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1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 Tabela 4

ATIVIDADE

Ano Produção de alimentos em toneladas

1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005

a) Verifique se a população brasileira cresceu em PG.

b) Procure descobrir se a produção de alimentos no Brasil, no período em questão, se deu em PA. c) Que conclusões podem ser deduzidas analisando os dados das tabelas 3 e 4?

d) Partindo do pressuposto que a população brasileira se alimenta mal e que milhares de pessoas nem tem o alimento básico para comer no dia-a-dia, é possível fazer uma análise consistente a partir do que escreve Malthus?

ATIVIDADE

A partir das idéias de Malthus, Darwin concluiu que alguns indiví- duos morreriam pela falta de alimento antes mesmo de se reproduzi- rem, havendo assim uma luta pela sua sobrevivência. Os que fossem mais avantajados teriam maiores chances de sobreviver. Como é o ca- so do pescoço longo da girafa.

Com essas análises, Darwin concluiu que as mudanças poderiam ocorrer nas espécies e que as populações poderiam crescer muito ra- pidamente. No entanto esse crescimento não é notado porque as po- pulações geralmente se mantêm em constante equilíbrio. Então deve- ria existir alguma forma que mantivesse esse equilíbrio. Darwin assim concluiu que seria pela seleção natural dos mais aptos.

Mimetismo é uma adaptação evo- lutiva em que a espécie desenvol- ve características que o confun- dem com outros seres vivos. Na figura, mariposas do gênero Kalima que se parecem com folhas secas. Fonte: Departamento de genética, Universidad Complutense Madrid, Espanha, www.ucm.es

 O grande mérito de Darwin foi descrever como as mudanças pode- riam acontecer nas espécies. Você concorda com Darwin? Justifique.

DEBATE

Às vezes ficamos nos questionando o porquê de determinadas es- pécies serem da forma como são. Quem nunca ouviu a história do por que da jabuticaba ser um fruto tão pequeno de uma árvore tão alta e a abóbora um fruto tão grande de uma planta tão baixa? Você já ima- ginou, por exemplo, como seria se o avestruz voasse? Ora, se assim o fosse, seria necessário muito alimento para dar a ele energia para mo- ver seu enorme corpo no ar. Ao que se observa, parece que para tu- do existe uma razão, principalmenteno que diz respeito aos seres vi- vos estarem adaptados ao seu ambiente.

Melanismo industrial envolvendo a mariposa do gênero Biston, é o caso mais conhecido deste tipo de seleção obser- vado a partir de 1850, em regiões industrializadas dos EUA, Inglaterra e Europa. Antes da Revolução Industrial observa- vam-se grandes quantidades de mariposas com asas de cor mais clara (fenótipo dominante), aptas para camuflarem-se entre os liquens que cobriam os troncos das árvores, sendo raríssimas as mariposas de cor mais escura (fenótipo reces- sivo). Por causa da Revolução Industrial, os liquens dos troncos escureceram e as mariposas de asas escuras se multipli- caram na forma que melhor se camuflava, tornando-se muito freqüentes, ao mesmo tempo em que as mariposas claras eram cada vez mais raras. Essa freqüência dos tipos claros e escuros de Biston betularia era devido à predação por pás- saros, que agiram como agentes de seleção natural Fonte: Departamento de genética, Universidad Complutense Madrid, Espanha, www.ucm.es

Faça uma pesquisa de campo identificando cinco espécies de seres vivos e suas possíveis adap- tações ao meio onde vivem.

PESQUISA

Você já ouviu falar em especiação? Esse termo é usado para designar o processo de formação de novas espécies a partir de outras já existentes. A especiação, de acordo com contribuições re- centes, é resultante da mutação gênica e recombinação genética associada a outros fatores como seleção natural, isolamento reprodutivo/sexual e/ou geográfico, dentre outros.

Em se tratando de especiação e isolamento geográfico eis algumas questões importantes que não podem ser deixadas de lado, como é o caso da formação dos continentes.

Nosso Planeta não é estático, ele sempre esteve e continua em intensa atividade. Em 1912, o alemão Alfred Wegener publicou a Teoria da Deriva dos Continentes, propondo que há 200 mi- lhões de anos os continentes que hoje encontram-se separados já estiveram unidos em um único, denominado Pangéia, envolto por um mar universal, a Panthalassa.

Teoria da Deriva Continental.

A teoria de Wegener não foi aceita pela comunidade científica. Ape- nas na segunda metade do século XX ela foi retomada, e é tida como precursora da Teoria da Tectônica de Placas (década de 60).

Mapa digitalizado da Terra mostrando as Placas Tectônicas. Fonte: NASA, EUA.

Essa teoria explica que a superfície terrestre é composta de placas rochosas que estão constantemente se movimentando. Entre os limites dessas placas existem rachaduras, pelas quais os materiais incandes- centes vindos do interior da Terra sobem para a superfície, agregando- se a ela. Nas proximidades dos limites entre as placas é comum ocorrer terremotos e atividades vulcânicas. Com a colisão dessas placas, surgi- ram as grandes cadeias montanhosas de Terra, como por exemplo, a cordilheira do Himalaia e a dos Andes.

Com o conhecimento da Teoria Tectônica de Placas é possível ex- plicar a maioria das distribuições dos organismos no planeta, assim como, as diferenças entre os seres vivos. É importante ressaltar que a separação dos continentes não é o único fator que promove a espe- ciação.

Imagine uma região em que a população de pardais (grupo A) seja abundante. Alguns desses pardais começam a espalhar-se para outras regi- ões em busca de alimento, os quais serão denominados de grupo B e C.

Cada grupo passa a viver isoladamente, pelo surgimento de uma barreira, como por exemplo, uma montanha. Desta forma estes grupos estarão submetidos a mudanças em seus habitats e nichos ecológicos, o que pode conduzir a alterações como: peso, tamanho das asas, pro-

Habitat: lugar físico onde

vivem os seres de determina- da espécie.

Nicho ecológico: posi-

ção exercida por um orga- nismo, uma espécie ou uma população dentro de um

porções dos esqueletos e cor da pelagem. Essas alterações proporcio- nam uma melhor adaptação do indivíduo ao novo ambiente.

Com o tempo, a barreira que os separam poderá desaparecer e os grupos A, B e C novamente se comunicarão. O grupo A volta a cruzar- se com o grupo B, não acontecendo o mesmo com o grupo C, que so- freu acentuadas modificações. Com isso o grupo C passa a constituir um grupo diferente dos demais.

A formação dos diferentes grupos de pardais é baseada em três Leis, segundo proposta de TROPPMAIR (1987):

Lei do tamanho ou Bergmann: em regiões com temperaturas de inver- no muito baixas, os pardais mostraram-se maiores.

Lei das proporções ou de Allen: nas regiões mais frias, os pardais apre- sentaram apêndices (bicos, asas e pernas) menores.

Lei de Gloger: em regiões mais quentes e úmidas, como no distrito de Vancouver, Canadá, e nas redondezas da Cidade do México, Méxi- co, os pardais mostraram-se uma coloração mais escura.

Você percebeu que de uma única espécie de pardais surgiram outras em diferentes áreas geográfi- cas? Encontre no texto argumentos que identifiquem condições para estas mudanças.

PESQUISA

Como vimos, Darwin explica que na luta pela sobrevivência, os se- res vivos com variações favoráveis, possuem maior sucesso na supera- ção de obstáculos oferecidos pela vida. Os seres que não apresentas- sem tais variações, não estariam adaptados às determinadas condições ambientais e, conseqüentemente, seriam eliminados. Será que isso é vantagem para todas as espécies? Até que ponto ser selecionado é van- tajoso para alguém?

Obs: as setas indicam a possibilidade de cruzamento. as setas indicam a possibilidade de não cruzamento.

Fonte: Cecília Helena Vechiatto dos Santos.

Faça uma discussão, em grupo, referente a alguns fatores que podem ser considerados seleti- vos na sociedade em que vivemos como, por exemplo, o alimento.

DEBATE

Você sabia que ...

A seleção natural pode levar à separação dos caracteres e ou eliminação completa das formas inter- mediárias e imperfeitas no ambiente. Este é o argumento utilizado por Darwin para a explicação da evo- lução das espécies, ou seja, a seleção natural. Esta teoria não explicou de forma convincente as mu- danças sofridas pelos seres vivos, pois se desconheciam os fatores genéticos que desencadeavam tais mudanças, como é o caso do exemplo dos grupos de pardais e das pernas das cobras.

Para completar a teoria de Darwin, foi proposta uma nova teoria que resultou na chamada Teoria Sintética da Evolução ou Neodarwi- nismo. Essa teoria procura explicar porque existem alguns seres que nascem diferentes dentro de uma espécie.

O Neodarwinismo baseia-se nos seguintes pontos:

1º. Seleção natural: permanece a explicação de Darwin, isto é, na natu- reza os seres vivos portadores das melhores características se man- tém vivos na incessante luta pela sobrevivência.

2º. Mutações: é um dos principais fatores para o surgimento de novas espécies. As mutações não ocorrem devido as alterações do meio, ou seja, o meio não altera o código genético do organismo de for- ma a torná-lo mais apto para a sobrevivência, e sim, pelo acaso, ou quando provocado como por exemplo, pelo raio X, radiação, den- tre outros.

3º. Isolamento: acontece a formação de novas espécies quando as va- riedades mutantes forem isoladas.

Se as cobras algum dia tiveram pernas, então, pode ter sido um gene mutante que fez com que essas pernas desaparecessem?

DEBATE

E agora? Você já consegue responder a pergunta: as cobras rastejam por que não tem pernas ou elas não têm pernas por que rastejam?

E os pardais? Teriam a possibilidade do surgimento de um novo grupo? E o homem? Como será que ele evoluiu? Poderá surgir uma nova espécie humana?

Referências Bibliográficas

MAYR, E. O desenvolvimento do pensamento biológico. Brasília: Universidade de Brasília, 1998.

STORER, T. I. et al. Zoologia geral. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979.

TROPPMAIR, H. Biogeografia e meio ambiente. Rio Claro, SP: IGCE/ UNESP, 1987.

Obras Consultadas

DARWIN, C. R. A origem das espécies. São Paulo: Hemus, 1981. JACOB, F. O jogo dos possíveis. Ensaio sobre a diversidade do mundo vivo: A bricolagem da evolução. Lisboa: Gradiva, 1981.

ROSE, M. O espectro de Darwin. Rio de Janeiro: Cromosete, 2000.

Documentos Consultados ONLINE

A Origem das idéias de Darwin. Disponível em: http://www.icb.ufmg.br/

~ibem/aulas/grad/evol/darwin/darwinpens.html Acesso em: 09 set. 2005.

Evolução das espécies. Disponível em: http://www.conhecimentosgerais.

com.br/biologia/evolucao-das-especies.html Acesso em: 09 set. 2005.

Introdução à evolução. Disponível em: http://sti.br.inter.net/rafaas/

biologia-ar/introducao.htm Acesso em: 09 set. 2005.

Jean – Baptiste de Monet Cavaleiro de Lamarck (1744 – 1829).

Disponível em: http://www.sergiosakall.com.br/artistas/personalidade_ lamarck.htm Acesso em: 09 set. 2005.

TOLEDO, M. C. M. Terra: um planeta heterogêneo e dinâmico. Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo. Disponível em: <www.igc.usp.br/ geologia/a_terra.php> Acesso em: 04 out. 2005.

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A REPRODUÇÃO É UMA