• No results found

4. Metode og forskningsdesign

4.5 Strukturering av intervjuguide

Consultas realizadas no início do estágio

A análise do grupo de residentes permitiu caracterizar as categorias gerais como segue: (1) compreensão da queixa principal referida pelos pais: apesar de alguns residentes iniciarem a consulta por meio de uma pergunta aberta e permitirem o livre discurso dos pais, a maioria deles pareceu não identificar a principal queixa ou preocupação dos pais. Eles precocemente direcionam a consulta para o motivo do encaminhamento e não verificam se esse é a principal questão dos pais naquela consulta. É comum a exploração precoce da primeira queixa referida. Um residente conduz a consulta com priorização das informações registradas no prontuário. Ele não permite qualquer narrativa da mãe sobre o problema de saúde da criança. Nenhum residente aborda a repercussão do problema de saúde referido na rotina da vida dos pais ou da criança. Os sentimentos envolvidos com a queixa ou as explicações dos pais para o aparecimento do problema também não são explorados pelo grupo de residentes. A categoria geral.

A categoria (2): compreensão de outras queixas é pouco caracterizada no grupo de residentes. A maioria não favorece o relato de outras queixas ou problemas pelos pais. Observou-se que o grupo segue o roteiro de anamnese semiestruturado de forma rígida e sistemática. Alguns pais expõem questões por meio de respostas ao roteiro, mas os residentes frequentemente não as exploram ou quando isso ocorre notou- se apenas abordagem do conteúdo técnico-científico.

Na categoria (3), compartilhamento das orientações e decisões, notou-se que várias questões da mãe não são comentadas pelo residente em nenhum momento da consulta e quando, eventualmente isso ocorre, não envolvem as idéias dos pais na

elaboração das orientações. Todos os residentes finalizam a consulta de forma prescritiva, ou seja, expõem o diagnóstico formulado e a proposta terapêutica sem considerar a opinião dos pais nesse processo. Mesmos aqueles residentes que conduzem a consulta de forma mais aberta e que permitem que espontaneamente os pais expressem sentimentos e opiniões a respeito do problema de saúde da criança, não consideram esses aspectos na finalização da consulta.

Várias categorias empíricas foram elaboradas após a observação das consultas de todos os residentes. A categoria interação com a criança apareceu em todas as entrevistas. Observou-se que a maioria dos residentes interage de modo insuficiente com as crianças mesmo quando são pré-escolares ou escolares. Os poucos contatos observados não sugeriu busca pela inclusão da criança na consulta, mas tentativas de distraí-la para que fosse possível entrevistar os pais.

Outra categoria empírica que surgiu com frequência foi a explicação do roteiro

de anamnese semiestruturado. Observou-se que parte dos residentes justifica uma

consulta mais demorada pela necessidade de preencher o roteiro de anamnese.

Na categoria empírica prontuário como principal fonte de informação notou- se que vários residentes apegam-se às anotações do prontuário como fonte de informação durante a entrevista e não permitem que os pais narrem as histórias do adoecimento de seus filhos.

Outras categorias observadas em algumas consultas foram explicações sobre os

procedimentos do exame físico e momentos de silêncio durante a consulta. Notou-se

que o grupo de residentes não explica para a criança ou para a mãe o motivo para a realização dos diferentes procedimentos semiológicos. Os momentos de silêncio observados nas consultas pareceram causar desconforto para os pais.

Consultas realizadas no final do estágio

A análise do grupo de residentes permitiu caracterizar as categorias gerais como se segue: (1) compreensão da queixa principal referida pelos pais: apesar de alguns residentes iniciarem a consulta por meio de uma pergunta aberta, a maioria deles pareceu não identificar a principal queixa dos pais, pois ou abordam a primeira questão referida ou direcionam precocemente a consulta para o motivo do encaminhamento. Uma residente conduz a consulta, predominantemente, por meio de perguntas fechadas

verificando as informações registradas no prontuário. Não permite o livre discurso da mãe e nem a exposição dos problemas de saúde. Outra residente apesar de abordar os sentimentos envolvidos com as questões da criança, ao invés de explorá-los diretamente com os pais, adianta-se nas explicações sobre a resolução do problema de saúde e prescreve tranquilização. Apenas uma residente explora os sentimentos envolvidos com a preocupação referida pelos pais e busca identificar as explicações deles para os problemas de saúde apresentados pela criança. Nenhum dos residentes explora a vivência dos pais com o adoecimento de seu filho.

A categoria geral (2), compreensão de outros queixas, foi poucas vezes caracterizada nesse grupo de médicos. Apenas três residentes buscam ativamente outras queixas ou preocupações dos pais. A maioria dos residentes segue o roteiro de anamnese semiestruturado de forma rígida e sistemática durante a consulta. Alguns pais apenas respondem objetivamente as perguntas feitas pelos médicos a respeito de doenças anteriores, alimentação, hábitos de vida e outros. No entanto, outros pais aproveitam as perguntas do roteiro de anamnese para exporem suas queixas ou preocupações Nesses casos, a paralinguagem, as expressões não verbais utilizadas nas respostas sugeriram preocupação com a questão.

Na categoria (3), compartilhamento das orientações e decisões, a maioria dos residentes orienta os pais durante a própria anamnese, e, frequentemente, as respostas as suas questões contém apenas explicações técnico-científicas. Todos os médicos finalizam as consultas por meio de orientações que não consideram a opinião dos pais na elaboração da proposta terapêutica. Observou-se também, que as propostas terapêuticas têm um caráter genérico e não consideram as particularidades dos pais e das crianças.

Várias categorias empíricas foram elaboradas após a observação das consultas de todos os residentes. A categoria interação com a criança apareceu em todas as entrevistas. Durante a consulta, a maioria dos residentes, ou não interage com a criança ou o faz de modo insuficiente. Quando algum diálogo é estabelecido, pareceu mais uma tentativa de distrair a criança do que de incluí-la na consulta.

Na categoria empírica explicação a respeito roteiro de anamnese

início da consulta. A observação desse fato sugeriu que o residente desculpa-se pela longa consulta que realizará em decorrência desse instrumento de entrevista.

A presença da categoria empírica prontuário como principal fonte de

informação, sugeriu que vários médicos priorizam as informações anteriores contidas

nos prontuários em detrimento do relato pelos pais da história dos problemas de saúde. Outras categorias observadas em algumas consultas foram explicações sobre os

procedimentos do exame físico e momentos de silêncio durante a consulta. Em

algumas entrevistas observou-se que os residentes, quando são questionados, oferecem alguma explicação para a criança ou para os pais a respeito dos procedimentos semiológicos. Os momentos de silêncio apareceram e algumas vezes causaram dispersão da atenção da mãe.

Modificações na condução da consulta no final do estágio

A observação do grupo de residentes no início e no final do estágio sugeriu que houve poucas mudanças no modo de conduzir a consulta, em relação aos objetivos do estudo, nas categorias gerais e empíricas. A maioria dos residentes pareceu explorar apenas os aspectos técnico-científicos dos problemas de saúde da criança. Nenhum residente considerou a opinião dos pais, no momento das orientações e das decisões terapêuticas, sobre as questões referidas por eles. O grupo de residentes demonstrou uma interação insuficiente com a criança, nas duas consultas observadas.