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CAPÍTULO 2

PERCEPÇÃO E A APRENDIZAGEM DAS PNEV’s

Apresento neste capítulo informações sobre as PNEV’s, o Cego Congênito, classificação e características da aprendizagem, objetivando oferecer algumas referências importantes para o trabalho educativo e inclusivo.

2.1 O que é PNEV?

Deficiência Visual é um termo que engloba duas situações: cegueira e baixa visão. Segundo dados da OMS, existem no mundo aproximadamente 50 milhões de cegos, cerca de 180 milhões de pessoas com alguma deficiência visual e 135 milhões com “deficiência visual” e risco de cegueira. Em nosso país, há mais de 600 mil cegos por catarata (CAMARA, 2008).

No Brasil, conforme os resultados do Censo 2000 (IBGE, 2000a), 14,5% da população, isto é, aproximadamente 24,6 milhões de pessoas, apresentaram algum tipo de incapacidade ou deficiência. São pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se; alguma deficiência física ou mental. Dessas 16,6 milhões de pessoas

com algum grau de “deficiência visual”, quase 150 mil se declararam cegas32 (IBGE, 2000b).

As PNEV’s podem ser conceituadas de duas maneiras: Na concepção da medicina, o foco é: quanto a PNEV é capaz de enxergar? Para descobrir essa resposta, é utilizada a medida de suas funções oculares: acuidade visual – a medida do limiar de discriminação de dois pontos separados espacialmente; depende de diversos fatores da região como a retina estimulada pela luz, intensidade da iluminação, tempo de exposição do estímulo, movimento do objeto ou dos olhos e idade da pessoa. O segundo conceito é a amaurose ou cegueira total, que pressupõe completa perda de visão, e não há nenhuma percepção luminosa. Este caso é conhecido no jargão oftalmológico como visão “zero” (PEREIRA, 2006).

Estudos feitos por Pereira (2006), revela que o termo cegueira não é absoluto, pois ele reúne diversos graus de visão residual. Fato que não significa total incapacidade para ver, mas limitações incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras. Dessa forma, para fins de classificação, divide-se a população em pessoas com “cegueira legal”, visão subnormal e videntes.

O critério utilizado para a classificação é a acuidade visual. Sendo assim, uma pessoa tem “cegueira legal”, se tiver pelo menos um dos dois critérios seguintes (PEREIRA, 2006).

1. se a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ver a 6 metros (20 pés) o que uma pessoa de visão normal pode ver a 60 metros (200 pés).

2. se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior que 20 graus, ainda que sua acuidade visual nesse estreito campo possa ser superior a 20/200 (o normal é 150º). Esse campo visual pequeno também é chamado de “visão em túnel” ou em “ponta de alfinete”.

Esse grupo de pessoas com cegueira legal33, também denominada de cegueira

parcial, são capazes no máximo de contar dedos à curta distância e perceber vultos.

2.1.1 Definição de Cegueira

A cegueira é um fenômeno muito complexo, pois os fatores que levam a essa condição tem como causa o momento histórico e a forma dessa perda, tudo isso influenciará na forma como a pessoa vive essa realidade. Para se compreender melhor a condição de cegueira e a forma como é vivenciada, é preciso saber a idade e a causa da perda visual (NUNES, 2002; AMIRALIAN, 1997; ANACHE, 1994).

Os cegos que perdem a visão antes dos 5 anos, são diagnosticados como cegos congênitos, pois não identificaram memória visual, já que, até esta fase da vida, a visão não está totalmente formada. E quando a perda ocorre com idade acima dos 5 anos, é denominado cegueira adquirida (AMIRALIAN, 1997).

O cego congênito apresenta uma dificuldade maior na aprendizagem, pois o mesmo não tem o “padrão”, o “modelo” para se referenciar. Quando falamos de uma maçã, o cego adquirido tem a mesma imagem que um vidente. Mas o cego congênito não tem esta imagem, logo ele vai associar a maçã ao cheiro, formato, textura e não a algo avermelhado

33 Cegueira legal é um termo definido pela Associação Médica Americana, em 1934, e adotada em

1935, pelo Congresso dos Estados Unidos, para definir elegibilidade a serviços especiais para cegos. A cegueira legal é definida como “acuidade visual central de 20/200 ou menos no melhor olho, com lentes corretivas, ou acuidade visual central maior do que 20/200 se existe um defeito de campo visual no qual o campo periférico é de forma que o diâmetro maior do campo visual atinge uma distância angular menor que 20 graus no melhor olho” (SCHOLL, 1986 apud ASHLEY, 1999).

e esférico (PEREIRA, 2006). Ainda o mesmo autor, cita um episódio muito pertinente, de um cego congênito vindo da zona rural, que não conseguia compreender o conceito de calçada, pois nunca tivera experiência em seu ‘habitat’. Assim, foi necessário fazer uma analogia com as margens de rios, conceito que ele dominava, para compreender esse novo, que é a calçada.

2.2 Como é feito o ensino das PNEV’s?

Os professores do ensino fundamental e médio que recebem alunos que são PNEV’s, têm apresentado constantes preocupações sobre a maneira de aprender desses alunos, e a seleção de recursos necessários para a aquisição de conhecimentos. Além disso, eles apresentaram as seguintes indagações: Como a criança “cega” vai aprender os conceitos apresentados em sala de aula? Como vai fazer distinções entre animais e objetos? (LAPLANE; BATISTA, 2005).

O apoio de um professor especializado é de capital importância para assegurar a satisfação das suas necessidades, além disso, o aluno “cego” necessita de materiais adaptados e adequados ao conhecimento tátil-cinestésico, auditivo, olfativo e gustativo – em especial materiais gráficos tateáveis e o braille (NUNES; LOMÔNACO, 2008, p.136).

O sistema cinestésico, a gustação e o olfato, são importantes fontes de informação para o “cego”. Pois, a percepção do espaço pelo cego ocorre pela conjunção de sensações táteis, cinestésicas e auditivas aliadas às experiências anteriores construídas pelo sujeito. Dessa forma, a cegueira por si só, não é um impedimento ao desenvolvimento, ela imprime ritmos e formas diferenciadas, pois, a obtenção de conhecimento depende de uma organização sensorial diferente da do vidente (NUNES; LOMÔNACO, 2008, p.121).

Nessa mesma linha de raciocínio, para Ormelezi (2006, p.57), na ausência de visão há uma reestruturação da organização mental que permitirá ao “cego” adquirir conhecimento sobre o mundo. As percepções auditivas, táteis, olfativas e cinestésicas, fornecem ao “cego” os conceitos de espaço, tamanho e formas.

Para Griffin e Gerber (1996, p.1) a modalidade tátil apresenta alto índice de confiabilidade, pois inclui também a percepção e a interpretação por meio da exploração sensorial. Além disso, esta modalidade fornece informações a respeito do ambiente, contudo não tão detalhadas como as fornecidas pela visão. Para obter informações por meio do tato, o cego deverá proceder de maneira sistemática e regulada de acordo com o seu ritmo, a fim de que os estímulos ambientais sejam significativos. Nesse processo de 4 etapas, fica implícito o domínio e a compreensão dessa seqüência para desenvolvimento

tátil: 1ª etapa: consciência da qualidade tátil; 2ª etapa: reconhecimento da estrutura e da

relação das partes com um todo; 3ª etapa: compreensão de representações gráficas; etapa: utilização de simbologia.

Semelhantemente Duarte (2004, p.4), em sua pesquisa sobre ‘o ensino de desenho a uma criança cega’, estabeleceu uma seqüência de exercícios e procedimentos que

resultou em uma metodologia constituída de 7 momentos: 1º momento: requer o

reconhecimento do objeto em experiência tátil; 2º momento: requer uma ação dirigida na

qual a criança percorre com o dedo indicador (o dedo mais sensível, aquele que lê em

Braille) as bordas de superfície e contorno do objeto; 3º momento: a figura é apresentada à

criança recortada sobre um material plástico. A tridimensionalidade da forma transforma-se em planificação bidimensional; 4º momento: a linha de contorno tátil é revisitada em um

desenho previamente realizado em relevo sobre o papel; 5º momento: a criança faz a

primeira tentativa de desenhar o objeto traduzido em forma geométrica; 6º momento: a

criança relê e identifica tátilmente a figura no seu próprio desenho; 7º momento: a criança é

estimulada a realizar representações de novos objetos com a mesma figura geométrica. Para conhecer como é feito o ensino das PNEV’s, visitei o Instituto para Cegos Padre

Chico (ICPC)34. Esta instituição oferece seus serviços em 3 etapas, a seguir passaremos a

descrever cada uma delas.

Na primeira etapa, denominada período preparatório, cujo foco é explorar todo o potencial do cego, os procedimentos utilizados são os mais variados estímulos como: coordenação motora, acuidades olfativas, táteis e sonoras. As atividades de orientação e mobilidades, visam desenvolver no indivíduo a autonomia para as atividades do dia-a-dia como: hábitos de higiene pessoal, vestir-se e hábitos alimentares.

Na segunda etapa, classificada como etapa acadêmica do ensino fundamental da 1ª a 8ª série, utilizou-se o currículo35 de Base Nacional Comum e uma Parte Diversificada:

coordenação pedagógica, orientação educacional, orientação psicológica e fonoaudiológica. Além disso, são oferecidas atividades extraclasse: :estimulação precoce, informática, datilografia comum e braille, educação física (natação, futebol e goabol), karatê,

34 Instituto de Cegos “Padre Chico” (ICPC), fundado em 1928 - é uma entidade sem fins lucrativos que mantém,

há 80 anos, uma Escola modelo de Ensino Fundamental, totalmente gratuita em São Paulo, para Deficientes visuais e baixa visão. Situado à rua Moreira de Godoi, 456 – Ipiranga - Cep: 04266-060 - São Paulo – SP. Tel: (11) 2274.4611 / 2061.5522 - Fax: (11) 2274.4132 (INSTITUTO PADRE CHICO, 2008).

35

Curriculo – foi elaborado conforme as disposições previstas na Leia de Diretrizes e Bases (LDB) 9394/96 de 20 de dezembro de 1996 e dos pareceres e resoluções do Conselho Federal da Educação (LDB, 1996).

musicografia, formação religiosa, coral, artes aplicadas, desenho geométrico, ballet e ginástica olímpica (BALLESTERO-ALVAREZ, 2003, p.31).

O ensino fundamental do ICPC, tem como proposta educacional, promover a educação e formação da criança e do pré-adolescente cego, tendo como objetivo o desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização, capacitação para o trabalho e para o exercício da cidadania.

Na tentativa de detalhar a proposta educacional para as PNEV’s, buscamos instituições que trabalham nessa direção: Instituto para Cegos Padre Chico (SP), Lar das Moças Cegas de Santos (SP), Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao

Deficiente Visual (SP), Instituto Benjamin Constant (RJ),Instituto Paranaense dos Cegos36,

Instituto de Educação e Assistência aos Cegos do Nordeste37

As ações da proposta educacional resumem-se nas seguintes etapas: 1) Estimulação Precoce - Atende crianças cegas e de visão subnormal de 0 a 3 anos; 2) Educação Infantil - Atende crianças de 4 a 6 anos; 3) Classes de Alfabetização (CA) - Alunos a partir dos 7 anos de idade são iniciados na leitura e escrita; 4) Ensino Fundamental - Corresponde à grade curricular da 1ª a 8ª séries; 5) Educação Física - Atende a todos os alunos e reabilitandos; 6) Ensino Musical; 7) Programa Educacional Alternativo (PREA) - Atende os alunos com outras deficiências além da deficiência visual; 8) Laboratório de Educação a Distância adaptado para as PNEV’s.

Suas atividades são divididas em seis programas: o Programa Escola de Educação Especial, Programa de Abrigamento, Programa Certo Dia, Programa Paradesportivo, Programa de Inclusão Digital e Programa Asilamento.

O Programa Escola de Educação Especial38 é uma modalidade de educação escolar

oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para alunos portadores de necessidades especiais. A política da Educação Especial da SEE tem se pautado nos dispositivos legais e político-filosóficos que buscam garantir a igualdade de oportunidades e

36 IPC – Instituto Paranaense de Cegos, fundado em 1º de fevereiro de 1939, é de caráter filantrópico, sem fins

lucrativos. Localizado na Avenida Visconde de Guarapuava, nº 4186 - centro - Curitiba/PR e complementado na Rua Pedro Viriato Parigot de Souza Nº 4686. MISSÃO: proporcionar reabilitação aos cegos ou portadores de baixa visão através da instrução e aprendizagem adequadas, de modo a adquirirem condições que lhes permitem viver com os seus próprios recursos; manter e criar programas especiais para cegos e portadores de baixa visão.(INSTITUTO PARANAENSE DE CEGOS, 2009).

37

Instituto de Educação e Assistência aos Cegos do Nordeste - Criado em 14/05/1969, tem como objetivo geral contribuir com o processo de Educação, Reabilitação, Assistência e Inclusão Social das pessoas que portam deficiência visual. Rua João Quirino, 33 - Catolé - Campina Grande – PB. Tel: (83) 3322-1214 (INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA AOS CEGOS DO NORDESTE, 2009).

a valorização da diversidade no processo educativo através do acesso, permanência e participação dos alunos com necessidades educacionais especiais nas classes comuns das escolas regulares.

Programa de Abrigamento de DV tem por finalidade educar e abrigar os deficientes

visuais, a fim de serem preparados em relação à orientação e mobilidade, dando-lhes autonomia para suas atividades sociais e profissionais. Esse programa conta com o apoio de instituições que oferecem alguns programas39 como:

Programa Certo Dia, Dia Nacional do Cego40, foi criado em decorrência da

necessidade de incentivar o princípio de solidariedade humana, mundialmente estabelecido no princípio da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que preserva o Direito fundamental de igualdade e solidariedade entre todos dentro da mesma sociedade, sem discriminação e distinção de qualquer nível. A ser comemorado todo dia 13 de dezembro.

Programa Paradesportivo41, é um somatório de forças de vários órgãos preocupados

com a inclusão social do aluno com necessidades especiais.

Programa de Inclusão Digital, possibilita aos DV’s novas formas de comunicação com o mundo, proporciona oportunidades de conquistar um espaço no mundo do trabalho. O Governo Federal, Estadual e Municipal executam e apoiam ações de Inclusão Digital, por meio de diversos programas e ações. Instituições privadas também oferecem esse programa.

Programa de Asilamento42 apresenta as seguintes atividades: Reabilitação e

prevenção da cegueira; Cursos de orientação e mobilidade; Encaminhamento para cursos profissionalizantes e para colocação no mundo do trabalho em diversas áreas; Clube de Mães Cegas, visando maior intercâmbio com as famílias assistidas e proporcionando-lhes noções de higiene, culinária, puericultura etc; Clínica de estética visando dar trabalho às internas e às cegas casadas; Biblioteca em Braille; Doação para pessoas carentes de regletes, bengalas e relógios; Doação de óculos e próteses oculares.

39

Programa de Abrigamento de DV para educar, são praticados por instituições como: Lar das Moças Cegas de Santos/SP., Instituto Padre Chico (SP), Fundação Dorina Nowill para Cegos (SP) etc.

40 Dia Nacional do Cego (DECRETO nº51.405/61, 1961). 41

O Programa Paradesportivo (PGDBF, 2007).

2.3 O que tem sido feito em matéria de dispositivos tecnológicos para

auxiliar o processo de ensino das PNEV’s.

Para listarmos alguns dos recursos típicos usados diariamente pelas PNEV’s, precisamos esclarecer o que é Tecnologia Assistiva. O termo Assistive Technology, traduzido no Brasil como Tecnologia Assistiva (TA), foi criado em 198843, que são

compostos por Recursos e Serviços. Os Recursos são todos os produtos e equipamentos desenvolvidos para promoverem autonomia e a inclusão das PNEV’s. E os Serviços, são aqueles prestados por profissionais às PNEV’s, visando auxiliar na seleção, escolha e compra de recursos para ampliar as habilidades funcionais destas Pessoas.

Tecnologia Assistiva é toda e qualquer ferramenta, recurso ou processo utilizado com a finalidade de proporcionar uma maior independência e autonomia à pessoa com deficiência. São consideradas Tecnologias Assistivas, desde artefatos simples, como uma colher adaptada ou um lápis com uma empunhadura mais grossa para facilitar a apreensão, até sofisticados programas especiais de computador que visam a acessibilidade.

Segundo os estudos feitos por Pereira (2006, p.48), existem muitos grupos no mundo com projetos como: desenvolver próteses visuais que visam criar uma retina artificial; estimular diretamente o córtex cerebral e outros grupos trabalhando com equipamentos de Substituição Sensorial (SS), usando tato ou audição.

Na Tabela 1 são descritos alguns Recursos Tecnológicos disponíveis para PNEV.

Tabela 1 – Os Recursos Tecnológicos Disponíveis às PNEV’s.

Recurso Função Foto

Bengala Este equipamento é feito de alumínio

revestido com uma película adesiva fosforescente branca nos gomos superiores e vermelha no gomo inferior; cabo emborrachado com alça de elástico para prender a bengala ao pulso e guardá-la dobrada; elástico duplo entre os gomos e ponteira de

Nylon, tipo Marshmallow. A quantidade

de gomos varia conforme o tamanho da

bengala (BENGALA BRANCA, 2009). Bengala

Reglete Este produto apresenta-se com uma

prancheta de madeira do tamanho de uma folha ofício, e um fixador de metal, na parte superior, para prender o papel. Encaixa-se a reglete na prancheta, para fazerem anotações no sistema braille

(BENGALA BRANCA, 2009). Reglete

Aquecedor

T.I.E. -

Tactile Image Enhancer

Aquecedor de papel micro-capsulado. Equipamento utilizado na criação de imagens em relevo no papel micro- capsulado. Basta imprimir uma imagem no papel micro-capsulado e passá-lo pelo aquecedor que as figuras impressas em preto ficarão em relevo. Características: Liga/desliga; Controle de temperatura regulável; Compatível com diversos tamanhos de papel. Marca: Repro-Tronics, Inc.

Especificações Técnicas: Dimensões: 20.4 cm de altura (BENGALA BRANCA, 2009).

Aquecedor T.I.E. - Tactile Image Enhancer

Aparelho Identificador de Cores

Esse aparelho permite identificar corretamente as cores em tecidos, nas superfícies dos objetos e nos monitores, utilizando fotodetectores e filtros, pois o mesmo possui um detector de infravermelho que permite verificar a “temperatura” da cor. É extremamente necessário para a indústria gráfica na calibração de monitores em tratamento de imagens. Se for acoplado a um sistema acústico, além do indicador numérico, este aparelho poderá ser empregado por deficientes visuais ou pessoas portadoras de daltonismo (POLIDATA, 2009).

Aparelho Identificador de Cores

Bengala

laser Comparada a bengala comum, esta oferece uma proteção adicional para objetos que se encontram ao nível do tronco e cabeça. Veja figura ao lado (MEGASERAFIM, 2009).

Bengala laser

MOWAT sensor

O sensor mowat manual é um pequeno dispositivo utilizado pelo cego, para detectar objetos em seu caminho. Sempre que o Mowat encontra um objeto, ele emite um série de vibrações. Essas vibrações podem ajudar a pessoa cega a localizar todos os tipos de objetos, tais como mesas, cadeiras e até portas (FINDARTICLES, 2009).

Sem imagem.

Sonic Guide Sonic Guide é uma ferramenta que

fornece um sistema multimídia digital para áudio e vídeo, que permite ser localizado e transmitido pelo modo sem fio.

Apresenta as seguintes características:

• Localização baseada guia áudio streaming;

• Seleção de linguagem;

• Detecção automática de acesso sem fio;

• Streaming de áudio guia, depende da localização e da língua;

• Reproduz publicidade segmentada dependendo do perfil do usuário e da localização (ALDIVA, 2009).

The Voice O software converte as imagens a partir

de um PC com câmera (webcam) e sons para ser ouvida por meio da caixa de som e assim, observando com os sentidos e compreender o ambiente pela descrição. (FILESLAND, 2009).

Imagem capturada pela câmera para o software The Voice descrição da mesma.

Sonic Vision’s KASPA

KASPA, é um dispositivo tecnológico,

cuja característica são os sensores de ultra-som, que permitem acesso mundial para cegos, criado pelo Dr. Leslie Kay. KASPA foi destaque na

Public Broadcasting Service (PBS) e Scientific American Association (AAS)

(WORLD ACCESS, 2009).

Sem imagem

Talking

Signs O sistema consiste de sinais de ondas

curtas de áudio, que são enviados pelos invisíveis feixes de luz infravermelha permanentemente instalados nos transmissores de mãos. Um receptor decodifica o sinal e envia a mensagem de voz, através do seu fone de ouvido. Este é o primeiro sistema infravermelho para trabalhar eficazmente tanto em aplicações interiores quanto em exteriores. Talking Signs ® pode ser usado para sempre que marco

wayfinding identificação e orientação

espacial e de mobilidade (TALKINGSIGNS, 2009).

Esquema de como funciona o Talking Signs

BrainPort O Dispositivo de Equilíbrio BrainPort é

um equipamento terapêutico inovador, não-cirúrgico para reabilitação. Estudos feitos em vários centros de pesquisas nos Estados Unidos e na Europa mostram que a utilização contínua do Dispositivo de Equilíbrio BrainPort resulta em melhorias significativas do equilíbrio, estabilidade, controle motor e qualidade de vida em pacientes com vários distúrbios (WICAB, 2009).

controller

BrainPort dispositivo intraoral BrainPort signal- tongue- position BrainPort Eletronic Guide Stick

A bengala é muito utilizada pelas pessoas cegas, pois essa ferramenta ajuda a “sentir” as coisas que estão a uma certa distância, tais como:

paredes, buracos e outros obstáculos. Semelhantemente, a Eletronic Guide

Stick executa as mesmas funções de

maneira mais moderna, pois esse dispositivo é composto de um sensor que detecta objeto que está à frente do seu usuário. Esse aparelho é ainda um protótipo e o seu custo é muito elevado, o que dificulta sua aquisição (GADGET, 2009).

Eletronic Guide Stick

Teletact Dispositivo eletrônico de ajuda para

deslocamento. As primeiras versões eram baseadas nas emissões e recepções de raios infra-vermelho, que permitiam detectar obstáculos por reflexão desses raios a uma distância de 3 a 4 metros. Posteriormente, essa tecnologia foi substituída pelo laser, que permite um alcance maior e um melhor tratamento das informações (ATI, 2009).

Teletact

Sonic

PathFinder O programa de computador que

executa o Sonic Pathfinder contém um

software de "inteligência artificial". A

enorme quantidade de informações coletadas pelos receptores é digitalizada e analisada por uma hierarquia de tomada de decisão que propõe algoritmos a fim de selecionar apenas as informações relevantes para o usuário. Em casos de necessidade imediata, a informação é selecionada, e só apresentada quando solicitada, para evitar a sobrecarga de informações comumente experimentados pelos usuários de outros dispositivos (AANET, 2009).

Sonic PathFinder

NavBelt e

Guide cane