5. Drøfting
5.2 Styrking av egenomsorg
A tabela abaixo representa o potencial econômico do negócio na cidade. Pegamos os pesos totais de materiais recicláveis em todos os condomínios e multiplicamos pelos preços de venda.
Figura 5.8: Potencial econômico da cidade
Foi encontrado um resultado impressionante. Assumindo um cenário, onde todos os 5500 condomínios estariam participando como fornecedores e que todo o material coletado seria vendido às fábricas consumidoras de material reciclado, pelo preço médio encontrado na pesquisa com as próprias fábricas, temos um montante de R$ 1.967.122,08. Assim temos a dimensão não só por peso de material, mas também da quantidade de dinheiro que o uso adequado do canal de reciclagem pode propiciar mensalmnte.
6 CONCLUSÃO
A logística reversa surgiu para atender demandas oriundas das organizações, go- vernos e sociedade. As condições mercadológicas, hábitos de consumo e necessidades sociais, ambientais e governamentais que se moldam nos tempos atuais evidenciam a importância desta área. Fica claro, o destaque da logística reversa e é uma questão de tempo até que seja assumida como uma atividade estratégica e obrigatória para as mais diversas esferas.
Dentro da logística reversa de pós-consumo, mais especificamente no âmbito dos canais reversos de reciclagem, foram questionados o potencial deste canal e o quanto ele estava sendo utilizado em Fortaleza. A pesquisa exploratória desenvolvida no estudo de caso mensurou a quantidade de lixo reciclável gerada por um nicho específico escolhido, no caso o universo de condomínios de casa e apartamentos na cidade.
O resultado alcançado foi que pouco mais de 20% do lixo gerado é passível de reciclagem. Este percentual esta dividido em 16,8% de plástico, 3% de vidro e 0,9% de alumí- nio. Se considerarmos o universo total da pesquisa, de 5500 condomínios na cidade, temos um número muito relevante de 14,5 toneladas de resíduos recicláveis. É fato também, que estes re- síduos domiciliares são enviado a disposição finais, sejam elas aterros sanitários ou lixões. Isto revela um não aproveitamento deste potencial. A partir desta pequena amostra de resíduos do- miciliares gerados por aproximadamente 770 mil habitantes, pode ser ter uma ideia do potencial total de material passível de reciclagem que é produzido pela cidade de Fortaleza, onde habitam cerca de 2.452.185 habitantes. Assumindo que o povo brasileiro não tem o hábito de reciclar e que não temos estrutura e mecanismos que propiciem esta atividade no país, é assustador mensurar a quantidade de materiais que poderiam voltar pelos canais reversos de distribuição.
Após ratificar a hipótese de subutilização do potencial de reciclagem através da mensuração da oferta de lixo reciclável e da real utilização deste potencial, foi proposta uma solução para este problema. A solução é um sistema de coleta de materiais recicláveis. Este sistema intermedia a captação dos materiais e o consumo pelas indústrias de reciclagem. A prestação deste serviço tem como consequência direta o aproveitamento de uma parte do lixo, que se destinaria a aterros, para reciclagem. São consequências indiretas deste modelo a alavan- cagem da indústria de processamento de materiais recicláveis, bem como a contribuição para mudança e incentivo da cultura de coleta seletiva da população de Fortaleza. Além disso, temos as consequências de cunho ambiental, como o alívio na saturação das disposições finais de lixo e um maior uso de matérias-primas secundárias, diminuindo assim o impacto na natureza de exploração de matérias-primas primárias.
É importante destacar que, através do alinhamento com o objetivos, o estudo de caso apenas propõe um modelo de serviço. Apesar de algumas informações financeiras terem sido colocadas em sua construção, o objetivo não foi a do estudo ou comprovação da viabili- dade financeira do modelo. Os custos ou valores apresentados foram colocados para ajudar na mensuração ou ilustrar os processos e funcionamento do modelo.
Com a finalização deste projeto, conclui-se que a cidade de Fortaleza tem um enorme potencial para o canal reverso de reciclagem, uma vez que produz um grande número
de resíduos que poderiam passar por este canal reverso de distribuição. Conclui-se também que este potencial não é utilizado, por vários fatores, dentre eles a falta do hábito de reciclar da população, a falta de know-how de reciclagem, falta de incentivo, programas e legislações governamentais e desconhecimento por parte da iniciativa privada desta oportunidade de negó- cio. O sistema sugerido é uma alternativa encontrada para a utilização do potencial de resíduos passíveis de reciclagem na cidade. Além dos benefícios no âmbito sócio-ambiental, pode-se destacar o enorme potencial econômico do negócio.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este espaço será utilizado para algumas colocações que não caberiam ser expostas no referencial teórico, estudo de caso ou conclusão.
A maior dificuldade para a conclusão deste trabalho foi a falta de bibliografias dis- poníveis sobre o tema. Apesar de ser um assunto relativamente novo, isso não justifica a pouca exploração deste tema, principalmente mediante a sua importância. São poucos os livros bra- sileiros que abordam o assunto e extensão deles se torna pequena, uma vez que a maioria é inspirada no livro de Paulo Roberto Leite.
Logo, temos como principal fonte o livro Logística Reversa, meio ambiente e com- petitividade de Leite. Apesar do livro abordar todos os canais reversos, tenho também algumas críticas quanto a esta obra. O autor é muito prolixo em sua escrita, repetindo por diversas vezes durante o livro as mesmas informações. Além disso a ordem de conteúdo que o livro apresenta não respeita uma fluxo lógico coerente. Uma última consideração é sobre os casos apresentados no livro, que são em sua grande maioria sobre os EUA e Europa.
Uma outra crítica vai para a a falta de interesse e/ou atitude do governo para tomar medidas que visem os mesmos objetivos da logística reversa. Para exemplificar esta afirmação, citarei dois casos. O primeiro é a política nacional de resíduos sólidos que levou 21 anos de discussão para que sua lei fosse aprovada e até hoje o plano nacional de resíduos sólidos ainda não esta definido. O outro exemplo também esta relacionado ao PNRS, no dia 2 de agosto de 2012 encerrou o prazo para os municípios enviarem ao Ministério do Meio Ambiente um plano para a gestão municipal de resíduos sólidos. A pena para os municípios que não enviarem os planos é ficar sem a ajuda dos recursos federais para investir em qualquer forma de manejo de resíduos sólidos. Apenas 10% dos municípios enviaram os planos e a maioria de baixa qualidade, sem objetivos, metas e orçamento. Essa baixa adesão mostra a falta de interesse e/ou comprometimento dos municípios com o assunto.
Por fim, percebe-se claramente a falta de comprometimento da população para com a reciclagem. Obviamente, uma parte da falta deste hábito é cultural. Porém, com a quantidade de informação que temos hoje sobre os impactos ambientais, é contraditório que a sociedade não coopere com ações simples, como seprar o lixo e dar a destinação correta para pilhas, baterias e eletrônicos.
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