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Tillatelse til utnyttelse av et undersjøisk reservoar til injeksjon og lagring av CO 2

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Para a realização desta investigação tornou-se necessário organizar o processo em três fases distintas, mas que acabavam por se complementar. A fase I consistia no levantamento das ideias das crianças acerca do espaço do “canto da leitura” e na observação do tipo de atividades e interações realizadas nesse espaço. A fase II consistia na implementação de um conjunto de propostas educativas a partir das ideias das crianças registadas durante a fase I. A fase III consistia numa reflexão sobre todo o trabalho desenvolvido na perspetiva da educadora participante e da investigadora.

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Numa primeira fase foi necessário recorrer à observação e à consequente tomada de notas sobre o espaço a ser estudado, durante três dias (11, 12 e 16 de dezembro de 2013) durante o período de acolhimento (9h-10h) e também durante alguns momentos de brincadeira livre, sendo registado o tipo de atividades e de interações que aí decorria. Nestes momentos, a investigadora assumiu o papel de observadora, umas vezes participante, integrando-se nas brincadeiras das crianças, outras vezes não participante, não influenciando as mesmas. A observação é então compreendida como uma técnica de recolha de dados a partir da qual o investigador vive as situações, e posteriormente regista, numa linguagem corrente do quotidiano, o que vê, ouve, experiência e pensa (Sousa & Batista, 2011; Bogdan & Biklen, 1994). Além da observação, durante a fase I da investigação, também se recorreu a conversas informais (no dia 16 de dezembro de 2013) com algumas crianças participantes, sendo que foram realizadas infividualmente na sala de atividades num curto espaço de tempo. A seleção das crianças foi realizada de forma aleatória, a crianças de 3, 4 e 5 anos. Estas conversas informais tinham como objetivo perceber junto das crianças as suas ideias sobre o “canto da leitura” sendo colocadas questões como: “Costumas ir ao «canto da leitura»?”; “O que fazes lá?”; “O que gostavas de mudar no «canto da leitura»?”, uma vez que através das observações realizadas existiam poucas crianças a frequentar aquele espaço da sala de atividades e Referimo-nos a conversas informais e não a entrevistas uma vez que o que se pretendia era deixar a criança expressar-se sobre este tema e não atribuir um carácter formal à situação, como é realizado nas entrevistas (Bogdan & Biklen, 1994).

Relativamente à fase II do estudo, como foi referido anteriormente, esta disse respeito ao trabalho realizado a partir das ideias das crianças, tendo com o objetivo tornar o espaço mais significativo. Ao longo desta fase, procedemos à observação como técnica de recolha de dados sobre o tipo de atividades e de interações das crianças no “canto da leitura”, mas também à análise documental de vinte e três planificações e duas reflexões de 11 de novembro de 2013 a 16 de janeiro de 2014 elaboradas pela investigadora durante o período de intervenção da prática pedagógica. Nesta análise, enquanto investigadora procurei retirar dos documentos acima referidos, todas as evidências que corroborassem e que justificassem as minhas opções durante o estudo. De acordo com Ludke e André (1986) estes documentos “(…) constituem também uma fonte de informação poderosa de onde podem ser retiradas evidências que fundamentem afirmações e declarações (…)”

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(p.39), completando assim as informações obtidas a partir da utilização de outras técnicas de recolha de dados.

A recolha de dados durante a fase III da investigação consistiu na realização de uma entrevista à educadora do grupo de crianças participante com o objetivo principal de recolher a sua opinião sobre o trabalho/projeto desenvolvido com as crianças, nomeadamente a sua pertinência e contribuição para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Para tal construiu-se um guião que foi validado por um perito externo com conhecimento na área da Educação de Infância, a Professora Doutora Mª Isabel Simões Dias da ESECS-IPL. Após este processo, algumas questões foram alteradas no sentido de complementar e de tornar mais claro o que se queria perguntar (anexo 22 e 23), chegando- se a um guião de entrevista composto por cinco perguntas de resposta aberta. A entrevista à educadora participante realizou-se no dia 7 de abril de 2014 na instituição, uma entrevista do tipo semi-estruturada, que segundo Sousa e Baptista (2011) se define como uma entrevista que resulta de “(…) um conjunto de tópicos ou perguntas a abordar. (…) [e que] tem a vantagem de falar dos assuntos que se quer falar com maior liberdade e rigidez para o entrevistado.” (p.80). Procedeu-se posteriormente à transcrissão da entreveista como apresenta o anexo 28.

O uso de diferentes técnicas de recolha de dados ao longo das diferentes fases da investigação foi uma preocupação constante, na medida em que acreditamos que é esta diversidade que dá consistência e credibilidade à nossa investigação. Sustentamo-nos, assim, no conceito de triangulação metodológica ao nível das fontes de dados e dos intervenientes, acreditando que esta, como referem Sousa e Batista (2011) permite uma melhor compreensão dos fenómenos e o alcance de resultados mais credíveis e fiáveis. Sousa (2009) acrescenta ainda que o investigador ao utilizar a triangulação dos dados é capaz de fazer um cruzamento de diferentes dados como por exemplo, pessoas, instrumentos, documentos ou combinando todos eles, facilitando o estudo das interações na sala de atividades/aula.

56 2.5.TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO RECOLHIDA

Após a recolha da informação tornou-se imprescindível proceder ao tratamento da mesma. Para tal, realizou-se (i) uma análise descritiva das atividades/propostas educativas implementadas, sugeridas pelas crianças resultantes das conversas informais, com o objetivo de explicitar todo o processo desenvolvido, e (ii) uma análise de conteúdo (Bardin, 2004), possibilitando-nos “(…) conhecer aquilo que está por trás das palavras (…)” (p.38). Deste modo, construímos um sistema de categorias para analisar o tipo de interações das crianças no “canto da leitura” (ver quadro 1).

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