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Teknologier for SOA

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3 TEKNOLOGI FOR INTEROPERABILITET OG INTEGRASJON

3.2 Teknologier for SOA

Como estamos interessados nas implicações que têm os dispositivos de poder hierárquicos e disciplinares vigentes num Colégio Militar sobre os movimentos de construção das identidades profissionais de professores, convidamos a participar de uma entrevista semiestruturada, 08 professores, sendo 04 não-militares e 04 militares professores de diferentes postos.

No período compreendido entre os meses de julho e agosto de 2011 os professores responderam ao a um roteiro com dez questões (anexo C) que embora não tenha sido aplicado seguindo a ordem pré-definida foi totalmente respondido. Preocupamo- nos em seguir uma sequência ditada pelo desenrolar da interação entrevistado- entrevistador, já que segundo Carvalho (2002) nesse tipo de entrevista, a consideração das perspectivas dos inquiridos é a peça fundamental de sustentação do trabalho de inquirição e a emergência de assuntos não antecipados traz proveitos à investigação.

A seleção de quais profissionais não-militares e militares seriam convidados obedeceu aos critérios de idade, tempo de serviço na escola e o tempo de serviço no magistério. A adoção desses critérios resultou na escolha de apenas aqueles que exerciam o trabalho de professor no estabelecimento de ensino por mais de cinco anos, cujas faixas etárias eram de 40 anos ou mais. No anexo D apresentamos uma entrevista com um militar professor e no anexo E uma entrevista com um professor não-militar.

Julgamos que esses profissionais poderiam ter tido mais oportunidades para experienciar um conjunto variado de situações e que, uma vez provocados a discorrer sobre elas, poderiam trazer importantes e alargadas informações ao objetivo do nosso trabalho.

A escolha desses sujeitos implicou, portanto, uma exploração inicial do conteúdo manifesto nas questões objetivas do questionário, e exigiu que fizéssemos uma aproximação mais aprofundada das respostas dadas às questões discursivas do questionário, objetivando garimpar conteúdos que dessem conta das suas reflexões sobre ambiente de trabalho que poderiam ser exploradas numa entrevista.

Esse olhar que direcionamos sobre o conteúdo do questionário nos conduziu, na entrevista, a solicitar que eles elaborassem apreciações sobre os colegas, a escola, a gestão e a experiência/conduta social e profissional que praticam na escola; sobre a dinâmica do trabalho atribuída no colégio, os comportamentos, ações, atividades, ocorrências, intenções, interesses, objetivos e valores elaborados individualmente e em parceria com os colegas.

Queríamos que eles nos dissessem sobre os sucessos e os insucessos que obtiveram trabalhando no colégio e que nos falassem o que pensam que os colegas de trabalho esperam dele e o que eles esperam dos colegas.

Ao iniciarmos cada uma das entrevistas, tínhamos em mente que trabalharíamos com categorias diferentes de sujeitos e que a abordagem com cada um dos indivíduos deveria ser cuidadosa e, de certa forma, diferenciada, já que os militares, sendo um grupo diferenciado e que obedecem a rígidos padrões requerem dos sujeitos com quem se relacionam certa formalidade nos tratamentos. Por exemplo, solicitam que seja respeitado o seu posto, e que sejam chamados primeiramente pelo posto e depois pelo

nome de guerra15.

Além de estarmos atentos a essas questões, tivemos o cuidado de proceder a uma explicação sucinta da pesquisa e de alguns dos nossos pressupostos face ao trabalho que estávamos desenvolvendo. Procuramos esclarecer para os nossos atores que colaboração o trabalho pretendia que eles oferecessem e explicar os pontos como: o caráter voluntário da participação, nossa abertura para nos submetermos à disponibilidade dos

15 Essa é uma identificação pela qual os alunos e os profissionais militares e não militares são identificados e pela qual o militar será conhecido pelos colegas ao longo de toda a vida militar e, aos poucos, também o não militar. Esse nome, por sua vez, não pode ser um apelido informal, deve ser seu primeiro nome, ou o sobrenome relativo à família de origem. Pelo estabelecido, um aluno com o nome de Paulo Sampaio só pode escolher como nome de guerra o Paulo ou o Sampaio, ou ainda, caso haja outros militares no quartel com o mesmo nome, pode-se batizá-lo com o nome P. Sampaio (“pê” Sampaio). Essa nova denominação que o jovem oficial recebe o aproxima, iguala aos demais membros da comunidade.

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entrevistados, o anonimato das citações que poderiam integrar o texto final do trabalho; além disso, elucidamos sobre as formas de utilização do material que seria gravado. Tais esclarecimentos foram necessários para que pudéssemos reduzir o número de fatores que poderiam pesar na aceitação/não aceitação em colaborar com os trabalhos.

A escolha dos itens contemplados pela entrevista e porventura a atenção a esses cuidados todos, obedeceu ao pressuposto defendido por Placco e Souza (2006) de que o professor, ao descrever o ambiente de trabalho, o grupo de profissionais, ao falar de suas intenções e necessidades e sobre o que pensa que o outro espera dele, ao narrar as formas como interage consigo mesmo e como se relaciona com o outro, traz eventos, fatos e reflexões que permitem ao pesquisador entender a experiência construída pelos indivíduos.

Mediante a narrativa do sujeito, o investigador pode acessar a(s) maneira(s) como eles pensam as relações que constituíram/constituem e também aquelas que criaram/criam, pois essas experiências e interações construídas e ainda aquelas que estão em curso lhes permitiram ser os professores que hoje eles dizem ser. Julgamos que esses pressupostos, uma vez movimentados num universo escolar militarizado, podem implicar situações peculiares e extremamente delicadas para os sujeitos.

De qualquer forma, mediante esse recurso metodológico, procuramos obter um conjunto de percepções descritivas e avaliativas do ambiente de trabalho, quer no plano dos recursos físicos disponibilizados, quer no plano das relações sociais, quer em termos da orientação educativa e pedagógica e ainda relativa à singularidade de que essa orientação se reveste na interpretação dos professores.

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