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4. Background

4.2 Legislation of endocrine disruptors in Europe

4.2.4 The impact assessment on endocrine disruptors

O desenvolvimento, entendimento, uso e aprimoramento de modelos matemáticos são importantes para permitir um melhor entendimento do processo antes da sua experimentação. Os modelos funcionam como um reservatório de informações sobre o processo e permitem que algumas interações e informações sejam obtidas e, que dificilmente seriam conhecidas ou visualizadas experimentalmente. Além disso, por concentrarem informações e serem transferíveis, são muito importantes também para o treinamento de pessoas e, para o ensino (DUBE; HAMIELEC, 1997).

O processo de polimerização em miniemulsão é amplamente estudado. No entanto, do ponto de vista de mecanismos de nucleação, ainda apresenta diversas oportunidades de melhoria.

A polimerização em miniemulsão envolve compostos com baixa afinidade por isso acontece na presença de agentes estabilizantes e co-estabilizantes. Ao longo da polimerização, a composição do meio muda e suas propriedades também, pois as propriedades dos reagentes e produtos são diferentes.

Essas e outras questões são levadas em consideração para elaboração do modelo matemático. O equacionamento dos fenômenos envolvidos no processo de polimerização em miniemulsão é bastante complexo por se tratar de um processo muito dinâmico. Há diversas referências na literatura para o processo em questão com diferentes abordagens propostas para os fenômenos envolvidos no processo. A seguir, uma breve descrição das principais referências utilizadas.

Cortina (2007) em sua dissertação de mestrado e Bresolin (2013) em sua tese de doutorado apresentaram a modelagem matemática de polimerização em miniemulsão utilizando iniciador organossolúvel e hidrossolúvel.

Asua (2003) propôs um novo modelo para a dessorção de radicais para polimerização em emulsão. Esse trabalho demonstra que os modelos anteriores a este estavam errados com relação à dependência da taxa de dessorção de radicais. A nova abordagem leva em consideração a dependência da taxa de dessorção em função do número de radicais poliméricos, tamanho de partículas, tipo de iniciador e concentração. Pelo ponto de vista mecanístico do processo, a compartimentalização dos radicais é uma das características mais marcantes da polimerização em emulsão. Tanto a taxa de polimerização quanto o peso molecular dependem do número de radicais por partículas, e esse por sua vez, depende da razão entre a entrada de radicais nas partículas e a saída

de radicais das partículas e também da terminação bimolecular nas partículas poliméricas. Por essa razão, é de extremo interesse o desenvolvimento de modelos preditivos para esses processos.

Penlidis et al. (2002) publicaram uma revisão bibliográfica com modelagem matemática, simulação e base de dados para polimerização em emulsão. Revisam nesse trabalho abordagens clássicas e propõem um modelo genérico para balanço de massa molar, balanço de energia, balanço populacional e balanço de partículas com validação experimental. O objetivo do modelo proposto foi ser simultaneamente flexível, confiável e prático.

Dubé et al. (1997) apresentaram uma revisão bibliográfica com a modelagem matemática de polimerização multicomponente por crescimento de cadeia em reatores batelada, semi-batelada e continuo. Trata-se de uma extensão do trabalho de Hamielec et al (1987). Entre as abordagens apresentadas, inclui modelos para as constantes cinéticas de terminação, propagação e iniciação controlados por difusão, ou e seja, relacionam as constantes com a composição do meio reacional, quantidade de radicais, tipo de radicais . Inclui modelagem para a nucleação das partículas micelar e homogênea. E adota a hipótese de que as partículas são monodispersas.

A seguir, apresenta-se a modelagem matemática do processo detalhadamente com todas as equações e premissas adotadas no modelo.

3 MODELO MATEMÁTICO DO PROCESSO DE POLIMERIZAÇÃO EM MINIEMULSÃO DE ESTIRENO

A reação de polimerização em miniemulsão é realizada via radicais livres. A Tabela 9 apresenta as etapas da cinética do polimerização para o monômero estireno em que cada reação do mecanismo está referenciada juntamente com sua respectiva constante cinética.

Tabela 9- Cinética de polimerização via radicais livres. Iniciação Decomposição do iniciador → • kd (1) Iniciação do monômero • + → • ki (2) Propagação De radicais • + → + • kp (3) Terminação Combinação • + •→ + ktc (4) Desproporcionamento • + •→ + ktd (5) Transferência de cadeia Monômero • + → + • ktm (6) Polímero • + → + • ktp (7) Impurezas ou solvente • + → + • ktmp (8)

Cada etapa pode ser sucintamente descrita como segue:

A Iniciação é caracterizada pela decomposição do iniciador (I), produzindo dois radicais livres (I•), os quais reagem com o monômero (M), iniciando uma cadeia polimérica •).

A Propagação é caracterizada pela reação entre um monômero (M) e um radical monomérico ( •) produzindo um radical polimérico ( + •).

A Terminação é caracterizada pela inativação de radicais poliméricos através da combinação de dois radicais poliméricos • que reagem produzindo uma ( + ou duas ( ) cadeias poliméricas inativas.

Por fim, a Transferência de cadeia é caracterizada pela reação entre uma molécula e um radical polimérico, na qual o radical é tranformado em cadeia inativa. Quando essa molécula for um monômero (M), será denominada de transferência de cadeia para monômero; quando for um polímero ( ), será denominada por transferência de cadeia para polímero e, para impurezas e/ou solvente (N), também será denominada transferência de cadeia.

Nas reações de polimerização em miniemulsão, ocorrem também variações devido à variação na composição do meio reacional durante a reação de polimerização e devido a gradientes de concentrações e solubilidades das espécies nas fases contínua e dispersa. Podem-se elencar as principais variações que ocorrem com as transferências e massas abaixo:

 Transferência de radicais livres entre as partículas e a fase aquosa – entrada e saída de radicais das partículas;

 Transferência de emulsificante entre a fase aquosa e as partículas de polímero em crescimento;

 Transferência de emulsificante e/ou monômero entre as gotículas de monômero e a fase aquosa;

 Transferência de monômero livre entre a fase aquosa e as partículas poliméricas em crescimento.

Todas essas considerações foram levadas em conta para a elaboração do modelo matemático. Além disso, para a construção do modelo, foram consideradas como premissas: reator batelada perfeitamente agitado, reações elementares e irreversíveis, sistema isotérmico, constantes cinéticas não dependem do tamanho da cadeia polimérica ou do radical livre e radicais na fase aquosa em estado pseudo-estacionário.