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Taktilt tegnspråk -status

JEG VIL RØRE

4 Materiale og metode

4.3 Taktilt tegnspråks egenart

O presente ponto destina-se a apresentar os principais critérios ambientais, económicos e sociais que, de um modo directo, irão interagir com as opções do planeamento urbano na acção seguinte – concepção da proposta de desenho urbano.

O planeamento urbano deve ser pensado segundo critérios de economia energética, de aproveitamento dos recursos naturais próprios do local, bem como deve evitar a ocorrência de impactes negativos. Assim, devem ser consideradas todas as variáveis ambientais, económicas e sociais específicas da envolvente a área em estudo, de modo a que se consiga um equilíbrio entre o desenho urbano existente e a correcta adequação dos novos espaços urbanos ao meio em que se irão inserir.

Por outro lado, estes procedimentos de determinação dos critérios a adoptar contribuiem para uma maior eficiência da acção e mais fácil aceitação da proposta por parte da população.

Considera-se que é, de facto, a escala local a mais adequada para materialização das tendências e preocupações ambientais, económicas e sociais

A definição de critérios que tenham influência na proposta deve ser entendida apenas como mais um vector nas diferentes interacções que se desenvolvem no processo, com vista a um resultado final promotor do desenvolvimento sustentável.

Este procedimento tende a evitar acções decorrentes das actividades humanas com efeitos negativos sobre o meio ambiente e a não possibilitar a ocorrência de disfunções que, em diversas situações, possam ser irreversíveis com o consequente alarme social associado.

Contudo, a fase de análise ambiental da área de intervenção deverá poder estabelecer uma relação directa entre as condicionantes naturais existentes e a sua transformação ao longo do tempo da futura intervenção. Assim, devem as variáveis ambientais ser consideradas como as mais importantes para que o futuro desenvolvimento urbano esteja completamente adequado ao meio natural receptor.

Critérios

Com a definição de critérios de sustentabilidade poder-se-á alcançar um tipo de proposta que, com base nos critérios acima referidos, permita que o resultado seja um equilíbrio entre o desenho urbano e os critérios e factores ambientais, económicos e sociais.

Dos critérios que na etapa de situação de referência se consideram como essenciais pela sua influência directa no meio urbano a propor, apontam-se alguns dos mais importantes e que se definem como aqueles que devem ser observados na etapa de concepção da proposta, a saber:  Vento;  Radiação solar;  Humidade;  Geomorfologia;  Vegetação.

Quadro nº 50 Critérios com influência na concepção da proposta

Ambientais

Factores Variáveis Condicionantes do micro-clima Influências na proposta Vento

Regime mensal

de ventos Dominantes N/NW Mais fortes NW

Orientação da rede viária e exposição dos edifícios Canalização dos ventos dominantes

Rugosidade do solo Vegetação

Topografia

Implantação dos edifícios de modo a canalizar os

ventos dominantes

protegendo praças e

espaços livres

Plantação de barreira

arbórea com espécies de folha perene na zona

N/NW da área de

intervenção, para

diminuição da velocidade do ar

Opção por espécies

arbóreas com ramos desde a base (cipreste) e em enfiamentos de 3 filas para um maior controlo da acção do vento

Ventos locais Ventos de Montanha Ventos de Vale

Diferença de cércea nos vários lotes com vista a diminuir a velocidade do ar Protecção dos edifícios face aos ventos húmidos Definição da rede viária em função da localização dos edifícios e dos ventos predominantes

Definição da localização e

dimensionamento dos

espaços livres e zonas

verdes para utilização

Radiação Solar

Temperatura Máxima entre Jul/Ago Mínima entre Dez/Jan

Adaptação da proposta à

topografia existente

evitando sombreamentos

originados por outros

edifícios

Radiação Global

Radiação Difusa Máxima entre Jul/Ago Mínima entre Jan/Fev

Orientação da rede viária e exposição dos edifícios Altura dos edifícios e largura das ruas

Usos do solo

Orientação dos espaços livres e praças Vegetação Topografia Iluminação pública Criação de protecções solares face ao considerável nº de horas efectivas de radiação solar directa

Localização dos espaços livres e praças públicas e

tipo de sombreamento passivo e activo Definição de materiais de revestimento exterior consoante a orientação solar Insolação (nº horas de sol descoberto) Máxima em Julho Mínima em Dezembro Implantação e orientação solar dos lotes com maior exposição possível a sul por m2

Localização dos edifícios consoante os usos e valências previstas e a orientação solar

Altura dos edifícios e largura dos arruamentos consoante as orientações solares

Nebulosidade

> n.º de dias de céu limpo entre Jul/Ago

> n.º de dias de céu encoberto entre Dez/Fev

Localização dos espaços livres e praças públicas Afastamento dos passeios as rodovias.

Tipo de iluminação publica

Humidade

Hidrologia

Existência de Linha de Água sentido W/E.

Lenta troca de água entre

os dois sub-aquíferos devido às características semi-permeáveis e impermeáveis das formações argilosas. Localização e extensão de zonas húmidas Localização de zonas

verdes e espaços livres Usos do solo

Permeabilidade do solo

Condicionantes ao uso do solo para determinadas valências

Localização das zonas verdes e espaços livres

Precipitação Máxima entre Nov/Fev Mínima entre Jul/Ago Selecção dos materiais de revestimento de espaços

públicos

Balanço Hídrico Positivo entre Mar/Out Negativo entre Mai/Set Selecção das espécies de coberto vegetal e arbóreas Termopluviome

tria

Período húmido entre

Out/Abr

Período Seco entre Mai/Set

Revestimento de

pavimentos

Recolha de águas da chuva

Sistema de recolha de águas pluviais e pontos de acumulação

Geo morfologia Tipo de Solo Solos existentes classificam-se como Cambissolos eutricos Solos poucos evoluídos formado a partir de rocha calcária

Fertilidade deficiente

Natureza dos solos

Tipo de uso e acabamento superficial do solo

Exposição solar das

pendentes

Percentagem de solo

impermeabilizado

Sismicidade

Altura e características dos edifícios

Dimensionamento da

largura dos arruamentos

Capacidade de carga para as fundações

Formações aflorantes

Areias eólicas Areias com seixos Complexo argilo-grenoso Complexo greso-argiloso Dimensionamento construtivo dos arruamentos Soluções construtivas e materiais de revestimento de arruamentos e espaços públicos Relevo

Superfície na sua maioria aplanada, com pendentes entre 4-8%.

Pequenas manchas com pendentes entre 8-15% a NE.

Pendente mais acentuada a Sul entre 40-45%.

Dimensionamento dos

espaços livres e verdes Sistema de recolha de águas pluviais

Uso do solo em função da pendente Escoamento superficial do solo Formações geológicas superficiais muito permeáveis. Potencial de escoamento superficial abaixo de média. Espécies arbóreas,

arbustivas e vegetais Selecção arbóreas, das arbustivas espécies e vegetais

Criação de sistemas de recolha de águas das chuvas para reutilização em rega e recarga de lagos

Hidrologia Nível de alagamento e de recarga de aquífero Aproveitamento das linhas de águas

Uso do solo Essencialmente florestal. Área agrícola é mínima. Percentagem impermeabilizado e de solo de solo