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O sector de hotelaria em Portugal é constituído por 1.508 empreendimentos turísticos, integrando 118.731 unidades de alojamento (número de quartos e/ou apartamentos), com uma capacidade de 259.114 camas. O número de unidades de alojamento integradas em cadeias hoteleiras e/ou entidades de management corresponde a 75.090 (63,3%) e 43.641 (36,7%) respeitam a unidades independentes (Deloitte, 2012).

Relativamente à tipologia de empreendimentos turísticos, verifica-se que os hotéis dominam o sector com um peso de 67% (1.019), seguindo-se os apartamentos turísticos com 13% (192). Os restantes 20% (297) da estrutura hoteleira compreendem hotéis- apartamento (10%), hotéis rurais (4%), aldeamentos turísticos (3%) e pousadas (3%). É de salientar que em termos de unidades de alojamento a representatividade dos hotéis é ainda mais expressiva, com 84.537 unidades a corresponderem a 71% da oferta; seguem-se os hotéis-apartamento, representando 13% (14.993 unidades); e os apartamentos turísticos (10%), os aldeamentos turísticos (4%), as pousadas (1%) e os hotéis rurais (1%) representam no seu conjunto 16% do total da oferta (Deloitte, 2012).

Os empreendimentos turísticos que predominam no sector (75%), correspondem às categorias de 3 e 4 estrelas (40% e 35%, respectivamente), seguindo-se a categoria de 2 estrelas (13%), de 5 estrelas (7%), as pousadas (3%) e os empreendimentos de 1 estrela (2%). Em termos de unidades de alojamento verifica-se igualmente uma predominância dos empreendimentos turísticos de 3 e 4 estrelas (77%), estes últimos com uma oferta (46%) superior aos primeiros (31%). É igualmente de salientar a inversão de posições entre os empreendimentos de 2 estrelas (7%) e os de 5 estrelas (15%) quando comparado com o número de empreendimentos turísticos (Deloitte, 2012).

Dos 1.508 empreendimentos turísticos existentes, 27% localizam-se no Algarve, 20% na região Norte, 18% na região Centro, 15% na região de Lisboa, 8% no Alentejo, 8% na Madeira e 4% nos Açores. A oferta em termos de unidades de alojamento não acompanha esta distribuição, verificando-se que o Algarve conta com 40.478 (34%), Lisboa com 24.147 (21%), a região Norte com 16.641 (14%), a região Centro com 15.831 (13%), a Madeira com 12.949 (11%), o Alentejo com 4.846 (4%) e os Açores com 3.815 (3%). Assim, a maior oferta localiza-se no Algarve e em Lisboa, representando esta mais de metade da oferta total (Deloitte, 2012).

Avaliação de Desempenho em Hotéis de 4 e 5 Estrelas Pertencentes a Cadeias Hoteleiras a Operar em Portugal

Dos 1.508 empreendimentos turísticos existentes, 262 (17,4%) integram as vinte maiores cadeias. No seu conjunto dispõem de 36.434 unidades de alojamento (30,7% do total), correspondente a 75.134 camas (29% do total da oferta nacional que se cifra em 259.104). Se forem consideradas apenas as dez maiores cadeias, constata-se uma capacidade em termos de unidades de alojamento de 25.140 (21,2%) (Deloitte, 2012).

O ranking que reúne as cadeias hoteleiras por ordem decrescente de unidades de alojamento apresenta-se de seguida (Tabela 1.1).

Tabela 1.1 – Ranking dos Grupos Hoteleiros/Entidades Management em Portugal (Número de Unidades de Alojamento)

Empreendimentos Turísticos

Unidades de

Alojamento Camas # Grupo hoteleiro / Entidade de management Número % do

Total Número % do

Total Número % do Total 1 Pestana Hotels & Resorts / Pestana Pousadas 65 4,3 6.483 5,5 13.095 5,1

2 Vila Galé Hotéis 17 1,1 3.808 3,2 7.714 3,0

3 Accor Hotels 28 1,9 2.890 2,4 5.331 2,1

4 Tivoli Hotels & Resorts 12 0,8 2.453 2,1 5.050 1,9

5 VIP Hotels 15 1,0 2.312 1,9 4.696 1,8

6 Hoti Hotéis 14 0,9 1.860 1,6 3.707 1,4

7 Dom Pedro Hotels 7 0,5 1.399 1,2 2.915 1,1

8 Sana Hotels 10 0,7 1.363 1,1 2.663 1,0

9 Continental Group 11 0,7 1.288 1,1 2.621 1,0

10 Starwood Hotels & Resorts 6 0,4 1.284 1,1 2.662 1,0

11 Iberotel / Yellow Hotels 4 0,3 1.261 1,1 3.636 1,4

12 Hotéis Real 8 0,5 1.231 1,0 2.561 1,0

13 Hotéis Fénix 7 0,5 1.210 1,0 2.636 1,0

14 Riu Hotels & Resorts 3 0,2 1.172 1,0 2.389 0,9

15 Marriott 5 0,3 1.161 1,0 2.270 0,9

16 Porto Bay Hotels & Resorts 6 0,4 1.099 0,9 2.221 0,9

17 Bensaude Turismo 8 0,5 1.058 0,9 2.112 0,8

18 Inatel Turismo 16 1,1 1.052 0,9 2.245 0,9

19 Barata Hotels & Resorts 9 0,6 1.051 0,9 2.112 0,8

20 Turim Hotéis 11 0,7 999 0,8 2.498 1,0

Subtotal 262 17,4 36.434 30,7 75.134 29,0

Outros Grupos Hoteleiros / Entidades de Management 381 25,3 38.656 32,6 84.217 32,5

Independentes 865 57,3 43.641 36,7 99.753 38,5

Total 1.508 100,0 118.731 100,0 259.104 100,0

Fonte: Adaptado de Deloitte (2012)

Das vinte maiores cadeias existentes, constata-se que doze têm presença internacional, e das dez maiores, apenas uma tem todos os seus empreendimentos sediados em Portugal – a Hoti Hotéis.

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Relativamente ao ranking das dez maiores cadeias realça-se o caso da cadeia Sana Hotels que passou a integrar este grupo (8º lugar) em 2012. De igual forma assinala-se o caso da Inatel Turismo e da cadeia Barata Hotels & Resorts que passaram a integrar o

ranking das vinte maiores cadeias em 2012, situando-se em 18º e 19º lugar.

O ranking das cinco maiores cadeias é liderado pela Pestana Hotéis & Resorts/Pousadas desde 2007, seguida pela Vila Galé Hotéis, Accor Hotels, Tivoli Hotels & Resorts e pela VIP Hotels.

É de salientar que desde o ano de 2008 não se verificam alterações nesta hierarquização, o que traduz a própria situação do mercado português ao nível da ausência de dinâmicas significativas do ponto de vista de aquisições e fusões no sector. Marrão (2012) justifica esta estagnação através da escassez de liquidez dos mercados financeiros e do mais recente Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica que, nos últimos dois anos, distanciou alguns investidores internacionais da economia portuguesa. É de destacar, ainda assim, a fusão da cadeia Alexandre de Almeida com a Lágrimas Hotels & Emotions no início do ano de 2012, passando a operar sob a designação (marca) Thema Hotels & Resorts.

A ausência generalizada de aquisições e fusões não é coerente, contudo, com o aumento de concorrência, pressão sobre preços e deterioração de margem que tem vindo a afectar o sector de hotelaria. De tal forma assim é que Marrão (2012) considera expectáveis concentrações no sector no futuro próximo, seja através de aquisições, ou de contractos de arrendamento ou de gestão. Igualmente, Marrão (2012) destaca a inovação na abordagem ao mercado e a diferenciação no produto, particularmente no produto sol e mar, enquanto formas de evitar a concorrência directa de preços que tem vindo a exercer forte pressão sobre a indústria hoteleira.

Relativamente ao número de hóspedes, verifica-se que os empreendimentos turísticos sedeados em Portugal receberam 13,9 milhões de hóspedes durante o ano de 2012, dos quais 7,7 milhões estrangeiros (56%) e destes, 1,3 milhões (17%) oriundos do Reino Unido, 1,2 milhões (16%) de Espanha, 812,8 mil (11%) da Alemanha, 741,3 mil (10%) de França e 497,9 mil (7%) do Brasil (Turismo de Portugal, 2012).

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Conjuntamente, os empreendimentos turísticos das regiões do Algarve, Lisboa e Norte receberam o maior número (9,8 milhões) de hóspedes, correspondente a 71% do total – Lisboa acolheu 4,1 milhões (30%), o Algarve 3,1 milhões (22%) e a região Norte 2,6 milhões (19%). Em relação às outras regiões, surge a região Centro com 2,1 milhões de hóspedes (15%), o Alentejo com 651 mil (5%), a Madeira 996 mil (7%) e os Açores 327 mil (2%) (Turismo de Portugal, 2012).

Em termos de tipologia e categorias dos empreendimentos turísticos, verifica-se que os hotéis e os hotéis-apartamentos albergaram, em conjunto, cerca de 11,3 milhões de hóspedes (81%), com destaque para os primeiros que receberam 9,8 Milhões (71%). No seu âmbito, evidencia-se a categoria de 4 estrelas, que acolheu cerca de 4,4 milhões (40%), seguindo-se a categoria de 3 estrelas com 2,6 milhões (18,8%) e a categoria de 5 estrelas com 1,5 milhões (10,9%) (Turismo de Portugal, 2012).

No que respeita a número de dormidas, registaram-se 39,8 milhões durante o ano 2012, 12,5 milhões das quais efectuadas por nacionais (31%) e 27,3 milhões por estrangeiros (69%) (Turismo de Portugal, 2012).

Relativamente ao número de dormidas de estrangeiros, verifica-se uma alteração no

ranking em 2012, com uma troca de posições entre Alemanha e Espanha (passando esta

para terceiro lugar) e o posicionamento da Holanda em 5º lugar ao invés do Brasil. Assim, ocupam os primeiros lugares do ranking, o Reino Unido com 6,4 milhões de dormidas (23%), a Alemanha com 3,7 milhões (14%), Espanha com 3,1 milhões (11%), França com 2,2 milhões (8%) e a Holanda com 2,1 milhões (8%) (Turismo de Portugal, 2012).

Quanto à distribuição do número de dormidas por região verifica-se que, em 2012, a maior parte das dormidas foram registadas no conjunto das regiões do Algarve, Lisboa e Madeira – 29,3 milhões de dormidas (74%), das quais se registaram no Algarve 14,3 milhões (36%), em Lisboa 9,5 milhões (24%) e na Madeira 5,5 milhões (14%). Complementarmente, na região Norte registaram-se 4,5 milhões de dormidas (11%), na região Centro 3,8 milhões (10%), no Alentejo 1,2 milhões (3%) e nos Açores 1 milhão (2%) (Turismo de Portugal, 2012).

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É igualmente de destacar que do total das dormidas registadas durante o ano de 2012, a maioria, 30,8 milhões (77%), tiveram lugar em hotéis e hotéis-apartamentos, com destaque para os primeiros, que acolheram 24,3 milhões (61%). No seu âmbito, evidencia-se a categoria de 4 estrelas com 12 milhões (30%) de dormidas registadas, seguindo-se a categoria de 3 estrelas com 5,7 milhões (14%) e a de 5 estrelas com 4,3 milhões (11%) (Turismo de Portugal, 2012).

Assinala-se por fim o comportamento do indicador relativo à taxa de ocupação (média de ocupação-cama), que assume um valor de 41,3% em 2012, dos quais 29% dizem respeito a turistas estrangeiros e 12,3% a nacionais. A região onde se registou a taxa de ocupação-cama mais elevada foi a Madeira com 55,4%, seguindo-se Lisboa com 48,1%, Algarve com 40,8%, a região Norte com 35,9%, os Açores com 33,6%, a região Centro com 29,8% e o Alentejo com 27,9% (Turismo de Portugal, 2012).

O presente estudo reconhece a relevância e peso do sector do turismo e hotelaria na economia portuguesa, procurando identificar os formatos da avaliação de desempenho que são correntemente utilizados em hotéis de 4 e 5 estrelas pertencentes a cadeias hoteleiras a operar em Portugal e, a partir daí, contribuir para uma utilização desta ferramenta de gestão mais próxima da plenitude do seu alcance estratégico, conducente a uma maior eficiência e êxito na resposta ao aumento de concorrência, pressão sobre preços e deterioração de margem que tem vindo a afectar o sector de hotelaria.

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