1. INTRODUCCIÓN
1.2 Receptor c-‐MET
1.2.4 Terapia del cáncer dirigida a c-‐MET
A renda sustentável da atividade de pecuária leiteira, sendo muito baixa em
relação à renda obtida, mesmo na fase inicial da atividade desestimula a adoção de práticas
mais sustentáveis. A tendência declinante da produtividade das pastagens, com leves
acréscimos decorrentes das queimadas e de controle da juquira, foram compensadas com a
incorporação de novas áreas de pastagens. O esgotamento de estoques de reservas florestais
tende levar ao colapso da atividade a despeito da existência de mercado, se práticas de
recuperação não forem adotadas.
Constatou-se que nos Projetos de Assentamentos onde foi realizada a
pesquisa, a quantidade ótima de UA para um hectare é de 1,3 quando as pastagens estão em
bom estado de conservação, ou seja, no início quando as pastagens estão novas. Todavia, a
média por propriedades entre os produtores entrevistados chegam a 1,7 UA por hectare, ou
seja, além das pastagens estarem em alto estádio de degradação, há também o processo de
superlotação.
Considerando uma taxa de depreciação de pastagens de 10% ao ano e uma taxa
de juros de 15% ao ano, do lucro líquido, os proprietários deveriam investir pelo menos
40%, para garantir a sustentabilidade das pastagens. Como os preços do leite e dos bezerros
são controlados pelos lacticínios e pelos médios e grandes produtores a renda é canalizada
para esses setores, posto que, ao vender o leite e os bezerros não está embutido a taxa de
reposição das pastagens. A renda destas unidades de produção poderia ser bem mais
significativa, se houvesse uma relação de parceria entre as partes.
No entanto, os lacticínios e os fazendeiros adotam o sistema de exploração,
respeito à compra do leite, quanto no dizem respeito à compra dos bezerros, sem nenhuma
preocupação com as condições de sustentabilidade do sistema produtivo.
Além do mais, a tentativa de investir em outros ramos da agricultura tem sido
fracassada, sobre o argumento de que as terras do Sudeste Paraense são fracas. Há, na
verdade, uma espécie de alienação em favor da pecuária entre os seus investidores, seja
pequeno, médio ou grande produtor. Como o Município de Rio Maria não dispõe de
técnicos para fazer acompanhamento junto ao pequeno produtor para outros ramos da
agricultura a alternativa tem sido utilizar todas as prerrogativas em favor da pecuária,
inclusive a falta de infra-estrutura local.
Levantamento feito junto ao Sindicato dos Produtores Rurais-SPR constatou-se
que para formar um hectare de pastagem, em área de floresta, são gastos em média R$
354,00, enquanto para fazer a recuperação de um hectare são gastos R$ 854,00, ou seja,
quase duas vezes mais. Isso confirma uma das hipóteses desse trabalho quanto à redução de
rentabilidade da produção de leite, pois à medida que as pastagens vão perdendo nutrientes a
quantidade de leite também vai minguando. Como os pequenos produtores não tiveram
como poupar recursos nos primeiros anos, enquanto as pastagens estavam em bom estádio, à
fuga constante à procura de outras áreas de florestas onde possam recomeçar novamente se
torna inevitável.
Muitos produtores estão avançando para outros Municípios como Água Azul do
Norte, Ourilândia, Tucumã, Marabá e São Félix do Xingu, onde ainda resta área de floresta,
e assim recomeça nova vida. À medida que ocorre a mudança de uma área para outra, onde
haja floresta, a região de origem tende a se transformar em médias e grandes fazendas, onde
as propriedades dos pequenos produtores se transformam em piquetes, pois o produtor mais
Esse processo de recomeço traz um custo muito alto para o setor educacional. As
maiores vítimas desse processo são as crianças que nunca terminam o ano letivo. Estão
sempre recomeçando, até que chegam à idade adulta sem terem sido alfabetizados. É comum
encontrar rapazes e moças, com 15 anos, que freqüentam a escola desde os 7, e nunca
conseguiram ser alfabetizados ou não concluíram a 4ª série do ensino fundamental, em
virtude das mudanças ocorridas durante sua vida escolar. Este processo torna-se oneroso
para o Estado, visto que, este aluno itinerante está sempre ocupando o espaço de um aluno
novo.
Não há investimento em cultura de subsistência por parte das unidades de
produção familiar, os que ainda possuem alguma área de floresta plantam arroz para
subsistência, mesmo assim, com o intuito de aproveitar a terra para fazer pastagens. Com a
extinção das áreas de floresta essa prática tende também, a desaparecer.
Os resultados da pesquisa evidenciam que estes pequenos produtores trabalham
apenas em função da subsistência e que os mesmos não conseguem planejar ou sonhar com
investimentos futuros. A própria renda não permite.
É importante verificar que os órgãos oficiais que cuidam da Agricultura, não
dispõem de técnicos que atendam à demanda dos produtores, alguns inclusive com
conhecimento preconceituosos. Os poucos técnicos que essas instituições têm, cuidam apenas
da fiscalização das vacinas de aftosa e da comercialização do gado de uma propriedade para
outra.
Em todos os assentamentos pesquisados existem associações, porém não se
percebe o espírito cooperativista entre os produtores, no sentido de buscar junto às instituições
governamentais, melhorias que contemplem aos associados. Estas associações resumem-se
apenas na busca de financiamentos, e por imposição do governo em liberar recursos, apenas
produtores são contemplados com os financiamentos, posto que para isso, seria necessária a
competência técnica para elaboração dos projetos, bem como a regularização da
documentação (RB).
A conclusão que se chega através desta pesquisa, é que a pecuarização na pequena
propriedade torna-se inviável por uma infinidade de fatores tais como: falta de tecnologia para
melhoramento das pastagens e manejo adequado do rebanho, bem como, técnicos para
elaboração de projetos que contemple as necessidades reais dos Projetos de Assentamentos.
Esta pesquisa não tem a intenção de esgotar este tema, mas de abrir caminhos para
que aqueles que estejam interessados nesta problemática possam aprofundar os
conhecimentos relativos à pecuária na agricultura familiar, bem como, encontrar mecanismos
que possam viabilizar a produtividade e a sustentabilidade deste sistema produtivo a médio e
longo prazos, sem perder de vista a necessidade de investir em educação ambiental, para que
as futuras gerações não venham cair no mito da natureza infinita.
É preciso que os formadores de opiniões atentem-se para este aspecto, uma vez
que as atitudes humanas, dependem do contexto social onde o sujeito está inserido. Embora se
reconheça o esforço de muitos pesquisadores no sentido de encontrar alternativas para
baratear os custos de recuperação de pastagens, as políticas públicas destinadas ao setor não