• No results found

Tillitsvalgtes rolle ved bruk av konkurranseutsetting

In document Kampen om vikarene (sider 88-93)

Daniele Araújo de Macêdo11

Roberto Vitório Nunes de Oliveira12

Kettrin Farias Bem Maracajá ³

Resumo: O sistema capitalista é um dos grandes responsáveis pelos principais danos

causados ao meio ambiente. Diante dessa realidade, alguns atores sociais vem percebendo a importância de se adotar novos modelos de comportamento para se alcançar uma melhor qualidade de vida dentro de um ambiente mais sadio. Nessa concepção, este trabalho apresenta, a pedagogia dos três R’s como uma alternativa de prevenir ou minimizar os impactos negativos gerados pelo estilo de vida da sociedade capitalista. A partir dessa pedagogia, espera-se então, que as pessoas passem a assumir um novo estilo de vida tomando como base as ideias de reduzir, reutilizar e reciclar.

Palavras Chave: Desenvolvimento, Consumismo, 3R’s, Meio ambiente.

Abstract: The capitalist system is largely responsible for major damage to the environment. Given this reality, some social actors is realizing the importance of adopting new models of behavior to achieve a better quality of life in a healthier environment. In this conception, this paper presents the teaching of three R's as an alternative to prevent or minimize the negative impacts generated by the lifestyle of capitalist society. From this teaching, it is expected then, that people will assume a new life-style building on the ideas of reduce, reuse and recycle.

Keywords: Development, Consumerism, 3R's, environment.

Introdução

Os problemas ambientais vêm sendo alvo de constantes discussões, seja no campo governamental, acadêmico e mais perceptivelmente na mídia em geral. Em meio a essas esferas, muito se discute sobre a origem desses problemas, as proporções que eles estão tomando na terra e em alguns momentos, também são apresentadas algumas propostas de prevenção aos impactos negativos que geram os problemas ambientais.

Partindo-se dessa conjuntura, e acreditando na importância de se assumir posturas frente à realidade ambiental que o planeta vem apresentando ao longo dos anos, tem-se

11 Aluna do curso de bacharelado em Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN e-mail: [email protected]

12 Aluno do curso de bacharelado em Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN e-mail: [email protected]

³ Professora efetiva do curso de Bacharelado em Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN

apresentado neste trabalho uma abordagem sobre a importância dos três erres “Reduzir, Reutilizar e Reciclar”, no processo de combate aos problemas ambientais.

A discussão desse estudo encontra-se dividida em três tópicos, no primeiro, tem-se apresentada a ideia de “desenvolvimento” baseadas na opinião de alguns pesquisadores, segundo os princípios capitalistas e em confronto com essas, tem-se também as concepções defendidas pela educação ambiental. Dessa forma, este primeiro momento apresenta algumas reflexões sobre a ideia capitalista de desenvolvimento econômico e em oposição a essa, as ideias de desenvolvimento segundo os princípios ambientais.

O segundo tópico da discussão desse trabalho, traz uma abordagem sobre a crise ambiental associada ao falso desenvolvimento social pregado pelo capitalismo. Neste tópico, o trabalho aponta o consumismo, que é o consumo exagerado e inconsciente assumido por uma sociedade mediante o sistema capitalista em vigor, como um dos grandes indutores dos problemas ambientais, uma vez que a dinâmica responsável pelo grande número de resíduos sólidos que são descartados diariamente, advém em grande parte exatamente desse comportamento. Sendo assim, tem-se cada vez mais um ambiente afetado não apenas sob o ponto de vista natural, mas também considerando a própria existência humana.

Já o terceiro tópico desse trabalho, apresenta como foco desse estudo, a pedagogia dos 3R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar, associados a ideia de mudança de comportamento, como uma alternativa preventiva ou minimizadora dos impactos negativos gerados ao meio ambiente. Somado a isso, esse estudo mostra também, que a pedagogia dos 3R’s, em conjunto com outras pedagogias precisa ser aplicada com a finalidade de atingir a própria cultura da sociedade capitalista para que assim se possa mudar um pouco da atual cultura consumista que tanto degrada o planeta.

Acredita-se, que estudos desse caráter possam despertar na sociedade uma visão mais crítica sobre as questões relacionadas ao meio ambiente, refletindo assim, sobre a importância do seu papel nesse cenário. No que compete especialmente aos órgãos governamentais, as escolas e a outros grupos sociais, acredita-se ainda que, esses estudos desse caráter, possam induzir esses atores sociais a se posicionarem ou refletirem sobre a realidade apresentada, e assim buscarem mudanças a partir de novas diretrizes de gestão, que promovam resultados mais positivos para os setores e para as localidades envolvidas nos processos produtivos.

Desenvolvimento como forma de progredir

Falar sobre desenvolvimento é tratar de mudanças. Mudanças de diversas esferas: econômica, social, ambiental, cultural, política, etc. Quando se busca o desenvolvimento, pretende-se transformar uma situação atual desfavorável em outra mais favorável, promovendo mudanças positivas na vida das pessoas, implicando novas reconfigurações sociais, novas identidades e gestão destas reconfigurações. Rodrigues e Silva, acreditam que o conceito de desenvolvimento é uma herança da ideia de progresso, que segundo eles, seria a ideia de superação do presente. Tendo como princípios fundamentais: “Acreditar no valor do passado; A certeza da superioridade da civilização ocidental; A aceitação do valor

do crescimento econômico e tecnológico; A fé na razão e no conhecimento tecno- científico, que pode derivar somente da razão”. Rodrigues & Silva (2009, p.33)

De acordo com os mesmos autores, foi depois da II Guerra Mundial, no período onde o mundo passou a ver o progresso como uma forma de fugir dos problemas econômicos ocorridos antes e durante o tempo de conflitos, que a ideia de desenvolvimento apareceu. A efervescência era tal que não se pensou em mediar a intensidade desse processo. A preocupação era muito mais com o “ter” do que com o “ser”. Assim, viu-se um crescimento acelerado da economia mundial. Porém, viu-se também o agravamento dos problemas ambientais causados em virtude do consumo sem precedentes dos recursos naturais.

Desenvolvimento significou, durante muito tempo, crescimento econômico traduzindo-se no processo de industrialização (etapa “obrigatória” na caminhada dos países para o desenvolvimento) através da modernização [1] das estruturas e, consequentemente, das mentalidades. CONSUMO RESPONSÁVEL EM REDE (p.1)

A ideia que se consolidou, consistia na passagem de uma sociedade tradicionalmente agrária, para o modernismo, onde estava alicerçado o antropocentrismo produtivista das sociedades industriais modernas. (RODRIGUES & SILVA, 2009; p.33).

Migrou-se de um tempo onde o homem entendia que deveria se adaptar as mudanças experimentadas pelo ciclo natural do meio ambiente, respeitando o ecossistema (agricultura de subsistência), para uma época onde as sociedades se tornaram subordinadas ao paradigma do antropocentrismo produtivista, baseada na ideia de progresso vista no século XX (sociedades industriais). A mentalidade era que os homens podiam controlar a natureza, quebrando sua relação de dependência com ela. Acreditava-se que os recursos naturais eram praticamente inesgotáveis e que poderiam ser explorados pelo homem sem qualquer restrição. As possibilidades de crescimento eram entendidas como infinitas, cabendo aos seres humanos serem os produtores desse progresso. Contrariando o modelo anterior, aqui o modo de vida urbano foi considerado paradigma de progresso, de desenvolvimento e de civilização. Já o meio rural era um mundo atrasado. Para o modernismo, o desenvolvimento era fundamentalmente o crescimento econômico. (RODRIGUES; SILVA, 2009, p.40-43).

Essa ideia não satisfaz o que se pensa sobre desenvolvimento atualmente. Na realidade, se tentarmos conceituar tal paradigma, chegaremos a seguinte compreensão:

O desenvolvimento, em qualquer concepção, deve resultar do crescimento econômico acompanhado de melhoria na qualidade de vida, ou seja, deve incluir “as alterações da composição do produto e a alocação de recursos pelos diferentes setores da economia, de forma a melhorar os indicadores de bem-estar econômico e social (pobreza, desemprego, desigualdade, condições de saúde, alimentação, educação e moradia)” Vasconcellos; Garcia (1998, apud OLIVEIRA, 2002; p.38).

Hoje vive-se uma era de transição, de repensar os conceitos apresentados acima e aplicá-los como uma forma de encontrar um novo paradigma de gestão e organização econômica que conduza a instalação de um sistema de produção e de consumo alternativos

para tentar mudar a situação de degradação ambiental pela qual o planeta está passando. Vivemos hoje na Pós-modernidade.

Para alguns, a pós-modernidade é a negação de tudo, da ciência, das ideologias, do conhecimento adquirido, etc; para outros, é a continuação superior do capitalismo em uma nova era global; para os terceiros, será uma ruptura com a modernidade, embora sem negar o legado científico, tecnológico e cultural. É a procura de sociedades solidárias, sustentadas no patrimônio natural e cultural, equitativas, compatíveis com seus ambientes, participativas, integradas e autônomas. Rodrigues; Silva (2009; p.48).

Talvez esta última seja a ideia que mais se adeque ao que se pensa hoje para o mundo. Porém, não temos acompanhado que essa premissa se aplique ao menos na grande massa mundial. O que se tem é apenas a concepção de que não só o meio natural está sentindo os efeitos da ganância do homem na busca do crescimento econômico, mas toda a sociedade está sendo atingida. Sendo que quem sofre com isso são as classes mais pobres, que não tem condições de acompanhar o ritmo de crescimento global e passam a viver a margem do sistema, acarretando no que poderíamos chamar de uma verdadeira crise socioambiental.

O colapso socioambiental

Com a difusão de diversos estudos de cunho ambiental pela mídia está se tornando cada vez mais claro que o planeta passa por um momento de grandes mudanças. A preocupação com a saúde do meio ambiente está atingindo novos horizontes a todo o momento. Paulatinamente, é relevante também se ater aos efeitos que o modelo econômico atual está causando no meio social.

A maioria dos governos mostra absoluta despreocupação quanto ao crescimento urbano e à disponibilidade futura de água, energia e alimentos. O mito do desenvolvimento está tão enraizado no inconsciente coletivo das classes políticas que elas não se preocupam com o desequilíbrio físico-social. Parecem acreditar que o desenvolvimento é possível sem água, sem energia e sem alimentos, bastando aplicar a política econômica e financeira que prescrevem as grandes potências, as transnacionais e as instituições econômicas e financeiras internacionais Rivero (2002 apud, OLIVEIRA, p.4).

Podemos assim dizer que o modelo capitalista causa certa vertigem. A ideia do lucro a qualquer preço corrobora que enquanto os índices econômicos estão altos ou se matem em patamar satisfatório, os governos tendem a acreditar que não existem problemas. Ou se acreditam, acham que não necessitam de serem resolvidos de imediato. Passam a se preocupar com a economia que está muito bem e tem que continuar assim. De tal modo, quando a economia está mal, é necessário dar atenção a ela, quando está bem, é preciso dar mais atenção a ela para que se mantenha como está. E trabalhando sob essa visão as classes sociais mais pobres são sempre esquecidas a segundo plano, e os problemas sociais – que é papel do governo resolver – começam a aparecer.

Gadotti, citando o Relatório da Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Sociedade: Educação e Conscientização Pública para a Sustentabilidade, organizada pela

UNESCO e realizada na Grécia em 1997, destaca como os principais fatores do agravamento da situação da vida no planeta:

a) o rápido crescimento da população mundial e a mudança na distribuição; b) a persistência da pobreza generalizada; c) as crescentes pressões sobre o meio ambiente devido à expansão da indústria em todo o mundo e o uso de modalidades de cultivos novos e mais intensivos; d) a negação contínua da democracia, as violações dos direitos humanos e o aumento de conflitos e de violência étnica e religiosa, assim como a desigualdade entre homens e mulheres; e) o próprio conceito de desenvolvimento, o que significa e como é medido Gadotti (2000, apud OLIVEIRA, p. 3).

O mesmo autor ainda faz uma crítica que traduz de forma clara os efeitos do capitalismo sobre a sociedade: Hoje o conforto capitalista pode conviver com a barbárie. [...] O desenvolvimento da ciência e da tecnologia, não vem acompanhado do desenvolvimento de uma consciência ética que coloque a humanidade como prioridade. [...] O modelo hegemônico de desenvolvimento capitalista globalizado, que reduz o desenvolvimento humano ao crescimento econômico, polariza o poder e os recursos, fomentando desigualdades de toda ordem, consequentemente, destruindo o meio ambiente. Rivero (2002, apud OLIVEIRA, p.4).

Pode-se afirmar que a situação é bastante complexa. De um lado se quer buscar a preservação e a conservação do meio ambiente natural e social, dando ênfase maior a conservação dos recursos naturais em virtude das crescentes campanhas de ONG’s do mundo inteiro. Do outro se quer o desenvolvimento, tido como crescimento econômico. Analisando o contexto, temos que :

Acompanha-se no pós-modernismo uma crise civilizatória, manifestada nos ciclos econômicos, na perda da identidade cultural de cidades e nações, na fragmentação social crescente, na crise de governabilidade e da credibilidade política. O capitalismo mostrou seus efeitos negativos, e a cultura do consumismo que se tornou global. Rodrigues; Silva (2009; p.45).

O Consumismo

Alguns autores classificam que vivemos em uma sociedade de consumo: a sociedade em que a atividade de consumo ocupa papel central na vida das pessoas que a constituem. Furvial (2006, apud EIGENHEER; GAMA; GUANABARA, 2008, p.126). O consumismo deriva justamente dessa premissa. É uma expressão usada para se referir ao consumo exagerado, inconsciente. Fruto do capitalismo, a explicação para essa configuração se encontra na própria dinâmica do modelo produtivista a que o mundo está sujeito.

Como já exposto anteriormente, o capitalismo vive a luz da produção e consumo. Nesse sentido, quanto maior a demanda, maior a oferta e maior a necessidade de recursos naturais para se produzir. Essa relação dinâmica é responsável pelo grande número de resíduos sólidos que ao serem descartados, poluem o meio ambiente e afetam não só o meio natural, mas também a própria existência humana. Sá e Zaneti sustentam essa mesma premissa ao citarem:

O lucro, como corolário da ação empresarial, continua a ser o objetivo teleológico do modo de produção capitalista, caracterizado pela economia de mercado, hoje ancorada no neoliberalismo. Em decorrência, está ele diretamente ligado ao consumo sem limites que traz o desperdício e a grande produção de resíduos. A manutenção da produção de maneira a atender o crescente consumo requer, ao mesmo tempo, o uso cada vez maior de recursos naturais e energéticos. (Sá; Zanetti, p.1).

Panarotto classifica que existem dois tipos de consumo. O natural, por necessidade, e o por significado simbólico. Para ela, “O consumo de significado simbólico é aquele pelo qual o cidadão tende a desejar sempre um novo modelo de aparelho ou produto sem ter em vista a sua real finalidade”. Panarotto (2008, p.134). Citamos aqui os aparelhos de celular, que hoje já não desempenham apenas a função de ligar e receber ligações, hoje eles tem muitas funções diferentes, são capazes de fazer inclusive coisas que são de propriedade de outros aparelhos. Assim, quase todos os dias são lançados novos modelos, com recursos tecnológicos mais avançados, e que através de propagandas maciças incitam o consumidor a adquiri-los. Existem também outros produtos que são muito comercializados, é o caso dos calçados, bolsas femininas, computadores, notebook’s, a nova linha de computadores portáteis, os tablets, e em menor escala, carros e motos.

O consumismo é um processo eticamente condenável, pois faz com que as pessoas comprem mais do que realmente necessitam. Por meio de complexos sistemas de propaganda, que envolvem sutilezas psicológicas e recursos espetaculares, industriais e produtores induzem a população a adquirir sempre os novos modelos de carros, geladeiras, relógios, calculadoras e outras utilidades, lançando fora o que já possuem. Branco (2002, apud PANAROTTO, 2008, p.135)

Essa situação bastante preocupante é também um efeito da globalização, que aproxima as pessoas e consequentemente as culturas fazendo com que o padrão de luxo de umas seja exemplo a ser seguido por outras.

É inegável que a sociedade contemporânea vê o processo de industrialização como um processo positivo, uma vez que gera desenvolvimento econômico e social, e neste contexto pode ser realmente vista como tal. A grande problemática diz respeito aos recursos naturais que são utilizados como se fossem infinitos e a falta de preocupação com o impacto ambiental que é gerado. Panarotto (2008, p.135)

Sá e Zaneti ainda concluem de forma objetiva afirmando que:

A apropriação privada dos recursos naturais, guiada pela lógica capitalista do lucro, com seus ritmos produtivos artificiais lineares e em aceleração crescente, é o fator responsável pela crise ambiental e pela grande quantidade de lixo gerado na produção e no consumo. (Sá; Zanetti, p.1)

Acredita-se que o caminho mais lógico para mudar essa condição talvez seja atingindo o âmbito cultural da sociedade. Isso só seria possível através da educação. Tanto a formal quanto a informal. Deste modo, por meio dessa premissa, será apresentado abaixo uma política de conscientização e sensibilização ambiental de fácil aplicação e que pode ser aplicada na sociedade como um todo, sem nenhuma restrição, como um meio de amenizar os problemas gerados por esse consumo desenfreado.

OS 3R’s DO CONSUMO CONSCIENTE

Os 3R’s significam as palavras, Reduzir, Reutilizar e Reciclar. São ações simples que podemos botar em prática no dia a dia e que são capazes de gerar um grande impacto positivo no meio ambiente por meio do cuidado com o consumo e o tratamento do lixo que geramos. Segundo o programa de coleta seletiva UNINOVE:

O Brasil produz aproximadamente 240 mil toneladas de lixo por dia. A maior parte de tudo isso vai para lixões, onde levará cerca de 400 anos para se decompor. Enquanto isso, o "chorume" gerado (aquele "suco" fétido do lixo) vai se infiltrando na terra, contaminando os lençóis freáticos, que são os rios subterrâneos de onde tiramos a água que bebemos. UNINOVE (p.7)

Isso é efeito da cultura do consumismo. Hoje, em virtude das campanhas publicitárias que tem um poder de persuasão enorme, juntamente com a aproximação das culturas - efeito da globalização –, os indivíduos são praticamente obrigados a consumir bens que se tornam obsoletos com pouquíssimo tempo de uso. É como se comprassem produtos descartáveis, que deverão ser trocados por outros mais evoluídos em pouco tempo. Para Durning (1992):

Os eletrodomésticos fabricados em 1950 eram muito mais resistentes do que os produzidos atualmente: eram fabricados para durar e não quebravam com facilidade; caso se quebrassem, seu conserto era economicamente viável, o que atualmente não é mais verdadeiro. Durning (1992, apud Layrargues, p.3)

Ressalta ainda, (SEWELL apud LAYRARGUES, p.3) que, a eliminação da obsolescência planejada é a chave da minimização dos resíduos: afinal, produzir um refrigerador que funcione doze anos ao invés de oito significa ter um terço de refrigeradores a menos no lixo durante esse mesmo período de tempo.

Tem-se assim uma dimensão do impacto que o modo de consumo pode causar no meio ambiente. Atitudes responsáveis geram um planeta mais saudável, atitudes irresponsáveis geram um planeta degradado. Exemplificando um pouco mais, temos a contribuição de Layrargues:

Se todos os chineses tivessem geladeiras, o planeta teria sérios problemas com a depleção da camada de ozônio. Mas o que deveria ser discutido é a diferença entre o desejo de ter uma geladeira para conservar alimentos e o desejo de trocá-la a cada novidade, o que acrescenta uma nova função concreta ou simbólica ao aparelho tecnológico. Esse é o problema do consumismo, uma questão eminentemente cultural, relacionada à incessante insatisfação com a função primeira dos objetos em si. Layrargues (p.3)

Por meio desse e de outros exemplos, parece cada vez mais claro que existe uma necessidade crescente de mudança nas formas de produção – eliminando a obsolescência planejada – e consumo. Somente transformando essa cultura será possível minimizar os danos causados ao meio ambiente.

Reduzir: consiste em reduzir a quantidade de lixo que geramos, como por

exemplo, comprar produtos mais duráveis e evitar trocá-los por qualquer novidade do mercado;

Reutilizar: procurar embalagens que possam ser usados mais de uma vez,

como garrafas retornáveis de vidro e usar bolsas ou cestos para levar as compras para casa. Também se pode criar novas utilidades para aquelas embalagens que não estavam mais em uso e no qual, o reuso é permitido pelos órgãos de saúde pública. Por exemplo, garrafas de agrotóxicos não podem ser reutilizadas, devem ser destinadas para a mesma fonte de origem, ou seja, a agropecuária onde foi comprada. Já as garrafas PET, podem ser reutilizadas para armazenar mantimentos em grãos em casa, tais como feijão, arroz, milho e etc;

Reciclar: é o mais conhecido dos 3 Rs. Consiste em transformar um

produto ou resíduo em outro para diminuir o consumo de matéria-prima extraída da

In document Kampen om vikarene (sider 88-93)