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Straff og ikrafttredelse

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Na década de 1980 o New Public Management (NPM) associou doutrinas de boas práticas organizacionais à administração pública. O NPM apresentou iniciativas para reimpor a ordem na área de TI, especialmente às administrações Canadenses e Estadunidenses (PAPAZOGLOU; HEUVEL, 2007; PERISTERAS; TARABANIS, 2000).

Esse movimento global de incorporar essas novas mudanças se move em direção a “governança da era digital”, que envolve funções de reintegração na esfera governamental, adotando visão holística, estruturas orientadas e melhorias na digitalização de processos administrativos (PAPAZOGLOU; HEUVEL, 2007). Ainda na década de 1990, a administração pública tem sido confrontada com uma série de novas exigências (BECKER et al., 2006), tais como padronização, reorganização, modernização e reinvenção do governo e sobreposição na função e conteúdo. Essas exigências são consequências de aplicações

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informáticas altamente fragmentadas e não relacionadas que resultaram em um grande problema de interoperabilidade (DUNLEAVY et al., 2006), onde o serviço público não estão integrados (JANSSEN; CRESSWELL, 2005) e os sistemas são isolados (PERISTERAS; TARABANIS, 2000). Tais fatos mostram a interoperabilidade como a questão mais crítica que os governos enfrentariam (JANSSEN et al, 2011). Interoperabilidade lidera com dificuldades semânticas, desafios técnicos e organizacionais (TRIPATHI et al, 2012).

Também iniciativas de governo eletrônico (do inglês e-Government), conhecido também como e-governo ou e-Gov, foram creditadas como peça fundamental da reforma governamental (LIM; TANG, 2008). Alguns comentários dizem que a discussão da modernização da administração pública e do e-Gov é muitas vezes limitada à prestação de serviços on-line e a portais de internet da administração pública (BECKER et al., 2006) ou que essa modernização precisa ser mais baseada no conhecimento, centrada no usuário e distribuída em rede (PANKOWSKA, 2008).

Nesse interim, Janssen et al (2011) justifica a AC na administração pública, justamente pela sua característica integrativa, uma vez que nos governos são usados aplicativos de software fragmentados heterogêneos e independentes. Além disso, os bancos de dados são desenvolvidos de forma isolada, desconsiderado a integração e a interoperabilidade entre os dados. Consequentemente, as tomadas de decisão dos governos são independentes e não consideram as relações sistêmicas do governo.

Apesar de AC ser uma ferramenta para garantir o alinhamento de negócios e de TI, existem conformidades desafiadoras, como sistematizar, identificar e descrever os elementos de design sobre o processo e da camada de sistema de integração inter-organizacional (VOGEL et al., 2008). Além disso, sem treinamento, os membros da organização podem não entender a AC, a aplicabilidade da AC, ou contribuições da AC para a organização (HAZEN et al., 2014).

A AC na administração pública tem sido um campo pouco explorado sem definição do termo e estudos empíricos suficientes. É um problema análogo devido à sua relevância em todos os governos ao redor do mundo (nesta pesquisa foram identificados 33 modelos governamentais de diversos países que foram descritos em periódicos relevantes).

Para Janssen e Madsen (2007), e Iyamu e Mphahlele (2014), a AC possui várias definições. Além disso, existem expressões sinônimas, tais como IS Architecture ou Information System Architecture em Caldeira e Dhillon (2010), que faz alusão ao The

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Zachman Framework; Government Enterprise Architecture em Elmir e Bounabat (2012); Government Architecture em Pankowska (2008), Klischewski (2011) e Janssen et al (2011).

Algumas das definições se concentram em atividades corporativas e outros no âmbito técnico. Para Iyamu e Mphahlele (2014), uma boa definição de AC fornece às organizações a capacidade de identificar e fazer alterações necessárias, proporcionando estabilidade e flexibilidade na organização.

Definição comum de AC é basicamente extraída de livros ou de artigos indexados. O livro mais citado é How to survive in the jungle of Enterprise Architecture frameworks: Creating or choosing an Enterprise Architecture framework de Schekkerman (2004). Para o autor, a AC é um programa apoiado por um quadro e uma abordagem, que é capaz de coordenar as várias facetas que criam a essência fundamental de uma empresa de uma forma holística, ou seja, a AC visa comunicar os elementos essenciais que explicam o funcionamento de uma organização, permitindo aos gestores uma ideia clara dos pontos que devem ser tratados para atingir as metas desejadas, explorando continuamente como a TI apoia e melhora a aprendizagem organizacional e a incorporação permanente de conhecimento, auxiliando os gestores na tomada de decisão.

Segundo Dunleavy et al (2006), Iyamu e Mphahlele (2014), AC serve para a compreensão da estrutura de elementos de TI e como ela está relacionada com os processos de negócio e de gestão, promovendo uma organização para alinhar seus sistemas de informação com os seus objetivos de negócio. Esse alinhamento pode ser alcançado por meio da organização lógica de processo de negócio e das capacidades de TI refletindo sobre requisitos de normalização e integração (BIDAN et al., 2012), que engloba a interconexão das aplicações dos sistemas de informação (LAM, 2005) do modelo operacional da empresa.

Hoje em dia as organizações estão cada vez mais usando AC para alinhar a TI com os processos e objetivos da organização de negócios (DUNLEAVY et al., 2006). Este alinhamento é muitas vezes realizado por documentar, visualizar e analisar as relações entre os sistemas e as necessidades organizacionais (LAM, 2005).

Outra missão AC para as organizações de TI é a de garantir a AC como uma plataforma comum que facilita a integração de suas subunidades internas de TI. Com uma AC comum, os processos podem ser integrados e, assim, fomentar o movimento eficiente de atividades ao longo do processo de desenvolvimento de software (DHALIWAL; ONITA, 2011). Há também pesquisas em curso nesta área para desenvolver extensões de modelagem e mecanismos de atendimento de consulta para acomodar a necessidade de gerenciar os

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metadados relacionados com a qualidade, como métricas de qualidade, privacidade, segurança e linhagem de dados (DUNLEAVY et al., 2006).

A justificativa para esta definição é ampla cobertura dos aspectos empresariais, como a visão holística, que abrange uma ampla gama do espectro de informações, negócios e técnicas para a gestão. Além disso, a gestão de AC se destina a apoiar e coordenar a transformação da empresa (IYAMU; MPHAHLELE, 2014).

Dentro âmbito do governo, a AC poderia ser designada como AC de Governo (do inglês Government Enterprise Architecture - GEA) (PERISTERAS et al, 2008;. ELMIR; BOUNABAT, 2012; JANSSEN et al, 2011) ou Arquitetura de Governo (do inglês Government Architecture - GA) (JANSSEN et al, 2011) para se referir a o escopo de governo. Genericamente, uma GA é a descrição conceitual do conjunto de elementos e as relações entre eles que visam criar um conjunto coerente e consistente de relações entre (sub) sistemas (JANSSEN et al, 2011). Esse pode suportar uma ampla gama de objetivos e, normalmente, vai além do aspecto interoperabilidade (LAM, 2005; JANSSEN et al, 2011). Basicamente, GA é a visão da empresa como um todo e traz possíveis futuros estados, ligando a estratégia e as políticas com tecnologia e operações, orientando a criação de novas TIC (projeto como, por exemplo, a criação de um artefato). Ao mesmo tempo, serve como um quadro para o posicionamento do projeto projetos dentro de um quadro maior (JANSSEN et al, 2011).

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