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1.5 Empiri og metodevalg

1.5.1 Surveydataene: Empiriske og metodiske vurderinger

Do ponto de vista do percurso metodológico, o ensaio controlado aleatório já foi executado, ou seja, a etapa de coleta dos dados já foi concluída, etapa da qual a doutoranda não participou. A descrição dos procedimentos metodológicos do ensaio controlado aleatório não será aqui detalhada, mas com base no projeto e no relatório final do estudo para a FAPESP, reproduzimo-la parcialmente, mantendo o texto original. Em seguida tem-se o resumo do protocolo na forma de um roteiro que dá diretrizes para o desenvolvimento dos quatro encontros.

O roteiro teve como objetivo orientar o atendimento (de cada profissional com cada paciente) e auxiliar para que tivessem algum grau de estruturação e de homogeneidade para fins de comparabilidade, exigidos pela natureza do ensaio controlado aleatório. Pretendia-se com a padronização, a comparabilidade entre as

      

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Este objetivo específico foi abolido da pesquisa, pois muito precocemente se constatou que o material analisado não poderia responder a respeito. Seriam necessárias entrevistas individuais com as profissionais que extrapolavam a metodologia proposta e as possibilidades do estudo.

intervenções com os diferentes pacientes, assim como avaliar a efetividade (êxito técnico), factibilidade, além de aspectos de natureza qualitativa, tais como os que propomos para esse estudo.

DESCRIÇAO DOS PROCEDIMENTOS DO ENSAIO 44

ABORDAGEM INICIAL

A pesquisa se inicia pela identificação e convite ao voluntário para participar da pesquisa. Caso concorde será feita a leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), após a qual serão esclarecidas as dúvidas e coletada a assinatura.

Em seguida serão realizadas a entrevista de adesão, a manipulação das duas medicações eleitas para os frascos MEMS45, a programação do dispositivo e fornecidas orientações sobre cuidados no uso do MEMS e do diário. Neste momento também será efetuado um contrato com o voluntário, esclarecendo-o sobre a necessidade de comparecimento ao serviço, além das suas consultas rotineiras, para participar das atividades da pesquisa. Será assegurado recurso financeiro para o deslocamento do voluntário, de modo a facilitar o acesso ao serviço e às atividades.

O entrevistador deverá fornecer o número do telefone do serviço, os nomes dos profissionais de apoio, horários de funcionamento e assegurar ao voluntário que ele poderá procurar o serviço sempre que necessitar.

O primeiro retorno será em 30 dias para realizar a leitura dos MEMS, ocasião na qual também será averiguado o funcionamento dos dispositivos. Em seguida, o profissional procederá à alocação nos braços da pesquisa (controle ou intervenção/experimental).

O voluntário alocado para o braço da intervenção individual deverá participar de 4 encontros quinzenais de duração aproximada de 60 minutos, que se iniciam um mês após a alocação (portanto, com dois meses de uso de MEMS).

No momento da alocação, será refeito o contrato no qual serão: estabelecidas as preferências de dias e horários para agendamento, freqüência da atividade,       

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Extraído de: NEMES, M. I. B. et al. Avaliação de tecnologias para melhoria da adesão do paciente ao tratamento antirretroviral da aids. Projeto de pesquisa FAPESP. Processo Nº 2006/61277-6.

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Trata-se de um tipo de equipamento (recipiente) para monitoramento eletrônico das freqüências e dos horários em que o paciente abre o recipiente para retirada dos comprimidos.

compromisso em relação às faltas ao atendimento (evitar e, caso ocorra, avisar e reagendar), data de início e término da atividade; fornecidas informações sobre objetivos e técnicas que serão utilizadas. Esse contrato deverá ser retomado no início da atividade, com devolutiva ao final de cada encontro e readequado sempre que necessário.

DESENVOLVIMENTO

Espera-se que toda a atividade se desenvolva na forma de um diálogo entre dois sujeitos. O diálogo se inicia por uma presentificação, momento em que os indivíduos se reconhecem como sujeitos capazes de estabelecer uma comunicação real. Este é o momento que chamamos de momento “quem somos?”.

Evolui para a confiança e solidariedade mútuas, criando então condições para a reflexão conjunta e a “invenção” de propostas. Este é o momento da fusão de

horizontes, que “responde” à pergunta “o quê queremos?. No terceiro momento os

sujeitos estão aptos a rever-se de um novo ponto de vista, a reidentificar-se estabelecendo acordos de modo a “responder à pergunta” “o quê podemos?”

Evidentemente estes momentos “acontecerão” durante todos os encontros da atividade. Salientamos, porém, a importância de que o primeiro encontro se dedique

totalmente à presentificação, ao reconhecimento um do outro, visto sua relevância

ROTEIRO

1º Encontro Objetivos:

Reconhecer, profissional e voluntário, como sujeitos da atividade. Localizar situações, contextos e questões que dificultam o tratamento. Priorizar em conjunto aspectos mais importantes e pactuar encontros. Resolver dúvidas técnicas sobre o tratamento.

Conteúdo:

Apresentação do profissional e da atividade. Apreciar o contexto geral de vida da pessoa.

Contextualização do uso dos medicamentos na vida do voluntário. Metodologia:

Discurso livre, escuta atenta.

Investigação de situações, contextos e questões do tratamento. Uso de material de informação técnica.

Registro compartilhado.

1ª SUPERVISÃO DAS PROFISSIONAIS 2ª e 3º encontros e parte inicial do 4º encontro Objetivos:

Compreender e decodificar situações.

Ampliar repertórios pessoais em relação a situações e dificuldades “diagnosticadas” no 1º encontro.

Conteúdo:

Retomar dúvidas da 1ª sessão; repactuar aspectos p/ discussão. Discutir situações, contextos e questões que dificultam o tratamento. Tematizar caminhos e soluções.

Metodologia:

Produção de ‘cenas’ que expressam contextos cotidianos de vivência com o tratamento. Discussão de caminhos possíveis.

Registro compartilhado.

2ª SUPERVISÃO (apenas pós 2º encontro) Parte final da 4ª sessão

Objetivos:

Discutir caminhos do autocuidado. Assegurar cuidados no serviço. Conteúdo:

Retomar caminhos e soluções dos encontros. Tematizar caminhos e soluções e planos de futuro. Esclarecimentos e orientações finais da pesquisa. Metodologia:

Conversa, orientações Registro compartilhado

O material de análise em potencial é o conjunto dos áudios e das transcrições dos quatro encontros (sessões de atendimentos) realizados com 44 pacientes (de grupo experimental que concluíram o protocolo), totalizando 176 encontros/sessões, conduzidos por três profissionais de saúde. Elas foram selecionadas para participarem do estudo segundo critérios previamente definidos, capacitadas e supervisionadas.