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Tetting og ventilasjon

4  Energitiltak og konsekvensene av dem

4.2  Tetting og ventilasjon

As redes são caracterizadas por marcante descentralização. Os membros das redes, em especial das redes institucionais, encontram-se espalhados pelas regiões, ou pelo país e, até mesmo pelo mundo. Muitas redes também têm sub-redes regionais, como é o caso da Rede Centro-Oeste que possui 16 sub-redes (REDE PRÓ-CENTRO OESTE, 2013).

A Rede Pró Centro-Oeste foi instituída por meio da portaria MCT-MEC Nº 1.038/2009. Reúne instituições de ensino e pesquisa dos estados de Goiás (3), Mato Grosso (3), Mato Grosso do Sul (7) e do Distrito Federal (4). A primeira ação da Rede foi o lançamento do Edital MCT/CNPq/FNDCT/FAPs/MEC/CAPES/PRO- CENTRO-OESTE Nº 031/2010, contemplando três linhas de pesquisa: Ciência, Tecnologia e Inovação para a Sustentabilidade da Região Centro Oeste; Bioeconomia e Conservação dos Recursos Naturais; Desenvolvimento de Produtos, Processos e Serviços Biotecnológicos.

Como resultado desse Edital, foram contratadas 16 sub-redes, envolvendo 101 projetos de pesquisa, cujas execuções ocorreram no período de 2010 a 2013. Dentre os principais impactos tem-se o estabelecimento de infraestrutura na Região Centro-Oeste para estudos de escalonamento de produção de biofármacos.

Atualmente, a Rede Pró Centro-Oeste de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (Rede Pro Centro-Oeste), tem 16 sub-redes, e cinco delas apresentam projetos temáticos em bioprospecção. Dentre os principais objetivos desta rede estão: 1) Ampliar a formação de recursos humanos qualificados na região; 2) Desenvolver bioprodutos e bioprocessos, voltados para a área de saúde, agropecuária, industrial e ambiental, criando condições para o estabelecimento de um pólo de biotecnologia na região que possa agregar valor a produtos oriundos do Cerrado e do Pantanal brasileiro; 3) Ampliar a integração e cooperação entre os Programas de Pós-Graduação consolidados e emergentes da Região do Cerrado; 4)

Criar condições para implantação da cultura da inovação na Região Centro Oeste do Brasil.

Destacam-se abaixo as quatro sub-redes que atuam na área em bioprospecção na Rede Pró Centro-Oeste. Os resultados que serão demonstrados fazem parte dos dados apresentados pelas redes durante o I Encontro da Rede Pró Centro-Oeste que aconteceu em agosto de 2012 (REDE PRÓ-CENTRO OESTE, 2013).

I) Rede Nº 6 INOVATOXIN desenvolve a Inovação com Peçonhas de Animais da Biodiversidade da Região Centro-Oeste resultando na aplicação terapêutica e toxicológica, ainda propõe o uso de vespas na obtenção de fármacos para combater microrganismos multirresistentes a drogas. Esta rede, formada por quatro universidades (UnB, UFG, UFMT e UFMS) e com 53 alunos trabalhando nos projetos, já apresenta duas patentes, com peptídeos anticonvulsivantes, em processo de registro, além de outros trabalhos científicos.

A INOVATOXIN iniciou suas atividades em 2011 e, desde então, depositou duas patentes, aperfeiçoou soros contra picada de cobra e identificou 40 peptídeos com propriedades antimicrobianas, analgésicas, antiepilépticas e neuroprotetoras. A Rede, ainda, pesquisa toxinas expelidas pela ferroada de marimbondo para a produção de analgésicos e possível medicamento para o Mal de Parkinson.

II) Rede Nº 5: Bioprospecção de Alvos em Patógenos Humanos e de Novos Produtos Biotecnológicos com Foco na Fauna e flora do Cerrado.

A Sub-Rede Nº 5 vem estabelecendo novas interações e formalizando o fortalecimento de integrações existentes entre seus componentes, bem como ampliando os mecanismos de interação de seus membros e estudantes. A Promoção e ampliação dos Programas de Pós-graduação da Região Centro-Oeste do Brasil, tem incrementado a produção científica com o consequente aprimoramento nos conceitos dos cursos de pós-graduação que a compõem. Conta com, dados de 2011, 29 pesquisadores e 61 alunos.

A Sub-Rede Nº 5 tem trabalhado na identificação e caracterização de novas moléculas de superfície de patógenos humanos, sensíveis e resistentes a fármacos, como potenciais alvos para novas substâncias terapêuticas. Também tem focado na prospecção de enzimas de fungos filamentosos e peptídeos bioativos da saliva de

triatomíneos hematófagos46, da secreção cutânea de anuros47 e da peçonha de escorpiões e aranhas da fauna do Cerrado, bem como na produção de seus análogos por síntese química, visando à obtenção de compostos fungicidas, antimaláricos e tripanocidas. Visa ainda, a prospecção de potenciais biofármacos que atuam como inibidores de enzimas-alvo essenciais para os patógenos para utilização na profilaxia e ou terapêutica de doenças fúngicas e parasitárias. A Rede nº 5 desenvolve cinco projetos, todos relacionados à bioprospecção (Figura 2.18).

Figura 2.18 – Representação da interação entre os sub-projetos que compõem a Rede Nº 5

Fonte: Rede Pró-Centro Oeste, 2013.

A Figura 2.18 demonstra a interação que envolve os projetos que estão compondo a Sub-Rede Nº 5 que são:

• Projeto I – Identificação e caracterização de moléculas bioativas e de aplicação industrial de fungos filamentosos.

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Os triatomíneos são isentos hematófagos, ou seja, são insetos que se alimentam fundamentalmente de sangue. Mais informações: www.fiocruz.br

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Os anuros constituem uma ordem de animais pertencentes à classe Amphibia, que inclui sapos, rãs e pererecas.

• Projeto II – Bioprospecção molecular de compostos bioativos presentes nas salivas, nos venenos e nas peçonhas de espécies da fauna do cerrado.

Projeto III – Bioprospecção in vitro e in silico de moléculas inibidoras de enzimas de patógenos humanos candidatos a alvos quimioterápicos: varredura molecular e mecanismos de ação.

• Projeto IV – Bioprospecção de determinantes de virulência e alvos para novas terapias em patógenos humanos revelados por análises proteômicas

• Projeto V – Prospecção de alvos para resistência a drogas em patógenos humanos.

Os projetos da Rede Pro-Centro-Oeste têm duração de três anos e com previsão de término para final de 2013. Possuem, desde então, quase R$ 3 milhões oriundos de edital lançado, em 2010, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

III) Rede Nº 8: Bioprospecção de Plantas e Microrganismos do Cerrado e Pantanal para o Desenvolvimento de Novos Fármacos. Trabalha na identificação em plantas e microrganismos do Cerrado e do Pantanal de moléculas biologicamente ativas, para o tratamento de doenças infecciosas e crônicas- degenerativas como a diabetes, dislipidemias e câncer. A rede possui 23 pesquisadores e 45 alunos que estão envolvidos e interagindo com cinco projetos. Dentre os resultados obtidos até o momento estão o levantamento etnobotânico e os vários extratos das plantas da região centro-oeste. Os resultados iniciais identificaram extratos e microrganismos endofíticos48, com propriedades anticancerígena, antidiabética, anti-oxidante e ação antituberculose. Até o momento não foram encontrados registros de proteção das invenções.

IV) Rede Nº 13: Bioprospecção e Caracterização Farmacoestrutural de Antimicrobianos e Imunomoduladores Proteicos

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Microrganismos endofíticos, geralmente fungos e bactérias, são combinações de microrganismos e plantas que vivem sistematicamente no interior de plantas, sem causar aparentemente dano a seus hospedeiros.

Concentra 58 alunos e 22 pesquisadores das instituições: Universidade Católica de Brasília (UCB), Universidade Federal de Goiás (UFG) e Universidade de Brasília (UnB). Dentre os principais resultados está a descoberta de pelo menos 35 peptídeos, onde 10 apresentaram potencial para o controle de Klebsiella

pneumonia49. Neste sentido, desde a aprovação da Rede foram publicados mais de 18 artigos relacionados ao assunto bem como duas patentes. Tais resultados fazem parte dos dados apresentados pela Rede durante o I Encontro da Rede Pró Centro- Oeste que aconteceu em agosto de 2012 (REDE PRÓ-CENTRO OESTE, 2013).