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St. Albans og Verulamium

In document Klassisk Forum, 1999:2 (sider 66-71)

Esta seção é dedicada a analisar os resultados obtidos nas análises fatoriais e de correlação.

A análise fatorial entre os dois constructos revelou que não há indícios de correlações entre as variáveis, ou seja, elas não se relacionam, uma vez que não foram encontradas variáveis de constructos diferentes em um mesmo fator. Os fatores formados mostram claramente os atributos em separado de cada constructo. O valor global do alfa de Cronbach, considerado como ótimo, dá respaldo para o resultado obtido nesta análise, pois a escala como um todo mede a mesma coisa. Portanto, é realizada complementarmente, a análise de correlação de Spearman para tentar refinar o resultado obtido.

A análise de correlação foi de muita valia, pois se pode identificar relacionamentos entre variáveis de diferentes constructos, mesmo esses sendo de pequena intensidade. Pela análise fatorial não foi possível fazer esta detecção, uma vez que as relações foram pouco significativas.

A correlação foi desenvolvida por diferentes prismas, por constructo com estratificação por porte e entre todas as. Em todas as análises, os resultados apontam que existem poucas correlações significativas e de baixa intensidade, prevalecendo o sentido negativo da covariância. As correlações podem ser justificadas a partir de elementos da literatura. A postergação, traduzida na variável montar o produto o mais próximo do cliente, tem como vantagem segundo Van Hoek (1997) a possibilidade de criar várias configurações do produto, a partir da montagem final dos subconjuntos próxima ao cliente, o que permite maior funcionalidade aos produtos, favorecendo, em conseqüência, as empresas que competem por funcionalidade. Por outro lado, a postergação requer uma capacitação logística considerável para poder montar o produto próximo ao cliente, pois requer a concentração de estoques e a movimentação de cargas em centros de distribuição centrais e regionais (PIRES, 2004), o que afeta a fixação do preço do produto. E segundo ZINN e BOWERSOX (1988), os custos para o fornecedor com a postergação incluem estoques, transporte, manuseio, incerteza e gastos com marketing. Para Yeung, Cheng e Lai (2005) e Kronmeyer Filho et al. (2004) as empresas do setor eletroeletrônico são orientadas pelos consumidores, tendo que responder a diversos padrões e requisitos estabelecidos pelos clientes. As decisões tomadas pelas empresas focais são críticas quanto à idéia de integração na CS (MOURITSEN et al. 2003). Em função desses argumentos, e lembrando que as empresas da amostra competem por

qualidade (baixo grau de defeito/requisitos técnicos/funcionalidade) e entrega; percebe-se que quanto menos as empresas competem por variedade de produtos e mudanças rápidas de projeto, mais se pode implantar práticas ligadas à integração das atividades de desenvolvimento de produtos com os clientes; mais se obtém o feedback deles e mais apóiam- nos nas decisões de novos produtos. A variedade de produtos dificulta a montadora focar as suas ações nos requisitos dos clientes, pois a sua atenção fica dispersa. Os clientes são o elo forte da cadeia, por isso, as montadoras tendem a se adequar aos seus requisitos, apoiando-as em suas operações. E por fim, não competir no mercado com produtos de curto ciclo de vida facilita implantar e manter a prática de colaboração de fornecedores na previsão de demanda, pois o giro dos produtos é menos rápido, podendo haver estudos sistemáticos do comportamento da demanda desses produtos, e assim, gerar ações conjuntas de apoio à produção. Grippa et al. (2005) comentam justamente sobre a grande dificuldade para a obtenção de previsões de demanda para novos produtos em função da falta de dados históricos de demanda.

O principal alicerce teórico que pode explicar o fato de haver poucas correlações é o indicativo de Demeter et al. (2006): ao incorrer mudanças estratégicas na empresa focal percebem-se mudanças na configuração (estrutura de relacionamento de clientes e fornecedores) de sua CS. Como as empresas da amostra não são as focais em suas CS principais, provavelmente suas estratégias não influenciam as demais, não podendo ser constatado forte influência das PC das montadoras do setor eletroeletrônico na adoção de práticas de GCS.

O Quadro 19 traz um resumo das discussões sobre as correlações entre as variáveis.

Quadro 19: Resumo das discussões sobre as correlações entre as variáveis de pesquisa Variável do constructo PC Variável do constructo práticas de GCS Intensidade e sentido da

correlação Possível Justificativa

Suporte da literatura

Menor preço Montagem Próxima Cliente

Pequena e negativa

A estratégia de postergação da produção incorre em capacitação logística e conseqüentemente em custos, por isso, quem compete por

menor preço, tende a implanta menos a prática de montagem

próxima ao cliente. Pires (2004) Zinn e Bowersox (1988) Funcionalidade Montagem Próxima Cliente Pequena e positiva

A postergação cria várias configurações do produto, a partir da

montagem final dos subconjuntos próxima ao cliente, o que permite maior funcionalidade aos produtos.

Ou seja, quem compete por funcionalidade, tende a implantar a

prática de montagem próxima ao cliente.

Variável do constructo PC Variável do constructo práticas de GCS Intensidade e sentido da

correlação Possível Justificativa

Suporte da literatura Novo Produto Colaboração Fornecedor Previsão Demanda Pequena e negativa

Quanto menos importante é para a empresa desenvolver novos produtos

em curto espaço de tempo, mais a prática de colaboração dos fornecedores na previsão de demanda pode ser implantada, em função da dificuldade de obter dados

acurados da demanda.

Grippa et al. (2005)

Variedade Produto Integração Cliente

Pequena e negativa

A variedade de produtos pode dificultar a montadora focar as suas

ações nos requisitos dos clientes, pois a sua atenção fica dispersa.

Yeung, Cheng e Lai (2005); Kronmeyer Filho et al. (2004); Mouritsen et al. 2003

Variedade Produto Feedback Cliente

Pequena e negativa

A variedade de produtos pode dificultar a montadora focar as suas

ações nos requisitos dos clientes, pois a sua atenção fica dispersa.

Yeung, Cheng e Lai (2005); Kronmeyer Filho et al. (2004); Mouritsen et al. 2003

Variedade Produto Apoio Cliente Novo Produto

Pequena e negativa

A variedade de produtos pode dificultar a montadora focar as suas

ações nos requisitos dos clientes, pois a sua atenção fica dispersa.

Yeung, Cheng e Lai (2005); Kronmeyer Filho et al. (2004); Mouritsen et al. 2003 Mudança Rápida Projeto Apoio Cliente Novo Produto Leve, quase imperceptível e negativa

A variedade de produto pode dificultar a montadora focar as suas

ações nos requisitos dos clientes, pois a sua atenção fica dispersa.

Yeung, Cheng e Lai (2005); Kronmeyer Filho et al. (2004); Mouritsen et al. 2003

In document Klassisk Forum, 1999:2 (sider 66-71)