4 ‘The world’s first major renewable energy economy’
5 Lobbying strategies of the interest organizations
5.3 Summing up the empirical material
A idade média dos participantes da pesquisa é entre 35 e 55 anos, o nível de escolaridade é entre o ensino médio e superior, são casados há pelo menos 3 anos e o número de filhos é entre um e quatro filhos.
Neste capítulo considera-se os resultados das entrevistas e a discussão dos fragmentos de fala dos participantes de acordo com as zonas de sentido que emergiram do universo pesquisado.
O estudo constitui-se em analisar e interpretar as falas de cada participante quanto ao significado atribuído às perguntas do questionário da entrevista semiestruturada.
5.1 DA ANÁLISE EMERGIRAM SEIS ZONAS DE SENTIDO, CONFORME GONZÁLEZ REY E SÃO APRESENTADAS E DISCUTIDAS A SEGUIR:
5.1.1 Primeira zona de sentido: “O que me chamou a atenção foi o jeito dela, o jeito dele”
No tema relacionado aos motivos que despertaram o interesse de um pelo outro, o casal 1 -Segundo a mulher: “ Me chamou a atenção o “jeito” dele , sempre com um amigo e também algumas atitudes diferentes de outros rapazes. Para o homem: “O jeito” dela me chamou a atenção. Ela era diferente das outras meninas e isso me interessou. Talvez ela seja diferente por ter perdido a mãe novinha.”
Cada um separadamente, evidenciou em nosso encontro, que utilizam termos como rapaz e menina ao se reportarem um ao outro e apresentam uma maneira carinhosa de se relacionarem além de uma preocupação em corresponder as expectativas que um e outro têm com relação ao casamento, através da exposição de exigências de uma postura responsável quanto às questões que
entendem como necessárias para a manutenção de uma relação conjugal baseada no respeito e no cooperativismo.
No casal 2, a insistência a partir do interesse, proporcionou continuidade de encontros entre ambos para o enamoramento. Segundo a mulher: ”Me interessou o “jeito” dele, depois de ter sido apresentada a ele. Ele insistiu para que uma amiga em comum me apresentasse a ele”. Para o homem:” Me senti atraído por ela e pedi a uma amiga em comum para me apresentar a ela. Depois de cinco meses ela estava grávida”.
Ambos são do Nordeste e deixaram suas famílias para trabalhar em Brasília. Ele é mais velho que ela sete anos. Ele estava só em Brasília e ela veio trabalhar como empregada doméstica em uma casa de família. Após cinco meses de namoro ela engravidou e resolveram casar apesar da diferença de idade e de etnia. Durante o encontro com cada um separadamente, foi percebido que a interação que eles mantém até o momento, parece confirmar dados da necessidade de ambos possuírem uma família.
No casal 3, a atração foi o motivo que desencadeou o enamoramento. Segundo a mulher: “Inicialmente senti-me atraída por ele e depois gostei do “jeito” dele. Da atração passei a gostar dele”. Segundo o homem: “Logo que cheguei à Brasília, me interessei por ela, que alugava um quarto na casa de meu tio. Logo me interessei por ela e fomos morar juntos”.
Nesse casal foi observado um desejo de possuírem uma família, originário do fato de ambos terem saído de seus núcleos familiares e cidades de origem e vindo para Brasília em busca de melhores condições de vida. A mulher deixou uma filha que teve solteira aos cuidados de sua mãe. Ele veio para tentar melhores condições de vida, mas de imediato hospedou-se na casa de um tio e o referencial de família se completou com a possibilidade de se casar a partir da atração que sentiu por ela.
No casal 4, a admiração despertou o interesse mútuo, a partir de um encontro casual em um supermercado no qual ambos estavam ocupados com tarefas rotineiras. Segundo ela: “Sempre me interessei por homens mais velhos, pois preciso de segurança. Talvez por ter perdido meu pai, ainda menina. A bondade dele me cativou e senti vontade de nos encontrarmos depois. No quarto dia do
nosso encontro, não dormimos mais separados”. Segundo ele: “Começamos a conversar num caixa de supermercado e logo que a vi, me interessei por ela, pela sua vitalidade e não consegui esquecê-la. Trocamos telefones no estacionamento do supermercado e no dia seguinte a convidei para sair e nunca mais nos separamos”.
Os dois possuíam experiência conjugal anterior e durante o encontro para a pesquisa, ficou evidente que conservam as mesmas tarefas rotineiras que realizavam no momento do encontro. Ele era viúvo, com dois filhos adultos e ela era divorciada com dois filhos e um terceiro de uma relação que teve anteriormente. Ambos parecem ter se enamorado a partir de uma identificação familiar que através da atração mútua deu prosseguimento ao casamento.
Os casais participantes apresentaram questões subjetivas na definição do interesse de um pelo outro, que fizeram com que dessem prosseguimento a novos encontros, propiciando assim o enamoramento e a concretização do casamento. A presença de um significado relacionado ao imaginário de cada um, refere-se ao “jeito”, “atração”, “admiração”, em que aspectos subjetivos foram propulsores para a atitude de dar prosseguimento à relação. O interesse nesses casais está ancorado no desejo e na representação do enamoramento.
O sociólogo Alberoni (1988, p. 54), reproduz sua distinção clássica nestes termos:
O amor é uma paixão. O amor é êxtase, mas também tormento. Em compensação, a amizade tem horror ao sofrimento. Amigos querem estar juntos para serem felizes. Se não conseguem, vão embora. O amor não é forçosamente um sentimento recíproco, e uma das características é a busca da reciprocidade. A amizade, pelo contrário, sempre requer reciprocidade. Em amizade, não há lugar para o ódio.
Os amigos descritos por Alberoni (1988), refere-se aos amantes que querem ter de si mesmos imagens recíprocas semelhantes, ou pelo menos sem dissonâncias excessivas. Segundo Alberoni (1988), reunimo-nos porque nos assemelhamos e desejamos ver com um mesmo olhar, uma mesma realidade. Os amantes andam lado a lado, solidários para enfrentar a vida.
Segundo Costa (1998), aprendemos a crer que amar romanticamente é uma tarefa simples e ao alcance de qualquer pessoa razoavelmente adulta, madura, sem
inibições afetivas ou impedimentos culturais. O sentimento do insucesso amoroso é por isso mesmo, acompanhado de culpa, baixa da autoestima e não de revolta contra o valor imposto, como na situação do preconceito. Poucos são capazes de duvidar da “universalidade” e da “bondade” deste amor culturalmente oferecido como algo sem o que nos sentimos infelizes.
Para Badinter (1986), a tendência atual não está mais ligada à noção transcendente do casal, mas antes à união de duas pessoas que consideram menos como metades de uma unidade, do que como dois conjuntos autônomos. A aliança dificilmente admite sacrifícios da menor parte de si. A hipertrofia do ego e o individualismo são sérios obstáculos para a vida a dois, tal como desejamos. Nossos objetivos mudaram e não desejamos mais pagar o preço apenas para que o outro esteja presente ao nosso lado.
Para Badinter (1986), quando o imperativo categórico não enuncia mais as condições de reciprocidade, a relação entre os casais reconhece que a relação intersubjetiva perde seu valor. “O espaço da rivalidade inter-humana cede lugar, pouco a pouco, a uma relação pública neutra, onde o outro esvaziado de qualquer consistência, não é mais hostil ou competitivo, mas antes indiferente” (BADINTER, 1986, p. 269)
5.1.2 Segunda zona de sentido: “ Minha família gostou, resistiu ao negro e à gravidez”
Nesta zona de sentido observa-se a aceitação e a resistência conforme o imaginário e a ancoragem do racismo e da legalização, principalmente quando envolve a gravidez.
O item 2 refere-se a como a família recebeu o parceiro. No casal 1, a aprovação preponderou entre as famílias de ambos. Segundo a mulher; “Meu pai gostou dele de imediato. O fato de ter perdido minha mãe, quando era criança, ficamos muito unidos e a opinião dele e de minha irmã foram muito importantes para mim”. Para ele: “A minha família a recebeu muito bem, pois de imediato viram que
ela era diferente, mais amadurecida, talvez pelo fato de ter perdido a mãe, ainda criança.”
O casal é o mais jovem da pesquisa e apresenta um modelo de casamento baseado no respeito mútuo, na divisão de tarefas e no cooperativismo. Segundo ela, a relação precisa ser pautada no respeito que precisam ter um pelo outro para que haja possibilidade de convivência. A aprovação familiar da família de cada um influenciou na escolha do parceiro confirmando como objetivaram a escolha do parceiro para o casamento, ancorando na expectativa e valores do meio social e da família de origem.
No casal 2, a resistência foi uma das características vividas pelo casal na aceitação da família com relação ao marido. Segundo ela: “Minha família não o recebeu muito bem por ele ser negro, ser mais velho que eu sete anos e por eu ter engravidado após cinco meses de namoro”. Segundo ele: “Não houve da parte da minha família nenhuma objeção a ela”.
O casal está casado há dezoito anos, tem uma filha de 18 anos e um filho de 5 anos. Não mantém contato com a família dela, pois segundo eles a distância impede, pois moram no interior da Bahia. Anualmente vão visitar a família dele com os filhos, mas mantém uma vida reservada ao núcleo familiar.
Nesse casal, o preconceito e a gravidez representaram resistências para a aceitação do parceiro, demonstrando as expectativas e preconceitos da família da mulher. Os valores de sua família estão ancorados no valor dado ao casamento ser realizado entre pessoas da mesma cor e do mesmo nível econômico e social.
O casal 3 viveu a pressão para que o casamento se transformasse em uma união reconhecida legalmente. Segundo a mulher; “Por sentirmos atração, fomos morar juntos de imediato. Minha mãe cobrou que casássemos, pois eu já tinha uma filha que estava sendo criada por ela”. Segundo ele: “Logo fomos viver juntos e montamos nossa casa. A mãe dela cobrou que casássemos legalmente. Minha mulher teve uma filha no Piauí que era criada pela mãe e talvez por isso a cobrança”.
A instituição do casamento representou para esse casal uma forma de reproduzir um modelo que a família da mulher considerava como necessária à
preservação de valores. Ambos possuem crenças semelhantes, são o casal com mais idade da pesquisa, da mesma cidade e do mesmo nível sócio cultural. Tais questões lhe conferem parceria e intimidade.
As representações sociais do casamento nesse casal estão objetivadas e ancoradas em um sistema de valores que se identificam entre si e estão ancorados na idéia de que a mulher já havia passado por um gravidez precoce em sua cidade natal e que uma outra gravidez não deveria fazer parte da “nova” vida que levaria em Brasília. O valor tradicional é que a maternidade não deve acontecer antes do casamento.
No casal 4, a cobrança foi vivenciada pelo casal que tem uma diferença de 25 anos. Ele era viúvo, com dois filhos adultos e com uma situação econômica social diferente da dela. Esses motivos geraram não aceitação ao casamento por parte da filha dele que afirmava que a mulher estava interessada no dinheiro dele. Segundo ela: “Minha família gostou dele pela bondade com todas as pessoas”. Segundo ele: “Por eu ser viúvo e mais velho, possuindo uma situação financeira boa, meus filhos não aceitaram o nosso casamento. Convidamos minha filha para ser madrinha de nossa filha e ela foi se aproximando. Temos uma convivência boa, embora eles continuem a não encarar nossa união satisfatoriamente”.
Para esse casal as representações sociais estão objetivadas nas necessidades de ambos terem uma família e ancorada no valor que a família do homem dá ao casamento ser realizado por pessoas da mesma idade e que deve ser realizado por pessoas da mesma classe socioeconômica.
A escolha amorosa na pesquisa demonstrou que existem questões subjetivas que norteiam a escolha para o casamento tais como a identificação cultural e valores semelhantes.
Segundo Badinter (1986), hoje o amor ternura está no encontro do casamento; ficamos casados enquanto sentimos satisfação. “Cada vez mais, casais persistem em recusar continuar casados porque não sentem prazer em conviver com a família do cônjuge. Para muitos a Instituição esvaziada de sua significação, é inútil” (BADINTER, 1986, p. 287).
Para Badinter (1986), de qualquer forma, o casal amoroso continua sendo o “valor primeiro e último que funda a união legítima ou não”. O amor quer ser intenso mas, não passional, a relação pacífica e não guerreira. A união dos corações nutre- se da transparência própria da amizade. Contrariamente, ao que se pensou, por muito tempo, esta não é incomparável com o erotismo. É inclusive este sentimento que lhe dá uma chance de perdurar no casamento.
O decisivo na escolha amorosa dos casais pesquisados foi o grau de companheirismo e o sentimento de que o outro preenchia muito de suas necessidades.
5.1.3 Terceira zona de sentido: “Sexo: a freqüência se reduz, mas pode ser prioridade”
No tema relacionado a questão de como a paternidade e a maternidade influenciam a vida sexual do casal a pesquisa demonstrou que:
No casal 1, para ela; “Desligamos da questão sexual, quando nossa filha nasceu, apesar de antes ser bom e freqüente. A minha filha nasceu com um problema de saúde (órgão intestinal exposto) e com isso ficamos muito dedicados a ela. As tarefas com nossa filha, nos deixa cansados e precisamos retomar essa parte”. Para ele “Ela sempre foi mais ativa e após o nascimento de nossa filha houve uma diminuição na freqüência. Estou atento e quero retomar nossa relação sexual, pois isso tem me incomodado”.
Nesse casal houve uma diminuição da freqüência sexual e o casal está atento demonstrando dar importância ao bom funcionamento sexual na conjugalidade. Apresentam uma forma de relacionarem-se de forma afetuosa, procurando compensar a diminuição da freqüência sexual através de outras manifestações de afeto.
O casal 2, viveu a diminuição da freqüência sexual e a tentativa de se adaptarem a nova forma de relacionamento. Segundo ela: “A freqüência sexual
diminuiu depois de dezoito anos de casamento. Estamos muito dedicados aos nossos filhos que consomem muito do nosso tempo”. Segundo ele; “Com o nascimento dos filhos a relação sexual diminuiu muito a freqüência e com o tempo, fomos nos adaptando, pois vivemos bem com nossos filhos e entre nós”.
Esse casal vive uma vida familiar que se sobrepõe a relação conjugal. De alguma forma adaptaram-se a relação familiar como sendo o objetivo principal do casamento.
No casal 1 a atividade sexual diminuiu em função das condições que o casal vive com as tarefas domésticas que passaram a ter com o nascimento da filha. O desejo está ancorado no valor atribuído como intimidade do casal e pretendem com isso retomá-lo. No casal 2, o sexo não está ancorado na intimidade e sim na convivência familiar como sendo a prioridade do casal.
No casal 4, houve a diminuição da freqüência sexual por questões diversas. Para ela: “Houve uma diminuição muito grande por eu ser mais jovem que meu marido, tenho mais necessidade de sexo do que ele. Não admito a ideia de não “transar”. Há poucos dias atrás, tivemos uma conversa sobre a necessidade de termos relação com mais freqüência”. Para ele: “Quando a conheci senti muita atração física por ela. Depois que nossa filha nasceu a freqüência sexual diminuiu, principalmente porque nossa filha de 4 anos vem para nossa cama à noite”.
Nesse casal, cada um dos cônjuges passa por momentos diferentes quanto a necessidade de manter contato sexual. Enquanto ela exige uma maior freqüência, ele parece satisfazer-se com o contato afetivo entre ambos e na relação familiar. Para esse casal o sexo está ancorado nas necessidades pessoais. Enquanto o homem não sente tanta necessidade sexual, a mulher ancora o sexo no desejo pessoal que tem por ser mais jovem.
O casal 3, foi exceção pois a sexualidade foi considerada de forma prioritária. Para ela: “Sempre procuramos cuidar dos filhos, mas nunca deixamos de fazer sexo após o cuidado com os filhos”. Para ele: “Não abro mão de fazermos sexo, pois sempre dormimos abraçados e ela é o meu “cobertor de orelha”.
Esse casal de meia idade, durante o casamento manteve a relação sexual atribuindo prioridade ao fato de conservarem um espaço entre eles, embora tendo
quatro filhos. Durante o encontro com ambos separadamente, ficou visível a importância que atribuem à relação de marido e mulher. A questão sexual está ancorada nesse casal em um sistema de valor atribuído a intimidade no casamento, dando prioridade a essa questão.
Dentre os casais participantes as atribuições inerentes ao casamento são os motivos pelos quais a freqüência sexual diminuiu. Apresentam expectativa em resgatar a prática sexual, considerando a questão importante para a intimidade do casal. Apresentam concordância e relevância quanto à prática sexual estar presente no casamento.
Para Badinter (1986), vários indícios parecem mostrar que a relação amorosa que procuramos inspira-se muito mais no modelo de amizade do que no de paixão. Preferimos a serenidade à transparência, a confiança aos dilaceramentos, a estranheza, à desconfiança. A ausência de reciprocidade nos desliga e não podemos mais esperar por muito tempo num amor não partilhado.
Badinter (1986) discorre sobre o vocabulário que nos designa hoje que é muito significativo do tipo de relação que é a deles. Fala-se menos de amantes ou de cônjuges do que companheiros. Inicialmente o “companheirismo” designava associações de solidariedade entre operários; o “companheiro”, aquele com quem se divide o pão. Por extensão, tornou-se “aquele que divide os sentimentos ou o ideal de outra pessoa”. O termo implica a identidade de condição entre dois seres humanos, que experimentam sentimentos fraternos. O paradoxo aparente é que os amantes são irmãos. A relação sexual tornou-se um dos componentes desta relação fraterna.
Segundo Badinter (1986, p. 271):
Preferimos a solidão a tudo que julgamos entravar nossa liberdade, inclusive o amor. Em conseqüência, renunciamos às paixões e preferimos as normas das relações tranqüilas. Cultivamos uma ‘ética analgésica’ em que ‘não há lugar para riscos e sofrimentos’. E mesmo que quiséssemos, não conseguiríamos voltar ao tempo das grandes paixões, pois não somos mais capazes de experimentá-las, ‘nem do ponto de vista psicológico, nem do ponto de vista social’. No mundo atual, ‘os casais fazem confidências diante de câmeras de televisão’, o ‘casamento não é mais sagrado’, ‘as infidelidades são sucessivas’ e o resultado é que a ‘permissividade rouba da paixão seu motor mais potente’.
Dentre os casais participantes, embora a relação sexual tenha apresentado uma diminuição na freqüência após o nascimento dos filhos, demonstraram preocupação em retomá-la. Conseguem manter uma relação conjugal e familiar afetuosa, parecendo compensar os momentos de intimidade conjugal pelas relações fraternas na conjugalidade.
5.1.4 Quarta zona de sentido: “Nossa vida é a família, mas o trabalho doméstico é mais da mulher”
Nesse item a pesquisa procurou compreender como é a vida social e familiar dos casais participantes. Para a mulher do casal 1: “A vida do casamento mudou nossa rotina e procuramos viver uma vida em família com o nascimento da nossa filha”. Para o homem: “Nossa vida é em família, com nossa filha e meus pais que nos ajudam muito”.
As tarefas inerentes a paternidade / maternidade para esse casal parece consumir a disposição do casal se relacionar socialmente, pela dificuldade de compatibilizar as atividades. O casal acaba se relacionando com os pais dele não só por possuírem um bom relacionamento, mas também pela convivência diária com eles que oferecem ajuda tomando para eles a tarefa de cuidar da neta diariamente no período em que a mãe está trabalhando.
Para o casal 2, a vida desse casal é no núcleo familiar que construíram. Segundo ela: “ A nossa vida social é praticamente dedicada aos filhos nos finais de semana”. Segundo ele: “Vivemos em família, na convivência com os filhos e não temos muitos amigos”.
Esse casal vive a rotina da vida cotidiana no núcleo familiar, junto aos filhos e os projetos pessoais, transformam-se em projetos familiares. O imaginário do casamento pressupõe que projetos pessoais são inseridos nos projetos familiares e nesse casal essa prática se destaca.
O casal vive a vida em familiar com a justificativa de uma família grande pela quantidade de filhos e netos”. Para ela: “Os finais de semana são vividos em família. Todos os filhos vão para nossa casa com nossos netos. Para ele: “Nossa vida em
família é muito agitada com a presença dos filhos e netos. Não sobra tempo para atividades fora de casa”.
Nesse casal, as relações familiares são de suma importância para o casamento deles. Vivem a rotina do casamento, envolvidos com as tarefas com os filhos e netos e seus objetivos se concentram em corresponder as necessidades da família.
No casal 4, apesar de prevalecer a vida em família, mantém a vida social