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Synthesis, Characterization and Photophysical Properties of a Series of Six- Six-Coordinated Iridium(III) Corroles

SARRIS (1981) e THOMPSON (1981) apresentam uma coletânea dos principais modelos usados na análise do comércio mundial de produtos agrícolas; LABYS (1975) classificou os modelos de comércio de commodities em oito tipos diferentes, conforme o objetivo a ser alcançado na análise. A diferença básica dos modelos de comércio internacional, conforme ressaltam GRENNES et al. (1978), refere-se às restrições a que estão associados, sejam elas relacionadas à teoria econômica ou à própria especificação funcional do modelo.

Os principais modelos de comércio internacional apresentados na literatura especializada são os modelos dinâmicos, os modelos de equilíbrio espacial, os modelos market share e os modelos para produtos diferenciados.

Os primeiros, isto é, os modelos de sistemas dinâmicos, originaram-se na engenharia industrial e envolvem técnicas de simulação computacionais. A relação entre as variáveis que compõem a estrutura de tais modelos, ao não se basear nos fundamentos da teoria econômica, pode ocasionar resultados inconsistentes, no que se refere ao comportamento do comércio internacional de determinado produto (GRENNES et al., 1978).

O modelo de equilíbrio espacial foi desenvolvido por SAMUELSON (1952) e formulado por TAKAYAMA e JUDGE (1964). Em sua formulação pressupõe-se que os produtos originados de países diferentes sejam homogêneos, sob o ponto de vista dos consumidores internacionais, sendo, portanto, tratados como substitutos perfeitos. Para isso, o mundo é dividido em regiões e estimam- se funções de oferta e de demanda para cada região, definem-se os centros de

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consumo e de produção nas diversas regiões, bem como estimam-se os custos de transportes entre tais pontos. Os fluxos comerciais de determinado produto, por sua vez, são otimizados mediante a minimização dos custos de transportes entre os centros produtores e consumidores (GRENNES et al., 1978; SARRIS, 1981).

Para FONTES (1988), a teoria econômica subjacente à abordagem do modelo tipo market share está relacionada ao estudo de Telser sobre a demanda para bens de marcas. TELSER (1962) desenvolveu uma teoria probabilística da demanda na qual os consumidores tendem a trocar as compras daquelas marcas que têm seus preços elevados por aquelas cujos preços se reduzem. No contexto do comércio internacional, os modelos market share associam as mudanças nas exportações relativas dos países competidores em um dado mercado às mudanças nos preços relativos dos produtos vendidos por aqueles países. Para SHAHWAHID e OTHMAN (1991), os modelos de market share são apropriados, principalmente, quando os produtos em estudo podem ser diferenciados por local de origem. Já THOMPSON (1981) avalia tais modelos como consistentes com as diversas teorias de comércio, as quais assumem a diferenciação dos produtos por país de origem.

Os modelos de market share podem ser utilizados de diversas formas, dentre as quais citam-se o modelo de Linnemann e o modelo constant market share de RICHARDSON (1971). No primeiro modelo (de Linnemann), considera-se que o fluxo comercial Xij, do país i para o país j, depende da oferta

de fatores do país exportador i, da demanda de fatores do país importador j e dos fatores que prejudicam o fluxo comercial entre os dois países. Já no modelo constant market share examinam-se as mudanças no comportamento das exportações de determinado produto, procurando explicá-las com base no crescimento do comércio mundial total, no crescimento de cada mercado importador e na estrutura dos acordos internacionais de comércio.

O modelo para produtos diferenciados por local de origem foi desenvolvido por ARMINGTON (1969a e 1969b), fundamentando-se na pressuposição de que os consumidores internacionais percebem os mesmos bens originados em países diferentes como tipos diferentes de produtos. O exemplo

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mais atual seria o caso da carne bovina originária dos países da União Européia (em virtude do surto da doença da vaca louca) e da carne bovina originária de outros países, como, por exemplo, do Brasil, nos quais não se verificou nenhum indício da existência daquela enfermidade entre os animais do País.

Além da pressuposição de diferenciação por local de origem, ARMINGTON (1969a) impôs as seguintes restrições ao seu modelo: a) a taxa marginal de substituição entre dois produtos, pertencentes à mesma categoria de bens, é independente das quantidades dos produtos de todas as outras categorias; e b) a elasticidade de substituição entre qualquer par de produtos, em um dado mercado, é constante e igual à elasticidade de substituição entre qualquer outro par de produtos que compete no mesmo mercado.

Todos os modelos apresentados anteriormente têm sido largamente utilizados em estudos empíricos. Dentre outras aplicações empíricas, por exemplo, HOLLAND e JUDGE (1963) usaram um modelo espacial para analisar a competição da indústria de tábuas entre algumas regiões dos Estados Unidos. ADAMS e HAYNES (1980) desenvolveram um modelo espacial para projeções, a longo prazo, das tendências de preço, consumo e produção de madeira compensada, tábuas de coníferas e madeira em pé, no mercado norte-americano. FONTES (1988) utilizou um modelo market share para estudar as exportações agrícolas dos Estados Unidos, enfatizando o papel da diferenciação de produtos e da rigidez dos mercados.

O modelo de Armington, por sua vez, foi usado por vários autores para estudar o comércio de produtos agrícolas, podendo-se citar os trabalhos de GRENNES et al. (1978), JOHNSON et al. (1979), ABBOTT e PAARLBERG (1986), BABULA (1987), HANIOTIS (1990) e SILVA (1990 e 1993). Além disso, CHOU e BUONGIORNO (1983), OLIVEIRA (1995) e OLIVEIRA et al. (1996) aplicaram o modelo de Armington ao estudo do comércio de produtos florestais.

Como ressaltado por BABULA (1987), a teoria de Armington apresenta quatro vantagens. Primeiro, a otimização do importador em dois estágios é endogeneizada de uma forma consistente com o processo de um único estágio e

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de uma forma tal que não viola a teoria Hicksiana do consumidor. Em segundo lugar, a pressuposição de separabilidade fraca, exigida para o processo de maximização em dois estágios, reduz a multicolinearidade, de modo que se pode utilizar um modelo mais parcimonioso, omitido-se variáveis possivelmente colineares. Terceiro, a redução adicional pode surgir, também, por meio da indexação dos preços colineares em ambos os estágios da otimização do importador. Os preços dos produtos do primeiro estágio são concentrados dentro de um índice de preço para cada mercado homogeneamente separável. Os preços relacionados ao mercado da commodity específica (por exemplo, café) são concentrados dentro de uma variável razão de preços na relação do segundo estágio. Como a omissão e a indexação de variáveis colineares são remédios sugeridos para a multicolinearidade pelos textos econométricos (JOHNSTON, 1984; GUJARATI, 2000; KMENTA, 1990), BABULA (1987) ressalta que um importante atributo do modelo de Armington é de que suas especificações implementam esses remédios para a multicolinearidade com o luxo da justificação teórica. Por último, a quarta vantagem da teoria de Armington é que ela permite que as elasticidades-preço sejam estimadas indiretamente apenas com as informações das parcelas, as elasticidades-preço diretas e os coeficientes da razão de preços (a elasticidade de substituição estimada).

2.3. Razões para a existência de diferenciação dos produtos por local de ori-