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SPORPLAN GREFSEN STASJON

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A definição desse construto aplicada ao cenário das discussões contemporâneas apresenta-se, tanto de forma global, enfatizando a satisfação geral com a vida, como dividida em dimensões, que, em conjunto, apontam uma aproximação do conceito geral. Os estudos sobre qualidade de vida podem ser classificados em quatro abordagens gerais: econômica, biomédica, psicológica e geral (Minayo et al., 2000).

A abordagem socioeconômica apresenta os indicadores sociais, já as abordagens médicas tratam principalmente da questão de oferecer melhorias nas condições de vida dos enfermos (Minayo et al., 2000). Qualidade de vida relacionada à saúde (healthrelated quality of life) e estado subjetivo e saúde (subjective health status) são conceitos relacionados à avaliação subjetiva do paciente e ao impacto do estado de saúde na capacidade de se viver plenamente.

As reações subjetivas de um indivíduo com as suas vivências, se pautam na abordagem psicológica que busca indicadores que tratam dessas reações, dependendo, sobremaneira da experiência efetiva da pessoa cuja qualidade de vida está sendo avaliada e indica como os indivíduos percebem suas próprias vidas, felicidade, satisfação. As abordagens gerais baseiam-se na premissa que o conceito de qualidade de vida é multidimensional, apresenta uma organização complexa e dinâmica das suas dimensões, difere de indivíduo para indivíduo em sintonia com seu ambiente e contexto de trabalho, e, mesmo, entre dois profissionais que exercem uma mesma atividade no seu espaço de atuação profissional (Gutierrez & Almeida, 2006).

A qualidade de vida em sua análise aborda uma representação social estruturada a partir de parâmetros subjetivos como destacados anteriormente, bem-estar, felicidade, amor, prazer, realização pessoal, cujas referências são a satisfação das necessidades

básicas e das necessidades criadas pelo grau de desenvolvimento econômico e social de determinada sociedade. Os parâmetros de análise mais complexos ficam vinculados à ideia do ser, pertencer e transformar. Na perspectiva das representações sociais, como será abordada no capítulo seguinte, a pertença grupal fala de um lugar onde as percepções estão vinculadas aos indivíduos que fazem parte desse contexto de comunicação. Desse modo, o pertencer remete às ligações que a pessoa possui frente as escolhas, assim como da participação de grupos, seu estado de inclusão social. De outra parte, o transformar remete à prática de atividades, oportunidade de desenvolvimento das habilidades em variados campos de atuação (Gutierrez & Almeida, 2006). Esses componentes apresentam uma organização dinâmica entre si, tanto o indivíduo como o ambiente, assim como as oportunidades e os obstáculos.

Estudar as representações sociais de profissionais de saúde acerca da qualidade de vida favorece a compreensão de como emerge a sua multidimensionalidade por parte desses profissionais, diz respeito a desenvolver hábitos saudáveis, enfrentamento das tensões cotidianas, consciência dos impactos originários do ambiente, desenvolvimento permanente do equilíbrio interior e na relação com os outros.

No estudo da qualidade de vida, pelos menos duas realidades devem ser consideradas, a realidade do trabalho e a vida social e familiar.O trabalho faz parte da vida do indivíduo, considerado como fonte de subsistência do seu grupo social, e como realização pessoal. O trabalho compreende como ação humana social a capacidade do indivíduo produzir o meio em que vive, bem como a si mesmo. No processo de interação com a natureza, mediado pelos instrumentos fabricados, o indivíduo ao mesmo tempo em que modifica a natureza, também é modificado por ela (Murofuse, Abranches & Napoleão, 2005).

Assim, no contexto da vida e da qualidade de vida das pessoas, o momento do trabalho é tão importante, que precisa ser valorizado e compreendido. Além disso, nos últimos anos, as inovações tecnológicas e organizacionais nas instituições de saúde, vêm causando importantes mudanças, sejam na produção, sejam na sociedade como um todo, com repercussões significativas. No campo de atuação dos profissionais que atuam em instituições de saúde, as pesquisas em relação à qualidade de vida são restritas, principalmente quando relacionam as categorias de enfermagem, médicos, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, com a dos colaboradores das áreas administrativas que juntos fazem um hospital funcionar, e os estudos realizados trazem abordagens variadas, dificultando a comparação de seus resultados.

A qualidade de vida restrita ao ambiente de trabalho envolve aspectos que se relacionam com o significado do trabalho para o profissional, as condições de trabalho, a segurança e os riscos envolvidos, as consequências frente às decisões, à percepção que se tem de remuneração e recompensa, possibilidades de crescimento e desenvolvimento profissional, a forma de tratamento recebida, as relações interpessoais, abertura para agir com criatividade e inovação. Essas condições de trabalho têm implicações efetivas na saúde e na qualidade de vida dos profissionais (Zanelli, 2007).

Se aceita, portanto, que a qualidade de vida possui propriedades que a explicam através de fatores relacionados à multifatorialidade, que depende de várias dimensões é, ainda, uma variável baseada na percepção pessoal, podendo variar com o tempo, a situação e o contexto, e, é subjetiva uma vez que se baseia em aspectos imaturos oferecendo ao indivíduo a possibilidade de viver de maneira que se sinta bem. Fica evidente e claro, que definir qualidade de vida torna-se uma tarefa complexa, estudar esse construto gera opções múltiplas, infindáveis, uma vez que está associada estritamente ao indivíduo em ação, com a forma de vida que desenvolve, com todas as

limitações existentes e impostas, o construto também, se estabelece pelo dinamismo das transformações globais influenciando novas representações nos indivíduos e nos grupos. Como apresenta Minayo (2000) à noção de qualidade de vida transita em um campo semântico polissêmico onde apresenta três lados: o primeiro relacionado a modo, condições e estilos de vida; o segundo inclui as ideias de desenvolvimento sustentável e ecologia humana, o terceiro relaciona-se ao campo da democracia, do desenvolvimento e dos direitos humanos e sociais. Quanto à saúde, essas noções se unem em uma resultante social que se origina da construção coletiva dos padrões de conforto e tolerância que determinada sociedade estabelece para si.

O entendimento proposto pelo tema investigado nesta tese é de fundamental importância, uma vez que apesar das dificuldades conceituais, acerca da qualidade de vida, fica posto que seja um conceito interdisciplinar. Apreender as representações sociais desses profissionais envolvidos com contextos hospitalares da qualidade de vida frente a suas práticas profissionais oferece condições para apresentar novas possibilidades e estratégias organizacionais que viabilizam políticas internas para melhorias das condições de trabalho. Esse é um grande desafio para mobilizar novas pesquisas.

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