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Teori om farledsbevis

6.1 Kompetansekrav i praksis

6.1.1 Teori om farledsbevis

Na análise efectuada a amostra foi estratificada segundo a idade e o número de gestações.

A estratificação revelou-se necessária, pois a variável idade actua como factor de confusão na observação do comportamento da cárie versus número de filhos. Se apenas se confrontassem os valores do CPOS em função do número de gestações, não seria possível afirmar que os resultados encontrados ocorriam em função desta variável, uma vez que, regra geral, à medida que a mulher tem maior número de filhos também tem mais idade.

A situação inversa enferma do mesmo problema: se se observasse o comportamento do CPOS face à idade, sem entrar em linha de conta com o número de gravidezes, de igual modo seria impossível relacionar os dois fenómenos de forma correcta, uma vez que, normalmente, as mulheres com mais idade são as que têm um CPO maior.

A estratificação permite contornar o problema: para as grávidas dentro da mesma faixa etária, compararam-se os índices CPOS das que estavam na primeira, na segunda e seguintes gravidezes. Para as grávidas que estavam na mesma gestação, comparam-se os índices CPOS das grávidas de diferentes idades.

Consideraram-se 2 faixas etárias: G1 dos 17 aos 29 anos; G2 dos 30 anos em diante.

As razões da escolha dos 29-30 anos de idade para dividir a amostra em dois estratos é bastante discutível. Porque não 27-28? Até

se obteriam dois grupos mais equilibrados em termos de número de elementos: (81 e 89 respectivamente) o que do ponto de vista estatístico seria aparentemente mais interessante. Porque não outra divisão em faixas etárias com intervalos de 5 em 5 anos, por exemplo, em moldes completamente diferentes, usando padrões normalmente utilizados noutros estudos?

Procurando, no entanto, que não houvesse prejuízo, do ponto de vista da análise estatística que se pretendia desenvolver sobre esta amostra, preferiu-se considerar apenas aquelas duas faixas etárias, uma vez que o que se está analisar é a cárie dentária que é, regra geral, um fenómeno de evuloção relativamente lenta nos adultos. Ao considerar um maior número de faixas etárias, presumivelmente só se detectariam diferenças significativas entre os grupos extremos.

Ao observar a distribuição etária da amostra verifica-se que nos 36 anos c número de grávidas sai, nitidamente, da tendência geral que o gráfico (fig.1) deixa transparecer. A explicação para esta situação foi dada pelos médicos obstetras da maternidade: acima dos 35 anos qualquer gravidez é considerada de risco, daí que os médicos dos Centros de Saúde enviem as grávidas com mais de 35 anos, por rotina, a uma consulta da especialidade.

Poder-se-ia ter corrigido este aspecto, considerando números menores e de acordo com a distribuição normal de grávidas com mais de 35 anos na população, e selecionando-se aleatoriamente as

grávidas nessas condições dentre as que se haviam abordado. Apesar de representar um enviesamento da amostra relativamente à população em geral, (onde a proporção de grávidas depois dos 35 anos é

que este aspecto não influencia os parâmetros analisados em função da cárie dentária. Na verdade, tal apenas aumentou em número a segunda faixa etária considerada, permitindo uma estratificação deste grupo segundo o número de gravidezes em que cada subgrupo contém mais grávidas.

Consideraram-se 3 estratos relativos às gestações: GN1, para as grávidas na primeira gestação; GN2, para as grávidas na segunda gestação; GN3, para as grávidas na terceira ou posteriores gestações.

Optou-se, no terceiro estrato, por agregar às grávidas na terceira gestação as que tivessem maior número de gravidezes. Poder- se-iam ter excluído pura e simplesmente, o que seria talvez mais correcto do ponto de vista estatístico, uma vez que este estrato passaria a conter exclusivamente as grávidas que estivessem na sua terceira gravidez. Preferiu-se, todavia, considerar no terceiro estrato englobando todas as grávidas na sua terceira ou posterior gestação, pois a condição que se desejava observar não resulta alterada em nada por esse facto. Se os índices de cárie estivessem positivamente

correlacionados com o número de gravidezes, seria de esperar que este último estrato apresentasse valores acentuadamente mais

elevados que os verificados nos dois anteriores. Nesse caso haveria, de facto, necessidade de proceder à separação das mulheres que

estivessem em gravidezes posteriores à terceira gestação, pois os valores estariam exagerados relativamente à população a que pertence a amostra. Ora, os resultados mostram que não existe, de facto, relação entre os dois fenómenos, uma vez que não se verifica aumento da cárie dentária em função do número de gravidezes.

Fig. 51

Como se pode observar na fig. 51 (repetição da fig. 41 ), não há variação nos índices de cárie dentária com o aumento das gestações dentro da mesma faixa etária. Verifica-se, no índice CPOS, um ligeiro agravamento nas grávidas no segundo grupo etário. No entanto, o índice CPO mantém-se praticamente constante. Isto significa que o número de dentes atingidos pela cárie não varia. O que parece ocorrer é um agravamento das lesões já existentes, implicando um

aumento do número de superfícies atingidas, daí uma maior expressão do CPOS.

Convém realçar que a perda de dentes, ou seja, um aumento do parâmetro P do CPO reflecte-se, no índice CPOS, de forma muito mais expressiva uma vez que corresponde a uma perda de 4 ou 5 superfícies por cada dente perdido.