III. ÅRETS AKTIVITETER OG RESULTATER
5. Spesielt om barn og unge
A'parte alguns casos benignos, em que as manifestações intestinaes eram pouco in- tensas, desapparecendo em poucos dias, mas conservando os doentes durante algum tem- po uma susceptibilidade do intestino que, pelo abuso da alimentação, dava muitas vezes em resultado uma dysenteria mais grave, a du- ração da doença era muito variável, sendo de
12 a 15 dias n'uns casos e, chegando a três semanas e mais, em outros.
Algumas vezes, passava-se muito tempo sem que os doentes estivessem completa- mente restabelecidos, mas não tive tempo bastante, para verificar se esta doença passa ao estado chronico.
O prognostico dependia do tratamento. Quando este era instituído logo desde o principio da doença, o prognostico era em
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geral benigno. Pelo contrario, quando, os doentes ou a família se descuidavam, o que não era raro ver-se, ou, quando se tratavam, não seguiam o tratamento prescripto pelo me- dico, antes commettiam toda a casta d'abu- sos, desde que sentiam as primeiras melho- ras, eram frequentes os casos fataes.
Algumas vezes, era o medico consultado depois do padre, quando os doentes se apre- sentavam em estado de coljapso, as extremi- dades frias, agitação e delírio, o olhar vago, os olhos encovados, a bocca entre-aberta, o pulso imperceptível, a temperatura muito baixa, suores frios, incontinência das fezes e urinas e um cheiro cadavérico espalhava-se por todo o quarto onde estava o doente, que pouco depois era cadaver.
Tratamento
Depois de terem atravessado a cavidade estomacal, as diversas substancias alimenta- res, penetram no intestino onde sofïrem as ultimas transformações que as tornam assi- miláveis. Juntamente com estas substancias são introduzidos numerosos micróbios vin- dos do exterior, pois, como se sabe, no in- testino do recemnascido não se encontram, apparecendo pouco tempo depois do nasci- mento. O organismo não tendo sufficientes meios de defesa contra a penetração dos mi- cróbios nas vias digestivas, estes chegam ao intestino onde muitos se tornam seus hos- pedes habituaes.
As substancias alimentares vão sendo absorvidas á superficie da mucosa sob a acção, sobre estas substancias, de diversos fermen- tos digestivos. Quanto aos micróbios alguns
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auctores descreveram uma multidão de espé- cies e, estudando a sua acção sobre as substan- cias alimentares, verificaram que cinco espé- cies dissolvem a albumina, uma fal-a in- tumescer, cinco dissolvem a fibrina, duas intumescem-a, quatro dissolvem o gluten, uma saccharifica o amido, outra a fécula, oito coagulam o leite, quatro dissolvem a caseí- na, dez transformam a lactose em acido lá- ctico, dez a glycose em alcool, sete invertem a saccharose, mas não sabemos ainda se es- tas transformações são úteis, tornando-se po- derosos auxiliares dos suecos digestivos e talvez indispensáveis á vida, ou se, pelo con- trario, podem supprimir-se sem inconve- nientes.
. Ao lado d'estas transformações estes ger- mens microscópicos provocam no seio das matérias intestinaes, a formação de substan- cias toxicas taes como: a leucina, tyrosina,
hypoxantina, etc.; corpos da serie aromática como o indol e o escatol; gazes como o hy- drogenio sulfurado, o acido carbónico e o ammoniaco. Podemos incluir, n'um segundo grupo, as toxinas produzidas pela influencia microbiana constituindo as ptomainas, pro- duetos que a experimentação physiologica demonstrou serem extremamente tóxicos.
Finalmente, n'um terceiro grupo, pode- mos considerar as tubstancias toxicas resul- tando da vida dos micróbios.
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Todas estas substancias produzem-se so- bretudo, quando as matérias estão ao abrigo do ar e a temperatura oscilla entre 39o e 40o,
encontrando, portanto, no intestino, condi- ções favoráveis ao seu desenvolvimento. No estado normal, a superficie epithelial da mu- cosa do intestino constitue uma barreira que protege o organismo contra a penetração dos agentes infecciosos, mas, desde o momento em que esta mucosa esteja alterada por uma inflammação ou por um traumatismo e, ha- vendo ulcerações, como na dysenteria, os mi- cróbios, encontrando uma larga porta aber- ta, invadem os tecidos e infectam a eco- nomia.
Portanto, no tratamento da dysenteria a primeira indicação consiste em evacuar o conteúdo intestinal de modo a impedir a re- tenção e putrefacção das fezes, conservando depois o intestino tão aseptico, quanto pos- sível, por meio dos diversos antisepticos in- testinaes.
Gilbert e Dominici dando a um homem adulto são, de manhã em jejum, um purgante composto de quinze grammas de sulfato de soda e egual dose de sulfato de magnesia, observaram que, em seis evacuações que se produziram no dia do purgante, attingindo o peso total de 1,510 grammas, o numero de micróbios, contidos n'estas evacuações era, em media, de 272:253 por milligramma e o
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numero total eliminados em todo o dia foi de mais de 411:000.000.000.
As fezes do individuo em experiência con- tinham, em condições normaes, 67:000 ger- mens por milligramma e o numero total de micróbios que eliminava cada dia era de cerca de 12:000.000.000, tornando-se, portanto, sob a acção do purgante, a eliminação 34 ve- zes mais activa. No dia seguinte, fazendo a mesma experiência no mesmo individuo, en- contraram, n'uma evacuação diarrheica que se produziu de manhã, 55:000 micróbios por milligramma e cerca de 20.000.000:000 na totalidade.
Proseguindo nas experiências, ao terceiro dia, as fezes apresentavam os caracteres nor- maes, o seu peso era de 430 grammas sendo, portanto, muito abundantes, mas muito po- bres em microorganismos, pois só continham 1:350 por milligramma e pouco mais de 500.000:000 na totalidade. Concluíram en- tão que, se o purgante não tinha produzido uma asepsia absoluta, desinfectara, pelo me- nos, duma maneira notável o intestino. Mas, como esta asepsia não é muito duradoura, voltando as fezes rapidamente ao seu typo microbiano normal, a medicação purgativa não é suficiente sendo, portanto, necessário completal-a e manter o intestino constante- mente aseptico, tanto quanto possivel, por meio'd'um regimen dietético apropriado, pe-
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los antisepticos intestinaes e clysteres éva- cuantes e antisepticos.
O regimen lácteo é susceptível de produ- zir uma asepsia quasi absoluta do tubo di- gestivo, a sua acção é lenta e progressiva, produzindo effeito somente passados cinco dias, mas este effeito conserva-se emquanto fôr mantido este regimen, ao contrario dos purgantes cuja acção é rápida, mas pouco persistente.
De entre, os diversos antisepticos intesti- naes deve o calomelanos occupar o primeiro logar, pois é, ao mesmo tempo, purgante e antiseptico. Este medicamento, administrado em doses elevadas, determina effeitos pur- gantes, sobretudo nas creanças, no fim d u m tempo variável e persistindo ordinariamente durante 20 ou 30 horas; as dejecções tomam uma côr verde, devido á acção do calomela- nos sobre a secreção biliar, actuando, por- tanto, este medicamento como cholagogo, devendo, por isso, empregar-se todas as ve- zes que quizermos tornar as fezes biliosas. O calomelanos é um bom medicamento para creanças em razão da pequena quantidade de substancia a ingerir e, sobretudo, por não ter um sabor desagradável. Nos adultos podemos empregal-o só ou associado a outros purgan- tes como o rhuibarbo, a jalapa e a escammo- nea. Ao lado das vantagens que offerece este medicamento, ha grandes inconvenientes que
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reclamam muita prudência no seu emprego, assim as substancias salgadas, a agua de louro cereja, não devem administrar-se juntamente com o calomelanos, que se pôde transformar em sublimado corrosivo, sob a acção d'estas substancias. Estão no mesmo caso os antise- pticos intestinaes como o salicylato de bis- mutho, o benzo-naphtol e muito principal- mente o salol, porque se pôde produzir um composto solúvel ao contacto dos ácidos ori- ginados na sua decomposição. Quando o ca- lomelanos não produz efFeito purgante, é ne- cessário dar um clyster algumas horas depois da ingestão d'esté medicamento, para activar a sua acção.
O calomelanos dá excellentes resultados na dysenteria, mas, nem sempre se pôde em- pregar, por alguns doentes não se sujeitarem á dieta prescripta com a administração d'esté medicamento, sendo necessário substituil-o pelos purgantes salinos, quando quizermos obter effeitos cholagogos.
Os desinfectantes intestinaes mais empre- gados são: o subnitrato e o salicylato de bis- mutho, o benzo-naphtol, o salol e o carvão; O subnitrato de bismutho, introduzido no estômago, é absorvido em muita pequena quantidade; passa quasi todo para o tubo in:
testinal e elimina-se com as fezes que elle cora de negro pela formação de sulfureto de bismutho. A sua acção no tubo digestivo è
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absorvente e tópica; apodera-se dos ácidos livres, embebe-se nos liquidos intestines, neutralisa os detrictos viciados que se encon- tram no tubo digestivo e modifica a funcção e vitalidade das superficies secretoras, dimi- nuindo-lhes a secreção. Segundo Traube este medicamento actua, nas ulcerações do intes- tino, formando á sua superficie uma camada
protectora que põe .as terminações dos ner- vos sensíveis ao abrigo das irritações, oppon- do-se, assim, ás contracções peristalticas re- flexas do intestino!
Segundo Trousseau e Pidoux o subni- trato de bismutho actua, não como pó absor- vente, mas pela transformação em sulfureto de bismutho. N'esta transformação o bismu- tho absorve ou fixa uma grande quantidade
de acido sulphydrico e o acido nítrico é pos- to em liberdade, não se sabendo o que acon- tece a este acido e qual o seu papel, talvez antiseptico, n'estas circumstancias. Na dy- senteria emprega-se associado a outros anti- septicos e ao ópio e á morphina, sobretudo, para combater as dores.
O salicylate de bismutho tem as mesmas propriedades e as mesmas applicações que o subnitrato, tendo sobre este a vantagem de ser um bom antiseptico.
O benzo-naphtol, apesar de haver quem lhe negue a acção parasiticida, é um pode-
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roso desinfectante intestinal que não irrita corno o naphtol a e p .
Esterilisa nas vias digestivas os productos solúveis de origem bacteriana e combate os accidentes febris por elles provocados. Evoald, deitando uma pequena quantidade de deje- cções diarrheicas em duas provetas, verificou que, ajuntando benzo-naphtol a uma d'ellas, só se observava uma fermentação insignifi- cante e na outra, a que não deitou o benzo- naphtol, a fermentação era muito enérgica.
Bruck, administrando o benzo-naphtol a creanças em varias doenças do tubo digesti- vo, taes como: a enterite aguda ou chronica, a dysenteria, a gastro-enterite, o catarrho do estômago e mesmo a enterite tuberculosa, verificou os excellentes resultados d'esté me- dicamento n'estas doenças.
Sob a influencia do benzo-naphtol as fe- zes fétidas tornaram-se inodoras; ao mesmo tempo desappareciam todos os phenomenos mórbidos devidos á absorpção de substancias pútridas.
Nos casos agudos a febre baixava rapida- mente mesmo quando se tratava da tubercu- lose, obtendo-se também, pelo menos tem- porariamente, uma attenuação dos sympto- mas e melhoramento do estado nutritivo do doente.
A sua acção therapeutica produz-se geral- mente passados quatro ou cinco dias, mani-
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festando-se primeiro pelo melhoramento dos symptomas geraes e só mais tarde é que as fezes são modificadas favoravelmente sob o ponto de vista da sua qualidade e da sua quan- tidade. Todavia, em alguns doentes, o effeito anti-diarrheico do benzo-naphtol era insuffi- ciente sendo Bruck obrigado, para completar o tratamento, a recorrer aos adstringentes cujo effeito era sempre prompto, mesmo nos casos em que estes não davam resultado an- tes da administração dó benzo-naphtol.
Muitas vezes havia augmento de diurese sob a influencia d'esté medicamento. O salol ou salicylate de phenol é decomposto pelo sueco pancreativo em acido salicylico e phe- nol, contendo cerca de 38 por 100 de phe- nol; d'esta reacção vem-lhe as propriedades antísepticas e antipyreticas. Tem sido empre- gado com bom resultado e em doses progres- sivamente crescentes nas diarrheias choleri- formes e cholericas, sendo bem tolerado pelo estômago e chegando até a fazer cessar as nauseas e os vómitos.
Valkovitch chegou a empregar 8 e 10 grammas em 24 horas não havendo o menor symptoma de intoxicação.
O carvão vegetal actua como absorvente, desinfectante e anti-putrido. Empregado só faz desapparecer o mau cheiro, mas é insuffi- ciente para destruir os germens, sendo ne- cessário, quando se quizer obter uma acção
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antiseptica, associal-o ao naphtol, iodofor- mio, salicylate de bismutho, etc.
A insolubilidade d'estas substancias tem a grande vantagem de lhes permittir atraves- sar, sem sofírer modificação alguma, as vias digestivas superiores. O maior inconveniente da insolubilidade d'estes medicamentos é a sua accumulação que é fácil de evitar, tendo o cuidado de os administrar em doses frac- cionadas e successivas.
O iodoformio, empregado por Bouchard na febre typhoide ao lado dos outros desin- fectantes de que falíamos, deu a Depied e Barre excellentes resultados na dysenteria, sendo bem claros os seus effeitos numa mu- lher affectada d'esta doença no sétimo mez da prenhez â qual se tinha primeiro prescripto, como tratamento, o sulfato de soda, regimen lácteo e dois clysteres de ipecacuanha um de tarde e outro na manhã seguinte.
Apezar d'esté tratamento a dysenteria continuava e dois dias depois do segundo clyster, manifestaram-se ameaças d'aborto, talvez, devido em parte á influencia da ipe- cacuanha que, como alguns auctores demons- traram, é capaz de provocar contracções ute-
rinas.
Barre observou n'esta doente, além das contracções uterinas, uma dilatação do collo do tamanho d'uma moeda de cinco francos, prescrevendo então capsulas com iodofor-
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mio e ópio, assim como clysteres boricados. Este tratamento fez desapparecer rapida- mente as cólicas, o tenesmo, as dejecções sanguinolentas, bem como as contracções uterinas, curando-se a dysenteria em quatro dias e seguindo a prenhez o* seu curso nor- mal. Tive occasião de verificar os bons effei- tos do iodoformio na dysenteria, empregan- do este medicamento em capsulas associado aos outros desinfectantes e ao ópio em al- guns casos.
O iodoformio parece ter uma acção leve- mente hemostatica, fazendo diminuir o san- gue nas dejecções; ao mesmo tempo o mau cheiro das fezes era disfarçado pelo iodofor- mio, baixando também a temperatura em se- guida á sua administração.
Para completarmos a acção desinfectante dos purgantes e antisepticos intestinaes que reduzem d'uma maneira notável, mas não absoluta as causas de intoxicação, precisamos de atacar a doença localmente e, para esse fim, empregamos os clysteres évacuantes destina- dos a esvasiar o intestino, seguidos de clys- teres desinfectantes.
Segundo Constantin Paul o hyposulfito de soda em clysteres produz a asepsia per- feita do intestino grosso. Empreguei este medicamento, bem como o sulfito de soda e o acido bórico, em agua de malvas, na pro- porção de cinco por cento em clysteres que
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eram immediatamente expulsos, notando-se, sob a sua influencia, um grande melhora- mento do estado geral e tornando-se as fezes biliosas, como depois da administração de um purgante.
Empreguei sobretudo o acido bórico por ser um antiseptico inofFensivo e pelas suas propriedades adstringentes. Para acalmar o tenesmo addicionava a estes clysteres algu- mas gottas de laudano e, por vezes agua de louro cereja, sendo o primeiro clyster expul- so, mas conservando-se, pelo menos, parte dos seguintes. Estes clysteres eram dados duas vezes por dia; de manhã e á noite. Sob a sua influencia diminuía o tenesmo, expe- rimentando os doentes um grande allivio. Para evitar as excoriações do anus, que appa- reciam algumas vezes depois d'uma inflam- mação intensa, recommendava aos doentes lavagens com agua bórica e, nos casos de prolapso do recto, estas mesmas lavagens se- guidas da applicação de vaselina iodoformada. O ópio é indispensável para acalmar as dores abdominaes, o tenesmo e para produzir o somno; para obter este resultado não ha ou- tro medicamento que lhe seja preferível, mas não deve ser administrado*na dysenteria, da mesma maneira que nas diarrheas por indi- gestão, senão quando as matérias solidas do intestino forem inteiramente evacuadas.
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a morphina em poção ou em injecções hypo- dermicas, sendo a sua acção mais rápida e, não tendo esta substancia as impurezas do ópio, a sua acção é também mais segura. Contra o tenesmo tem-se também applicado suppositorios com extracto d'opio, belladona e cocaína. Wood diz ter empregado com bom resultado o gelo sob a forma de suppositorios introduzidos de cinco em cinco minutos e continuados durante uma hora ou hora e meia. A applicação de cataplasmas de linhaça sobre o ventre e os banhos d'assento tépidos e prolongados diminuiam consideravelmente o estado de irritação intestinal.
Os vómitos, algumas vezes incessantes, que appareciam em muitos casos no começo da doença, eram combatidos pela applicação de um vomitório, estabelecendo-se em breve a tolerância p2ra os alimentos e medicamen- tos, até então expulsos com os vómitos.
Para este fim empregava a ipecacuanha que, além de vomitivo, é purgante.
A ipecacuanha emprega-se como purgante quando é tomada em uma grande quantidade d'agua, mas algumas vezes, produzem-se ef- feitos purgantes quando esta substancia é dada como vomitiva; n'este caso uma parte passa para o intestino onde provoca evacuações diarrheicas acompanhadas, segundo Legros e Onimus, de contracções intestinaes mais ou menos enérgicas. A ipecacuanha, considerada
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por alguns auctores como um especifico da dysenteria, emprega-se em poção associando- lhe agua de canella e xarope d'opio segundo o methodo brazileiro e em clysteres produ- zindo effeitos purgantes. Segundo um grande numero d'auctores a ipecacuanha, como os purgantes, actua na dysenteria substituindo a umainflammação pathologica umainflamma- ção franca. Empreguei-a principalmente como vomitivo; como purgante substituia-a, na maior parte dos casos, pelos purgantes sali- nos em pequenas doses e repetidos, porque o tratamento á brazileifa tem o inconveniente de ser caro e a quasi totalidade dos doentes não eram brazileiros. N u m período mais adeantado da doença, quando se manifestava um estado nauseoso, sobrevindo algumas ve- zes vómitos, em seguida á ingestão de ali- mentos, a poção anti-emetica de Rivière era sufficiente para melhorar este estado e esta- belecer a tolerância do estômago.
Contra as hemorrhagias empregava o ópio que, paralysandoos movimentos peristalticos do intestino, favorece a formação de coágulos nos vasos.
Este medicamento associa-se geralmente
JL outros, como já vimos, mas n'este caso, os
que mais convêm, são os adstringentes como o acetato de chumbo, a limonada sulfurica simples ou laudanisada, a agua de Rabel, etc. O iodoformio, além de ser um bom antise-
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ptico, parece ter, como já atraz dissemos, uma acçào hemostatica e, por isso, deve ser sem- pre empregado quando houver hemorrhagias.
O ergotino dá algumas vezes bom resul- tado quando a hemorrhagia é muito abun- dante, mas os seus efíeitos não são seguros. Em alguns casos a hemorrhagia augmentava depois da administração d'esté medicamento. A cephalalgia, quando a havia, não pre- cisava de medicação especial, desapparecendo rapidamente com o tratamento de que temos fallado.
O mesmo acontecia á febre, sendo a qui- nina mais empregada como tónico, do que como antipyretico.
Durante o período agudo da dysenteria, estando o apparelho gastro-intestinal em es- tado de insuficiência digestiva, a dieta con- sistia em uma alimentação liquida, mas repa- radora, constituida por leite e caldos apura- dos. O leite, alem de ser um grande alimento, produz, como já vimos, uma desinfecção re- gular do canal digestivo, mas, infelizmente, os doentes não se sujeitam ao regimen lácteo e a uma grande parte causa tal repugnância que, só com grande sacrifício, conseguem to- mar pequenas porções, sendo necessário ad- dicionar a cada copo de leite uma colher de agua de cal. Como os caldos nem sempre eram apurados, para evitar o enfraquecimen- to em que vinham a cahir os doentes, addi-
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cionava a esta alimentação ovos que podiam ser tomados batidos nos caldos ou bebidos em separado.
Como bebida dava a agua fria bem sup- portada pelos doentes e limonadas de laranja e limão que, alem de serem uma bebida agra- dável, são úteis pelos saes de potassa que conteem os suecos de laranja e limão, sendo estes saes reparadores das perdas soffridas em potassa pelos febricitantes. A agua d'arroz e a agua albuminosa, obtida batendo em agua fervida algumas claras d'ovos, servem ao mes- mo tempo de bebida e de alimento.
Os doentes muito fracos tomavam, ape- zar da febre, uma colher de vinho do Porto juntamente com os caldos.
Passado o periodo agudo d'esta doença, as dores abdominaes desappareciam, bem co- mo o tenesmo, as dejecções tornavam-se diarrheicas, a lingua apresentava-se limpa, vinha o appetite e os doentes, muito enfra- quecidos, pediam alimentos sólidos.
Em alguns a diarrhea desapparecia rapi- damente, sendo substituída pela constipação de ventre, algumas vezes; em outros conti- nuava a diarrhea durante bastante tempo em- pregando, n'estes casos, para a combater, os adstringentes como a ratanhia, a limonada sulfurica, etc. Na maior parte dos doentes, que tomavam caldos de vacca, a diarrhea era muito renitente cedendo só ao bismutho em