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KAPITTEL 1. TEORI OG METODE

1.5 T EORI

1.5.3 Tegn

A metodologia foi desenvolvida em três etapas, na primeira, foram analisadas quatro telas com base na TSSM; na segunda, foram analisados, com o apoio da teoria da Linguística Sistêmico-funcional doze excertos de cartas que se referem às telas estudadas e um excerto de

uma carta que se refere a aspectos mais gerais do pensamento pictórico do autor; na terceira etapa, foi feita uma triangulação entre as análises - visual e escrita. A análise dos corpora segue um momento descritivo e outro interpretativo.

Com a análise multimodal das telas selecionadas, examinarei a natureza e as funções que os elementos discursivos visuais desempenham na constituição do discurso visual e com a análise Sistêmico-funcional dos extratos de cartas que se referem às telas analisadas, examinei a natureza e as funções que os elementos discursivos nas cartas desempenham no texto escrito. Com a triangulação, comparei os achados em ambas as análises para localizar ocorrências compatíveis ou contraditória desses elementos no discurso artístico de van Gogh.

4.2.1 Análise pictórica

Esta pesquisa propõe a análise multimodal dos elementos de linguagem visual em quatro quadros de Vincent van Gogh a fim de investigar aspectos e elementos deflagradores dos efeitos de sentidos que estão sendo negociados na experiência da criação e da fruição dessas composições pictóricas.

A análise da modalidade visual se apoiou no referencial teórico da TSSM e da Gramática do Design Visual de Kress e van Leeuwen (1996), van Leeuwen (2011) e nas obras de O‘Toole (1994) e Machin (2007) em razão de sua compatibilidade teórica e metodológica com a Gramática Sistêmico-funcional, de Halliday e Mathiessen (1985, 1994, 2004, 2014), Butt et al. (2000), que fundamentou a análise da modalidade escrita.

A investigação buscou compreender o processo no qual Vincent van Gogh se apropriou de signos linguísticos visuais para significar conteúdos diversos de seus sentidos compartilhados pelo senso comum, atribuindo-lhes outros significados que não estavam inicialmente evidentes, mas que instauraram uma nova rede de significados dentro do sistema pictórico.

No corpus pictórico, investiguei, com base na fundamentação teórica da Multimodalidade, quatro pinturas de Vincent van Gogh: Sunset Wheat fields near Arles 1888 (VAN GOGH, 1888a); The Night Café in the Place Lamartine in Arles, 1888 (VAN GOGH, 1888d) e The Cafe Terrace, 1888 (VAN GOGH, 1888c), The Sower, 1888 (VAN GOGH, 1888b) no contexto do percurso histórico e cultural do sujeito que as produziu.

4.2.1.1 Objetivos da análise pictórica

 Examinar as funções que os elementos discursivos visuais desempenham na constituição do texto visual;

 Desenvolver considerações acerca de elementos presentes na tela que são recorrentes em outras telas, analisando como estes dialogam na representação pictórica de suas concepções éticas e estéticas de van Gogh.

4.2.2 Análise epistolar

Na análise das cartas foi investigado como o discurso artístico está linguisticamente materializado nas cartas que Vincent van Gogh escreveu.

A análise buscou evidenciar:

a) a ocorrência de padrões semântico e léxico-gramaticais na construção da enunciação;

b) a ocorrência de padrões lógico-semânticos na construção das orações complexas; c) a oração como representação da visão de mundo e da experiência artística de van

Gogh;

d) como as escolhas de transitividade feitas por van Gogh em suas cartas podem revelar ou ocultar sua forma de representar sua obra, seu fazer artístico e seu pensamento acerca da arte;

e) que tipo de relação van Gogh constrói com sua obra por meio da análise das orações complexas e das relações lógico-semânticas;

f) como os conceitos ‗Contexto de Situação‘ e ‗Contexto de Cultura‘ descritos na subseção 4.4.1 ‗Justificativa para a escolha do corpus pictórico‘ podem ser instrumentais para revelar os conteúdos nas cartas de van Gogh que são relevantes para compreender seu discurso artístico;

g) a representação escrita que o artista fez de sua obra; h) aspectos de seu fazer artístico;

i) aspectos de sua produção de sentidos em torno de sua prática; j) aspectos de sua reflexão acerca de sua prática.

Mais especificamente, a análise parte das referências que o pintor faz às telas analisadas na pesquisa, com base na coleta de um significativo registro documental composto

pela correspondência que o artista manteve com familiares e amigos, sua biografia e sua produção pictórica.

Além da correspondência produzida por van Gogh, a análise documental também se apoiou em uma ampla historiografia possibilitada por crônicas e relatos dos acontecimentos da família disponível na literatura de diversos biógrafos do artista, como Cabanne (1971), Forrester (1983), Haziot (2010), Naifeh e Smith (2011), Edwards (2009).

Os relatos dos acontecimentos familiares foram produzidos periodicamente como uma tradição familiar de registrar os acontecimentos, uma vez que em 1697 a família esteve à beira da extinção. Devido às guerras e inundações, teve seu clã reduzido à apenas um indivíduo de nome Gerrit Carbentus, avô materno de van Gogh (NAIFEH; SMITH, 2011, p.13). Além das crônicas da família, uma extensa correspondência entre seus membros foi produzida, possivelmente impulsionada pelo contexto da cultura protestante que incentivava todas as práticas de letramento. Entre elas, o hábito da correspondência como uma de suas estratégias para fortalecer o vínculo identitário e os valores protestantes; para cultivar a unidade familiar em meio às dificuldades sociais do momento político de segregação religiosa em sua cidade e no país e, por fim, como resposta às tragédias coletivas que ocorreram com avós e bisavós dos pais de van Gogh, na época da guerra dos oitenta anos. A prática da troca de correspondência entre familiares, ao longo da vida de van Gogh, veio a se tornar uma das ferramentas basilares para a produção do seu pensamento artístico, crítico, criativo e auto-reflexivo e propiciou o ordenamento de sua inquietude intelectual, emocional e artística em um discurso e uma obra, coesos.

4.2.2.1 Objetivos da análise epistolar

 Examinar as funções que os elementos discursivos desempenham no texto escrito das cartas;

 Desenvolver considerações sobre os elementos presentes na carta que são recorrentes em outras cartas, analisando como estes dialogam na representação escrita de suas concepções éticas e estéticas.

4.2.3 Triangulação dos corpora

A investigação possibilitou a triangulação da análise dos relatos do artista acerca de sua produção pictórica com a análise dos elementos que compõem o seu discurso visual a fim de observar como se dão as ocorrências de correspondências, similaridades ou incongruências nas ocorrências em ambas as análises, visual e textual.

A triangulação buscou investigar a colaboração entre elementos discursivos nos dois gêneros estudados e para verificar se os elementos discursivos encontrados em um gênero desempenham alguma função na construção de estruturas linguísticas no outro e vice-versa.

Na triangulação da análise das telas e da análise dos extratos das cartas, investiguei como a ocorrência dos elementos discursivos visuais nas funções Modal, Representacional e Composicional relacionam-se com a ocorrência de elementos correspondentes, presentes no Sistema de Transitividade da Metafunção Ideacional, que foram identificados na análise Sistêmico-funcional das cartas. Além disso, verifiquei as relações entre os elementos lógico- semânticos das orações complexas e os elementos conectivos nas telas.

Com a triangulação, busquei analisar se e como alguns modos e estratégias discursivas presentes nas cartas foram usados nas telas; e se e como alguns modos e estratégias discursivas nas telas foram usados nas cartas a fim de descrever qual a natureza e função dessas ocorrências.

4.2.3.1 Objetivos da triangulação da análise pictórica com a análise epistolar

 Analisar quais modos de produção textual do autor encontram correspondência na produção visual;

 Investigar de que forma elementos discursivos visuais que ocorrem nas funções modal, representacional e composicional correspondem a elementos discursivos escritos que ocorrem no sistema de transitividade da metafunção ideacional;  Verificar se as relações lógico-semânticas, encontradas nas orações complexas,

encontram correspondência nos elementos conectivos que colaboram para a coesão da narrativa visual;

 Examinar a natureza da correspondência dos elementos discursivos que são similares ou desempenham funções correspondentes na constituição do discurso pictórico e do discurso epistolar, cuja ocorrência é identificada na tela e na carta,

verificando se eles são recorrentes, complementares, similares, antagônicos ou contraditórios;

 Identificar se há uma transposição entre as funções nas telas e o sistema de transitividade da metafunção ideacional nas cartas quando se verifica uma ocorrência de elementos correspondentes ou compartilhados nos dois gêneros textuais.

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