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TOKSIKOLOGISK PROFIL FOR MENNESKER OG DYR,

A família é o primeiro modelo de interação com quem a criança estabelece relação, desta

forma a criança é motivada a imitar os membros da família, as suas crenças, atitudes e

ações (Magalhães, 2007). O mesmo autor, refere que o desenvolvimento sociocognitivo

depende “das interações entre os principais sistemas que influenciam o mundo da criança,

que são a família, a escola e a comunidade” (Ibidem, p.22).

Com a publicação das Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar, em 1997, o

papel da família e da comunidade é reconhecido no processo educativo.

A publicação mais recente das Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar

(Silva, Marques, Mata & Rosa, 2016) salienta a importância do envolvimento de

diferentes intervenientes, nomeadamente, familiares e outros profissionais, de modo a

promover e a facilitar a articulação dos diversos contextos da criança. Refere, ainda, que

os pais são os principais responsáveis pela educação dos seus filhos e têm o direito de

participar no percurso pedagógico da criança, no planeamento com o educador de infância

e na prática educativa do seu educando. Cabe ao jardim de infância acolher e respeitar

todos os membros (crianças, família e profissionais), criando um ambiente colaborativo.

Como defende Magalhães (2007, p.21) “Cada vez mais é reconhecido à família e à escola

um papel essencial no sucesso educativo das crianças”. O mesmo autor defende que a

aproximação entre a família e o jardim de infância, proporciona benefícios para todos os

membros da relação. As crianças envolvem-se no seu desenvolvimento, tornam-se mais

felizes, o que fomentará o seu aproveitamento escolar; os pais desenvolvem a sua

autoestima, o seu desenvolvimento pessoal enquanto cidadãos e educadores, potenciando

as suas competências e a aquisição de novos conhecimentos; os educadores mostram o

seu empenho, dedicação e trabalho, partilhando o que é realizado.

Para Silva, Marques, Mata e Rosa (2016) é fundamental o planeamento de várias

estratégias para que os pais/família participem nesta relação, uma delas pode ser solicitar

os pais a “vir ao jardim de infância para contarem uma história, falarem da sua profissão,

acompanharem visitas e passeios” (p.28).

Como forma de envolvimento das famílias na ação educativa, planifiquei, juntamente

com a minha colega, a vinda da avó de uma criança à sala para contar uma história ao

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grupo de crianças, como mostra a 9ª planificação – contexto jardim de infância II, no dia

7 de dezembro de 2016 (ver anexo 20).

As autoras referidas anteriormente mostram mais exemplos para este envolvimento, como

a criação de associações de pais, uma forma de auxílio “à educação das crianças, às

necessidades dos pais/famílias e às características da comunidade” (Ibidem, p. 29).

As reuniões de pais são também um meio de participação e de envolvimento das famílias

e uma forma de compreensão do trabalho pedagógico do educador de infância. Em ambos

os contextos de PP tive a oportunidade de assistir a reuniões com os familiares. No

contexto de jardim de infância I, foi realizada uma reunião com todos os membros da

instituição, para organizar o Dia Mundial da Criança (dia em que os membros da

instituição e os pais realizam vários ateliers de pintura, jogos, cantigas), envolvendo as

crianças. Nesta reunião houve bastante aderência e opinião dos familiares tendo sido

notório o envolvimento e dedicação dos familiares, o que contribuiu bastante para o

sucesso da festa do Dia Mundial da Criança. No contexto de jardim de infância II, tive a

oportunidade de estar presente na reunião de divulgação do projeto curricular de grupo,

onde a educadora de infância colocou os familiares à vontade de forma a obter as suas

opiniões e sugestões. Esta reunião foi um aspeto que referi na reflexão 11 - contexto

jardim de infância II (ver anexo 21):

“O principal objetivo da reunião foi dar a conhecer aos pais os projetos curriculares de

grupo. (…) percebi como comunicar assuntos com os pais e (…) estar suscetível a

opiniões variadas (…) devo tentar responder a todas as dúvidas dos pais (…) Como é

referido por Matos (2012) (…) Ter em consideração o envolvimento da família e da

equipa”.

Como existem familiares com menos disponibilidade para estar presente nestes

encontros, ter-se-á que encontrar outra forma de os envolver, para que todas as crianças

tenham a possibilidade de ver representado os seus familiares no jardim de infância

(Silva, Marques, Mata & Rosa, 2016).

Conforme Fontao (1998), referido por Magalhães (2007), existem vários tipos de

envolvimento, participação e organização dos pais no jardim-de-infância: a modalidade

tutorial, em que dispensa a participação e envolvimento dos pais, a modalidade

colaborativa, onde os pais devem colaborar nas atividades educativas, nos períodos de

adaptação da criança à instituição, na apresentação de atividades ao grupo de crianças e a

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modalidade co-participativa, que respeita a um envolvimento mais intenso, onde os pais

apoiam na resolução de problemas e na participação no trabalho educativo no jardim de

infância. Com a implementação da modalidade colaborativa, ocorre uma continuidade

entre a casa e a escola, aumentando-se a motivação das crianças e uma maior

disponibilização de recursos humanos e materiais.

Os educadores de infância, ao realizarem projetos onde recorrem à comunidade, facultam

a interação entre a criança e o meio envolvente. Esta é uma interação enriquecedora que

acarreta mais-valias para as crianças, visto que é “na comunidade que as crianças fazem

as suas primeiras experiências e aprendem as consequências dos seus comportamentos”

(Ibidem, p. 54). A comunidade, também beneficia desta parceria uma vez que se torna

mais sensível às crianças. Para o próprio educador, esta parceria facilita a atenção dada

ao meio envolvente, podendo identificar recursos educativos.

Assim, a relação entre o jardim de infância, a família e a comunidade, é importante para

todos os membros inseridos nesta relação, mas essencialmente para as crianças. Como

referi na reflexão 10 – contexto jardim de infância II (ver anexo 22):

“As crianças ao observarem, experienciarem e viverem ao máximo a proposta de

atividade, irão aprender de uma forma mais tranquila e significativa. O que talvez não

aconteceria de forma natural se fosse um adulto a transmitir esta informação apenas a

falar, a conversar. Estando de acordo com Lorenzato (2008), quando indica que a criança

aprende pela ação, agindo para com os objetos, através dos sentidos, aprendendo de forma

significativa”.

No contexto de jardim de infância I tivemos a oportunidade de colaborar com o “Moinho

de Papel”, em Leiria, que nos facultou materiais para realizarmos uma atividade

relacionada com o projeto implementado com o grupo (a realização de papel reciclado).

Desta forma as crianças presenciaram e realizaram esta experiência, com os materiais

adequados, o que se tornou significativo e memorável para elas.

No contexto de jardim de infância II, a relação com a família e a comunidade surgiu

através de deslocações pelo espaço em redor da instituição. Uma delas foi a visita ao

galinheiro da avó de duas das crianças, referida na reflexão 9 – contexto jardim de

infância II (ver anexo 23):

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“Um outro aspeto que pretendo valorizar nesta reflexão é a colaboração da família. Esta

semana conversámos com a avó da A. (5 anos), para uma possível visita ao seu galinheiro,

junto da sua casa, visto que é uma visita de encontro ao projeto que nos encontramos a

realizar. A disponibilidade desta avó foi imediata, colaborou desde logo connosco, o que

nos facilita bastante esta relação, ou seja foi muito acessível”.

E ainda a visita ao presépio, na casa da avó de outra das crianças, como referi na reflexão

13 – contexto jardim de infância II (ver anexo 24):

“(…) deslocarmo-nos até à casa da avó da Y. (3 anos) que, todos os anos, constrói um

presépio, ocupando todo o seu jardim e as crianças deslocam-se até lá (…) Como indica

Santos e Toniosso (2014), o ser humano encontra-se em processo de socialização com o

meio em que está inserido, interage e cria relações afetivas e sociais. Deste modo, a

«escola e [a] família devem estabelecer relações de colaboração, em que a família possa

agir como potencializadora do trabalho realizado pela escola, de forma a incentivar,

acompanhar e auxiliar a criança em seu desenvolvimento, ao mesmo tempo em que a

escola realize uma prática pedagógica que contribua na formação do ser crítico reflexivo,

e que valorize a participação ativa dos pais no processo educativo, contribuindo assim,

para a construção de uma sociedade transformada» (p. 133)”.

A relação com a família e a comunidade foi um dos aspetos em que notei grande evolução

ao longo do meu percurso na Prática Pedagógica em contexto jardim de infância. Após

esta reflexão, sinto que no jardim de infância I não coloquei em prática esta relação como

tencionava. No jardim de infância II procurei alterar esta situação colocando-me perante

os pais de uma forma intencional, fomentando a partilha, a divulgação e a colaboração

dos pais e avós.