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Stigma of physical, cognitive, and neurodevelopmental disability

In document disability inclusion in multilateral (sider 39-52)

Nesta pesquisa, utilizaram-se dados secundários e dados primários.

Dados secundários são dados e informações documentadas e públicas, de forma escrita ou gravada de alguma maneira.

Dados primários são aqueles coletados diretamente da fonte como uma pesquisa de campo, depoimentos ou testemunho oral, entrevistas, questionários etc., ou em laboratórios. “A documentação direta constitui-se, em geral, no levantamento de dados no próprio local onde os fenômenos ocorrem” (MARCONI; LAKATOS, 2010, p. 169).

Segundo as autoras Marconi e Lakatos (2010):

A pesquisa bibliográfica, ou fontes secundárias, abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo; [...] Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, [...] (MARCONI; LAKATOS, 2010, p. 166).

Os dados podem estar em relatórios, livros, revistas, jornais, documentações e outras fontes impressas, magnéticas ou eletrônicas.

Para esta pesquisa, os dados secundários foram coletados por meio da revisão bibliográfica e os dados primários via um estudo de caso.

3.2.2.1 Revisão Bibliográfica

O avanço do conhecimento coletivo passa por entender o que foi feito antes da própria investigação do pesquisador. Ou seja, “a revisão bibliográfica descreve a história do tema e as principais fontes bibliográficas, ilustrando questões centrais e refinando o foco da pesquisa de maneira que possa acabar levando a uma ou mais perguntas de pesquisa” (GRAY, 2012, p. 49).

Outro caminho possível de ampliar a pesquisa é dado por Triviños (1992), onde a avaliação do material bibliográfico pode mostrar: ‘onde’ outros investigadores têm chegado, ‘que métodos’ tem sido empregados, “as ‘dificuldades’ que tiveram de

enfrentar, o ‘que pode ser ainda investigado’ etc.” (TRIVIÑOS, 1987, p. 100. Grifo nosso).

Creswell (2010) corrobora com os autores Gray e Triviños, onde o pesquisador:

[...] precisa rever a literatura acadêmica sobre o tópico de seu interesse. Essa revisão da literatura ajuda a determinar se vale a pena estudar esse tópico e proporcionar insight sobre as maneiras em que o pesquisador pode limitar o escopo para uma área de investigação necessária (CRESWELL, 2010, p. 48).

Para esta pesquisa, a revisão bibliográfica é composta pela revisão sistemática da literatura e por uma pesquisa bibliográfica.

3.2.2.1.a Revisão Sistemática da Literatura

A revisão sistemática se deu com o uso de base eletrônica de dados, neste caso, a base Scopus, onde foi feita a busca com o uso das palavras-chave e seus cruzamentos, contidos no título, resumo ou palavras-chaves e seus cruzamentos, onde foram encontrados 825 registros e, então, chegando-se a 20 artigos científicos, conforme apresentado no item 2.1 do Capítulo 2 desta dissertação e, na íntegra, no Apêndice A.

3.2.2.1.b Pesquisa bibliográfica

Conforme Marconi e Lakatos (2010, p. 166), para se dar um novo enfoque ou abordagem e chegar a conclusões inovadoras em uma pesquisa, esta não pode ser uma “mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto”.

As autoras apresentam conceitos referentes à exploração de problemas, onde a bibliografia pertinente “oferece meios para definir, resolver, não só problemas já conhecidos, como, também, explorar novas áreas onde os problemas não se cristalizaram suficientemente” (MANZO, 1971, p. 32 apud MARCONI; LAKATOS, 2010, p. 166).

A questão da qualidade da pesquisa e não a mera repetição vazia do que já está escrito. Gray (2012) reforça que a pesquisa bibliográfica é “um método sistemático, explícito e reproduzível para identificar, avaliar, e sintetizar o corpo existente de trabalho completo e registrado, produzido por pesquisadores, estudiosos e profissionais” (FINK, 2005, p. 3 apud GRAY, 2012, p. 87).

Neste trabalho, a pesquisa bibliográfica abrangeu livros, artigos científicos, revistas, dissertações e teses referentes ao tema.

3.2.2.2 Estudo de Caso

O objetivo de um estudo de caso, segundo Martins e Theóphilo (2009, p. 62) “é o estudo de uma unidade social que se analisa profunda e intensamente. Trata-se de uma investigação empírica que pesquisa fenômenos dentro de seu contexto real [...]”. Consequentemente, o pesquisador não tem controle sobre as possíveis sucessões de eventos e suas variáveis. Mesmo assim, o pesquisador estará “buscando apreender a totalidade de uma situação e criativamente, descrever, compreender e interpretar a complexidade de um caso concreto” (MARTINS; THEÓPHILO, 2009, p. 62).

Para o estudo de caso, primeiramente, fez-se a seleção da organização e dos atores. Em seguida trabalhou-se com entrevista semiestruturada e com uma pesquisa documental.

3.2.2.2.a Seleção da Organização e dos Atores

A escolha pela Chácara Beija Flor foi resultado de uma pesquisa de organizações na Região da Grande Florianópolis que se apresentam como Empreendedoras e Sustentáveis para ser objeto de estudo de caso. Após consultar algumas entidades de classe e profissionais do meio empresarial, chegou-se à empresa indicada por consultores do Sebrae/SC, por se tratar de uma empresa cadastrada na referida instituição, como “empresa empreendedora” e “empresa sustentável”, além de ser uma das maiores empresa do ramo, em Santa Catarina.

Os participantes foram definidos pelo gerente administrativo da organização, são os líderes e gestores de áreas administrativas, produtivas e técnicas.

3.2.2.2.b Entrevistas Semiestruturadas

A entrevista seguiu um roteiro, como referência na sua condução (Apêndice B), com os seguintes passos metodológicos:

Pré-campo:

 Definição temas chave e questões;  Escolha dos entrevistados.

 Abordagem e entrevistas. Pós-campo:

 Transcrição e identificação temas (categorias);  Revisão;

 Análise.

As questões são utilizadas como roteiro guia, não sendo, necessariamente, explicitadas ao entrevistado na sua forma e conteúdo. No decorrer das entrevistas, quando o entrevistado aborda um tema proposto, normalmente, já explicita outros temas a serem explorados, suprimindo a necessidade de apresentar a questão.

Apesar das dificuldades na sua condução, por ter a possibilidade de muitas variáveis de comportamento, é uma fonte inesgotável de dados, seja fruto da boa condução, ou observação da fala, sua entonação, bem como seus gestos (GRAY, 2012).

3.2.2.2.c Pesquisa Documental

A pesquisa documental é semelhante à pesquisa bibliográfica, no entanto, ela usa materiais que não receberam tratamento analítico. Neste estudo, utilizaram-se dados documentais da empresa (estudo de caso) e de seu Site.

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