5. Squaramide-Based Self-Immolative Spacers: Improving the Leaving
1.2. SQUARAMIDES: FROM SUPRAMOLECULAR CHEMISTRY TO CHEMICAL BIOLOGY
1.2.2. Squaramides as Self-Immolative Spacers for Drug Delivery
A conquista árabe e o estabelecimento do califado tiveram por consequência a unificação de domínios político -culturais anteriormente dissociados (Império Sassânida, Império Bizantino), o alargamento do horizonte geográfico do homem, o remanejamento das correntes de intercâmbio, a penetração de povos até então desconhecidos. Não é, portanto, surpreendente que, pela primeira vez, tenhamos informações mais precisas sobre o mundo negro, tanto do leste como do oeste. Mas enquanto o Egito e o Magreb estavam integrados no corpo do Império e depois da comunidade islâmica, o mundo negro simplesmente fazia parte de sua esfera de influência; daí uma informação parcelar, desconexa, às vezes mítica, mas ainda assim preciosa.
Se excluirmos as fontes arquivísticas, cuja tradição continua no Egito (papiros coptas e gregos de Afrodite, papiros árabes do Faium e de Ashmunayn28,
enfim, no século X, algumas peças de arquivos fatímidas) e que concernem especificamente a esse país, a maior parte de nossas fontes, narrativas no sentido amplo ou indireto, é comum a toda a África. É uma característica evidente nas obras geográficas e que pode ser percebida em vários textos jurídicos. Portanto, parece mais cômodo proceder, nesse caso, a um inventário por gênero, destacando, todavia, a sucessão cronológica e sem perder de vista a estrutura regional.
As crônicas
a) Não dispomos de nenhuma crônica anterior ao século IX. Mas foi no século VIII que se elaborou a informação oral, tendo como centro incontestável o Egito, com exceção da costa oriental da África, em ligação comercial direta com o Iraque meridional. Por outro lado, o caráter excêntrico do Egito, do Magreb e a fortiori do Sudão fez com que, mesmo no século IX, século da explosão da historiografia
28 São importantes os trabalhos de GROHMANN: Arabie papyri in the Egyptian Library. 5 v., 1934- -1959; Einführung und Chrestomathie der Arabischen Papyrus ‑kinde. Praga, 1955. Os papiros gregos e coptas foram estudados por H. BELL. Para os registros fatímidas: SHAYYAL, Majmû at al -Wathâ iq al -Fâtimiyya, Cairo, 1958.
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As fontes escritas anteriores ao século XV
árabe, lhe fosse reservado um pequeno lugar nas grandes ta’rikh29 (al-Tabari,
al -Dinawari, al -Baladhori dos Ansab al ‑Ashraf ) focalizadas no Oriente. Deve- -se fazer exceção a uma crônica até recentemente quase desconhecida: a ta’rikh de Khalifa b. Khayyat30. Esse livro não constitui apenas a mais antiga obra de
anais árabes (Khalifa morreu em 240 H.); conservou também materiais antigos negligenciados por al-Tabari; a destacar, principalmente, suas indicações sobre a conquista do Magreb. Enquanto a tradição medinense deixou na obscuridade a conquista do Egito e do Magreb, dos Maghazi dos quais apenas os traços mais evidentes são referidos, de modo conciso, nos Futuh al ‑Buldan de Baladhori, um jurista egípcio dedica -se exclusivamente ao assunto, numa obra que constitui o documento mais importante do século IX. Os Futuh Misr wa ‑l ‑Maghrib31, de
Ibn’Abd al -Hakam, semelhantes a uma crônica ou a uma obra de maghazi, são na realidade uma coletânea de tradições jurídicas que distorcem a informação histórica.32
b) Após um século de silêncio33 (850-950), surge uma obra fundamental
que parece não ter sido explorada em todas as suas dimensões: o Kitab Wulat
Misr wa Qudhatuha, de Kindi (morto em 961). Essa obra biográfica, que não
é uma crônica, embora possa ser tratada como tal, não apenas encerra dados precisos e de primeira mão sobre o Egito, mas também devido aos primeiros laços dessa província com o Magreb se revela uma das fontes mais seguras para o conhecimento do Magreb no século VIII34. O século X é o século isma’iliano
do Islã e do Islã africano principalmente: consultar -se -ão, assim, os escritos
29 Todavia, é importante assinalar que um dos primeiros historiógrafos árabes, UMAR B. SHABBA nos legou o mais antigo testemunho árabe relativo aos Negros, texto reproduzido por AL -TABARI, Ta’rikh, t. VII, p. 609 -614. Trata -se da revolta dos “Sudan”, em Medina, em 145 H. /+762, atestando uma forte presença africana no alto período. Esse texto não foi comentado até agora.
30 Editado em Najaf, em 1965, por UMARI com prefácio de A. S. al -ALI, 344 p.
31 Editado por TORREY em 1922, traduzido parcialmente por GATEAU, reeditado no Cairo por ’AMIR em 1961. Sobre as precauções que devem ser tomadas para sua utilização: R. BRUNSCHWIG, “Ibn Abd al Hakam et la conquête de l’Afrique du Nord par les Arabes”, Annales de l’Institut d’Etudes orientales
d’Alger, VI, 1942 -1947, estudo hipercrítico que não nos parece prejudicar a contribuição desse texto,
fundamental para o Egito, útil para a Ifrikya, importante para o mundo negro (eventuais contatos de Uqba com o Fezzan negados por BRUNSCHWIG num outro artigo; o famoso tratado chamado Baqt com os núbios).
32 Não há muita coisa para se extrair de um compilador tardio, UBAYD ALLAH B. SALIH, descoberto e magnificado por E. LÉVI -PROVENÇAL, cf. Arabica, 1954, p. 35 -42, como uma nova fonte da conquista do Magreb. E. LÉVI -PROVENÇAL é seguido em seu julgamento por MAUNY, in: Tableau, op. cit., p. 34, cuja análise das fontes árabes, cuidadosa e exaustiva, não se preocupa muito com a crítica rigorosa.
33 Com exceção de algumas crônicas anônimas interessantes como al -Iman wa -s -Siyasa, Cairo, 1904, do pseudo -Ibn QUTAYBA e o anônimo Akhbar MADJMU’A, Madri, 1867.
96 Metodologia e pré -história da África
xiitas, como a Sirat al ‑Hajib Ja far, mas sobretudo a Iftitah ad ‑Da wa do Cadi al -Nu’Man, obra fundamental, sem muitas datas, mas rica em informações sobre o início do movimento fatímida35.
c) A primeira metade do século XI presenciou a redação do famoso Ta’rikh, de al -Raqiq (morto em 1028), fonte fundamental. A obra é considerada perdida, mas o essencial foi retomado por compiladores, como Ibn al -Idhari. Recentemente, um fragmento dedicado à alta época ifriqiyana, descoberto pelo marroquino Mannuni, foi editado em Túnis (1968) por “M. Kaabi”, sem que, com segurança, possamos atribuí -la a Raqiq36.
Em todas essas crônicas, o lugar reservado à África negra é mínimo. Além disso, elas exigem do historiador uma crítica rigorosa, uma confrontação constante dos dados, entre si e com os de outra origem. O historiador do Magreb e do Egito, principalmente, não pode parar nesse ponto: um conhecimento profundo do Oriente é absolutamente necessário. A utilização dessas fontes deve, então, ser completada com a utilização em profundidade das crônicas orientais clássicas.