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Motoyama, Souza, Rocha e Santos (2011) mencionam que a Universidade de São Paulo [USP] surgiu graças ao empenho da denominada ‘Comunhão Paulista’, considerada como uma das representantes da elite paulista no seu segmento mais intelectualizado. Sobre a constituição da USP, os autores acrescentam:

Do ponto de vista mais amplo, resultou do esforço de modernização promovido desde os meados do século XIX pelos fazendeiros de café do estado de São Paulo, imbuídos de uma mentalidade mais capitalista e burguesa. Na sua concretização, pesou muito a ocorrência da Revolução de 1930 e da Revolução Constitucionalista de 1932 (Motoyama et al., 2011, p. 13).

De acordo com Souza Campos (2004), após muitas tentativas ao longo de décadas, a Universidade de São Paulo finalmente foi criada pelo Decreto nº 6.285 de 25 de janeiro de 1934, pelo então governador do Estado Armando de Salles Oliveira, considerado como o fundador da USP. A citação seguinte refere-se à ocasião.

Finalmente, depois de tantos anseios, de tão vigorosa propaganda, concretizava-se a idéia pela conjugação, sob a égide de uma unidade universitária comum, das grandes e prestigiosas instituições de ensino superior existentes em São Paulo, acrescidas de duas faculdades remodeladas e de uma nova, fundamental, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, laço de entrosamento científico-cultural pelas secções numerosas e variadas (Souza Campos, 2004, p. 100).

O primeiro reitor da USP foi o professor Reynaldo Porchat. Segundo Souza Campos (2004), consta no referido decreto de constituição da USP que esta abrangia os seguintes institutos oficiais: a) a Faculdade de Direito; a Faculdade de Medicina; c) a Faculdade de Farmácia e Odontologia; d) a Escola Politécnica; e) o Instituto de Educação; f) a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; g) o Instituto de Ciências Econômicas e Comerciais; h) a Escola de Medicina Veterinária; i) a Escola Superior de Agricultura; e j) a Escola de Belas Artes.

Além das instituições relacionadas anteriormente, Souza Campos (2004) complementa que o citado decreto relaciona outras unidades que concorreram para ampliar o ensino e a ação da Universidade de São Paulo: a) o Instituto Biológico; b) o Instituto de Higiene; c) o Instituto Butantã; d) o Instituto Agronômico de Campinas; e) o Instituto Astronômico e Geofísico; f) o Instituto de Radium “Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho”; g) a Assistência Social a Psicopatas; h) o Instituto de Pesquisas Tecnológicas; i) o Museu de Arqueologia, História e Etnografia (Museu Paulista); j) o Serviço Florestal; e k) e quaisquer outras instituições de caráter técnico e científico do Estado.

Em junho de 1935, o então governador do Estado constituiu uma comissão que ficou encarregada de estudar o problema de localização da Cidade Universitária. A comissão foi presidida pelo então reitor professor Reynaldo Porchat e os demais membros eram os professores Fernando de Azevedo, Alexandre de Albuquerque, Ernesto Leme, Afrânio do Amaral, Mário de Andrade e Ernesto de Souza Campos, autor da obra de onde foram extraídas essas informações. Souza Campos (2004) afirma que, após várias reuniões realizadas entre os meses de junho, julho e agosto de 1935, a comissão, por decisão unânime, escolheu a área de terreno compreendida entre a Faculdade de Medicina e o Butantã.

De acordo com USP (2015a), em 2014 a universidade teve uma produção científica de 21.248 itens, sendo 12.217 no Brasil e 9.031 no exterior. Desse total, 38,7% eram artigos de periódicos, 26,3% trabalhos apresentados em congressos e publicados, 20% artigos em

publicação e o restante distribuído em outros itens. Naquele ano a USP possuía 222 programas, com 353 mestrados e 323 doutorados, cobrindo 676 áreas de concentração. No total, 30.039 pós-graduandos estudavam nesses cursos, sendo 47% de mestrandos e 53% de doutorandos, vindos de todo o país.

Castro e Leite (2006) comentam que, na criação da USP, foram ‘importados’ renomados acadêmicos franceses, alemães e italianos. Consta no portal da USP (USP, 2015a):

A USP está na 29ª colocação no Webometrics Ranking of World Universities 2014, que considera os conteúdos disponibilizados na internet, especialmente aqueles relacionados a processos de geração e comunicação acadêmica de conhecimento científico. A Universidade está em 1º lugar também no ranking Webometrics que avalia somente as universidades da América Latina, e no que classifica os países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A USP também está bem posicionada em outros rankings internacionais. Em nível nacional ela repetidamente vem obtendo o 1º lugar no Ranking Universitário Folha (RUF) do jornal Folha de São Paulo, que a classificou entre 192 universidades brasileiras em 2014, com base em indicadores que abrangem pesquisa, inserção no mercado de trabalho, ensino, inovação e internacionalização da Instituição de Ensino Superior (IES).

Para desenvolver todas as suas atividades, a USP conta atualmente com diversos campi, distribuídos pelas cidades de São Paulo, Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, Santos e São Carlos. A USP possui ainda outras Unidades de Ensino, Museus e Centros de Pesquisa, situados fora desses espaços e em diferentes municípios.

A FEA/USP foi criada em 1946 com o nome de Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas (FCEA). No início, havia apenas dois cursos: o de Ciências Econômicas e o de Ciências Contábeis e Atuariais. Em 1964, uma reforma estrutural interna resultou na oferta de cinco graduações distintas: Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Ciências Atuariais, Administração de Empresas e Administração Pública. Em 1969, a USP promoveu outra reforma estrutural, alterando o nome de FCEA para FEA e surgindo a divisão dos departamentos em Economia, Administração e Contabilidade.

Em 1990, foi nomeada oficialmente Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP, 2015b). Em 1992 foi fundada a extensão da FEA/USP na cidade de Ribeirão Preto, que passou a ofertar os cursos de Economia, Administração de Empresas e Contabilidade. Em 2002, esta Unidade deixou de ser subordinada à direção da FEA da capital e passou a ter autonomia administrativa.

Atualmente são quatro os cursos de graduação da FEA/USP: Administração de Empresas, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis e Ciências Atuariais. Este último é ofertado somente no período noturno e os outros, nos períodos matutino e noturno. A Faculdade também oferece os cursos de mestrado e doutorado em Economia, implantados em 1966. Os de Administração e Ciências Contábeis foram implantados em 1970, sendo que o último recebeu a denominação de ‘Controladoria e Contabilidade’ (o mestrado teve início em 1970 e o doutorado passou a ser ofertado em 1978).

O curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, vinculado às Ciências Atuariais, foi criado em 22 de setembro de 1945, por meio do Decreto-Lei nº 7.988. Com a Lei nº 1.401 de 31 de julho de 1951, os cursos de Ciências Contábeis e Ciências Atuariais foram desdobrados em dois cursos distintos (FEA/USP, 2015a). Pelos documentos formais da FEA/USP (2015b), a missão, visão e valores dos cursos de Ciências Contábeis e Ciências Atuariais são únicos para os dois cursos e são apresentados a seguir:

a) Missão: Proporcionar formação de excelência para desenvolver e capacitar líderes inovadores com potencial de transformação e atuação regional e global nas áreas de Ciências Contábeis e Atuariais.

b) Visão: Fortalecer-se como centro de referência em educação nas áreas de Ciências Contábeis e Atuariais na América Latina, com ações de impacto global.

c) Valores: Comprometimento acadêmico e profissional com as áreas de atuação e as organizações por meio de: i) Integração entre Ensino, Pesquisa e Extensão; ii) Responsabilidade Social e Sustentabilidade; iii) Integridade e Comportamento Ético; iv) Meritocracia e Reconhecimento de Talentos; v) Pluralismo e Diversidade; e vi) Inovação e Criatividade.

No primeiro semestre de 2015, o curso de Ciências Contábeis contava com 663 alunos ativos, dos quais 218 no período matutino e 445 no período noturno. Havia no Departamento de Contabilidade e Atuária (EAC), no segundo semestre de 2015, 41 docentes, sendo seis titulares, cinco livres-docentes, 29 doutores e um assistente (FEA/USP, 2015c). Destes, 26 trabalham sob o Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP), 10 sob o Regime de Turno Completo (RTC) e cinco sob o Regime de Turno Parcial (RTP)15.