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Syntheses of MIDA-Protected Boronates via Reactions of Na 2 MIDA with Boron Halides, Then Reactions with Organometallic Compounds

Results and Discussion

5.6 Syntheses of MIDA-Protected Boronates via Reactions of Na 2 MIDA with Boron Halides, Then Reactions with Organometallic Compounds

É importante conhecermos o perfil dos jornais analisados, já que, para a realização de uma análise discursiva, não podemos desconsiderar as circunstâncias de produção, uma vez que “existe uma profunda relação entre a linguagem e o contexto sócio-histórico em que ela se insere” (MELO, 2007, p. 105).

2.2.1 O jornal Estado de Minas40

O jornal Estado de Minas foi fundado em 7 de março de 1928 e é um dos mais importantes periódicos impressos de Minas Gerais, apesar da queda de venda sofrida nos últimos anos. De circulação diária e formato padrão, apresenta também alguns de seus conteúdos na internet desde 1995, porém exige-se uma assinatura paga para essa leitura. Com sua sede na capital mineira, desde 1929 pertence ao Grupo Diários Associados, que, atualmente, possui 12 jornais, 6 emissoras de televisão, 14 rádios e 10 empresas associadas distribuídas pelo país. Os Diários Associados, conhecidos também como Condomínio Acionário das Emissoras e Diários Associados, correspondem ao sexto maior conglomerado de empresas de mídia no Brasil.

O Estado de Minas circula diariamente com seus cadernos/seções fixos/as: Primeiro Caderno (cobrindo os principais acontecimentos do país ou da região), Política, Opinião, Nacional, Internacional, Ciência, Economia, Esportes, Gerais, EM Cultura, Economia, além dos suplementos, publicados uma ou duas vezes por semana: Agropecuário, Bem viver, Divirta-se, Direito & Justiça, Feminino & Masculino, Guia de Negócios, Gurilândia, Informática, Pensar, Ragga Drops, Turismo, TV, Classificados, Imóveis, Emprego, Hora livre e Prazer EM Ajudar.

Segundo dados dos Estudos Marplan/EGM, obtidos entre abril de 2008 e março de 2009, quanto à classe social, os leitores do Estado de Minas se dividem em: A1 (10%), A2 (18%), B1 (23%), B2 (21%), C (26%), DE (2%). Entre os jornais que circulam em Belo Horizonte, é o que ocupa o maior número de leitores com cargos de nível superior em suas atividades profissionais. Em geral, possuem renda familiar a partir de 10 salários mínimos, dispõem de aplicação financeira, já viajaram ou pretendem viajar para o exterior e costumam frequentar exposições, museus e peças de teatro.

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Em relação à circulação desse periódico (IVC/setembro de 2009), tem-se 102.034 mil exemplares aos domingos, sendo 76% destinados a assinantes e 24% a venda avulsa; nos dias úteis, a circulação é de 71.926 exemplares, dos quais 90% correspondem a assinaturas e 10% a vendas avulsas.

Segundo dados do próprio jornal, possuem 531 mil leitores na Grande Belo Horizonte, sendo 53% do sexo masculino e 47%, feminino, com idade adulta, em geral: 10 a 14 anos (3%), 15 a 19 (9%), 20 a 29 (27%), 30 a 39 (21%), 40 a 49 (19%), 50 ou mais (21%).

2.2.2 O jornal Folha de S. Paulo

O jornal Folha de S. Paulo, ou simplesmente Folha, fundado em 19 de fevereiro de 1921, foi, desde a década de 80 até o início do século XXI, o jornal mais vendido no país, de acordo com os dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). Sua circulação impressa é de abrangência nacional, e também oferece conteúdo on-line a seus leitores.

Pertencente à Empresa Folha da Manhã S/A, é editado na cidade de São Paulo e sua circulação é nacional. Apresenta, na atualidade, os cadernos diários: Capa, Opinião, Poder, Mundo, Ciência, Mercado, Cotidiano, Esporte, Ilustrada, Acontece e Classificados; além dos suplementos semanais: Folhateen, Equilíbrio, Tec, Fovest, Turismo, Guia da Folha, Folhinha, Ilustríssima, Sãopaulo e Revista Serafina.

Em 1930, apoiou a eleição de Júlio Prestes à Presidência da República, fato que acabou levando ao seu fechamento, devido às críticas à Aliança Liberal de Getúlio Vargas. Sua reabertura se deu em 1931 com novos donos e nova linha editorial, intitulado Folha da Manhã e mais voltado para assuntos relacionados à agricultura.

Posteriormente, evidenciando a sua forte e representativa vinculação com questões político-partidárias do país, já com o nome Folha de S. Paulo, apoiou o golpe militar de 1964 e a ditadura militar implantada até o governo de Geisel. No início da década de 70, devido aos constantes ataques em veículos de entrega do jornal, uma nova redação foi implantada, acarretando uma mudança em sua linha editorial, que, na década de 80, ficou marcada pelo constante apoio ao movimento das Diretas Já.

Em 1980, foi também pioneiro na adoção de infográficos e quadros, com o objetivo de didatizar os detalhes das principais notícias e contextos das mesmas. Além disso, no início da década de 1990, a Folha começou a investir na criação de novos produtos e suplementos dentro do jornal, como a Revista da Folha, o caderno Folhateen

e a TV Folha, passando a liderar as vendas em São Paulo, tendo como aliada uma grande campanha publicitária. A reforma gráfica em meados da década de 1990 e o lançamento de brindes como o Atlas da Folha e dicionários reforçaram a liderança na época.

Atualmente, porém, esse cenário vem mudando bastante. Segundo dados do IVC, a Folha fechou o primeiro trimestre de 2009 com média diária de 298.351, enquanto que, no começo de 2000, essa média era de 429.476 e, em 1997, de 530.000. Houve também queda nas vendas avulsas. O jornal vendeu em média 21.849 exemplares em todo o território nacional entre janeiro e setembro de 2009, sendo hoje o vigésimo quarto jornal em vendas avulsas.

No entanto, é preciso salientar que esse declínio (e também o de outros jornais) pode estar associado à maior inclusão digital da sociedade brasileira. É fato que inúmeros internautas hoje leem notícias diariamente e nem por isso são assinantes de qualquer tipo de mídia impressa.

Em relação ao perfil dos leitores, de acordo com o levantamento do Datafolha, realizado em 45 cidades do país, de abril a junho de 2007, 68% possuem curso superior; 90% pertecem às classes A e B; 92% assistem a telejornais; 69% leem revistas e 57% buscam notícias na internet. A maior parcela desses leitores tem entre 23 e 49 anos, pratica alguma atividade física, frequenta restaurantes, shoppings, cinema e livrarias.

Diante das características apresentadas, consideramos ser este um importante periódico para compor o corpus de nossa pesquisa