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Teknisk kvalitet og dokumentasjon

KS 2 – Ekstern kvalitetssikring

4.1 Krav til gjennomføring

4.1.13 Teknisk kvalitet og dokumentasjon

Desde que o homem começou a refletir sobre a sua representação do mundo, assistiu à confrontação de dois factores: acções externas e a sua própria actividade (WALLON,1979 p.289)

Apresenta-se, neste momento, a síntese dos quadros anteriores, onde é possível observar-se o conjunto de expectativas e visões sobre os cursos revelados pelos participantes desta pesquisa.

Tabela 4.4 - Expectativas e Visões sobre o curso

Quanto ao Curso NºR % Expectativas %

É significativo porque engloba teorias, práticas e metodologias que melhoram a atuação docente.

52 19,35 Aprender mais. 42 20

Provoca reflexões sobre a vida pessoal

e profissional. 49 18,20 Que o curso seja de boa qualidade. 29 14 Influencia o agir na sala de aula. 28 10,5 Que o curso tenha utilidade na

prática docente. 17 8,1

É o lugar ideal para troca de experiências, aceitação do outro e novas amizades.

28 10,5 O curso já superou as boas

expectativas 17 8,1

Tem aplicabilidade na vida pessoal e

profissional. 23 8,5 Ter prazer com a realização do curso. 14 6,8 Provoca sentimentos de alegria,

encantamento, esperança, satisfação, valorização, felicidade e/ou prazer.

23 8,5 Concluir o curso. 13 6,22

Aprimora conhecimentos. 22 8,0 Outras. 13 6,22

Propõe novo olhar para o processo

educativo. 15 5,6 Adquirir embasamento para o mestrado. 12 5,73

Outros. 12 4,10 Ter aulas com bons professores. 12 5,73

Promove qualificação profissional. 11 4,5 Que o curso facilite realizações

pessoais. 08 3,8

Propõe continuidade nos estudos e

oferece base para projetos de mestrado. 06 2,25 Expectativas atendidas parcialmente. de aprendizagens 08 3,8 Poder trocar experiências com

professores e colegas. 07 3,3 Refletir sobre a prática docente. 06 3 Sair do curso melhor como

profissional e como gente. 05 2,4 Ser incentivado à pesquisa. 03 1,4 Que a escolha do curso tenha

sido acertada. 03 1,4

123 ⎯ Vocês acham que Oz pode me dar coragem?perguntou o Leão Covarde.

⎯ Tão facilmente quanto pode me dar um cérebrodisse o Espantalho.

⎯ Ou me dá um coraçãodisse o lenhador de Lata

⎯ Ou me mandar de volta para o Kansasdisse Doroty

⎯ Então vou com vocêsdisse o Leão, minha vida é simplesmente

insuportável sem um pouco de coragem ....

(L. Frank Baumem O Mágico de Oz)

A credibilidade que os personagens de Frank Baum conferem ao “grande Oz” faz dele, realmente, o “mágico” – o grande mágico.

Frank Baum apresenta, com grande sensibilidade, as experiências vivenciadas por quatro personagens que procuram por um conhecido mágico que, acreditam, ser capaz de conceder-lhes os mais íntimos de seus desejos. O autor mostra o caminho percorrido pelos personagens até esse “mágico” explorando suas expectativas, objetivos, sentimentos, emoções e a visão que cada um deles tem de si próprio e do meio onde estão inseridos.

Esta epígrafe foi escolhida para marcar, nesta síntese, as interrogativas e respostas que deram origem à Tabela 4.4.

As respostas apresentadas nesse quadro revelaram que alunos- professores matriculam-se e cursam o lato sensu com expectativas diversas,

almejando que o curso o atenda prontamente. Na condição de pesquisadores nosso objetivo é conhecer quais são as expectativas que o aluno-professor leva para sua formação continuada neste nível da educação superior.

Grande percentual de alunos-professores (20,1%) indicou que “aprender mais” representa sua maior expectativa, seguido de “que o curso seja de boa qualidade” (14%) e “que o curso tenha utilidade na vida prática” (8,1%).

Depreende-se destas revelações que ao buscar o curso de pós- graduação lato sensu o aluno-professor está preocupado com seu próprio

conhecimento, com a opção de curso que fez e com a instituição escolhida, bem como com a utilidade prática dos conhecimentos ali adquiridos.

Considera-se importante tais preocupações porque essas perspectivas de aprender mais, de estar num curso de qualidade e obter informações que possam facilitar a prática docente, renovam a necessidade de uma atuação profissional

capaz de garantir afetos promotores de bem-estar tanto para este aluno-professor quanto para os seus alunos. Ressalta-se, neste momento, o que Almeida (2004, p.124) apresenta a partir da leitura que fez de Wallon: “A meta da educação é o pleno desenvolvimento da pessoa nas suas dimensões motora, afetiva e cognitiva, o que significa abrir para o aluno várias possibilidades”. E em se tratando de alunos adultos e com encargos profissionais e, portador, também, de objetivos pré-definidos com relação a sua formação continuada, há necessidade da escola levar em consideração suas expectativas bem como a visão que tem sobre o curso.

Por outro lado, todas as revelações contidas no quadro implicam em novas descobertas, em desenvolvimento e, o desenvolvimento conforme explicitado por Mahoney (2004, p.15) é

um processo aberto porque a cada nova exigência do meio – meio que está sempre em movimento – novas possibilidades orgânicas, de cujos limites pouco sabemos, poderão ser ativadas em múltiplas direções. Enquanto o indivíduo mantiver sua capacidade de adaptação, estará aberto a mudanças ao desenvolvimento.

A partir do que o quadro apresenta, vê-se que as expectativas dos respondentes relacionam-se tanto à satisfação de necessidades de ordem pessoal quanto profissional. A título de exemplo têm-se “sair do curso melhor como profissional e como gente”, “ter prazer com a realização do curso” ou mesmo “que o curso facilite realizações pessoais”.

Segundo Pacheco, é importante que as pessoas sintam-se bem onde estão e com o que fazem para que haja desenvolvimento. Para esta autora

Quanto mais as pessoas estiverem voltadas para algo de que gostam e para qual tem aptidões, mais rápido e vantajoso será seu processo de desenvolvimento e desempenho profissional. Por isso é tão importante que as pessoas estejam em lugares em conformidade com seus perfis, interesses e sonhos (2005, p. 31).

No que diz respeito às expectativas relacionadas à satisfação profissional apresenta-se, neste momento, o seguinte pensar de Soratto e Olivier-Heckler

O trabalho, enquanto atividade criativa e de transformação, modifica não apenas o mundo, mas também o homem que o executa. O homem se

125 reconhece no seu trabalho e se orgulha daquilo que constrói, se orgulha do fruto do seu trabalho e também se transforma nesse processo. Modifica seus hábitos, seus gostos, seu jeito de se vestir, seu modo de comportar-se. O trabalho enriquece o homem e não estamos aqui falando em dinheiro, em acúmulos de bens [...] estamos falando em conhecimento, experiência, habilidades, enfim, desenvolvimento da forma mais ampla que podemos pensar (1999, p. 112).

Nessa linha de pensamento acredita-se poderem relacionar-se as expectativas reveladas pelos alunos-professores pesquisados, com alguns pressupostos da teoria walloniana, como por exemplo, a integração entre os diferentes domínios ou conjuntos funcionais, onde o afetivo, o conhecimento e o movimento se alternam e preponderam.

Quanto à visão que possuem do curso os respondentes, de um modo geral, revelaram que o curso é significativo por sua utilidade prática, promovendo qualificação profissional e aprimorando conhecimentos. Diante destas revelações convém mencionar que os cursos de pós graduação lato sensu desde sua

consolidação no Brasil estão voltados para o aperfeiçoamento e a especialização razão pela qual este nível de escolaridade aceita sua importância, pois caracteriza- se pelo desenvolvimento de profissionais para o mercado de trabalho.

Tecendo, ainda, considerações sobre o quadro 4.3.2 destaca-se a seguinte revelação: o curso “provoca sentimentos de alegria, encantamento, esperança, satisfação, valorização, felicidade e/ou prazer.

Aqui, mais uma vez, sente-se à vontade para fazer uso dos saberes wallonianos, pois o domínio afetividade mostra-se em evidência, embora diretamente vinculado ao conhecimento – expectativa dos alunos-professores e missão a que se propõe um curso de pós-graduação lato sensu.