não apenas para investigadores no domínio dos SIG, mas também apresentando potencial para contribuir de modo significativo para vários ramos da ciência.
O capítulo conclui-se apresentando algumas especificidades da integração de dados geoespaciais provenientes de IGV em IDE, nomeadamente que se começa a caminhar de uma perspetiva distribuída mais técnica para uma perspetiva mais social, através do desenvolvimento de comunidades virtuais que aperfeiçoam a colaboração e em que os geoportais se apresentam como um elemento que desempenha um papel preponderante nesta visão colaborativa de uma IDE. Um último aspeto que é possível concluir, prende-se com a demonstração de que uma visão integradora destes conceitos não só se torna viável, como constitui um imperativo no caminho do vasto domínio que é a abordagem ao conhecimento da distribuição da Biodiversidade, enquanto necessidade emergente de valor incalculável para a humanidade, que nas últimas décadas tem surgido como ameaçado.
4
SOFTWARE GEOESPACIAL LIVRE E ABERTO E DADOS
GEOESPACIAS ABERTOS
“If you want to accomplish something in the world, idealism is not enough, you need to choose a
method that works to achieve the goal, you need to be pragmatic.” - Richard Stalman
4.1 Introdução
Existem diversos fatores que devem ser tidos em linha de conta quando optamos pela utilização de determinado pacote de software, mais especificamente, software aberto. Para além dos nossos próprios requisitos operacionais, destacam-se: a maturidade do software, o nível de envolvimento da comunidade, as funcionalidades específicas disponíveis e a facilidade de implementação. Alguns destes fatores são analisados neste capítulo para um conjunto de pacotes de software que constituem um sistema aplicacional de SIGWeb. Procura-se também descrever o conceito de dados geoespaciais abertos, dos quais se descrevem as principais tendências e a sua importância atual, relacionando-os com o SGLA. Irá procurar demonstrar-se o papel fulcral que esta inter-relação pode permitir desempenhar numa abordagem de SIG colaborativos para produção de IGV, como forma de potenciação de conhecimento. Neste capítulo efetua-se ainda uma breve descrição de diferentes tipos de SGLA com diferentes funcionalidades ao nível de servidores, BD, clientes e manipulação de IG.